A professora com maior probabilidade de levar uma coça à porta da escola

No Texas, esse Estado de americanos rijos, uma professora do que julgo ser o equivalente ao 7º ano decidiu fazer algo pelos seus alunos que tão cedo não lhes sairá da memória. Eu sei que entregar diplomas aos alunos, no final de um ano lectivo, não é particularmente marcante ou inovador. Mas o conteúdo destes diplomas, esse é com toda a certeza. Inclui distinções como “Com maior probabilidade de se misturar com a raça branca” ou “Com maior probabilidade de se tornar um sem-abrigo na Guatemala“. Pedagogia redneck? [Read more…]

Professora na playboy

Sim, é verdade – o leitor do Aventar está habituado a levar com uns posts que prometem muito e depois…

nicole

Mas, desta vez, o prometido é devido. Já passa da meia-noite e a bolinha vermelha já está ali no canto superior direito do ecrã.

Pronto. Agora que já olhou para lá e verificou que a oração anterior se destinava, mais uma vez, a iludir o leitor, repare caro amigo ou cara amiga que uma docente foi despedida por ter sonhado. Calma! Não foi isso.

Ela sonhou aparecer na Playboy e na sequência dessas imagens, pimba – o Crato lá do sítio, coloca a menina nuns patins (esta sugestão para as próximas imagens da coelhinha fica de borla) e ela está fora do meio académico, sendo que nem todos estão de acordo com a partida. Pois, como eu os entendo… [Read more…]

Sexo, sexo e mais sexo

Um tipo escreve sobre educação e tem meia dúzia de acessos.

Um tipo escreve sobre educação, mas faz um título sobre o vídeo da Professora e tem uns milhares.

Moral da história?

Três efes? Não, B de Bruna!

Nas últimas semanas os chamados três efes regressaram em força, como se um movimento desconhecido decidisse em concertação o seu regresso simultâneo. Vejamos: novo disco dos Deolinda, disco da nova revelação do fado castiço Ricardo Ribeiro, novo disco de António Zambujo, o Benfica sagrou-se campeão nacional de futebol, Mourinho apurou o Inter de Milão para a final da Liga dos Campeões contra o Barcelona, o Papa veio a Fátima. Foram notícia? Sim, uns mais, outros menos, foram andando nas bocas do mundo.

Entretanto, em Mirandela, uma professora tira a roupa quase toda e deixa-se fotografar para uma revista. Resultado: Adeus fado, passa bem Benfica, arrivederci signor Papa, Benvinda  Bruna, welcome, du bist willkommen, papava-te toda darling, para uns, vade retro, és uma vadia, bye bye deixa em paz as criancinhas, ganda vaca, para outros. Só aqui, no Aventar, em dia e meio, mais de vinte mil pessoas procuraram sempre o mesmo nome. Sócrates? Obama? Ratzinger? Angela Merkel? Lula? Cameron? Isso queriam eles! Bruna, muito mais Bruna do que os efes e os políticos todos juntos.

Nestes dias Portugal escreve-se com B maiúsculo, pois claro, B de Bruna, B de “Boa-comó-milho”, B de “Bai-tembora”, B de Bortugal. O resto é só conversa. A Bruna não, a Bruna, dizem os vinte e tal mil visitantes que cá vieram ver a professora, a Bruna é que é Real.

Professora Bruna: Vereadora de Mirandela vai ser próxima capa da «Playboy Portugal»

EIS UMA FOTO EXCLUSIVA DA VEREADORA TESUDA, QUE VAI PASSAR A PREENCHER O IMAGINÁRIO DAS CRIANÇAS DO CONCELHO


Ainda as ondas de choque da publicação das fotos ousadas da professora Bruna na «Playboy» não terminaram e o Aventar já está em condições de anunciar que a Vereadora da Câmara de Mirandela que decidiu a demissão da jovem professora irá ser a próxima capa da versão portuguesa da revista americana. Dizem as nossas fontes que irá fazer-se retratar em poses sensuais ao lado do presidente José Silvano.
Sejamos claros e falemos a sério: se a vereadora tem inveja da professora Bruna, que tem um corpo de fazer espernear qualquer canastrona, o problema é dela.
É que se tivesse sido alguém acusado de roubar, nem que fosse para comer, ou de fugir aos impostos, ou de ser militante de um Partido que todos nós sabemos qual é, a Vereadora iria dizer que devia esperar-se pela Justiça. E nada faria.
Como é um caso de vida privada, que envolve nudez, a Vereadora julga-se no direito de decidir pela sua própria noção de moral e bons costumes.
Sou professor e sei perfeitamente que o caso seria motivo de alarido na escola. Uma semana, no máximo duas. Depois esquecia.
A professora Bruna, caros leitores, recebe cerca de 400 euros por mês da Câmara Municipal de Mirandela. A recibo verde e com contrato até final do mês de Junho.
Respeitem os professores antes de dizerem o que quer que seja acerca da sua conduta.

No Reino Maravilhoso do Mamilo

“Vou falar-lhes dum Reino Maravilhoso. Embora muitas pessoas digam que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo. O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade, e o coração, depois, não hesite”

Um Reino Maravilhoso (Trás‑os‑Montes), Miguel Torga in Portugal

Desembarquemos em Mirandela que aqui não há mães de Bragança! – desembarquemos, pois.

Bruna Real, uma professora a recibos verdes contratada pela Câmara Municipal de Mirandela para trabalhar numa escola do concelho decidiu, no seu tempo extra-curricular mostrar-se ao mundo com pouca roupa, como se Maio fosse um mês de verão. A vereadora do pelouro da Educação da CM Mirandela, responsável pela contratação diz que sentiu mal. À RTP, a senhora vereadora tranquiliza os encarregados de educação dizendo que “será muito difícil esta professora voltar a ser admitida“. O critério para tal, diz a senhora, é a “boa conduta”. A boa conduta? [Read more…]

A alegria voltou a Mirandela

As mulheres de Mirandela encontram uma fogosidade nos seus maridos que as faz muito felizes, não acostumadas a tamanhas provas de dedicação e carinho, as mulheres de Mirandela preparam-se para lançar um “abaixo assinado” no sentido da professora que se despiu nas páginas da PlayBoy não seja desterrada para muito longe.

Afinal, quando uma e outra vez são chamadas à escola para autorizarem os seus filhos a terem aulas de educação sexual, que melhor “material didáctico” para os jovens começarem a conhecer o corpo humano? Não é por aí que se começa?

Restaurantes e tabernas têm tido um movimento inusitado, com uma boa procura interna( sim, que nós tambem ouvimos o Santos…) com amigos de meia idade que guardam para a sobremesa a leitura atenta da revista (há ainda por aqui muito quem não saiba ler) e famílias em franca harmonia.

Os ginásios têm tido um incremento na procura impressionante, com as garotas a trabalharem o “body” para ficarem como a professora, em vez de irem para as noitadas, o fumo e os “shots”. Os adolescentes rapazes andam um bocado com a mão direita caída mas nada de preocupante, faz parte da fisioterapia para quem trabalha muito no computador.

Os únicos que não comungam da alegria parecem ser o Presidente da Câmara e o Director da Escola, um e outro preocupados por as pessoas poderem concluir que serão felizes se pura e simplemente os ignorarem!

Hipócritas ! Deixem a rapariga fazer da vida dela o que bem entende! Faz mal a alguem?

Bruna, a professora da Playboy


Foi despedida por se ter despido para a «Playboy». Vivendo e trabalhando em Mirandela, já devia saber o que lhe ia acontecer.
Mostrar o corpo ainda é crime e principalmente em TRás-os-Montes. Quem não se lembra das mães de Bragança…

A Câmara já avisou que será excluída no próximo concuro. Motivo: ter mostrado as mamas. É que está-se mesmo a ver que, nas AEC’s (crianças até aos 9 anos), ia estar tudo a tocar uma enquanto ela dava a aula. Não a deixam ser professora, pode sempre ir trabalhar para um bar de alterne. Não se mostra aos alunos, pode sempre mostrar-se aos seus papás.
As aulas em Mirandela vão passar a ser mais feias. Ponham a vereadora a dar aulas.

ÚLTIMA HORA: VEREADORA DE MIRANDELA VAI SER A PRÓXIMA CAPA DA «PLAYBOY»

O futuro de Anabela Lopes de Abrantes

O futuro de Anabela Lopes de Abrantes

Em desespero, nos anos 80 do Século passado, procurava uma casa para o meu projecto de pesquisa sobre O Saber Letrado, financiado para mim e equipa pela antiga Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica (JNICT), que muito bem nos tratava, hoje Fundo para a Ciência e Tecnologia (FCT). Éramos vários. A casa devia ser grande e isolada: demanda da minha equipa!

Acabava de estudar as mentes dos membros da aldeia de São João do Monte. Para esse estudo, residi na casa de um pastor de ovelhas, com a sua mulher e os seus filhos. Aluguei-lhes um quarto. Às vezes, cozinhava o meu comer, outras, era convidado pela família. A pesquisa demorou um ano: nem sempre podia estar na aldeia, situada a oito quilómetros de distância da Vila de Nelas, sede do concelho. Usava um carro Morris, desses pequenos, denominado mini Morris. Carro trazido da Grã-Bretanha, com o volante do lado direito. Um desespero! As ultrapassagens eram impossíveis, não havia auto-estradas em Portugal, apenas a A1, ou Lisboa – Porto, desenhada para entrar em todas as cidades. Um desespero! Mas, nós que gostávamos de pesquisar, não nos importávamos. Íamos. Éramos fortes. Tínhamos imensa paciência. De Lisboa a Nelas, era preciso passar por Coimbra, pelas intermináveis curvas da estrada da Beira. Entre Coimbra e Nelas, pelo menos cinco horas de condução, e entre Nelas e São João do Monte, mais uma hora. A sorte foi ter acabado num livro intitulado Fugirás à Escola para Trabalhar a Terra. Ensaios de Antropologia Social, publicado em 1990 b), pela antiga Escher, hoje Fim de Século. O livro acabou por ser publicado também em Paris, pela Editora L’Harmattan: Échec Scolaire ou École en Échec? que até ao dia de hoje não pagou nem meio cêntimo pelo texto…mas vender, vendeu e bem, com 2ª edição. Como dizem por ai, todo o escritor de livros de ciência, é um escritor pobre….A minha pesquisa acabou na rodagem de um filme, realizado por Sarah Harrison, Alan Macfarlane e eu: Of priests, peasants and, peacocks gravado em DVD na Biblioteca da Universidade de Cambridge, Universidade a que os três pertencemos. Com esse filme, acabei a minha pesquisa em São João do Monte: o início foi desesperante, ninguém queria falar comigo, fugiam, escondiam-se, eu tinha que meter um pé entre a porta e a aduela da mesma. Tanto insisti, que acabaram por ser meus amigos e contaram-me as suas histórias de vida. Mas, fiquei farto e cansado, cheio de frio, sobretudo no inverno quando ia pastar as ovelhas com o Manuel, o senhor da casa onde eu morava. A sua história de vida era tão criminosa que não a reproduzi, publiquei apenas alguns excertos na nossa Revista Ler História.

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Não traumatizem a menina que agrediu a professora à dentada


A professora diz que saiu da sala. Ora, um professor não pode sair da sala. Teve o que merecia.
Depois, não deixou a menina escrever na mesa. O que é isto, cercear os dotes artísticos de uma jovem, uma potencial Picassa? Foi muito bem feita.
Depois, dá aulas em Gondomar. Não se pode queixar. Quem dá aulas em Gondomar sujeita-se.
Por fim, chama-se Lachado. Lachado??? Lachado??? Mas que merda de nome é esse? Cá para mim, quem se chama Lachado não merece a mínima consideração.
A menina de 10 anos fez o que devia ser feito. É que uma professora dessas… só mesmo à dentada!
Por isso, façam o favor de não traumatizar a menina. Não a castiguem e não digam que ela é uma cadela. No fundo, no fundo, a menina está a ser vítima de bullying.

Guilhermina Rego

O que leio nos jornais deixa-me boquiaberto!

Suspeita de corrupção ao mais alto nível!

Cem milhões de euros!

Professora da Faculdede de Medicina!

Vereadora da Coesão Social!!!

Professora de Ética!!!!!!

Das duas uma: ou eu não entendo esta merda de mundo ou esta merda de mundo não me entende a mim.

Por tudo o que se passa à minha volta, cada vez mais me convenço de que a única barrela deste planeta está no desaparecimento da raça humana, único ramo da evolução que acabou com a dignidade natural do ser vivo.

A professora, a aluna e os processos delas

O caso da professora de Espinho que viu uma aula sua gravada por uma aluna que facultou a gravação à comunicação social resultou numa suspensão de 6 meses à professora e no arquivamento do processo à aluna.

Sobre os processos não me posso pronunciar, por razões óbvias. Sobre a gravação integral, e não a montagem ranhosa que passou nas televisões, posso, uma vez que a escutei no DN. A montagem retirava do contexto frases que mudavam de sentido. Explicar a alunos do sétimo ano as peculiaridades da sexualidade entre gregos e romanos pode não estar expressamente no programa de História, mas se é uma infracção agradecia que  em coerência acabassem desde já com a educação sexual nas escolas.

Também sugeria à Inspecção Geral da Educação que fosse muito clara sobre o arquivamento do processo instaurado à aluna. É lícito um aluno gravar uma aula sem conhecimento dos presentes? É que se é convém saber, e penso que todos os professores devem passar a gravar eles próprios as suas aulas, já que em caso de se repetir uma montagem manipulada sempre têm um recurso para se defenderem, se é que há defesa possível.

Resta saber se num caso mediatizado da forma como este foi e usado politicamente pelas centrais de comunicação do governo haveria outra solução possível, fora do recurso aos tribunais que se vai seguir.