Com 64 anos de idade, a locomotiva E112 parte da estação do Tua para uma viagem de 133 km em direcção a Bragança; à direita, a Linha do Douro, na altura ligando ainda o Porto a Salamanca e Madrid em comboio directo com restaurante a bordo.
Porto Boavista
Avenida da França, Linha da Póvoa e Guimarães, 1968; esquerda é visivel a anterior estação terminal Porto Boavista. À cabeça de um comboio muito provavelmente oriundo da Póvoa de Varzim, a locomotiva E141, de fabrico alemão, da série mais potente das vias estreitas portuguesas. Poucos anos faltavam até que começassem a concorrer directamente com locomotivas a diesel. Não perdiam a corrida, diz quem sabe.
Avenida da França
Avenida da França em 1968; à esquerda, uma locomotiva a vapor da série 140 (a mais potente das vias estreitas portuguesas), fabricada pela Henschel (Alemanha) em 1931. À direita, uma automotora de fabrico holandês Allan. Este troço comum às antigas vias métricas da Póvoa-Famalicão e Guimarães é agora ocupado pelo Metro do Porto: estação Casa da Música.
Apeadeiro da Fonte do Prado
Apeadeiro de Fonte do Prado (Carviçais), meados dos anos 70, na mais inusitada Linha portuguesa.
Ramal de Montemor
A Estação Mais Alta de Portugal
A cerca de 866 metros de altitude, a estação ferroviária de Rossas é (foi) a mais alta de Portugal; do alto da Serra da Nogueira, mirando, de um lado, Bragança e, do outro, Macedo, Mirandela e o Douro, Santa Comba de Rossas viu passar os comboios entre 1906 e 1992. O IP4 chegou já depois de Cavaco Silva ter feito saber que as “acessibilidades” é igual a estradas. Ainda bem que jorra o petróleo no Beato…
(foto de Detlef Schikorr, ca. 1973)
Geração da Casinha e Carrinho dos Pais…
Às portuguesas e portugueses que vivem há décadas na casinha dos pais desejo que tenhais, grátis e para sempre, uma auto-estrada à porta de vossa casa; e, acaso vos percais, haverá sempre uma placa a apontar o Progresso e o Futuro da vossa (minha) geração: a fuga…
Vigo
Vigo, como o Porto, já teve uma vasta rede de eléctricos. Qualquer dia regressam.
"Como Chegar ao Hotel Onix"
“Do aeroporto do Porto apanhe um taxi para a Estação dos comboios, Depois apanhe um comboio para mangualde, de Mangualde apanhe um táxi para o Hotel.” (uns meros 24 km)
Do aeroporto do Porto apanhe um taxi para a estação dos comboios? – qual delas? Ao contrário de Viseu, o Porto tem muitas! talvez lá se possa chegar de metro, não?… a Campanhã, a São Bento, a General Torres, a Contumil, a Rio Tinto… de metro!…
Eu nunca pensei viver tanto quanto se me permitisse ver alguém propôr o comboio como forma de chegar a Viseu… indo eu, indo eu a caminho de Viseu…
Gelfa
Sob a Estrada Nacional 13, a jusante do apeadeiro da Gelfa, Linha do Minho, anos 60-70.
Ah, Viseu!…
(Bragança) Viseu teve “o transporte do futuro” entre 1914 e 1990; Fernando Ruas, eternizado autarca do cavaquistão, mandou, com as máquinas da própria autarquia, derrubar o ingente edifício da estação, soberbamente localizada no sopé do centro histórico da cidade. A Viseu chegaria o IP5 (a salvação) para, recentemente, o ver substituido pela A25 (ainda grátis) e complementado pela A24 (grátis, desde a fronteira de Chaves).
Curioso será notar que, até 1990, a Viseu se podia chegar por duas vias férreas – Linha do Dão (desde Santa Comba Dão, Linha da Beira Alta) e Linha do Vouga (desde Espinho/Aveiro). Com o dinheiro da Europa, a aposta foi desmantelar, não modernizar. E Viseu tornou-se assim naquilo que é hoje: a maior cidade da Europa sem acesso ferroviário. O mesmo que o demoliu anda há anos a pedir comboios…
"Turismo no Município de Castro Daire"
Este post é uma saudação elogiosa a um município cujos autarcas respondem na primeira pessoa ao que a sua função (voluntária) os obriga; E como, por exemplo, aqui em Braga ou em Tadim, até as cartas registadas com aviso de recepção ficam longos invernos sem o mínimo ui ou ai, não posso deixar de relevar a minha recente experiência democrática. A mensagem que enviei há dias reza mais ou menos assim…:
Vila Pouca de Aguiar
Neste troço da Linha do Corgo transita agora uma variante à Estrada Nacional 2, a auto-estrada grátis nº 24 não aparece na imagem que terá sido tirada nos primeiros anos da década de todas as expectativas.
Natureza by EDP…
A “natureza” no vale do Tua na visão da EDP (com o alto patrocínio dos ministérios da Cultura e Ambiente, várias autarquias locais e alguns deputedos eleitos por Bragança e outros) e na visão da… Natureza.
Nota: as imagens foram obtidas sensivelmente no mesmo local – foto da esquerda e da direita. Sim, sim, aquele paredão, sim, avista-se, sim, do rio Douro – ainda classificado como Património da Humanidade. Resta saber se a única região turística que tem crescido nos útlimos anos estará disposta a abdicar daquele título. Os seus autarcas estão! As suas populações… também! Os deputedos… também!… os governantes também… ansiosamente!
Olha, Bragança!…
Bragança teve “o transporte do futuro” entre 1906 e 1992; levou-o lá bem acima a monarquia e mandou-o retirar a mesma pessoa que os transmontanos, em apoteose, elegeram como seu novo Presidente da República pela significativa votação democrática de 65%. Ele levou (embora) o comboio, levou o IP4 (a estrada da salvação de Trás-os-Montes e, 300 mortes depois, a estrada da morte). Sim, sim, o futuro de Trás-os-Montes já não passa por uma estrada cancerosa mas sim pela A4… a pagar!
Entretanto, 35 km a norte de Bragança, em Sanabria, constrói-se uma estação nova para nova linha de Alta Velocidade Madrid-Galiza. Mais depressa se chegará a Madrid do que ao Porto…
Salus, Vidago, Campilho e Pedras (Salgadas)
Faz bem o FMS beber uma Vidago; não conheço nenhuma outra pequena localidade portuguesa cujas três (ex) paragens ferroviárias fossem conhecidas que não pelos ferroviários. Provavelmente já todos bebemos água “Vidago“, “Salus” ou “Campilho“. No ramalhete das águas preciosas da mais que centenária Linha do Corgo, só falta mesmo “Pedras Salgadas“, a jusante, e Chaves, no terminus da linha, 98 km volvidos desde a Régua, caminho que nunca foi de Verin (Espanha) ou da nova linha de Alta Velocidade lá próxima.
E porque o petróleo brota no Beato, a Linha do Corgo foi já completamente obliterada por uma dessas coisas da moda, “grátis”, de seu nome “24”.
Entrando no Espoliado Reino Maravilhoso…
Pela outrora fronteira ferroviária de Barca d’Alva, Linha do Douro. A fotografia terá pouco mais de 40 anos.
O Descarrilamento
Que acontece quando um país troca o seu caminho-de-ferro por muitas auto-estradas “grátis“.
























Recent Comments