Jornal O Jogo cai no ridículo

Se o caso que faz notícia é, em bom rigor, uma absoluta nulidade, a falta de profissionalismo de quem a escreveu e do respectivo editor é gritante. A modelo da Playboy andava “aos saltitos” e quase foi atropelada pelo pelotão do Giro. “Infelizmente nada aconteceu“, o que é uma pena, pois teria sido fabuloso se a senhora fosse atropelada. Pelo menos a julgar pelo teor desta peça. Um aplauso para o jornalismo de qualidade.

Imagem via Os truques da imprensa portuguesa

 

O derradeiro truque pré-clássico anti-FC Porto

Nunca ouviste aquela história d’O Jogo estar para o FC Porto como A Bola está para o SL Benfica? Ora aqui está um belo exemplo de como a comparação não podia ser mais certeira. Só falta encontrar um título semelhante n’A Bola, em dia que tenha antecedido um clássico, de preferência nas Antas ou no Dragão, a descontextualizar declarações e a levantar suspeitas sobre Luís Filipe Vieira. Aposto que não será difícil, ou não fossem A Bola e O Jogo igualmente doentes pelos clubes que alegadamente protegem. [Read more…]

Os adjectivos

De là son amertume constante, sa tristesse, sa déception parfois, mais surtout sa hargne et aussi son enthousiasme.

— Amor Cherni

Exactamente:

(1) frustração: nome feminino;

(2) tristeza: nome feminino;

(3a) deceção: “sem resultados“;

(3b) decepção: nome feminino.

Embora seja mais WilmetVan Raemdonck, Havu & Pierrard, deixo-vos Grevisse & Goosse:

L’adjectif est un mot qui varie en genre et en nombre, genre et nombre qu’il reçoit, par le phénomène de l’accord, du nom (parfois du pronom) auquel il se rapporte. Il est apte à servir d’épithète et d’attribut.

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O jornal do incrível

I ne can ne I ne mai tellen alle þe wunder ne alle þe pines ðat hi diden wrecce men on þis land.

The Peterborough Chronicle

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o-jogo

Depois de termos passado pelo Record e pelo jornal da irresponsável resistência silenciosa, para terminar o périplo, só faltava mesmo O Jogo, o jornal do incrível — este e não aqueloutro.

Os meus votos de Óptimas Festas.

Efectivamente.

Até 2017.

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«We have some bad hombres here»

jn20102016

We have some bad hombres here

Donald J. Trump

Light the match to ignite the wrath

Eminem

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Depois de O Jogo e o Expresso terem abandonado o Acordo Ortográfico de 1990 (no que diz respeito a esta prática, o Expresso é useiro e vezeiro), chegou a vez do Jornal de Notícias.

Agradeço a um excelente leitor do Aventar o envio desta primeira página do JN. Efectivamente, mais uma prova de que o AO90 apenas está a ser aplicado em certas cabeças — aliás, como acontece com a guerra, naquela canção do grupo do Muir (do Mike e não do Nathan).

Jornal francês recorda FC Porto de 2004

e jornal português recorda que o Acordo Ortográfico de 1990 não está a ser adoptado.

O Jogo e o Expresso abandonam o acordo ortográfico…

Expresso 652013

… e continuam a aplicá-lo: auto-regulação, *autorreguladora, sector, *setor, direcção, *direto, *extração, pára, *abril, *maio ―  enfim, o costume.

Falta muito pouco para celebrarmos, com pompa e circunstância (já agora, permitam-me), os três anos de adopção do AO90 no Expresso… Perdão, da tentativa de adopção do AO90 no Expresso… Peço desculpa, vou reformular: da não adopção do AO90 no Expresso… Não, não era isto. Outra vez, agora sim… Não. Já chega.

Pois é, falta O Jogo… Pois, não é fácil. Mas, isso, já sabemos.

Post scriptum: Não sei quem vai representar a Associação de Professores de Português, depois de amanhã, em audição na Assembleia da República. Se for a Dr.ª Edviges Ferreira, espero que os senhores deputados lhe perguntem: [Read more…]

Vergonha!

Ao ler ESTE brilhante editorial sobre ESTA notícia já comentada pelo ETERNO capitão, só posso exclamar: VERGONHA!

Desta vez O Jogo foi longe demais

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