That`s why Donald is a Trap

A eleição de Donald Trump é, até pela extensão do significado que tem além fronteiras dos EUA, matéria para todos os receios.

Todavia, convém não esquecer que Trump foi eleito e pelo mesmo sistema eleitoral que antes elegera Obama e, antes deste, Bush Jr., e antes deste, Bill Clinton, etc.

Continuo convencido que a eleição de Trump também se deveu, e muito, a uma  má escolha chamada Hillary Clinton. Fosse o adversário Bernie Sanders, e estou em crer que Trump não estaria na Casa Branca.

Mas foi como foi, e deu no que deu. E Trump o que está a fazer é nada mais do que tentar cumprir o que prometeu. E espero que continue a tentar (mas sem conseguir). Pela simples razão que quanto mais tentar cumprir o que prometeu, mais norte-americanos perceberão o erro que foi elegê-lo. E nestes incluo empresários e banqueiros, que não querem arriscar o fim do multilateralismo comercial e financeiro de que depende fortemente a economia norte-americana e o próprio dólar. Para não falar do mal-estar das relações entre os EUA e seus aliados e parceiros económicos, como é o caso do México e da Austrália, que só prejudica os negócios. Bem como com um dos seus maiores credores internacionais: a China. [Read more…]

Braga e as luzes

iluminacao-bragaJaime Manso

Era uma vez uma cidade, lá num reino muito longe, que tinha um Governador que passava os dias ao espelho, e mostrou aos seus amigos que era bom estar ao espelho e admirar-se com ele próprio!
Um dia, de tão ocupado de andar a tirar fotografias para as revistas e jornais que o bajulavam esqueceu-se do Natal! Então ligou aos seus amigos e perguntou – E o Natal? Como é do Natal? As luzes e os enfeites!?! – Mas os amigos estavam todos ocupados, uns ao espelho também; outros a matar árvores ou, assinar projectos com parecer negativo (e ao espelho também).

O Povo gritava nas ruas, – AS LUZES DE NATAL?? Os enfeites??

Ele, furibundo, contratou uma empresa cara, pois os amigos do reino viraram-lhe as costas depois dos favores e das traições. Então, enfeitou, já tarde duas ruas da cidade e na praça central levantou, à pressa uma árvore de Natal! [Read more…]

Sinais…. de que tempo?

halloween3Ontem, no centro de uma cidadezinha do norte da Alemanha, deparamos com as lojas já cheias de enfeites de Natal.

  • Já estou toda baralhada, diz a minha filha, ainda quero divertir-me com as minhas amigas no Halloween – outra festa do comércio – e já me fazem pensar no Natal… Recuso-me!

Digo só “pois é”, mas interiormente fico contente pelo acrescento dela sobre a festa do comércio e dou-lhe toda a razão, no que toca a baralhação e comércio…

Comércio é no Shopping

Pelo menos em Gaia, com Menezes, o comércio tradicional, morreu – basta pensar no Arrábida, no Gaia, no El Corte, no ex-Carrefour, todos eles situados em Gaia para perceber a paixão de Menezes pelo comércio tradicional. Mas, agora no Porto, é que vai ser – ou será que não é para o comércio tradicional e estamos a falar de mais um elefante branco para dar uns cobres aos amigos?

Seria bom que a aposta no bolhão fosse real e mostrasse um interesse sério na dinamização da economia  local e do comércio tradicional, mas isso terá que ser analisado por Marco António Costa, o candidato (real!) do PSD ao Porto.

A parte das rendas grátis é uma medida à Menezes que, estou certo, Vitor Gaspar, Passos Coelho e todos os deputados do PSD terão o cuidado de defender.

Propriedade intelectual

Cadeias de intermediários e domínio público: business as usual com as heranças da Humanidade.

Portugal digital 2013

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Fui uma das primeiras pessoas em Portugal a usar a Internet, nos comecinhos da chegada da Rede mundial às casas dos portugueses. Fui também uma das primeiras jornalistas a escrever sobre o que isso representava em termos de mudança de sociedade – na web, na imprensa, e também na rádio: fui autora de um programa chamado Cibéria, nome com que acordei certa manhã, juntamente com a convicção de que tinha de fazê-lo nessa altura. Foi em 1997, estreou nas antenas da extinta e saudosa XFM, e depois transferiu-se para a TSF. A fazer esse programa de rádio, andei pelas escolas a falar com as crianças sobre a modernidade e o progresso, a tecnologia electrónica e o futuro da Era digital – o mundo que nesse exacto momento emergia, substituindo-se à já longa Era analógica, à mecânica dos átomos, e que transportava consigo utopias espantosas, como por exemplo o teletransporte – a minha preferida, espécie de excentricidade futurística, embora bastante menos importante do que a dimensão inclusiva, que assim a pensava eu no meu optimismo ainda um pouco juvenil. Esse mundo nascente seria inexoravelmente o dessas crianças que então andavam na escola, e ia ser uma coisa bestial (outra vez o meu entusiasmo pateta). [Read more…]

Portugal Low Cost

 
 
Está tudo em saldo! Elas são as lojas low cost, as padarias low cost (abertas das 6: 30 h às 22h, padinhas a 0,08 € e café a 0,40€), viagens low cost, as livrarias low cost (vi bem: livros a 0,75 €). Ganham com a crise. Ganham à custa da pobreza dos portugueses.
É o país em saldo, ao desbarato. É triste.
 

A atracção de Henrique Raposo pela mentira é imparável

Henrique Raposo veio a Coimbra e escreveu uma crónica que subscrevo. Não porque tínhamos 4000 jovens estrangeiros num festival de ginástica mas porque não faz sentido o comércio de um centro histórico fechar ao sábado. Não tenho a mínima dúvida que essa é uma causa da decadência do comércio na Baixa de Coimbra: encerrar aos sábados à tarde, mantendo-se aberto e às moscas à 2ª feira, foi e é não perceber que o mundo mudou.

Ficar-me-ia pela analogia de que tal como os relógios analógicos parados Henrique Raposo acerta duas vezes por dia (ou duas crónicas por ano), não fosse um detalhe: afirma Raposo que se encaminhou para uma loja que vende sapatilhas Sanjo e música alternativa. Ora por estes lados sobra uma loja que vende música alternativa, mas não tem sapatilhas (excepto no primeiro plano do vídeo abaixo). Temos outra onde de tudo se mistura um pouco, mas a música é mais Quim Barreiros. Mentir em Henrique Raposo é fatal como o destino.

Natal é sempre que o Homem quiser, certo?

Então estou certo que a nossa direita tão moderna não verá qualquer problema se a Jerónimo Martins repetir a gracinha no dia de Natal, certo?

Avenidas Novas

Terceira área urbana de Portugal.

A ética nos negócios

Em entrevista concedida a 17/06/2011 ao jornal regional de S. João da Madeira, a propósito de uma conferência ali por mim proferida a 18/06/2011 sob o título “A Ética nos Negócios”:

Qual é a principal mensagem que vem trazer a S. João da Madeira?

– Clamar pela probidade, pela lealdade, nas relações entretecidas na esfera negocial.

Em homenagem à dignidade do cidadão-consumidor, vilipendiada em geral.

«A Ética no Mundo dos Negócios» como se pode definir este tema?

– Pela negativa, com David Rockefeller que afirmava categoricamente que “o negócio do negócio é o negócio, não a ética”…

Ou pela positiva, como o pretendia o Nobel da Economia John Hicks, que reconhecia com veemência que “quem paga o salário dos trabalhadores não é o governo, os sindicatos tão pouco as empresas: quem os paga são os consumidores”.

Daí conclua-se que se, como dizem os franceses, “o Cliente é Rei”, então que o tratem com a dignidade que o merece…

Que valor atribui a esta iniciativa do Rotary Club de S. João da Madeira ?

– Suma relevância. Nobres os espíritos que se preocupam com aspectos da maior importância para as relações sociais. O Governador Armindo Carolino, do Distrito 1970 do Rotary Portugal, tem essa sensibilidade, o que o enaltece sobremodo.

Os empresários conhecem e respeitam as leis? [Read more…]

Agricultura e tempo

 

 Os tempos mudam como o comércio. Estamos falidos, mas sabemos como nos defender. O que era agricultura´hoje em dia é jardinagem de plantas exótica que vendem como um raio de luz 

Ao longo do tempo, durante milhares de anos, a horticultura, a fruticultura, as ervas e as plantas, têm sido a base da dieta, têm sido a base do sustento dos seres humanos. A jardinagem, no começo dos tempos da agricultura, não era uma actividade usada de forma sistemática. Comia-se do que a natureza dava, como prova Roy Lewis no seu livro The Evolution of Man, 1960, Editora Hutchinson, versão portuguesa intitulada Por que como o meu pai? Editora Hagá, 1992, com versão francesa do mesmo ano, editado por Actes Sud: Pourqoi j’ai mangé mon père, pergunta afirmativa nas versões britânica e francesa, mais duvidosa na portuguesa, facto que me parece natural. O nosso País tem sempre duvidado dos seus afazeres, como temos observado recentemente na guerra política que se tem desenvolvido na nossa República nos anos recentes. A agricultura britânica e francesa, foram prósperas não apenas por ter boa

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O dia da mãe: história comercial, como Wojtila

história comercial

 ...para Maria da Graça….

 

Agradeço aos meus colegas de Aventar, terem-se lembrado de ser hoje o dia do trabalhador e editado um texto meu, escrito às 6 da manhã, com alterações, por ser a sua base um texto antigo.

Não sei a sorte deste ensaio. Lembro, no entanto, de ter feito queixa e arguido, num outro ensaio, esse juntar o Dia do Trabalhador com o Dia da Mãe. A minha arguição é que a mãe é também uma mulher trabalhadora. Trabalhadora em dois sentidos: para ganhar a vida pata o lar, com ou sem marido, casada, solteira ou amancebada, como a lei classifica, mas mãe por parir crianças denominados filhos, amamentá-los, limpá-los, tratar dos seus estudos, ou, simplesmente, ensinar o que falta aprender, em casa. É o trabalho rotineiro de uma mulher, com ou sem ajuda de membros da família pai, avó, irmã, crianças filhas já crescidas ou amigos especiais. [Read more…]

Islândia: Taxas de câmbio da coroa islandesa refletem a recuperação da economia nacional

clip_image001Escrito por Tom Cleveland, analista de mercado de câmbio
Publicado a 27 de Março de 2011 no site  www.icenews.is

Enquanto que o maior evento da última década no mercado cambial foi, certamente, a bem sucedida introdução do euro, muitos poderão ter negligenciado os resultados das mais nórdicas moedas da “coroa”, pertencentes aos países escandinavos e à República da Islândia. Cada uma delas consegui bem manter-se em linha com o sucesso do euro, mas a disrupção e a divergência marcaram o caminho destas moedas depois da crise económica global de 2008. A Islândia, fortemente atingida, impôs mecanismos modificados de controlo da moeda para evitar a retirada imediata das verbas de investimento em moeda estrangeira, mas as condições actuais parecem ser suficiente favoráveis para que se considere terminá-las de forma progressiva.

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Natal.mito, ritual ou processo comercial?

se for ritual, não esqueça o Orçamento de Estado de 2011...

Para os meus netos Tomas e Maira Iturra van Emden e à preciosa nova neta May Malen Iturra Isley

Em 1260, na sua obra Provérbios, Tomás de Aquino escreve elementos do que viria a ser a sua obra O Catecismo, editado pelos Frades Dominicanos e mais tarde, em 1878, pelo Papa Leão XII, nascido a 20 de Fevereiro de 1878, foi eleito sucessor do Papa Pio IX. É frequente referirem-se ao Papa Leão XIII por suas duas importantes encíclicas: Rerum Novarum, a de 1891, sobre os direitos e deveres do capital e trabalho, em que introduziu a ideia da subsidiariedade no pensamento social católico e a Aeterni Patris, de 1879, sobre a Filosofia, onde destaca a importância do retorno à Filosofia de São Tomás de Aquino do Vaticano, a sua primeira preocupação é declarar a obra de

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história sintética de Portugal

´metáfora do nosso país que nunca mais decide ser República!

Portugal é um País em permanente transição. Até à entrada dos Bonapartistas, no início do séc. XIX, toda a terra era do Rei. Fosse quem fosse o detentor da Coroa. Coroa simbólica e legal. A material estava, desde D. João IV, pousada sobre a cabeça da imagem de Nossa Senhora da Conceição, em Vila Viçosa. A terra, desde Afonso Henriques, era conquista da Coroa, excepto as terras aforadas a Condes, Duques, Viscondes, ou grupos de vizinhos, sempre que daí resultavam benefícios. A entrada dos Bonapartistas, terminada na guerra Peninsular, pondo fim às guerras Napoleónicas, deixou em Portugal a ideia do liberalismo burguês da Revolução francesa. Duas das consequências, da absorção das ideias liberais, marcam o fim dos contratos de enfiteuse e do Morgadio, que se caracterizava pela transferência das terras da família ao filho mais velho. Wagner na Baviera lutou pela sua abolição (1845), e por isso foi expulso, como Verdi, em Itália (1859), com um final mais feliz, ao tornar-se membro do Parlamento constitucional. O Bonapartismo semeou o conceito de que a terra era das pessoas que a tinham e não do direito de raiz, que permanecia (quarto direito) da lei visigótica, permitindo aos proprietários viverem dos rendimentos acumulados da colheita dos foreiros, rendeiros e caseiros, excepto dos jornaleiros, que entregavam mão-de-obra e viviam e vivem ainda, dos salários. A população ficou com as ideias da propriedade directa, e muitos dos intelectuais portugueses, galegos e chilenos, derivaram-

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Climas temperados, ar condicionado e estupidez natural

Um outro excerto do Grande Livro do Pensamento Único assegura-nos que Portugal tem um clima temperado, sem excessos, seja lá o que isso for.

Como consequência directa, naquela meia-dúzia de dias em que faz mesmo frio ou muito calor é de senso comum ligar-se o ar condicionado, incluindo os estabelecimentos comerciais.

E aqui começa o problema. Como o clima é temperado e os excessos escassos, o povo não está habituado à ideia de uma loja poder estar aberta mantendo a porta fechada. Claro que tendo o ar condicionado ligado e a porta aberta a temperatura do ar dentro do estabelecimento pouco muda, mas isso não tem qualquer tipo de importância. O facto de o consumo de energia disparar também é irrelevante, no fundo quem há-de aumentar os lucros da EDP é o cliente do comerciante, que se limita a a incluir a factura da sua estupidez  no preço do que vende.

Ainda existe a possibilidade de os nossos comerciantes, como o clima é suave e temperado, estarem desta forma a tentar amenizá-lo nas ruas, o que devia ser considerado serviço público. Mas não é. Se a estupidez pagasse imposto e o comércio nunca fugisse ao fisco até era.

Da imagem: no comércio dito tradicional de Coimbra encontrei dois exemplos destes. Duas excepções confirmando a regra.
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