A ciência e as opiniões

Vinte casos de Sarampo levaram o Ministro da Saúde ao prime time televisivo para afirmar que “a Ciência está a perder a batalha contra a opinião”. Aproveitou também para introduzir a discussão sobre a obrigatoriedade da vacinação, o que de imediato suscitou o aparecimento de opinadores a defender que, mais do que obrigatórias, as vacinas devem ser compulsivas, ou seja, o Estado deve vacinar os cidadãos, mesmo contra a sua vontade. É um assunto a estudar, mas é pena que esta polícia administrativa, tão característica de um Estado Novo, não seja colocada nos hospitais do SNS, onde todos os dias morrem, em média, doze pessoas, vítimas de infecções que não tinham antes de lá entrar. Não deixa, aliás, de ser curioso que vinte casos de Sarampo estejam a ser tratados como uma epidemia, enquanto as infecções contraídas em meio hospitalar, que vitimam em Portugal mais de quatro mil pessoas por ano, permaneçam inscritas no âmbito dos danos colaterais do Ajustamento. Aceitáveis, portanto. Outro facto curioso merece adequada atenção. Desde que a Dra. Margaret Chan assumiu a direcção da OMS, todos os anos há uma tremenda epidemia nos jornais e nas televisões. Se não é nos porcos, é nas galinhas. Se não é gripe, é sarampo. Indague-se.

Pandemias

Wolfgang Wodarg é um médico alemão, membro do SPD, e foi Presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa. Em Janeiro de 2010 fez declarações polémicas, afirmando que “a Gripe A (H1N1) foi uma falsa pandemia e um dos maiores escândalos médicos do século”.

Por essa altura, a comunicação social dava nota de que o fabrico das vacinas contra a Gripe A tinha proporcionado à indústria farmacêutica ganhos na ordem dos 5 mil milhões de euros. Portugal previu, na altura, a ocorrência de 75 mil mortes, entre 2 a 3 milhões de infectados, em consequência da pandemia, tendo gasto, segundo a comunicação social, cerca de 45 milhões de euros só em vacinas. Faleceram 122 pessoas.

Nem a OMS, nem a DGS, explicaram satisfatoriamente este assunto. Nem nenhum outro. Nomeadamente o motivo pelo qual a prevalência de Autismo nos EUA passou de 1/10.000 nos anos 80, para 1/68 na actualidade.

Indústria farmacêutica vs. Saúde Pública

A cada ano que passa, dezenas de novos medicamentos chegam ao mercado. Mas quantos apresentam uma vantagem terapêutica real relativamente aos produtos anteriores e respondem a necessidades reais? Segundo a revista Prescrire, apenas 2% dos 1345 novos medicamentos lançados no mercado nos últimos 13 anos.
Gervaise Thirion/Eurojournalist
Laboratoires_Root66-Wiki-CCBYSA30-OK
Root66/Wikimedia Commons/CC-BY-SA 3.0

Indústria framacêutica vs. Saúde Pública: conflito de interesses?”, eis o título do Relatório da Comissão de Assuntos Sociais, Saúde e Desenvolvimento sustentável, apresentado por ocasião da sessão de 2015 da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa por Liliane Maury Pasquier [membro do Partido Socialista Suiço] no passado dia 29 de Setembro em Estrasburgo. O tema, espinhoso, pelo menos a ver pelas reacções apaixonadas e frequentemente hostis que provoca, tem regularmente espaço nas parangonas e aberturas dos jornais – sob a aparência de ajustes de contas mediáticos (?).

Enquanto as polémicas se sucedem, cada vez mais vozes (médicos, farmacêuticos, doentes) se fazem ouvir para reclamar a ética e a transparência no que à saúde concerne. O Conselho da Europa cumpre o seu papel e está certo em apropriar-se do tema para promover em torno dele uma reflexão aprofundada, com vista a propor uma harmonização das práticas em toda a Europa.

Somas avultadas de fundos públicos estão em jogo e é imperativo preservar os diferentes sistemas públicos de saúde.
Mas o terreno está minado [Read more…]

E se a OMS proibisse o traque?

Entende a OMS quanto aos cigarros electrónicos que o seu consumo em espaços públicos fechados deve ser proibido “a menos que seja provado que esse vapor exalado não é perigoso para quem está mais próximo”.

A OMS sabe que tal vapor, além de água, contêm nicotina. Também sabe que a nicotina não é cancerígena, e que ao contrário do cigarro de tabaco a quantidade consumida é mínima, e mínima das mínimas a parte que pode ficar num espaço fechado onde caibam várias pessoas, sendo impossível afectar o sistema cardíaco do próximo, esse sim, o preço pago por quem o consome.

Mas a OMS tem duas certezas: a pressão da indústria tabaqueira e a obsessão compulsiva contra tudo o que possa dar prazer, esse vício tenebroso.

Aguardo que proíba a flatulência, em espaços abertos ou fechados. Pelo seu impacto ambiental, azoto e metano já para não falar do risco de incêndio, até que me provem o contrário, também devem fazer mal à saúde de quem inadvertidamente os inala. E o cheiro é geralmente desagradável.

The_Papal_Belvedere

 

É o vinho meu bem

Portugal é o 11º país do mundo em consumo de álcool, constata a Organização Mundial de Saúde.

oms_mapa consumo mundial alcool per capita
Ora aqui está mais um argumento para o sóbrio Norte nos atazanar o juízo: cambada de calaceiros ainda por cima bêbados, por isso têm uma produtividade tão baixa.

Conta-nos a  OMS sobre o enquadramento sócio-económico do consumo de álcool:

Surveys and mortality studies, particularly from the developed world, suggest that there
are more drinkers, more drinking occasions and more drinkers with low-risk drinking
patterns in higher socioeconomic groups

Ora lá está, faz sentido: os ricos emborracham-se, baixa a produtividade. Uma gestão aos esses e incapaz de fazer um 4 não vai a lado nenhum. Está tudo explicado. Quando Merkel descobrir vão ouvir das boas, é certo e sabido.

OMS, pobreza e políticas de saúde

rocinha_rj(3)A A Organização Mundial de Saúde (OMS) acaba de publicar o Relatório de 2010 da saúde no mundo. O conteúdo é vasto e diversificado quanto a temas e perspectivas sobre as políticas de saúde. A propósito dos gastos de saúde de cidadãos, refere: “cerca de 150 milhões de pessoas sofrem catástrofes financeiras anualmente e 100 milhões são forçadas a viver na pobreza”.

Admito a precisão de análise da OMS quanto aos números referidos. No entanto, pergunto: “Quantos cidadãos, nos vários cantos do mundo, estão impedidos anual e definitivamente de recorrer a serviços de saúde, por falta de recursos ou, dito de forma mais crua, pelas condições de pobreza extrema em que vivem?”.

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Phiwayinkhosi teve sorte. Não tem SIDA

 

Phiwayinkhosi Dlamini tem 13 meses de idade. Mora na localidade de Mkhulamini na Suazilândia e não tem SIDA. Na Suazilândia é uma das crianças afortunadas.

 

Este país no sul de África tem a mais alta percentagem de adultos infectados do mundo. Vinte e cinco por cento da população tem HIV. Cerca de 40 por cento das mulheres grávidas estão infectadas.

Phiwayinkhosi Dlamini teve sorte. O pai é portador do sindroma. Valeu à criança o serviço de prevenção da transmissão da doença.

 

Portugal é o país da Europa ocidental e central com mais novos casos de infecção pelo VIH, indica o relatório da ONUSida. No ano passado foram notificados 2688 novos infectados, elevando o número de casos para 34 888. Em todo o mundo há 33,4 milhões a viver com o vírus da sida.

 

São realidades diferentes mas a doença é a mesma.

Hoje é o Dia Mundial da Luta Contra a Sida.