Como atingir a glória…

Não é fácil mas o Carlos Sá Carneiro conseguiu hoje. Sim, uma crítica do Abrantes é o último patamar do caminho para o Olimpo. Quando o José Abrantes Pinto de Sousa critica o CSCarneiro e pelos motivos invocados, só nos resta dar os mais sentidos parabéns ao Carlos. É a glória.

Aproveitando a graçola de oportunidade: Ó Rodrigo, eu quero escrever na Nova Gente, podes dar uma mãozinha, ehehehe!

A Ler

Duas postas de leitura obrigatória, ambas no Albergue, Esta e Esta. Subscrevo linha por linha, palavra a palavra.

A primeira é sobre António Mexia da EDP e a segunda é sobre o PSD.

Destra Sinistra, 5 de Abril

Uma coisa de outro mundo, o discurso da deputada Cidinha Campos (as palavras e o nome Cidinha) que eu encontrei no Corta-Fitas pela mão do Pedro Quartin Graça e comentado de forma soberba no Delito de Opinião pelo Luís M. Jorge. Aproveito e deixo o vídeo, um momento absolutamente gloriosa.

No Blasfémias, pela mão de PMF, ficamos a saber que temos um momento Scolari revisitado. Como os compreendo. Até eu, prefiro ir de compras a Tuy que a Valença mesmo gostando de passear dentro das suas muralhas. É o IVA mais baixo, é o almoço mais barato, é o gasóleo em promoção e é a mercearia a metade. Pobre país. Triste destino.

No Albergue saúdo a nova aquisição, o Rodrigo Saraiva que imitando o nosso Osório, começou logo com uma entrada a pés juntos. Olé!

Sinistra destra, 5 de Abril

O Louvor e simplificação do Portugal moderno ou o extraordinário caso do desaparecimento da apostilla de la Haya  de Ana Cristina Leonardo. É de rir e chorar por menos, que a burocracia chateia.

Dois tiros no navio almirante, com a  pontaria de Ana Gomes, que remata assim:

Que os ex-CEMAs não compreendam, não admira: são vistas largas, demasiado largas e superficiais, nos contratos de aquisições de equipamentos de defesa que explicam o afundamento das capacidades submarinas e outras capacidades militares em Portugal.Porque os recursos financeiros do Estado dedicados ao orçamento da Defesa, que são escassos, em vez de serem bem gastos, são desperdiçados em equipamento supérfluo e/ou mal comprado; e são geralmente desviados, em parte, para pagar comissões e luvas em esquemas de corrupção.
Quem lesa a Pátria, afinal? Quem fecha os olhos à corrupção ou quem a denuncia e combate?
E quem, afinal, tem sentido de Estado e defende a Pátria? Quem mergulha diante de corruptos lusos ou germânicos, ou quem os defronta e procura afundar?

Em cheio.

Para os meninos da discussão no fórum!

Eu e o Aventar

Só hoje escrevo acerca do aniversário do Aventar por duas razões: primeiro, porque estive ausente durante uns dias e só hoje regressei a esta casa; depois, porque é tradição nesta casa dar-se os parabéns ou antes ou depois da data devida (isto é uma piada interna, ou como dizem alguns em bom português, uma “private joke”).

Entrei nesta casa a convite do Fernando Moreira de Sá, em Dezembro de 2009, e e fui recebido como amigo de longa data pelos demais. Não conheço todos os Aventadores pessoalmente – e  tenho pena – mas estou certo que um dia – ao ritmo a que este blogue tem crescido – seremos capazes de fazer uma espécie de assembleia geral e reunir toda a gente. Seria excelente.

Tenho orgulho em pertencer a esta equipa, e habitar – partilhando – esta casa. O Aventar é um projecto fantasticamente absorvente, – viciante, até – e que tem atraído cada vez mais gente à sua leitura. E, como dizia Ary dos Santos: “Cada vez seremos mais!” (poema “Tomar Partido”).

Parabéns a todos: aos Aventadores e aos leitores.

A prenda de aniversário é um poema!

A Maria Monteiro é nossa comentadora desde sempre, foi a primeira a deixar aqui todos os dias os seus comentários, logo se viu que era (é) uma pessoa cheia de capacidades, culta, com muito para dizer. Já a convidamos para aventadora uma série de vezes. E aquilo que é tão ambicionado para alguns não lhe desperta o mínimo de excitação. Bem puxo por ela, uma e outra vez, é óbvio que a Maria é uma aventadora, mas não publica textos. Não escreve. Fantástico! Só faltava este tipo de aventador. Não escrever! É mesmo caso para dizer que no Aventar há de tudo…bom!

Mas como convencer mulheres a escrever  se mesmo quando lhe oferecemos o coração, elas não aceitam? Missão impossível? Nã…leiam:

Uma carreirinha de palavras de gentes acordadas (10/75)

Ei-los que morrem
porque lutam
porque lançam
na cara do mundo
o ódio, a inveja
a autoridade
que a gente tem
de se vingar
duma palavra
que seja,
dum gesto de revolta
contra uma verdade
que se veja
antes de nascida
morta;
mas vivos se ficam
nas gentes, nas armas
nas mentes que se obrigam
rebeldes, activas
ei-los que ficam
noites acordadas
lavrando castigo
por serem mortas
com balas crivadas
suas gentes queridas
suas gentes amadas

PS: Maria, desculpa, mas no aniversário do Aventar é mais que justa esta pequena homenagem.

Eles Vivem!

Olha, olha, eu a pensar que estes ainda estavam na tenda do líbio assassino e afinal eles vivem! Então já andam com medinho? Afinal parece que o job pode estar a acabar? Hummm, eles estão preocupados!

O Afonso pede calma que já trata deles. Eu vou adiantando serviço: meninos, ó meninos, olhem bem para cima, sim, lá no alto. Estão a ver o enorme telhado de vidro? É esse mesmo, aqui vai calhau: então o vosso patrão não andou lá para os lados da Internacional a fazer inglês por fax e licenciatura ao domingo? Cuidado meninos rabinos que já não estamos no tempo da outra senhora! Ó Afonso, coloca no 31 umas fotos daquelas casas catitas do nosso “inginheiro” para entreter a rapaziada do corporações que eles apanharam o sol do deserto e ficaram com a cabeça avariada, sff!

Parabéns aventadores

Tambem pelo ano de vida, mas principalmente, porque o Aventar esteve para se chamar “antes assim…”.

Já viram do que se safaram?

Um abraço sem excepção e um beijinho para as aventadoras.

E para o “poderoso” Ricardo os meus agradecimentos, afinal eu andava tão sossegadinho…

O Hommer celebra por mim

Não sou muito dado a sentimentalismos. Raramente verto lágrimas, seja de alegria ou felicidade ou tristeza, não sou grande apreciador de festejar aniversários, muito menos o meu. Enfim, um chato monocórdico, com uma leve tendência para o irónico e uma queda para algum sarcasmo.

Quando o Ricardo enviou o desafio, mais ou menos este: “Vamos lá escrever um post no dia do aniversário a falar do relacionamento de cada um com o Aventar”, não pude deixar de torcer o nariz. Eu? Um indivíduo tão reservado e discreto a falar de relacionamentos? E logo com o Aventar? Nem pensar, o gajo é doido.

Portanto, nada melhor que utilizar um convidado para celebrar o aniversário deste blogue, que já me retirou uma longas horas de merecidíssimo descanso.

Para o ano cá estaremos para soprar a segunda vela.

Estamos de parabéns!

Lírios de Saitn- Rémy, pintado por van Gohg em 1889

Os diversos períodos da pintura do Neerlandês Vincent van Gogh, reflectem os diversos períodos ao longo do nosso primeiro ano de vida como sítio para debate, expor e comentar ideias, divulgar a nossa própria obra.

Foi um telefonema, apenas um telefonema de Ricardo Santos Pinto, para se apresentar como professor de História no Porto e me convidar para escrever textos da minha autoria, neste afamado sírio denominado Aventar. Referiu quem mais colaborava para me incentivar. Pessoas de nomes conhecidos no campo das letras e da ciência. Falámos, se tanto, dois minutos ao telefone. Não hesitei. Primeiro, porque a sua voz era calma e persuasiva e para nós analistas da mente social, um som de voz já diz muito. Uma voz de respeito sem falar na primeira pessoa, sem contar a sua vida, falando apenas do projecto e da liberdade de escrita, com a condição de nunca ofender ninguém.

Como escritor, não como etnopsicólogo, de imediato aceitei: estava a falar com um homem sério e novo, com toda a vida em frente.

Um segundo telefonema foi ainda mais convincente. Explicou-me que era um sítio para arejar os nossos problemas ideológicos e de saber. Era Luís Couto Moreira, amigo de telefone. Um terceiro nome que ouvi, foi o de Carlos Loures, escritor e editor, que me convidou a pôr de parte as formalidades e sermos eu e tu. Amigo que nunca me tem abandonado, esse Senhor que em tempos de avarias dos [Read more…]

No aniversário do Aventar

O Ricardo Santos Pinto não sabe que, quando me convidou para integrar o projecto de um novo blogue, que estava para nascer, mudou a minha vida. Ou talvez possa pensá-lo mas não creio que saiba exactamente até que ponto assim é.

Mudou-a porque introduziu um elemento que foi ganhando importância, que se imiscuiu no quotidiano, que se foi entrelaçando nessa tela que é a vida de cada um de nós até se tornar um dos seus fios.

Recordo-me de nessa noite inicial ir espreitar, à meia-noite, o Aventar, onde acabava de ser publicado o poema “Coro”, e de pensar que começava uma aventura e de sentir essa excitação que acompanha o início de todas as aventuras. Nessa noite o Aventar foi abaixo (lembram-se?), inaugurando uma já respeitável lista de intermitências, mas regressou, como sempre faz, e eu embarquei, com a insegurança dos principiantes mas com entusiasmo. [Read more…]

Somewhere over the rainbow (um ano de Aventar)

Não fui um dos fundadores do Aventar. Apenas comecei a publicar regularmente em Junho. Nestes dez meses, muita coisa mudou. Por exemplo, eu mudei a maneira de apreciar os blogues (de céptico passei a blogo dependente) e, por outro lado, o Aventar também foi paulatinamente mudando. Quanto a mim para melhor.

A qualidade média dos posts parece-me ter subido. Um regionalismo e um clubismo exagerados, com que deparei à chegada, estão bastante atenuados. O Aventar está mais pluralista do que era no Verão passado. Mas tem ainda margem de progressão. Eu diria que era necessário erradicar completamente a futebolite e o regionalismo excessivo, sem abdicar de analisar o futebol com serenidade e objectividade e de discutir com seriedade a questão da regionalização. O Aventar deve ser um blogue de todo o País, em que um algarvio e um minhoto se sintam tão à vontade como um tripeiro ou um alfacinha. [Read more…]

Aventar: 1 Ano

Com som…: Aventar: 1 Ano by jmcf
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As Redes Sociais e as Directas no PSD:

Eu já o tinha afirmado aqui e até destacado alguns dos principais animadores com quem tive o privilégio de partilhar grandes momentos ao longo destes últimos meses. Agora, no Sapo, leio Artur Alves a destacar a importância das Redes Sociais nestas eleições. Sobre o tema espero, daqui a alguns meses, partilhar convosco muito do que consegui escrever e o resto, imenso, que ainda falta.

Estamos a viver uma revolução silenciosa na comunicação política.

Aventar, o blogue totalmente público

Viemos para inovar. Para fazer igual aos outros, não valia a pena.
A partir de hoje e até ao próximo Domingo, de forma a comemorar o primeiro Aniversário, o Aventar será um blogue totalmente público. Todos os nossos leitores poderão ser, por uma semana, autores do blogue. Todos os «posts» serão publicados desde que não enveredem pelo insulto ou pela difamação. Não temos tabús, por isso publicaremos tudo o que nos chegar. De comentadores do Aventar, de comentadores de outros blogues, de autores da concorrência, de amigos, inimigos e adversários ou de gente anónima.
Basta que nos enviem os vossos «posts» para o formulário acima indicado em Contacto, acompanhados do nome com que pretendem ser identificados e, se for esse o caso, do nome do vosso blogue. Podem começar a enviar desde já.
Esperamos surpresas. Queremos ser surpreendidos. A frase que se segue é azeiteira mas verdadeira: «Liberta o Blogger que há em ti!»
Quem sabe se não chegamos ao fim da semana com novos autores para o Aventar…
O que acham?

26 de Março de 2010

Ao longo destes dias, um grupo de homens e mulheres cruzou os seus caminhos pelas redes sociais. É a eles e depois da retumbante vitória de ontem que quero dedicar esta música.

Obrigado:

CAA, ANL, VC, CGO, PG, RS, LM, CSC, MFR, PM, AV, AM, AAN, PMF, JCM, TAF, MS, SL, JSM, MX, TC, MA, FMF, RV.

(as minhas desculpas se me esqueci de alguém e por não ter o link de todos, mas vocês sabem que me lembrarei sempre de todos e de cada um).

O Aventar apanhado em flagrante:

Estes tipos do 31 da Sarrafada são um verdadeiro perigo!!!

Bandeira Monárquica no Parque

O nosso Nuno já nos tinha avisado que hoje era um dia especial e tal, metia massa, carbonara, facebook e pensei logo na Mónica. Grande malha. Eu gosto sempre de ver uma bandeira azul e branca.

Depois do 31 da Armada e do anúncio do nosso Aventar, mais um sinal da força e irreverência das redes sociais.

Força Vasco!

E se o 31 da Armada se transforma em 31 da Sarrafada isso não é “impulse“, é a malta mais à direita que anda com o nervoso miudinho. Calma, daqui a 24 horas isso passa.  É estranho verificar o interesse de certos militantes de outros partidos nestas eleições. Ou não.

Por isso, desde aqui, do Aventar, envio uma mensagem solidária e de apoio ao Vasco:

Força, força companheiro Vasco
Nós seremos a muralha de aço

Há quem goste de marcha atrás
Há quem prefira meter mão no travão
Mas o povo laranja acelera e faz
O caminho da revolução

Há quem queira mandar para os quartéis
Os soldados, nosso povo armado
Mas a casa dos amigos certos
É na rua e do nosso lado

Há quem queira deixar esta terra
Ao alcance dos da carlsberg
Mas o povo não desarma e diz
Não queremos o do Bildberg

Há quem queira deixar como está
O poder entregue aos morcões
Mas o povo não alinha mais
Co’a preguiça dos senhores Barões

Leituras Directas:

O Carlos Sá Carneiro no Albergue Espanhol questiona a ERC.

No Blasfémias, o Carlos Abreu Amorim assume publicamente o seu apoio.

O Novo Aventador Francisco Moita Flores:

Nos últimos dias os leitores do Aventar tiveram o privilégio de ler, em exclusivo, dois textos brilhantes de Francisco Moita Flores. Através de um amigo do Aventar, Francisco Moita Flores apareceu por aqui e provocou belos estragos. Duas postas acutilantes que percorreram a blogosfera, o Twitter e o Facebook. Não me vou alongar em apresentações. Moita Flores é sobejamente conhecido de todos. A sua presença na blogosfera será, não tenho dúvidas, um enorme sucesso e uma enorme mais-valia para todos. É um privilégio tê-lo entre nós, aqui neste blogue do livre pensamento, o Aventar.

Conhecido por ser um trabalhador incansável, minucioso e rigoroso, embora com uma actividade policial intensa foi sempre estudante-trabalhador. Licenciou-se em História, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.Simultaneamente desenvolveu intensa actividade como escritor. O seu nome está ligado aos projectos da maior qualidade da televisão portuguesa. Várias vezes premiado em Portugal. Colabora regularmente em vários jornais e revistas nacionais. Desenvolvendo estudos sobre a violência e morte violenta, dirigiu a equipa que identificou e trasladou os mortos do cemitério da Aldeia da Luz, numa das operações científicas mais impressionantes dos últimos anos.

No que respeita à política é independente. Depois de na juventude ter vivido a euforia decorrente do 25 de Abril (que o apanha com 21 anos), afastou-se de qualquer actividade política. Já depois de ter abandonado a PJ, aceitou por duas vezes integrar, na qualidade de independente, listas do PS à autarquia de Moura mas com o aviso prévio que não estaria disponível para aceitar lugares de acção política. Sempre repetiu que se alguma vez experimentasse a política seria de forma dedicada e com espírito de missão. O momento chegou agora. Residindo em Santarém (S. Bento), confrontado com a degradação da cidade e do concelho, depois de pressionado por amigos, estimulado pela dificuldade da tarefa que tem pela frente, decidiu avançar. O PSD deu-lhe apoio depois de ter ficado claro que o combate que vai travar é pela população e para trazer Santarém para a ribalta do país, sem preocupações político-partidárias.

Na última semana o Aventar recebeu dois novos Aventadores de peso: Mário Frota e Francisco Moita Flores. A blogosfera portuguesa está mais rica.

PSD – Directas # 7: É só fumaça…

O Nuno Gouveia está a tentar fazer uma coisa que na minha terra se chama: virar o bico ao prego. Grande malandro!

O que a sondagem do DE nos informa é coisa diversa: Os portugueses, de forma bem clara, entendem que Pedro Passos Coelho é o melhor candidato do PSD para ser Primeiro-ministro. Mais, até o eleitorado socialista reconhece isso de forma clara, um pouco mais clara que o eleitorado do PSD, o que se percebe. Ninguém melhor que os votantes PS nas últimas para perceberem que é tempo de mudar. Eles sabem bem o quanto já estão arrependidos e nem colocam dúvidas: próximooo! Já o eleitorado PSD, mesmo preferindo claramente Passos Coelho, ainda lhe custa a acreditar que o eleitorado socialista tenha aprendido a lição. Mas aprendeu.

Ora, o Nuno Gouveia percebeu perfeitamente. Está apenas a tentar transformar a realidade num derradeiro esforço em prol do seu candidato. Só lhe fica bem. O pior é quando a malta lê, com olhos de ler, a notícia/sondagem. Pois é. Afinal…

Adenda: Segundo a sondagem, a maioria dos portugueses preferem Passos Coelho como candidato do PSD a Primeiro-ministro

O PSD, as Sondagens e as Directas

Hoje no Facebook, nalguns blogs e no twitter imperou o nervoso miudinho por causa da sondagem do Sol (51% para Passos Coelho entre os militantes).

Não havia necessidade. As sondagens valem o que valem, o importante e o que conta é a vontade expressa através do voto, no próximo dia 26, pelos militantes. É preciso ter calma e ter cuidado com os ataques: a empresa em causa é a mesma que fez o tracking diário da campanha de Manuela Ferreira Leite, ou seja, colar à candidatura de Pedro Passos Coelho é precipitado, meus caros…

É preciso ter calma, o Povo (laranja) é sereno…e soberano. Quer dizer, boa parte dele: o Grande Educador da Classe Laranja anda nervoso!

Um novo Aventador: Prof. Mário Frota

Já escrevi nesta casa, que é difícil escrever acerca de quem se gosta.
Hoje cumpre-me escrever, ainda que brevemente, acerca de um novo Aventador, que muito me orgulha ter aceite o convite para participar nesta casa: o Prof. Mário Frota.
Fui seu aluno em 1992, na disciplina de Direito Processual Civil, e logo me cativou não só o seu brilhantismo académico – aliás, reconhecido em Portugal e no estrangeiro -, como o modo como aliava esse mesmo brilhantismo aos valores humanistas e altruístas.
Foi, assim, que criamos laços, que se foram reforçando ao longo do tempo, e me foi concedido o privilégio da sua amizade.
Cumpre, pois, a este seu discípulo – estatuto que não abdico desde que fui seu aluno – dar as boas vindas a esta casa a um grande académico com vasta obra publicada em Portugal e no Brasil, a um defensor inflexível dos direitos dos consumidores à frente da Associação Portuguesa de Direito do Consumo e como tal reconhecido internacionalmente, e – o mais importante para mim, confesso – a um grande amigo.
Seja bem-vindo, Prof. Mário Frota!

Duas seguidas…

…sem tirar, da concorrência (mas da boa):

Realmente, não se percebe, caro Paulo.

Crise? Deixem lá, a malta dos €550/mês paga, caro Pedro.

Um Louvor do Aventar à Direcção Nacional do PPD/PSD

José Magalhães, Fernando Moreira de Sá, José Freitas, Ricardo Santos Pinto. Miguel Dias, Adão Cruz, Carla Romualdo, José João Cardoso, J. Mário Teixeira e Carlos Fonseca

No âmbito das comemorações do 1º aniversário do Aventar, foi marcado um almoço no Porto para o dia 13 do corrente mês.

Face à concorrência do congresso social-democrata, logo se adivinhou que alguns elementos aqui da casa poderiam ter a tentação de faltar. Isto, porque alguns elementos desta casa estavam convencidos – imagine-se… – que lhes seria permitido estarem presentes no dito evento, na qualidade de “bloggers”.

Houve apreensão durante algum tempo, até que pela iluminada decisão da Direcção Nacional – Comissão de Organização do Congresso do PPD/PSD (e não apenas PSD, por respeito ao mentor do congresso), respirou-se de alívio, pois que os “bloggers” levaram com a porta no nariz e, à custa disso, os da casa ganharam um lugar à mesa.

Bem haja, pois, a decisão da Direcção Nacional – Comissão de Organização do Congresso do PPD/PSD, que contribuiu para que o almoço do Aventar no Porto, fosse mais participado, à custa dos que não tiveram lugar em Mafra.

Por isso, assim lavramos o nosso Louvor à Direcção Nacional – Comissão de Organização do Congresso PPD/PSD.

Este blogue poderá ter muitos defeitos, mas ser ingrato não é um deles.

Almoço Aventar

Lamentando a ausência dos que não estiveram presentes por motivos devidamente justificados, para quem não foi porque não lhe apeteceu aqui fica uma pálida imagem da francesinha.

Estavam mesmo boas.

Em Mafra, blog não entra:

Via 31 da Sarrafada

Nem no fim se portam com dignidade…O que vale é que já estão a dar as últimas!

Apanhar no Lombo…

Nestas coisas de memória é necessário todo o cuidado. É como as lombas na estrada que nos magoam o lombo:

A verdade é que, apesar de todas as experiências falhadas no ensino público, apesar das ilusões igualitárias, apesar dos muitos ministros da educação que já aguentámos, apesar da má gestão de recursos, apesar dos professores com espírito de função pública ou sindicalista, apesar dos estudantes que se queixam do “sistema” quando deviam era ter juizinho e queixar-se de si próprios, apesar disto e do resto, a escola pública tem sido, nestas últimas décadas, o melhor, o mais eficaz, senão mesmo o único realmente eficaz, instrumento de mobilidade social na sociedade portuguesa. Num país cronicamente desigualitário, eis um dado sociológico que tem feito uma enorme diferença.
….
Mas quando penso em todos os meus ex-colegas que não contribuíram para a nossa subida no ranking ou que ficaram pelo caminho, não me ocorre atribuir responsabilidades à escola pública. Nem a eles. A vida é complicada.

Lomba DN 1-11-2007

Só à custa de um acaso é que uma pessoa acaba por se libertar do meio onde nasceu.

Tudo isto sugere que a cultura da imobilidade existente na sociedade portuguesa tem de ser combatida primeiramente através de uma ruptura na educação. Nada que não soubéssemos já, nem que não nos tivesse sido dito centenas de vezes. O que não nos disseram ainda é que temos ser capazes de quebrar alguns mitos que têm alimentado o nosso sistema de ensino. O projecto da mobilidade social requer uma educação mais diferenciadora, responsabilizadora e aberta.

Lomba, Público, 4-3-2010