O triunfo dos porcos

TdP

É oficial: a hecatombe governativa a que PSD/CDS-PP nos sujeitaram atingiu o zénite e foi punida no Ecofin, que acaba de aprovar a abertura do procedimento que poderá levar às sanções defendidas pela Comissão Europeia, liderada pelo amigo da direita incompetente que por cá temos e que, como qualquer terrorista liberal que se preze, se bate pela promoção da evasão fiscal e outros tipos de gatunagem legal.

Tenha cuidado: uma série de palermas, fundamentalistas, terroristas financeiros e restante seita, deliberadamente ou apenas por serem parvos, vão tentar convencê-lo de que o que está a acontecer é fruto da acção do actual governo, o que em teoria é tão verdade como as cores do equipamento do Benfica serem o azul e o branco. Na prática fará algum sentido na medida em que o facto do actual governo não sentar, rebolar e dar a pata aos ayatollas de Bruxelas como o anterior teve como consequência uma manobra mediática absolutamente desonesta e demagógica, que responsabiliza António Costa pela porcaria feita por Passos Coelho e restantes compinchas além-Troika. Contudo, importa reforçar para quem ainda esteja sobre o efeito da propaganda neonacional-socialista, as sanções dizem respeito aos valores do défice de 2015, durante o qual a clique do Portugal à Frente repetiu a façanha do incumprimento. Importa também referir que, tal como Portugal e Espanha, os dois únicos e inéditos potenciais sancionados, também a Croácia, a Grécia, o Reino Unido e a França violaram as metas estabelecidas. Mas nesta espécie de união com “u” minúsculo, impera a iniquidade. Dois pesos, duas medidas.

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O ultimato azul

O palerma disse que a sua preocupação era Portugal e bateram-se palmas.

Para a banca europeia ou para o DB?

O alemão Deutsche Bank é a instituição financeira que atualmente mais riscos coloca sobre a estabilidade mundial enquanto fonte potencial de choques externos, alertou o Fundo Monetário Internacional (Dinheiro Vivo)

E soma-se ainda a esta farsa o papel do cherne local em funções numa cadeira azul.

O ultimato está na mesa. Em tempo de guerra procuram-se aliados 

Sabemos o que disseste em Maio passado

O líder do PSD mostrou-se “genericamente” a favor da ideia defendida pelo Partido Popular Europeu sobre aplicação de sanções aos países que falhem os objectivos de estabilidade e crescimento. (TSF)

Atendendo a quem falhou em 2015, estamos perante um caso de masoquismo.

O (decadente) Estado da Nação

EdN

O Ministério da Propaganda deve andar possidónio. O take da Reuters cujo nome a imprensa afiliada à direita radical não pode mencionar passou mais um atestado de estupidez à propaganda do velho regime. Chega a dar dó.

Não há volta a dar: a responsabilidade pelos valores do défice alvo desta manobra terrorista dos engenheiros sociais ao serviço da decadente ruling elite que habita em Bruxelas é mesmo do anterior governo. Em tempos ficaria pasmado com o nível de absoluto patético a que aqueles que optam por negar a realidade em nome de ideologias fanáticas ou financiamentos para negócios mil se sujeitam. Até o mais recente escritório dirigido por David Dinis fez notícia sobre o esclarecimento que a Comissão Europeia fez ontem, por hora do início do debate no Parlamento. Passos nem piou. É o estado a que isto chegou.

Imagem via Uma Página Numa Rede Social

O plano de Schäuble

Este exercício à volta de uma epístrofe teve o propósito óbvio de sublinhar um truísmo. Outros o complementam, tais como:
– A sanha das sanções não se deve ao que aconteceu até 2015 (objectivos orçamentais sucessivamente falhados), mas sim ao facto de não ter sido eleito o governo escolhido por Schäuble.

– A Comissão Europeia, pau mandado do ministro das finanças alemão, não vai decidir aplicar sanções a Portugal no imediato, pois estas incidiram sobre as políticas do governo “certo” e, que chatice, os números oficiais da economia (reparem no sublinhado) não justificam tal tomada de posição.

– Ainda pela anterior razão, a decisão será sucessivamente protelada até que exista um pretexto para tal acto. Até lá, o clima de suspeição, prejudicial ao país, será sucessivamente renovado.

– É uma questão de tempo até que a actividade económica, em queda desde 2015, produza impacto suficientemente negativo que gere as condições para justificar as desejadas sanções. As quais vão prejudicar ainda mais o país.

Assistimos a um ciclo onde se criam dificuldades até que o actual governo caia, abrindo caminho à concretização do plano de Schäuble: uma Europa comandada por tanques que disparem controlo económico, no lugar de projécteis.

Maria Luís Albuquerque: o que os jornais não contam

30102230919002Maria Luís Albuquerque tem feito furor com o novo refrão estival “Se eu fosse ministra das Finanças, a questão das sanções não se colocava.” Desde “Maria, quero cheirar teu bacalhau” que o Verão português não conhecia um sucesso tão grande, o que é óptimo, porque não há nada melhor do que ir em cantigas.

Alguns jornais têm assinalado que o chamado défice excessivo pelo qual Portugal poderá vir a ser punido é o de 2015, ano em que as finanças portuguesas estavam a cargo da mesma pessoa que declara que não haveria punições se ainda fosse responsável pela área das contas públicas. A antiga ministra das Finanças também terá dito que isso de ser multado por ir em sentido proibido não se colocaria se fosse ela a conduzir.

Alguns mais distraídos poderiam pensar que o défice é apenas uma questão de números, mas as declarações da própria Maria Luís, uma economista, mostram que não é assim. No fundo, Maria Luís é da escola sampaísta, que defende que há vida para além do orçamento. [Read more…]

Era isso mesmo que diriam

UE

Daniel Oliveira (via Facebook)

Enquanto, em vez de sanções, vierem conselhos e ameaças durmo muito bem. Até acontecer alguma coisa vamos acompanhando a gestão política que, em Bruxelas, se faz de regras elásticas e ouvindo José Gomes Ferreira a explicar, com algum desalento, que não é desta mas será da próxima. Pode ser que aconteça. Basta que politicamente seja vantajoso para alguém com poder junto da Comissão e que não signifique, para as componentes europeias da troika, assumir que as suas intervenções foram um falhanço. Sanções agora, era isso mesmo que diriam. Há que esperar para poder contar outra história.

Portugal sob chantagem e ameaça da direita europeia. Com o alto patrocínio de Pedro Passos Coelho

PPE

Na metrópole, ontem foi dia de decidir sobre a aplicação de sanções à periferia. A indisciplina daqueles que decidiram mudar, ainda que de forma muito ligeira, a distribuição enviesada dos sacrifícios, esteve em vias de ser virtuosamente punida, isto apesar de ser dos seus antecessores, e não deles, a responsabilidade pelos indicadores negativos que poderiam levar às penalizações.

Na metrópole, representantes do PSD e CDS-PP, responsáveis por mais de quatro anos de metas sucessivamente falhadas, que em parte nos conduziram a este impasse, encontram-se refugiados num silêncio cúmplice enquanto o seu líder pede a cabeça dos portugueses, numa movimentação inédita que contrasta com os regimes de excepção aplicados no passado às exemplares potências do centro. [Read more…]

A encruzilhada geopolítica grega

Geo

Encostado à parede pelos parceiros europeus, o governo grego procura soluções noutras latitudes. Alexis Tsipras deslocou-se ontem a Moscovo para fechar um acordo de 2 mil milhões de euros com o governo de Vladimir Putin para a extensão de um gasoduto russo até à Grécia, mas também para negociar outros acordos, nomeadamente na área dos produtos agrícolas, isto apesar da recente decisão da União Europeia em prolongar as sanções impostas ao país. Bruxelas, como seria de esperar, não vê com bons olhos esta aproximação, apesar das empresas petrolíferas europeias e americanas continuarem a explorar petróleo em território russo e em parceria com a estatal Rosneft, sem que tal levante grandes indignações.

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Eles “andem” aí…

caças

Os russos andaram aí. Voaram por cima de Portugal e, tal como Evo Morales, não chegaram a parar. O destaque no site da TVI24 é genial: “Ordem de interceção veio da NATO e foi até Cavaco. Pilotos portugueses expulsaram os russos do espaço aéreo de responsabilidade nacional por gestos.” Vejam bem o nível hollywoodesco da cena: Europa em pânico com a passagem ameaçadora de 2 aviões russos (pelos vistos eram 8 mas 6 assustaram-se com os aviões noruegueses e voltaram para trás), os gajos aproximam-se de Portugal, o comando da NATO eleva o grau de alerta e avisa a hierarquia de comando nacional até que a informação, classified, chega a Cavaco – queria dizer alguma coisa sobre este momento, mas a ideia do comunicado do comando supremo da NATO e chegar ao Cavaco é hilariante e inenarrável – os nossos caças levantam voo e expulsam os russos do nosso espaço aéreo. Com gestos. Mission accomplished. “Nem na Guerra Fria aconteceu“. Pois não. Nem em Hollywood quanto mais na Guerra Fria…

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Sanções, petróleo e os hipócritas do costume

Rex Putin

(Na foto: shake-hands entre o presidente russo Vladimir Putin e Rex W. Tillerson, CEO da Exxon Mobil)

Há algo que não bate certo nesta cruzada do Ocidente contra o opressor russo. Na verdade, existem várias coisas que não batem certo. O Ocidente – leia-se a política externa norte-americana imposta aos seus colaboradores habituais – vai endurecendo o discurso contra a suposta ingerência de Moscovo na crise ucraniana e as sanções sucedem-se. É expectável que hoje sejam apresentadas novas sanções, tanto da parte dos EUA como da UE, que incluem proibições ao sector financeiro russo de aceder a capitais norte-americanos e a empresas energéticas de se financiaram nos mercados de capitais da União. Um acto de coragem? Não é o que parece.

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Companhias de seguros: resistência aos direitos dos lesados

As seguradoras que se acautelem!
Reagem, em regra, às solicitações dos lesados que intentam obter as indemnizações a que fazem jus. Impunemente…
Mas há soluções na Lei das Práticas Comerciais Desleais que o vulgo ignora, mas de que o lesado pode lançar mão, denunciando a situação a quem de direito, já que as coimas daí emergentes poderão, no limite, atingir montantes da ordem dos cerca de 45 000 €.
E com efeito, a alínea g) do artigo 12 da enunciada Lei (o DL 57/2008, de 26 de Março) estabelece a regra que segue:
“Obrigar o consumidor, que pretenda solicitar indemnização ao abrigo de uma apólice de seguro, a apresentar documentos que, de acordo com os critérios de razoabilidade, não possam ser considerados relevantes para estabelecer a validade do pedido, ou deixar sistematicamente sem resposta a correspondência pertinente, com o objectivo de dissuadir o consumidor do exercício dos seus direitos contratuais.”
As sanções estão previstas no artigo 21, como segue: [Read more…]