Dedicado ao presidente dos outros portugueses, na sequência de uma discussão ontem por aqui havida. Circulava no facebook, e vem mesmo a propósito.
Homens da Luta: O vídeo da vitória e a letra de um Hino Político para toda a Europa
«A luta continua quando o povo sai à rua!»
É uma verdadeira canção de intervenção dirigida aos portugueses e a todos os europeus, com todos os ingredientes das «velhas» músicas de intervenção do 25 de Abril. Aqueles que foram detidos e agredidos durante um comício de José Sócrates levantam mais uma vez a voz. Contra a reacção, contra o capital. Pela luta.
Na Alemanha da Sr.ª Merkl, os Homens da Luta vão dar nas vistas. E não sei se não estaremos perante um fenómeno à escala europeia. Pois é, a luta continua e de onde menos se esperava.
«Vem celebrar esta situação e vamos cantar contra a reacção»
HOMENS DA LUTA – A LUTA É ALEGRIA
«Por vezes dás contigo desanimado
Por vezes dás contigo a desconfiar
Por vezes dás contigo sobressaltado
Por vezes dás contigo a desesperar
De noite ou de dia, a luta é alegria
E o povo avança é na rua a gritar [Read more…]
The Boxer Rebellion – O novo álbum:
Mais um excelente trabalho dos The Boxer Rebellion:
As Ilhas de Bruma
O autor dá pelo nome de Septimus e o album intitula-se “Experimentar na m’incomoda”. Este tema conta com a voz de José Medeiros. Ouçam:
Fantástico, este disco que anda por aí -já o ouvi integralmente- e do qual quase ninguém ouviu falar. Anda tudo surdo?
Ludvig van Beethoven
Für Elise – Bagatelle in A minor WoO 59 by Beethoven
Sempre escrevemos sobre a crise económica, os jogos de bola, especialmente o Benfica, o meu amado clube que, de certeza, esta noite ganha 2×0! Mudemos de tema. Falemos de música e da melhor bagatela nunca antes escrita!
O compositor, nascido em Bona, foi baptizado em 17 de Dezembro de 1770 — faleceu em Viena, no dia 26 de Março de 1827 de mudou a fase da música. Introduziu, com o saber do seu professor, Joseph Haydn (1732-1809). É possível supor que tenha nascido a 15 de Dezembro desse ano, porque era hábito cristianizar ao bebé, antes que a morte os puder levar. Como nos tempos de van Beethoven os pequenos morriam prematuramente, as famílias luteranas e católicas romanas, levavam ao bebé a sua paróquia enquanto puder sair de casa, especialmente no frio do inverno da germânica Bonn ou Bona.
Era o segundo filho mais velho de sete irmãos, dos quais apenas sobreviveram, Kaspar Anton Carl van Beethoven (1774–1815) que também tinha dotes para a música e que morreu com 41 anos; o quarto, Nicolaus Johann van Beethoven (1776–1848), que se tornou muito rico, graças à indústria farmacêutica, e que morreu com 72 ano. Os outros cinco três faleceram ao nascer, e os outros, com dois anos de idade. O seu pai, (1740
Deolinda, Que parva que eu sou – o mp3
Depois dos vídeos e da letra, já pode ouvir ou fazer o download da canção-hino Que parva que eu sou, interpretada ao vivo pelos Deolinda.
[audio:http://aventadores.wpcomstaging.com/wp-content/uploads/2011/02/deolinda-que-parva-que-eu-sou1.mp3%5DDownload: Deolinda – Que parva que eu sou
Os Deolinda e os parvos da santa terrinha
Sempre achei este comentador tosco e trauliteiro. Problema dele, de quem o segue e de quem lhe paga.
Agora deu-lhe para sair do seu campo de conforto – dizer mal de políticos cá do sítio – para chamar parvos aos Deolinda e a quem deles gosta.
É verdade que, a propósito da canção que fala em ser-se parvo, se têm escrito muitas loas e alguns exageros, como esse de se tratar do hino de uma geração.
Eu, que não tenho hino nem geração – o que se compreende se pensarmos que Sócrates ou até o plumitivo primário a quem me refiro têm, mais coisa menos coisa, uma idade aproximada da minha e que um facto desses é suficiente para acabar de vez com qualquer ideia de pertença – acho que parvo é o senhor.
Saberá ele que os Deolinda são uma banda e fazem canções? Canções, isso mesmo, como o parvo do Rui Veloso fez sobre um tal Chico Fininho, a parva da Amália sobre a casa de uma dita Mariquinhas ou outros idiotas fazem sobre temas do seu tempo, como homens que vendem castanhas, touradas, bikinis às bolinhas, cargas em contentores ou comboios a apitar? Sabe o putativo comentarista que as canções não se fazem para salvar pátrias falidas ou indigentes? Sabe que as letras – medíocres, como diz – são apenas letras e devem tanto à literatura como a ela são devedoras as suas croniquetas comuns e repetitivas? [Read more…]
Gary Moore, 1952-2011
Gary Moore, lendário guitarrista de blues, morreu ontem em Espanha. Esta guitarra não voltará a soar desta forma.
Ainda a propósito da letra da canção dos Deolinda “Que parva que eu sou!”
Antes de mais nada: os agradecimentos por ter publicado no Aventar a letra da canção dos Deolinda “Que parva que eu sou!” deveriam ser endereçados a quem fez a transcrição. Infelizmente encontrei-a por mero acaso e indecentemente limitei-me a fazer corte-e-cola sem atribuir os devidos créditos, sendo que agora, espalhada viralmente como se encontra, é impossível corrigir o disparate.
Igualmente por mero acaso dei com este comentário no blogue Cravo de Abril:
Afonso Gonçalves disse…
Uma canção que olha apenas para o umbigo da juventude da pequena burguesia que agora vê a gasolina mais cara e a prestação do carro em falta. Ainda há pouco tempo, riam-se dos marxistas como dinossauros atrasados, agora fazem estas figuras tristes!
Como estão longe de J. Afonso, J.M. Branco e do Fausto.
Pobre música e pobre letra.
E não posso deixar de responder alto e bom som: que parvo que ele é.
Ora expliquem-me lá onde está aqui a “pequena burguesia” preocupada com a gasolina e a prestação do carro. Para alguns idiotas o proletariado é que é, e não pode ter estudos para ser escravo. É desta esquerda que a direita precisa para continuar a fazer de nós parvos.
Deolinda que Parva que eu Sou
canto & letra de olinda. Quem disse que já não se faziam hinos?
E finalmente um hino tem a letra no feminino:
Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
A luta é alegria
Do FMI, o José Mário Branco fala por mim
Anteontem aconteceu no hipermercado, ontem no ‘Prós e Contras’, hoje no café. Não há lugar em que não ouça discutir a vinda do FMI para Portugal.
FMI para a esquerda, FMI para a direita, começo, de facto, a esgotar a paciência; e logo eu, espoliado em 1983, de parte do 14.º mês; como, aliás, milhões de portugueses. Ao ouvir falar do FMI, sou assaltado por um ataque de psoríase que me coço da cabeça aos pés. Basta pensar que os ricos continuarão muito ricos e eu serei condenado a medidas de austeridade. À semelhança de não sei quantos milhões de concidadãos.
Falar ou escrever sobre o FMI, mesmo antes da chegada, é para mim penoso. Nada melhor que recorrer a terceiros. E, neste caso, escolhi José Mário Branco (JMB) para se pronunciar no meu lugar. Sim, do FMI, melhor do que ninguém, JMB fala por mim. Quem não se satisfaça apenas com ‘parte1’, poderá ver e ouvir a ‘parte 2’ aqui.
Bellevue
Hoje lembrei-me desta música, nem sei muito bem por que razão…
“leve levemente como quem chama por mim” [Read more…]
nÃO sEJAS dURO dE oUVIDO #bEST oFF 2010:
As minhas escolhas de 2010:
Regina Spektor – Live in London
Warpaint – The Fool
Belle and Sebastian – Write About Love
Yann Tiersen – Dust Lane
Jónsi – Go
The National – High Violet
Antony and The Johnsons – Swanlights
Agnes Obel – Philharmonics
Isobel Campbell and Mark Lanegan – Hawk
Anne Lene Hagglund – Bird Cherry Grove
Na minha opinião, o melhor do ano foi “Go” de Jónsi
Está explicado
Nunca tinha percebido qual a inspiração do Raul Solnado para este grande momento de humor:
Acabei de descobrir, por via do cantigueiro Samuel uma possível fonte, imaginem quem: José Lello. Sim, o deputado. Cantava tão mal como mais tarde veio a deputar, e nem falemos da sua passagem pela governação e outras trafulhices (onde é que pára aquele processo que metia uns consulados?). Ora ouçam (pouco, não sendo o Zé Cabra pode provocar um efeito similar): [Read more…]
Deolinda
29 Janeiro, Coliseu. Para o ano falamos. Entretanto, 40 minutos de delícia ao vivo.
Captain Beefheart, my captain
Don Glen Vliet, conhecido por Don Van Vliet ou Captain Beefheart (Glendaele, 15 de Janeiro de 1941 – 17 de dezembro de 2010)
Hoje no PORTORiO
O Baú das Músicas Portuguesas – VIII
Foi um fenómeno breve, mas contribuiu decisivamente para a renovação da música portuguesa e talvez até das mentalidades. Chamaram-lhe punk português. Faíscas, Minas & Armadilhas, Aqui d’el Rock, UHF, abriram um caminho que possibilitou o caldo onde nasceria o dito rock português, uma “new-wave” local em que surgiram nomes como Xutos & Pontapés, Corpo Diplomático (ex-Faíscas, mais tarde Heróis do Mar e depois Madredeus, com algumas cisões pelo meio) e até Rui Veloso. Estava-se em 1978.
‘Cambalache’, o tango recomendado para políticos
Estamos em fim-de-semana. É tempo de pausa para missas, idas ao ‘shopping’, ao cinema ou ao pontapé na bola. Ou ainda para permanecer em casa a ler, a meditar na merda a que chegámos ou a tentar reparar o sacana do autoclismo que não se silencia.
Compadecido com a dor do político a quem falta parceiro para dançar o tango, invadiu-me a ideia de recomendar: talvez com este histórico tango, o ‘Cambalache’, a escassez se converta em abundância de pares para dançar. O autor, Enrique Santos Discépolo Deluchi, falecido em 1951, criou-o em 1935.
A letra é intemporal. À semelhança do tango e das milongas que nos cantam para aumentar impostos, congelar salários e pensões, eliminar ou reduzir prestações sociais, infernizando-nos a vida.
Da Weasel, o fim da banda da doninha
Os Da Weasel anunciam que a banda acabou. Quem nunca viu a doninha, já não vê. É pena, a menos que venham projetos melhores – sozinhos ou acompanhados. Aqui, Da Weasel com Manel Cruz, a seguir – carregue em Continuar a ler– bora lá fazer a puta da revolução e, outra ironia, nunca me deixes.
Tony Carreira, o Plagiador
A história já é de 2008 e nunca pensei vir a escrever sobre ela. Mas os comentários de algumas senhorecas mal-educadas, num post que escrevi sobre o concerto de Tony Carreira no Pavilhão Atlântico, obrigam-me a regressar a tão momentoso assunto.
Pois bem. Se o máximo que têm a dizer sobre Sérgio Godinho é que ele é um «garrafão sem pescoço» e que «parece o cu de um cão a cagar, sem expressão e sem alma», minhas senhoras, isto diz tudo vós e sobre a forma como entendem a música.
Quanto a Tony Carreira, lamento, porque até gosto da personagem de homem humilde e trabalhador que ele criou, mas foi acusado de plágio ainda há dois anos. É, pois, um plagiador. Não são necessários grandes argumentos.
Basta ouvir a música que aqui vos deixo, do mexicano Crstian Castro, publicada em 1997 sob o título de «Después de ti más nada». E comparar com a que Tony Carreira publicou em 1999, «Depois de ti mais nada» (que original). Poderão também dar uma olhadela à letra de cada uma das músicas.
Tirem as vossas conclusões e, como já dizia no post anterior, instruam os vossos ouvidos.
Não é igualzinho? Até as malucas aos gritos! Agora vejam a versão Tony: [Read more…]
O Baú das Músicas Portuguesas – VII
Um baú como este, cheio de discos mais ou menos antigos, diversificados e de géneros distintos, tinha que lá ter umas canções de um rapaz de Braga, cabeleireiro, que sonhava fazer uma música onde coubessem o Minho e Nova Yorque ao mesmo tempo. António, era o nome do rapaz.
Tony Carreira no Pavilhão Atlântico: O Mesmo de Sempre
Não é uma crítica ou uma piada. É mesmo o novo nome do álbum de Tony Carreira. Chama-se «O Mesmo de Sempre».
Ou como estamos em presença de um acto de grande honestidade. Ao fim de tantos anos a enganar o pessoal, finalmente o rapaz assume que anda sempre a cantar o mesmo. O Mesmo de Sempre.
Rpaziada que gosta do Tony Carreira, querem um conselho? Ouçam Sérgio Godinho, o cantor que se reinventa constantemente. E instruam esses ouvidos.
Ver também Tony Carreira, o Plagiador







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