Estala o verniz na distrital do PS Porto

MANUEL FERNANDO ARAÚJO/LUSA

Manuel Pizarro, candidato único à liderança da distrital do PS Porto e vereador da câmara municipal, veio a público protestar contra a deslocação de 43 carteiros da cidade invicta para a estação dos CTT das Devesas, em Gaia.

Reclamando na rua e distribuindo panfletos à boa moda da Intersindical, o líder socialista insurgiu-se contra o encerramento do Centro de Distribuição do Porto dos CTT e a consequente transferência dos serviços para o município vizinho de Vila Nova de Gaia, mais propriamente dos tais 43 carteiros que, segundo Pizarro, vão ter que “sair a pé com as malas para a distribuição de uma distância muito maior”. Realmente!

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A agência europeia do medicamento

O episódio da Agência Europeia do Medicamento fica a marcar a história triste do Porto e a daqueles que, tendo responsabilidades governativas, ou outras, na cidade ou mesmo no país, não hesitam em brincar com a credulidade das pessoas, com o dinheiro público e com a dignidade de Portugal, em nome de um golpe rasteiro de eleitoralismo.

Uma vergonha cujos custos deveriam sair do bolso de quem andou claramente a gozar com coisas sérias.

Porto e Rui Moreira sem drama autárquico

Vive-se no Porto em estado de serena normalidade, a despeito da recente quezília entre Rui Moreira e o Partido Socialista, agitada pelos órgãos de comunicação social e comentadores de assento garantido pelo poder dominante. Afinal, bem vistas as coisas pelo que se vai dizendo, não se trata de um divórcio litigioso, mas de uma transfiguração em “amizade colorida” – Moreira e Pizarro fazem questão de reafirmar isso mesmo.
Guilhermina-Rego-Rui-Moreira
Os portuenses estão serenos, atendendo a que o tema não é assunto sequer na cidade, a não ser entre nos aparelhos de partidos e de movimentos independentes, uma vez que as eleições estão à porta e estas são sempre um momento de solução, saibam os eleitos corresponder às vontades que vierem a ser expressas. Rui Moreira tem a vitória garantida e acredita [Read more…]

Rui Moreira, cercado por culpa própria

Já muito se escreveu no Aventar sobre as mais recentes movimentações em torno da recandidatura de Rui Moreira à CM do Porto, pelo que não quero bater na mesma tecla. Tenho a sensação, tal como o Fernando, que esta decisão já estava tomada há algum tempo, e não engulo a teoria de que as declarações de Ana Catarina Mendes, que me parecem normalíssimas, tenham feito transbordar o copo. Outra razão haverá.

O PS, experiente e mais versado nestas coisas do eleitoral, não perdeu tempo e anunciou Manuel Pizarro como seu candidato, que não sendo uma das figuras mais brilhantes da constelação socialista, me parece agora a melhor opção que o PS tem para correr contra Rui Moreira. Porquê? Porque Rui Moreira assim o quis. Porque, apesar da ruptura que provocou com os socialistas, faltou-lhe a hipocrisia dos carreiristas quando elogiou o agora candidato do PS pela sua “lealdade” e “competência”, afirmando mesmo a intenção de convidar Pizarro para seu vereador. E se é o seu adversário quem o diz, os socialistas não perderão a oportunidade de retirar máximo partido das declarações do autarca. [Read more…]

Embuste na Câmara Municipal do Porto

Acredito, piamente, na primazia da democracia sobre todos e quaisquer outros sistemas políticos. Para mais quando nos dias de hoje, vários estudos técnicos, nomeadamente, os efectuados sobre a denominada “sabedoria das multidões” permitem conferir àquela convicção, alguma sustentação científica. Mas, obviamente, ninguém pode decidir bem se a informação recebida que fundamenta a sua opção, foi pervertida ou adulterada.

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Susceptibilidades idiossincráticas reactivas

img_5014José Luís Carneiro terá criticado a opção tomada pela distrital do Porto do Partido Socialista de não ir a votos, em 2017, na segunda maior Câmara do país e, em vez disso, dar o seu apoio ao actual presidente, o independente Rui Moreira. A reacção do líder distrital do PS Porto, Manuel Pizarro, foi muito contundente e fértil em adjectivos que talvez a evidência apontada por José Luís Carneiro não justificasse. Chamou-lhe “redutora” e “sectária”.

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Verdade, essa vingativa

Perdoem-me que regresse a temas locais.

O Porto tem um belíssimo teatro municipal, o Rivoli, um edifício de inícios do século XX, e que após um período de remodelação reabriu, em 1997, como um dos principais equipamentos culturais da cidade. Durante os mandatos do executivo liderado por Rui Rio, e no âmbito da sua política de “contenção de despesas”, o teatro foi entregue a uma empresa privada, a do encenador Filipe La Féria.

O actual executivo de Rui Moreira herdou um teatro entretanto vazio (La Feria saiu há anos) e abriu um concurso público para a escolha de um director artístico do Rivoli e do Teatro Campo Alegre. O escolhido foi Tiago Guedes, que, na sua primeira entrevista nessa qualidade, afirmou que encontrou um teatro que havia sido deixado “em muito mau estado pelo Filipe La Féria”, afirmação que parece ter enfurecido Álvaro Castello-Branco, líder da distrital do CDS-Porto, e que foi também vice-presidente durante os mandatos de Rio, e que para além de acusar Guedes de “ignorância e arrogância”, se declarou “preocupado porque pelos vistos há um avençado da Câmara Municipal do Porto que quer ter opinião política”. [Read more…]

Moreira e o Independento-Facadismo

Creio já ter superado completamente as dores naturais da minha derrota com a derrota do Dr. Menezes, em Setembro. Mas constato que Rui Moreira, uma vez eleito, se apressou a meter a independência na gaveta e a passar a imagem de um inesperado e inaudito desconforto em ter de ir à luta apenas com a prometida armadura do seu prestígio e da sua imaculabilidade.

Se ganhou a eleição, ganhou-a por causa da sua virgindade partidária.

Mas não. Mal pôde, cilindrou a agenda e prioridades da distrital do PS, a qual, num primeiro momento, obstaculizou um entendimento para a governação da Câmara do Porto e, num segundo, que é agora-ontem, implicitamente capitulou em toda a linha ao desiderato coligacionista absorvente e à armadilha que Moreira, o aflito, preparou para sua própria salvação: lançar uma OPA à segunda força mais votada, um partido. Sequestrá-lo para a órbita da independência ou, o mais certo, dar uma facada independente à própria independência.

Os dados estão, pois, lançados. O que é que resulta para o Porto desse acordo? Qual o animal programático hybrido resultante para o Governo da Cidade? Com que é que ficamos em matéria de liderança fática e efectiva? Rui Moreira, excepcional pensador da portuensealidade mas um zero político, abdica de si mesmo para se sentir sustentado e respaldado pelo político socialista Manuel Pizarro do Partido Socialista. Ponto. [Read more…]

Pela boca morre o peixe…

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Ver Manuel Pizarro, antigo Secretário de Estado da Saúde no governo do Eng. José Sócrates falar sobre despesismo e de desprezo pelo Porto, é de ir às lágrimas. Ainda por cima, quando o passivo do MS acumulado no tempo desse governo era suficiente para pagar as dívidas de todas as câmaras municipais deste país dos últimos 30 anos…

Sem esquecer, que o governo a que pertenceu Manuel Pizarro foi o mesmo que regulamentou, contrariando normas europeias, de molde a que verbas do QREN fossem parar a Lisboa…

E agora para algo completamente novo…

Aviso à navegação a todos os candidatos. E candidatos a candidatos. As pessoas estão fartas das frases do costume, de fóruns repetidos, de estados gerais disto e daquilo. Estão cansadas que lhes digam que este sim, este é o momento para fazerem ouvir a sua voz.

Senhores candidatos, as pessoas querem ser ouvidas sempre, querem que as levem a sério, que tenham em conta as suas pretensões. Mesmo que, às vezes, contraditórias. Mesmo que inviáveis. Querem ainda que lhe expliquem porque é que se fazem certas opções em vez de outras. Querem participar a sério e não de faz de conta.

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Se votar Pizarro, Porto dá um prémio aos Governos PS


Em entrevista ao JN, o candidato do PS à Câmara Municipal do Porto, Manuel Pizarro, vem dizer que dar a vitória a Luiz Filipe Menezes nas próximas Eleições Autárquicas significa dar um prémio ao Governo do PSD.
Curiosa a forma como Manuel Pizarro faz a associaçãop descabida entre duas eleições completamente diferentes. Mas seguindo o seu raciocínio, então dar a vitória ao PS significa dar um prémio aos Governos de José Sócrates que dirigiram o país entre 2005 e 2011. Com uma piquena diferença, coisa de somenos: ao contrário do seu adversário, Manuel Pizarro participou desses Governos e, como Secretário de Estado da Saúde, foi um dos coveiros do Sistema Nacional de Saúde.
Durante a entrevista, o candidato do PS tem a distinta lata de apelar a uma convergência à Esquerda. Como se alguém com o seu currículo pudesse alguma vez na vida fazer a ponte entre o PS e os Partidos realmente de Esquerda.
Apesar de tudo, mais vale seguir o conselho de Pizarro. E não dar prémios a quem tem governado o país…