Sicasal, um ponto de reflexão

Isabel G.

Usamos o Aventar para reclamar, para criticar, às vezes até para lançar veneno. É bom, sabe bem, desopila-nos os fígados. Mas raramente, e corrijam-me se estiver errada, o usamos para elogiar. A verdadeira mudança de paradigmas, de mentalidades, reside, precisamente, e na grande maioria dos casos, muito mais no louvor do que no repúdio.

E porque é assim que penso, não quis deixar passar em branco o grande elogio, que deveríamos até considerar como importante ponto de reflexão, que deve ser tecido à Sicasal. Nem sequer decorei o nome do proprietário, mas isso também não é importante. O que é importante e digno de nota, isso sim, é que esse senhor, talvez com a sua atitude no decorrer da vida, foi capaz, sem aparente esforço falseado, pelo menos que seja notório, de transmitir atitudes geradoras de energia, de solidariedade, de cooperação.

Está patente na Sicasal, segundo o que a comunicação social difunde, o espírito de entreajuda que deveria ser a atitude intrínseca do ser humano. Ali não há patrão versus empregados e vice-versa. Ali há a sensata consciência de que o trabalho conjunto, na abundância e na provação, é a única via possível para que cada um prossiga da melhor forma com a sua vida.

Ali não há antagonismo. Ali não há um contra muitos nem muitos contra um. Ali há o senso comum que deveria pautar as vidas de todos os seres humanos.

Todos aqueles que estão convictos de que este ou aquele partido, este ou aquele sindicato, esta ou aquela facção, esta ou aquela ideologia, são a solução para os profundos problemas que fustigam a nossa sociedade, deveriam pôr os olhos nesse exemplo onde, apesar de “cada macaco no seu galho”, cada um serve, da melhor maneira que pode, um bem comum. Isto sim é evolução, isto sim é construção e avanço. Isto sim é o ser melhor no seu melhor.

As críticas têm o seu lado positivo, é inegável, mas o exagero e a carga negativa e revoltadora com que por vezes são feitas engendram atitudes e acções que corrompem a intenção primeira, desviando-a. Os louvores, os elogios, o reconhecimento das atitudes positivas e geradoras de mudança, porém, estimulam o bem fazer e suscitam acções criativas e positivas.

Com o senhor da Sicasal, cujo nome desconheço, partilho o meu mais humano sentimento. Aos seus colaboradores, modestamente confesso que gostaria de ser assim, de ser capaz de tamanhos actos altruístas.

EDP Dá-me Cócegas e Faz-me Rir

O Plano Nacional de Barragens Vai-Nos Custar 16,000,000,000.00 euros!…

ps: alguém explica a Souto de Moura o ciclo da água?

As escolhas de João Duque

Enquanto João Duque escolhe entre pipocas e cinema, quer dizer, o filme passa-lhe pelas costas. Um espectáculo, quer dizer, o João Duque é um espectáculo.

O tubarão- azul dos Açores

Parabéns ao fotógrafo Nuno Sá: “único português a vencer por duas vezes o prémio Wildlife Photographer of the Year (Òscar da fotografia da vida selvagem)”. Venceu com um espectacular retrato de um tubarão-azul dos Açores, que é uma imagem entre dois mundos: o azul do céu dos Açores e o escuro profundo do Atlântico.
Parabéns também para os jovens realizadores de filmes documentários, Daniel Pinheiro e Jorge Pelicano, que tiveram excelentes ideias: o primeiro de registar a vida selvagem ao longo do rio Mondego e, o segundo, de “apresentar o lado emocional da luta do Tua”.
Penso agora no Douro, Património Mundial da Unesco. Até quando? Sofre uma ameaça que pode muito bem ser evitada. Vamos lá!
É preciso valorizar o nosso património, quer seja ele histórico, natural ou imaterial… mas para sempre. Não apenas para se ganhar mais uma candidatura, mas para genuinamente mostrarmos ao mundo –  mas, sobretudo, a nós mesmos – que Portugal é de uma beleza invulgar, que ganha concursos e que nos deve orgulhar e fazer respeitar.
A vida de um país (e de cada um de nós) é feita entre dois mundos: o escuro profundo da realidade quotidiana mas também de céu azul que nos permite respirar e sonhar…

Céu Mota

Procura-se Francisco José Viegas por crimes contra a Humanidade

Por ironia do destino, Francisco José Viegas nasceu no Pocinho, terra onde termina uma das mais belas linhas ferroviárias do nosso país, a Linha do Douro. O Pocinho fica no concelho de Vila Nova de Foz Côa, local onde há uns anos se conseguiu impedir a construção de uma Barragem que iria submergir um extenso conjunto de gravuras rupestres do período Paleolítico.
Alguns anos depois, Francisco José Viegas, que não se comove com essas coisas, prepara-se para ser o coveiro de uma das mais belas regiões do país, o Vale do Tua, e seguramente da mais bela linha ferroviária de Portugal e da única ligação que ainda permanece ao serviço das populações de Trás-os-Montes. Pelo meio, ainda será capaz de destruir a classificação do Douro como Património da Humanidade.
Aliás, a estratégia dos últimos dias parece ser essa. Ameaça-se com a perda da classificação do Douro, para, no final, garantir a continuidade da mesma e, como estava planeado, destruir o Vale e a Linha do Tua. [Read more...]

Hoje dá na net: Ler Ebooks

Não sendo o Hoje dá na net apenas uma série de cinemas e seus parentes chegados, vinha aqui hoje sugerir um livro disponível quando me lembrei que na vizinhança  há um blogue especializado no assunto. No Ler Ebooks podem começar por esta listagem de 50 sítios com ebooks gratuitos.

Como o património literário livre de direitos de autor é muito superior a todos os outros à medida que vão sendo digitalizados tendem a formar a maior biblioteca de sempre, o sonho de qualquer leitor.

Noutros dias aqui voltaremos sugerindo livros, porque acima de tudo há livros que se amam, mas para já visitem o Ler Ebooks, e boas leituras.

O Desporto na República das Bananas

“(…) Por razões que se prendem com o Orçamento do Governo Regional da Região Autónoma da Madeira (IDRAM), através da falta de plafond do Instituto do Desporto da Região Autónoma da Madeira junto das Agências de Viagens”, o Porto Santo não veio ontem jogar a Braga.

Aparentemente “Ninguém teve em consideração que a Madeira é uma região pobre, assimétrica, dependente e com graves problemas por ultrapassar” e também se diz que “já não há dinheiro para pagar passagens aéreas a esposas de dirigentes integradas na comitiva desportiva do Portasantense; dinheiro esses dos nossos impostos. Ladrões da puta que os pariu.” Birou…