Projectos da estação ferroviária de Lamego (final dos anos 1920, nunca construída); no entanto, todo o canal e a ponte do Varosa vieram a ser rasgados permacendo até aos dias de hoje. Ao lado existe a AE 24 (Viseu-Chaves), “grátis”.
“Railway & Statistical Map of Spain & Portugal”
Por volta do ano de 1885. Já era possível sonhar ir do Alto Minho ao Baixo Alentejo; em mais meia dúzia de anos, o caminho-de-ferro chegaria também a Faro e Mirandela.
Claro que se pode mudar a Lousã para Coimbra, mas fica mais caro
Um dos problemas de asnearmos é a tentação em continuar a asnear, negando a asneira. Acontece aos melhores. A João Pinto Castro acontece mais vezes. Tirando pormenores irrelevantes como colocar Coimbra no interior, uma disfunção geográfica que talvez ainda seja tratável nas Novas Oportunidades, JPC descobriu o absurdo:
Ora o meu ponto é precisamente denunciar esse absurdo: não faz sentido algum que uma cidade pequena como Coimbra tenha um subúrbio a 30 kms de distância.
Não faz realmente sentido. Quem mandou as pessoas instalarem-se onde tinham um comboio para aceder ao seu local de trabalho? as pessoas deviam estar todas a viver em Coimbra, admitindo que Coimbra faça sentido.
Agora, e para conhecimento do JPC, as pessoas tiveram a ousadia de fazer pior, espalharam-se num raio de 50 km não por terem aderido à ideologia da ruralidade, as pessoas não vivem em ideologias vivem em casas, e as casas em Coimbra tiveram durante décadas um dos m2 mais caros do país, mas por falta de dinheiro, ao contrário do que JPC pensa a ruralidade não é uma ideologia é uma necessidade. Estas pessoas, sobretudo as mais jovens, vivem no rural porque não conseguem ir para o mais urbano. Existe uma ideologia urbana que prega a ruralidade mas não é para aqui chamada. A Cidade é outra, e das Serras nem se fala.
Agora quando diz que [Read more…]
São Portugueses, Querem o Comboio
Alguns ainda se lembram, outros preferem fazer esquecer; em 1992, o sinal telefónico e de rádio foi cortado em Bragança ao mesmo tempo que a GNR barrava em sua casa o presidente da Junta de Freguesia, ao mesmo tempo que o Governo de Cavaco Silva removia da estação aqueles que foram os últimos comboios a visitar a cidade. Foi em 1992 e Portugal era já um país livre, democrático e a receber chorudo dinheiro da Comunidade Económica Europeia… Estórias da ultra-periferia do Império.
Metro Mondego, ramal da Lousã e poeira para os olhos
O assassino de comboios de serviço no governo mandou a primeira bojarda sobre o assunto e João Pinto e Castro veio logo defender o homicídio do ramal da Lousã. Era preciso um idiota útil para o efeito e apareceu um inútil.
O ramal da Lousã seria deficitário se fosse só um ramal. O metropolitano de superfície de Coimbra, Metro Mondego de seu nome, não será deficitário porque com a sua componente urbana garante a viabilidade do empreendimento coisa que foi estudada durante anos, e aprovada pelo governo, que o afirmava há exactamente um ano. Acresce que encerrar uma linha e investir milhões nela para agora querer abandonar o projecto é de tolos.
João Pinto e Castro queixa-se do fanatismo pela ruralidade. Não lhe vou explicar que a Lousã e Miranda do Corvo cresceram como subúrbios de Coimbra precisamente porque tinham comboio, porque isso implicava explicar-lhe um bocadinho de geografia, tarefa complicada.
Eu e os meus conterrâneos, de todos os partidos, somos mais contra o fanatismo pelos transportes urbanos subsidiados, como os de Lisboa e Porto, que nós pagamos sem os usar. O que já pagámos ao longo destes anos chegava para manter o comboio como estava mas nem é isso que queremos: muito simplesmente pedimos que acabem a obra que começaram, e que não inventem estudos, quando se preparam para privatizar todas as linhas de comboio rentáveis, nomeadamente as suburbanas de Lisboa e Porto.
Central de Camionetes de Bragança
Do comboio foi entre 1906 e 1992. Depois vieram os burocratas e escavacaram Trás-os-Montes.
Os identificadores para as SCUT são desnecessários

Há condutores que ainda não receberam o identificador para as SCUT, pedido e pago em Outubro, o que não os tem impedido de usufruir das benesses previstas, uma vez que a matrícula já está registada no sistema. Este facto conduz à conclusão de que os referidos identificadores não são necessários, sendo, portanto, incompreensível o pagamento dos mesmos, quando um simples registo da matrícula teria sido suficiente.
Este facto constitui mais uma imoralidade, uma vez que os utentes foram obrigados a realizar uma despesa desnecessária, proporcionando ao Estado mais uma receita. Mais um momento de absurdo, e, eventualmente, de ilegalidade, a juntar aos disparates associados a outros tipos de pagamento e à injustiça de impor cobranças nestas estradas, como já se pôde verificar aqui.
Um Povo Assim Não Merece Misericórdia
As “Vendas de automóveis disparam 61,9 por cento em Dezembro” ao mesmo tempo que “petróleo atinge novo máximo e a gasolina já passa 1,50 euros” e, em simultâneo também acontece isto e se fazem longas bichas para comprar o chip para meter na orelha…
Um povo assim merece ser afogado na água choca das barragens.
O Eléctrico em Coimbra
O Eléctrico de Coimbra, para quem se lembra, começou a circular há cem anos; depois de 1980, ficaram apenas os tróleis e os autocarros.
A Prenda de Natal*
“Trás-os-Montes, região esquecida e despovoada, vítima de promessas políticas incumpridas. O anúncio da construção de uma barragem ameaça a centenária linha ferroviária do tua. A identidade do povo transmontano está em risco de submergir.”
*Que, para causar orgulho, glória e vergonha, eu ofereceria a Cavaco Silva, António Mexia e a Fontes Pereira de Melo.
Espanha – "Alta Velocidad Levante"
“El sábado 18 de diciembre, desde las 11.00h. se retransmite en directo el acto de inauguración del tramo Madrid – Valencia.“
Neste sábado inauguram-se em Espanha mais 438 km da sua rede ferroviária de alta velocidade. Embarcados neste capítulo moderno do caminho-de-ferro em 1992, com a abertura da ligação rápida Madrid-Sevilha, a Espanha atinge hoje os 2,665 km de linhas de elevadas prestações sendo recordistas europeus. Só a China tem mais.
Rota do Património da Humanidade do Vale Internacional do Douro/Duero
Já em tempos aqui antecipei (tendo sido na altura muito bem secundado por Daniel Rodrigues) esta verdadeira “vantagem competitiva” que é a feliz concentração de locais classificados pela UNESCO em toda esta grande região. É com alegria que vejo materializar-se este desiderato estratégico para a indústria turística regional através de uma associação de entidades portuguesas e espanholas. É assim que as coisas devem ser: com visão, horizontes abertos, ultrapassando as fronteiras artificiais que nos tolhem, em rêde. A estratégia regional terá sempre que ser construída nestes moldes. Afinal estamos posicionados geograficamente num dos mais importantes “nós” da Ibéria. [Read more…]
Entrecampos, ano de 1968
A Beleza da Sociedade Automóvel
Um dia todos teremos o direito constitucional a um carro, ou a um porsche em cima do passeio, em cima do jardim, dentro das rotundas, dentro das universidades, ao redor das cidades… via Menos1carro.
Um Desejo Eléctrico de Estacionar
Rede CP 1988
Braga é uma Grande Cidade
Braga é uma grande, grande cidade circundada por uma Via Circular com troços virtualmente portajados e velocidade máxima legal de 120 km/h e outros troços a 50 km/h. Até tem uma curva com nome: a "curva do feira nova". Quase todos os dias ali se despitam automóveis… Braga é uma cidade "estranha". Aqui ficam alguns vídeos…:
Les Cheminots – le film
Depois de Inglaterra, a França…
“Au fil des rencontres, en découvrant leur travail quotidien, apparaît le fonctionnement de cette entreprise de service public. Depuis sa création, le chemin de fer a fédéré des métiers différents. Une communauté s’est construite autour d’une culture du travail et de la solidarité. Aujourd’hui, l’heure est à l’ouverture à la concurrence. Le réseau et les services sont séparés, les métiers cloisonnés.
Les cheminots se sentent de plus en plus isolés. Le bouleversement est profond. Le sens même du travail et son efficacité sont remis en cause. Au-delà des cheminots, l’ensemble de la société est touchée.”
Linha do Tua: Lutemos contra um Primeiro-Ministro obtuso
O facto de sermos governados por obtusos e asininos políticos, de quem nada se espera em termos de defesa do património natural e edificado do nosso país, não dá a ninguém o direito de cruzar os braços perante o atentado criminoso que se prepara para o Vale do Tua e a sua inacreditável linha ferroviária, agora com o arquivamento do processo de classificação.
Para quem não sabe, a Linha do Tua foi equiparada, pelos mais reputados engenheiros, em termos de dificuldade, às Linhas ferroviárias dos Alpes Franceses ou Suíços. Pela sua beleza e rigor técnico, merecia ser classificada como Património Nacional ou, mesmo, Património Mundial da Humanidade.
Ao invés, querem destruí-la. Para dar lugar a uma Barragem, que representará menos de 4% da produção de energia existente de norte a sul. Uma Barragem! Um monte de betão, tão do agrado dos novos engenheiros de Portugal. Os engenheirozecos que hoje mandam no país, os mesmos que fazem licencias manhosas e que fazem projectos de sarjeta! [Read more…]
Vieira, o Fenomenal
E fica para trás a estação do Entroncamento, a terra dos fenómenos. Nem precisava de ser, Portugal é todo ele um imenso fenómeno. Vamos ser sérios? Vota Vieira.

















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