América, hoje (2): A eleição de 2020

A América vai a votos amanhã. Concretamente, o que vão os eleitores votar?

Imagem: Washington Post, em Agosto de 2019 (22,247 em Agosto de 2020)

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E se…

E se desse jeito haver um tema que desviasse a atenção da discussão do Orçamento de Estado?

Sei lá, por exemplo uma proposta possivelmente inconstitucional, como por exemplo meter a policia a ver as apps que a malta instalou no telemóvel.

Leis e multas, a pseudo-solução do costume – agora com agravante

É um filme que se repete a cada novo problema. O governo em funções faz uma lei, define multas exageradamente altas e considera-se o problema resolvido.

Todos os governos têm recorrido a esta pseudo-solução. O governo de Costa, sendo reincidente, dá agora um passo além da habitual sonsice do faz de conta.

A ideia de colocar em lei a obrigação de instalar software no telemóvel pessoal faz lembrar o pior de regimes totalitários como a China.

Além das questões da eficácia desta tecnologia, há duas questões profundas associadas.

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Buraco negro a devorar uma estrela

Ocasião rara de observação de uma disrupção ocorrida há 215 milhões de anos-luz da Terra e estudada com um detalhe sem precedentes.

América, hoje (1): A interferência russa nas eleições norte-americanas de 2016

O que é que se passou com os russos e a interferência nas eleições norte-americanas de 2016?

Ao longo da eleição [de 2016], um grupo alargado de russos testou as base de dados de eleitores do Estado [norte-americano] em busca de inseguranças; infiltrou-se [hacked] na Campanha de Hillary Clinton, na Comissão de Campanha Democrata ao Congresso e na Comissão Nacional Democrata; tentou infiltrar-se na campanha do senador [republicano] Marco Rubio e na Comissão Nacional Republicana; divulgou informações politicamente prejudiciais na Internet; espalhou propaganda no Twitter, Facebook, YouTube e Instagram; organizou comícios na Flórida e na Pensilvânia; teve reuniões com membros da campanha Trump e seus associados; e apresentou uma proposta de negócio de um arranha-céu em Moscovo para a Trump Organization. [Revista Time, 18 de Abril de 2019]

Poderão alguns dizer que a Time faz parte dos Fake Media a que Trump recorrentemente se refere quando as notícias não lhe são favoráveis (spoiler alert: para Trump, tudo o que não é notícia a ele favorável, é fake media).

Vejamos então o que disse a comissão de espionagem do senado norte-americano (US SSCI), parte integrante do Congresso norte-americano, o qual é controlado pela maioria republicana de Trump. Dito de outra forma, só ficou escrito o que os republicanos aprovaram. E disso, só ficou por censurar na versão tornada pública o que, novamente, os republicanos aprovaram.

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O dinheiro do PS

Imagem: PÚBLICO

E lá poderia achar outra coisa? «Pintaram os bairros sociais mas esqueceram-se de dizer que o dinheiro é do Estado, é do PS.» (via)

 

A besta

Se bem que focando-se nas reacções, até para a Fox News é notícia a última estupidez do #idiotinchef.

Depois de ter estado internado de urgência, onde recebeu tratamentos inovadores inacessíveis ao cidadão comum, Trump anunciou no Twitter que deixaria o Walter Reed Medical Center, escrevendo “não tenham medo de Covid. Não deixem que ele domine a vossa vida”.

Não tomou, obviamente, as tretas que andou a recomendar aos outros. Como perceberá quem queira ver, esses pseudo-tratamentos fizeram parte da sua estratégia de minimizar a pandemia. Afinal de contas, se houvesse um tratamento para a covid, não haveria razões para preocupação.

Agora, com esta declaração, volta a minimizar os perigos deste vírus, meramente por cálculo eleitoral. Vamos ver se o seu instinto é assim tão apurado. De acordo com o Politico, uma sondagem da ABC News/Ipsos divulgada na sexta-feira revelou que um recorde de 67% dos entrevistados desaprovam “a maneira como Donald Trump está a lidar com a resposta ao coronavírus”, enquanto que apenas 33% aprovam.

https://twitter.com/ChrisEvans/status/1313202077993250825?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1313202077993250825%7Ctwgr%5Eshare_3&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.foxnews.com%2Fentertainment%2Fchris-evans-stars-react-trumps-dont-be-afraid-of-covid-tweet

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Trump e a covid

Então o Trump não estava a tomar hidroxicloroquina como medida preventiva?

(…) Trump, que primeiro apontou a droga como uma cura de coronavírus em Março, disse acreditar que funcionou “nos estágios iniciais”. [Euronews]

E agora, vai curar-se com o remédio que andou a anunciar? Ou será que se vai injectar com lixívia? Ou talvez com feixes de ultravioleta?

O mentiroso das pernas curtas caiu na sua própria demagogia. Sorte a dele que, ao contrário dos que morreram sem acesso a cuidados de saúde, tem um batalhão de médicos e abundantes meios para zelar por ele.

Trump diz que ainda acha que hidroxicloroquina funciona no tratamento do coronavírus em estágio inicial (CNBC, JUL 28 2020)

Trump foi questionado por um repórter sobre um vídeo que ele partilhou no Twitter, que se tornou viral nas plataformas de social media, onde se afirmava que a hidroxicloroquina é “a cura para Covid” e que “não se precisa de uma máscara” para retardar a propagação do coronavírus.

“Acontece que eu acredito nisso. Eu aceitaria. Como sabe, eu tomei-a durante um período de 14 dias. E como sabe, estou aqui. Acho que funciona nos estágios iniciais”, disse.

Como conduzir um país à guerra civil

  • Declarar que a eleição vai ser fraudulenta, sem que existam evidências disso e quando o próprio director do FBI, nomeado por Trump, afirma, sob juramento, que não encontra nenhuma evidência de fraude (Forbes, NYT, CNN). Mentir, por tanto.
  • Afirmar que já estão a existir fraudes na eleição, quando tal é falso. Mentir, por tanto.
  • Não se demarcar de grupos de extrema-direita, como os Proud Boys, dizendo-lhes para se manterem em alerta (DN). E depois dizer que não os sabiam o que são ou, até, mandar dizer que os condenou (Fox News, onde mais?)
  • Recusar-se a dizer que aceitaria uma derrota, baseando-se em mentiras para se justificar (BBC).

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Debate Trump-Biden: antevisão

Os dois candidatos à presidência norte-americana vão hoje defrontar-se num primeiro debate tele-visionado. Quem estiver com falta de ficção pode acompanhar em diversos locais, entre os quais a CNN.

O debate vai-se resumir a isto:

  • Biden: Obama, Obama e Obama.
  • Trump: Mentir sobre o vírus corona. Mentir sobre o voto por correspondência. Mentir sobre as suas declarações fiscais. Mentir sem pudor.

Adenda: o debate inicia-se às 2:00 da manhã de 30/09/2020, hora de Portugal Continental

Boa viagem

Uma empresa quer estar acima da lei. Boa viagem.

Por falar em hipócritas,

PCP reduz lotação da Festa do Avante para um terço
O espaço de 30 hectares das Quinta da Atalaia e do Cabo da Marinha, na Amora, vai assim proporcionar cerca de nove m2 para cada militante ou visitante, entre 04 e 06 de Setembro [DN]

Segundo a porta-voz, a lotação máxima do Santuário de Fátima obedece às orientações acertadas entre a Conferência Episcopal Portuguesa e a Direção-Geral da Saúde e corresponde a “um terço do espaço” que normalmente estava acessível aos peregrinos antes da pandemia. [Notícias ao minuto]

Um santo terço, a muita distância dos 9 m2 por pessoa. Aguadam-se os cartazes do boy Duarte e a pose de fotografia de Estado do Chico Chicão.

Entretanto, na América

O presidente do Trump First, perdão, America First é o incendiário que depois vem dizer “vejam, não controlam o fogo”. Os quatro anos de Trump resumem-se a isto. É útil para Trump ou não?

Ao longo da sua presidência, Trump sempre procurou dividir. Os aliados, os inimigos e o país. Como se diz, em terra de cegos, quem tem um olho é rei. Dividir para enfraquecer, para depois reinar.

Há quem o defenda. Será esta a visão destas pessoas para Portugal?

O vírus (fim)

O vírus do covid tem feito muitos estragos. Mas está longe dos efeitos do outro vírus que assola o mundo.

Assistimos ao despudor com que se mente à vista de todos, sem que os mentirosos sem importem por saberem que quem os ouve sabe que estão a mentir. Esta inversão de valores, reforçada por uma hipocrisia sem limites, tem um impacto fundamental em todos os tópicos anteriormente abordados.

A reacção do poder instituído ao breve crepúsculo em que se publicaram alguns arranhões na Internet foi de contra-informação em larga escala, estratégia que culminou nas fake news de agora. O próprio jornalismo transformou-se, em larga medida, num produto de consumo imediato, superficial e em busca do sound bite, à imagem do modelo de sociedade que temos.

Este é o maior vírus que nos ataca de há algum tempo a esta parte. Aos poucos, apaga a decência. O resto vai por arrasto.

(o vírus)

O vírus (6)

Imagem: NPR

Pela China, vivem-se momentos de autocracia em expansão acelerada. Hong-Kong está a ser colocada sobre a lei do autoritarismo chinês. E os sinais de controlo sobre os chineses somam-se continuamente. Peça-se um comentário ao governo de Passos Coelho sobre a venda da REN e EDP à China.

Na Europa, os líderes da Polónia, Turquia e Hungria nem disfarçam o ímpeto de ditador que os caracteriza. Esse mesmo que os líderes europeus, Costa incluído, fazem de conta não verem.

Também por cá, a relativização, e até cancelamento, de leis fundamentais da sociedade parece caminhar para a vulgarização. Os Açores deram o mote. Mas recentemente, o Governo da Madeira lembrou-se de impor uma lei (uso de máscaras na rua) que é, ao que dizem, inconstitucional. Continua a a aguardar-se uma palavra do Presidente da República sobre o assunto.

A recolha de dados usando os telemóveis em registo faroeste, passou também a ser uma prática, até na Europa do burocrático (what else) RGPD. O que não surpreende, pois a resposta europeia aos problemas não difere muito daquilo que se faz em Portugal: mete-se uma lei em vigor e o problema fica resolvido.

(continua)

O vírus (5)

Foto: Dave Killen/Staff

A América de Trump continua o seu caminho para a perda de relevância internacional e de declínio nacional.

Soube-se há dias que Trump nem se deu ao trabalho de procurar saber se Putin tinha ou não oferecido recompensas para que soldados americanos fossem mortos no Afeganistão por guerrilheiros pró-Taliban. Chegaram-lhe as suas teses infantis sobre a boa-vontade de Putin.

Neste momento, a ausência de resposta à pandemia está a ter forte impacto na possibilidade de ser reeleito, pelo menos confiando nas sucessivas sondagens que colocam Biden à sua frente por valores de 2 casas percentuais. A reacção de Trump foi de lastimar-se que ninguém gosta dele, de atiçar os cães contra Fauci (a Graça Freitas de lá) e de procurar um fait-divers que tirasse o tema covid das notícias (largou-se num tweet sobre o adiamento das eleições marcadas para Novembro, algo que não está sob o seu controlo).

Gozado depois do fiasco que foi o comício que não teve os milhares de participantes esperados, graças à partida da miudagem do TikTok que se inscreveu aos magotes como falsos participantes nesse comício, Trump lança agora as garras ameaçando fechar essa rede social. Um favor que o Facebook, que não viu esta competição chegar, muito agradecerá. E que se junta ao leque das incongruências do presidente, que em alguns momentos grita que a liberdade de expressão está em causa, como quando o Twitter removeu algumas das suas mentiras, para depois ser ele mesmo um agente da limitação da liberdade de imprensa e da redução da competição.

Em paralelo, o Congresso ouviu o gangue do GAFA (Goolge, Amazon, Facebook e Apple) sobre o seu poder e sobre as suas práticas anti-concorrenciais e de devassa da privacidade. A sessão com o responsável da Google transformou-se numa espécie de suporte técnico, quando um senador republicano usou o seu tempo para procurar dessiminar a ideia de que as big tech bloqueiam o discurso do partido de Trump. Alegava ele que o email que a sua campanha tinha enviado aos eleitores não chegou à caixa de correio do seu pai, ao que Sundar Pichai explicou como funciona o sistema de separadores do Gmail, que coloca as mensagens dos contactos de amigos e família num separador principal, deixando os restantes emails para separadores de marketing, correio não solicitado, etc. Não satisfeito com a explicação e desejoso de fazer crescer o tema junto da comunicação social, Greg Steube apontou que isso da prioritização dos emails familiares não funcionou com os emails da sua campanha, ao que Pichai referiu que os sistemas da Google não foram capazes de perceber que se tratava do seu pai. Assim se transforma uma discussão sobre práticas não-concorrenciais num episódio de campanha eleitoral.

Em Portland, uma mulher vestindo apenas um chapéu e uma máscara cirúrgica ficou à frente da polícia, que lhe atirou balas de gás pimenta aos pés para a desmobilizar. Não se tendo mexido, a polícia ficou parada e acabou por se ir embora 10 minutos depois. Um episódio sem incidentes de maior, desta vez, nos confrontos entre polícia e manifestantes em Portland, cidade para a qual Trump enviou agentes federais em veículos não identificados, os quais detiveram manifestantes sem se identificarem.

(continua)

O vírus (4)

Pela Europa, confirma-se a nulidade em que a União Europeia se transformou, incapaz de estar à altura de apresentar um plano conjunto de resposta à presente crise.

Assistimos ao habitual espectáculo da arrogância nórdica, como se não tivessem grande benefício com o mercado único, e à mão estendida dos países do sul, pródigos nos casos de corrupção na aplicação dos “subsídios”.

Agradecem esta desunião os restantes grandes blocos, como China e Rússia, que vêm a sua posição ficar mais consolidada de cada vez que os concorrentes não se conseguem organizar.

A “solução” europeia passa por uma forte dose de empréstimos, sejam eles a fundo perdido ou não. O ponto está no recurso ao empréstimo, em vez da opção pela emissão de moeda. Se a segunda opção se traduziria numa desvalorização transversal da riqueza, já a primeira assegura a manutenção do património dos poucos que controlam o sistema financeiro. Manutenção e, inclusivamente, aumento, já que alguém (os estados) acabará a pagar juros.

Sem surpresa, foi notícia que a riqueza dos multi-milionários aumentou ainda mais durante a pandemia.

(continua)

 

O vírus (3)

Graça Freitas e Marta Temido

Agora, a DGS já recomenda o uso de máscaras como medida de contenção do vírus.

É de recordar que Marta Temido e Graças Freitas insistiram repetidamente, no início do confinamento, que as máscaras era inúteis e que, veja-se só, até eram contra-indicadas. Estavam, então, em claro contraciclo com o que se fazia nos países que lutavam activamente contra a pandemia. Este volte-face ocorreu sem que proferissem uma palavra sobre o erro que cometeram e nem sobre as consequências que poderão ter causado aos portugueses.

Este panorama é a melhor fotografia da resposta do governo às crises, esta e anteriores. Houve muita conversa fiada, que se traduziu em propaganda diária em forma de conferência de imprensa. Assistimos à mão forte na legislação, sob forma da lei fecha-tudo, que nos permitiu ganhar tempo para nos prepararmos, mas que, vemos agora, não resultou em preparação visível por parte do Governo (continua-se a anunciar planos, em vez de execução dos anteriormente anunciados).

E, por fim, o tempo mediático não foi usado para educar os portugueses, tal como fez, por exemplo, a BBC, que passou repetidamente pequenos clips informativos (curtos!), tais como ensinar a usar a máscara, como lavar as mãos e divulgação científica.

(continua)

 

O vírus (2)

Capa do jornal Público, 2020-07-28

Novamente se constata que Portugal é um Estado com leis feitas à medida, o que talvez seja pior do quem um Estado sem leis.

Em causa está a negociata imobiliária do Novo Banco, onde tudo, veja-se só, foi legal. Até o facto de o prejuízo do Novo Banco ser coberto pelos fundos públicos é um sintoma deste país de leis cozinhadas. Alguém reviu e aceitou os contratos que estipulam estas medidas. A questão que se coloca é: quem foi? Não é difícil de saber, apesar de não ser notícia.

As leis são feitas para que acções criminosas ou condenáveis tenham fundamento legal. Esta é origem primária da corrupção. Mas que não haja motivos para preocupações. Daqui a 10 anos teremos na justiça um processo rigoroso, quando tudo tiver prescrito.

Siga-se o rasto do dinheiro, sem esquecer as off-shores que minam todas regras de equidade entre os poucos que têm milhares de milhões e o resto do mundo.

(continua)

 

O vírus (1)

Rui Rio e António Costa em Setembro de 2019

As últimas semanas têm sido particularmente virulentas, por cá e no resto do mundo.

No rectângulo, PS e PSD uniram-se para diminuir a fiscalização do Parlamento sobre o Governo e, consequentemente, dos portugueses sobre o Governo. Para os distraídos, o Governo presta contas à Assembleia da República, não o contrário, como habitualmente parece ser o caso devido à carneirada, perdão, disciplina parlamentar. Que passemos a ter debates mensais, com a presença obrigatória do Primeiro-Ministro apenas bimensalmente e que a medida tenha sido proposta em primeira mão pelo PSD, revela bem o estado de nulidade a que chegaram as instituições em Portugal – sim, não é exclusivo da Assembleia da República.

Ainda sobre o PSD, regista-se o seu caminho para a nulidade, ou pior, para a extrema direita, ao começar o namoro com o Chega. Más notícias, também, para o rapaz do CDS.

Entretanto, a Ministra da Cultura encheu a boca com um drink de fim de tarde, tal como Cavaco tinha enchido a boca de bolo-rei, anos antes, para não falar de um assunto incómodo.

(continua)

Isto é muito bom

Facebook has taken the EU to court for invading the privacy of its employees,

The social media company claims EU regulators have asked broad questions beyond the scope of two ongoing antitrust probes, and it has requested that the General Court in Luxembourg intervene. The EU is investigating both how Facebook collects and makes money from data and whether its Marketplace business has an unfair advantage over rivals in classified advertising.

É como se o Marques Mendes fosse fazer queixa de alguém por causa de coscuvilhice.

Pornografia industrial

Embalar abóboras, bananas, curgete e outros legumes que têm eles mesmos a sua “embalagem” natural. Ou uma caixa destas para um peixe.

O custo monetário do plástico é tão baixo que permite esta omnipresença. E o custo ambiental parece não importar ninguém.

O que me impressiona neste cenário é absoluta irracionalidade do acto. Para quê embalar uma abóbora em plástico? Qual é o valor acrescentado disso?

(Fotos feitas antes do covid.)

A bandalheira na Casa Branca

O grande presidente da Law and Order comutou ontem a sentença de prisão de seu amigo e ex-conselheiro político, Roger Stone, dias antes de Stone ter que se apresentar numa prisão federal na Geórgia.

Eis a palhaçada a que chegou a América de hoje.

Adenda: Desmascarando 12 mentiras e falsidades na declaração da Casa Branca sobre a comutação da sentença de Roger Stone

Ennio Morricone

1928 – 2020

Casa Branca rodeada por uma vedação com cerca de 3 Km

Quem tem cu, tem medo. O que se aplica também ao fanfarrão do Twitter. Parece que vai enviar a conta ao México.

Mini-me

Trump larga uns gases e Bolsonaro corre a cheirar. Os últimos casos, num claro e continuado decalque, têm passado pela cópia da resposta ao covid. Desvalorizar, promover a hidroxicloroquina, bloquear a comunicação social, ameaçar sair da OMS e manipular os números.

Em Portugal, um tal ventura do chaga procura a voz do dono entre Bolsonaro, Salvini e Trump, sendo que este último agora anda com pouco tempo devido à debandada no seu próprio partido, desde Powell, Mattis, Mitt Romney a Lisa Murkowski. Até o seu secretário da defesa o mandou pastar quando Trump quis enviar o exército contra a população.

Estes mini-me que idolatram Trump podem começar a ver os filmes do Austin Powers para tirarem ideias, começando pela parte de mexerem os lábios enquanto o dono fala. Se ainda tiverem dúvidas, peçam conselhos ao José Manuel Fernandes, que ele logo mostra como é que se atira areia para os olhos.

Nas vésperas de Verão

Há algo de compatível entre um Dão, colheita seleccionada, a moleza do calor e as palavras saídas da guitarra de Pablo Sáinz-Villegas.

O feudalismo da dívida

A Europa optou por criar liquidez com duas técnicas: 750 mil milhões de euros, dos quais 500 mil milhões serão distribuídos a fundo perdido pelos Estados-membros e os restantes 250 mil milhões via empréstimos.

Empréstimos no valor de 250 mil milhões! Com deliciosos juros para que os imensamente ricos fiquem ainda mais ricos através dos seus empréstimos.

A solução que teríamos antes do euro seria cada estado membro imprimir moeda e colocá-la no mercado. Em consequência, haveria empobrecimento de forma homogénea entre todas as camadas sociais, reflectindo a diminuição da capacidade produtiva trazida pelo confinamento.

Recorrer à emissão de dívida, como tem sido feito nos diversos “resgates” e agora na “solução” covid, produz empobrecimento e enriquecimento selectivos. Os muito ricos ficarão melhor, ao lucrarem com a dívida, e os remediados e os pobres ficarão mais pobres, ao terem mais impostos para pagar e menos regalias. Os fundos que paguem a dívida hão-de vir de algum lado.

Há um séculos, o feudalismo era o instrumento de enriquecimento selectivo. Agora chama-se crise. O resultado é o mesmo. Captura da riqueza individual por parte de um grupo restrito.

Floyd e a América racista

Copwatch (also Cop Watch) is a network of activist organizations, typically autonomous and focused in local areas, in the United States and Canada (and to a lesser extent Europe) that observe and document police activity while looking for signs of police misconduct and police brutality. They believe that monitoring police activity on the streets is a way to prevent police brutality. [Wikipedia]

Grupos de pessoas organizam-se, nos EUA, para filmar a acção policial porque já sabem que a probabilidade de esta ser violenta e injusta é elevada. Esperam pela reacção da polícia quando essa violência acontece e depois publicam os vídeos se o caso começa por ser abafado.

Foi o que aconteceu com Floyd.

Há assim tanto para investigar?

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Election first

Trump saiu da OMS num momento difícil de política interna. Tudo o que ele faz é no intuito de assegurar a sua reeleição. Quem quiser que apanhe os cacos.