Os sons do Porto em Lisboa

Exílio (o repto a um repto a um repto a um repto de um amigo)

O Carlos Fonseca, às vezes, lança-me reptos simpáticos e amigos que eu nem sei se mereço. Desta vez brindou-me com Chico, também Julinho da Adelaide, e desenterrou do baú a saga da MPB dos anos de chumbo e de exílio dos seus criadores.

O Carlos merece que eu encha o meu cálice em sua honra e renove o brinde: esta canção, ou melhor, esta atuação e declarações juntamente com a canção, em 1968, remeteram Caetano Veloso e Gilberto Gil para o exílio londrino em 69.

Um conhecimento razoável da história da música popular bastará para que se perceba uma coisa: não fosse a censura e a contenção de danos (vulgo repressão) e esta música -de que se apresenta um extrato e a ligação para a versão integral – faria os possíveis por incendiar o Brasil de 68. À tua, Carlos.

Chega de Saudade por Chico Buarque e Edu Lobo

A música, a boa música, não tem pátria. É universal, tal como os seus autores (compositores e poetas) e intérpretes.

‘Chega de Saudade’, de 1958, de Jobim e Vinícius, é a música fundadora da  Bossa Nova na MPB. Trago-a aqui pela voz de Chico Buarque e Edu Lobo. O Chico é também um cidadão universal, lutador pela liberdade e a justiça social. No tempo da ditadura militar, viveu exilado em Itália. Mas antes de partir ludibriou a censura com o heterónimo Julinho da Adelaide sem ser reconhecido.

A publicação deste vídeo é réplica aos reptos musicais do meu companheiro Pedro (A.Pedro Correia).

O Baú das Músicas Portuguesas – VI

Abram a boca e espantem-se, até com o autor. Portugal 1978, um disco considerado pela Bilboard um dos 100 melhores do rock progressivo de sempre.

Rodrigo Leão, Coliseu do Porto, ontem:

O Baú das Músicas Portuguesas – V

Desta vez dou mesmo um doce a quem conseguir cantar isto (e já nem peço que seja afinado e sem engasganços).

may malen’s diary, chapter 6

May Malen being spoiled by Mum, at her home in Cambidge: a forbidden spoil!

MAY MALEN’S  DIARY CHAPTER 6

Ensaio de etnopsicologia da infância

I do not know why, I am too little to understand, but I have loved my parents even since I have been able to remember. Both of them have been extremely nice to me. The strength of Dad Felix, his tenderness with me, the way he taught me to walk, step by step, not even touching me as he trusted me that I was not to fall as I did on the day of my tenth’s months. I remember, or Abuelo, Mum and Dad may have told as I was too little to remember every single minute of my life as a little girl. I know very well, both because of my studies and for Abuelo’s explanations that Melanie Klein and Wilfred Bion used to say that children´s memory begin at their 5th month of existence into

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Diary of May Malen

May Malen with Abuelo in Parede, June 3010

Diary of May Malen, Chapter 4

My dearest granddaughter,

I have missed you so much! You have been stolen to me for more than two weeks. I have had no news about you, except an SMS from Mum – telling me that you walk for yourself! Are you still walking, or your pride does not want to admit that not everything is possible in life! I know you fell over, you had to be cleaned as you did not admit for yourself to have had your first failure in your life! You shall have more! And you will have to accept it, as we all do, especially with the support of the world: your parents! [Read more…]

O Baú das Músicas Portuguesas – IV

Também havia esta, ainda por cima com o Zé Nabo ao vivo. Hesitei. Entre duas pérolas, o melhor é ouvir as duas.

Saudade um mês depois:

Opera no Café Iruña em Pamplona – vale a pena ver e ouvir

O 1 de Novembro é desde a minha infância dia de tristeza. Não por se tratar do ‘Dia de Finados’. Ou talvez sim. Já nem sei. O certo, certo é ter sido o dia de desassossego do espírito de criança, por dor que jamais consegui repelir: a morte da minha avó materna. Subsiste sempre na memória, como, anos mais tarde, a partida da outra avó, a paterna, igualmente venerada por mim.

É, pois, neste dia, para mim perpetuamente plúmbeo, mesmo que raiado de Sol, que me refugio na música. E, porque a música é um bem partilhável, permito-me publicar um vídeo, gravado a 7 de Maio deste ano, ‘Dia Europeu da Ópera’, no Café Iruña em Pamplona; um café histórico frequentado por Hemingway, quando viveu em Espanha.

Mesmo para quem já não é novidade, estou convicto de que vale a pena voltar a ver e ouvir:

O Baú das Músicas Portuguesas – III

Sem mais comentários… uma música com mais de 30 anos.

Parabéns D10S

may malen´s diary, the beginning

when Mum and Dad were little and very good friends

Some thirty years ago, I used to carry my youngest daughter to the school, half a block away from the house.  She was blonde, red on her white cheeks, very cheeky, even with me. What a big patience from Dad… [Read more…]

Adeus walkman

Walkman_2610

Tive um walkman. Como muitos da minha idade. Já lá vão uns anos. Era uma companhia habitual e levava-o para quase todo o lado. Nos primeiros tempos transportava-o na sua caixa de cartão e devidamente condicionado no plástico de origem. Como quem compra um carro novo e fica zangado com quem lhe suja os tapetes pela primeira vez. Não durou muito. Essa mania, claro, porque o walkman durou. Com jeito ainda o tenho para ai enfiado.

Era Sony, como só os verdadeiros walkmans podem ser. Preto, com as letras em prateado. Tinha rádio, com mostrador digital, auscultadores e um clip para prender ao cinto. Leu muitas cassetes. Por aquele aparelho passaram horas de Pink Floyd, Beatles, U2, entre muitos outros.

Foi uma notícia, a do fim da venda do aparelho pela marca nipónica, que me fez recordar dele. Tive um walkman. À parte uma certa nostalgia por tempos que já não voltam, segui em frente. Não o choro. Hoje o walkman é uma peça do passado. Já quase não há cassetes, a qualidade sonora é muito melhor em CD ou em MP3, por isso a ‘morte’ do aparelho é natural. Não tem razão de ser nestes tempos.

Depois de divulgada a notícia, o canal Fox, dos EUA, colocou um dos aparelhos nas mãos de um adolescente dos nossos dias, do digital, da internet, dos ficheiros. Andou algumas horas a ouvir cassetes e nem reparou que estas tinham dois lados. Estes tempos não são para o walkman. A reforma espera-te pá.

O Baú das Músicas Portuguesas – II

Puro Pop Dell ‘Artês, um idioma dos anos oitenta.

May Malen´s Diary. Chapter 5

I love my Mother at the most, as I do with Dad

Iam in our garden with Mum, seven monts after my birth. I remember how sweet and lovelly she was, how quiet and serene and how firm, well organized and always pushing ahead the possible and the iposible. [Read more…]

Simplesmente fantástico

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Benjamin Zander sobre música e paixão. 20 minutos de puro prazer (tem legendas em português).

O Baú das Músicas Portuguesas

Se não fosse cá por coisas, oferecia um doce a quem conheça esta pérola.

(para ouvir, de preferência, com auscultadores)

Guns n' Roses no Pavilhão Atlântico. Tocaram esta?


A música que me faz recordar a primeira turma da minha vida de professor. A turma da minha vida. Rio Tinto, 1993. O Tiago lembra-se.

John Lennon, nem o FBI o esquece

Comemorar-se-á amanhã e não hoje como o ‘Google’ anuncia o 70.º aniversário do nascimento de John Lennon, essa figura intemporal, membro de outro ícone lendário dos anos 60, os “Beatles”.

Irreverente, activista pela paz e contestatário da guerra no ‘Vietname’. Justamente por ser adversário dessa ignóbil agressão dos EUA, o FBI acaba de apreender cartão com as impressões digitais de Lennon. Alega o FBI que a apreensão faz parte de uma acção de investigação póstuma sobre John Lennon. Em estado de degeneração acelerado, os EUA ainda se consideram senhores do mundo. Coitados. Olhem para as desgraças sociais em que estão mergulhados. Nem Obama lhes consegue valer.

Eu, por mim, através da canção ‘Imagine’, com letra de sua autoria, presto homenagem a Lennon, assassinado por um esquizofrénico, em Nova Iorque, a 8 de Dezembro de 1980.

Viva Lennon! Abaixo o FBI! 

Ainda os concertos "subsidiados" dos U2 em Coimbra

À atenção do Fernando Moreira de Sá, a quem agradeço a dedicatória mas não perdoarei ter passado pela minha aldeia sem termos bebido um copo: a Turismo de Coimbra, Empresa Municipal, tinha 200 000 orçamentados para animações paralelas aos concertos e para as festas da cidade. Eu diria que a uma boa fatia do bolo foi gasta em Julho. Está em acta municipal, e em Coimbra só não sabia quem não lê blogs.

Claro que a isto convém somar a limpeza (30 000, se bem li), os transportes, e mais uns trocos para acabar as obras do estádio onde não entravam veículos pesados.

Devo dizer que concordo em princípio com o que o Fernando escreveu, e só agora li. É obrigação do município de uma cidade que se pretende destino turístico assegurar uma boa estadia a quem nos visita e o retorno económico foi mais que óbvio. Muita gente prolongou o fim-de-semana em Coimbra até ao 5 de Outubro, e isso foi bom para o comércio e a hotelaria.

De resto quem ganhou mesmo com o negócio até foi a Académica OAF que gere um estádio municipal como se fosse seu, mas antes assim que por outras vias, e deixo o seu presidente arguido Simões para outro dia que hoje não me apetece falar de coisas tristes.

U2 em Portugal 2010:

Foram cerca de 7000 visualizações em apenas três dias naquele que foi o primeiro vídeo que meti no meu canal no YouTube. Foi um concerto memorável numa cidade maravilhosa:

U2 ao Vivo em Coimbra:

É o meu primeiro vídeo no Youtube e dedico-o ao JJC pois foi nessa sua terra, Coimbra, que assisti ontem a um dos melhores concertos da minha vida:

U2 em Coimbra, hoje com uma novidade no reportório

http://www.dailymotion.com/swf/video/x76bf2_gene-kelly-i-m-singing-in-the-rain_music?additionalInfos=0
Gene Kelly – I’m Singing in the Rain

Nunca na minha aldeia tinha visto tanto cota como ontem. Até me senti mais novo.

Pausa para o Fado

O meu companheiro de blogue, Pedro, há uma semana trouxe até aqui a música popular francesa. Hoje, particularmente nostálgico – nem eu sei por que razão – apeteceu-me revisitar o ‘fado’, adorado por uns e amaldiçoado por outros.

Inspirado pelo programa de Carlos do Carmo, na RTP1, relembro as minhas deambulações – emborcações, seria o mais exacto – por Alfama e a voz de Argentina dos Santos, na interpretação do fado menor, “Vida Vivida”:

Como diz a letra, afinal o tempo fica e a gente é que vai passando”.

U2 em Coimbra

Vi-os em Vilar de Mouros, jovens e desconhecidos, creio que pelos idos de 82. Em Coimbra, esta noite, quase trinta anos depois, apresenta-se um super-grupo, provavelmente o maior da actualidade, uma marca planetária a anos-luz dos rapazes de Vilar de Mouros e das ruas de Dublin. Nunca mais os vi e hoje também não calha. Devem estar a tocar à hora a que escrevo este poste. Há três dias, em Sevilha, o início foi como se vê:

e continuou assim: [Read more…]

Musique française à la carte

O companheiro Pedro lançou o repto. Vá lá saber-se por que razão, foi acometido por súbito impulso de um revivalismo da música francesa do século passado.

Pelo meu lado, admirador dos intemporais Piaff, Gainsbourg, George Brassens, Gilbert Bécaud, Aznavour e outros (o belga Jacques Brel também está associado a esta vaga), retribuo com a inolvidável ‘La Mer’ de Charles Trénet:  

Que tal?

Fim de Semana Musical

Depois de ter passado os dois últimos dias a dar-vos música (com clássicos da música popular do séc XX) encerro hoje com filet-mignon.

Em tempos de revivalismos e remisturas várias, também por cá – Deolinda, Oquestrada, Diabo na Cruz, etc.- veja-se esta pérola francesa de Zaz

e o original da inesquecível Piaf [Read more…]

Gainsbourg, Serge

A publicidade, por vezes, roça o genial. É o caso desta imagem dedicada a Serge Gainsbourg, possivelmente o mais fantástico compositor de música popular francesa do séc. XX. Isto, para além do provocador, boémio, polémico, bon-vivant, alcoólico, dissoluto & etc. cidadão público. Se esta ou esta canções excitaram o mundo no seu tempo e se adequam mais à imagem publicitária que o homenageia,

eu escolho outra canção, cuja letra só por si é música, para relembrar Gainsbourg, o poeta. Os menos fluentes em francês que me perdoem, mas só por isto valeria a pena terem-se esforçado um pouco mais.