Liberdade sem cultura e sem educação?

(Foto:blog A Devida Comédia)
Malraux dizia que “a Cultura é a soma de todas as formas de arte, amor e pensamento que, ao longo dos séculos, permitiram ao homem ser menos escravizado”.
Fico a pensar no meu país, evidentemente, que já nem Ministério da Cultura tem… -conforme a promessa eleitoral do PSD.
Dei-me ao trabalho de ler o Programa deste que é o XIX Governo Constitucional. A Cultura aparece como o último item, ocupando seis das 129 páginas. Segundo o governo, ela “constitui, hoje, um universo gerador de riqueza, de emprego e de qualidade de vida”. Balelas eleitorais. [Read more…]
La Fura dels Baus em Guimarães
Já foram melhores, antes de serem uma espécie de mega franchising internacional, mas um espectáculo de La Fura dels Baus é sempre… espectacular.
Para ver hoje à noite em Guimarães, Capital Europeia da Cultura 2012
Saúde está de baixa: troika que os pariu!
Já ouvi falar num Portugal democrático e civilizado e gostaria muito que me avisassem quando o descobrirem, porque deve ser um país em dá gosto viver. Nesse Portugal democrático e civilizado, não poderia haver um único reumatologista no Algarve e nenhum nos distritos de Beja e de Portalegre. Nesse Portugal utópico, as decisões acerca dos horários dos centros de saúde não poderiam estar dependentes de contabilistas para quem os doentes são números e para quem a Saúde é uma área que deve dar, necessariamente, lucro e não um direito ao alcance de todos os cidadãos, porque isso faz lembrar socialismos e outras coisas igualmente pútridas e porque é importante que o Estado deixe de cumprir os seus deveres, para que os privados possam tratar da saúde aos portugueses que tiverem dinheiro para isso.
Neste Portugal em que vivemos, o doente tem de ser, no mínimo, um nómada, e estar disposto a, corajosamente, enfrentar viagens constantes, o que é o ideal para um reumático. Em Guimarães, o doente, se não quiser pagar o dobro por uma consulta de hospital, deverá adoecer, disciplinado, dentro do horário do centro de saúde. Devemos todas estas benesses aos filhos da troika que continuam a imolar os portugueses no altar do combate ao défice. Ao governo nada devemos, porque governo não é certamente quem decide assim.
Fast Forward 2011 Guimarães
A Velha-a-Branca apresenta o Fast Forward 2011… apareçam… participem… venham de comboio!
A destruição das cidades
Dizia Paulo Morais há cerca de um ano que “é evidente que as pessoas vão para os shoppings porque eles têm hoje as condições de urbanidade que as cidades já não lhes dão, onde há manutenção, onde há limpeza, onde há segurança, onde há parqueamente, etc., onde há vivencialidade urbana“.
Os excelentes trabalhos de Nuno Castelo-Branco aqui no Aventar e de Rui Valente no As Casas do Porto (de onde “roubei” a imagem que ilustra este post) são dois exemplos concretos do que se passa em Lisboa e no Porto, e de certeza que podiamos acrescentar exemplos de (quase) todas as outras cidades do país.

Os motivos que levaram a esta degradação que são habitualmente referidos são, por um lado a legislação que não apoia a renovação e incentiva a compra de casas novas e por outro a lei das rendas que continua a permitir que haja quem pague uns 5 euros por mês por uma casa.
Convém no entanto referir em relação ao segundo ponto que nem essa lei foi caso único no mundo já que outros países europeus a praticaram, nem ela se aplicou no país todo (só no Porto e em Lisboa) e não é por isso que os centros historicos de Gaia, Matosinhos, para dar dois exemplos que conheço, estão muito melhor que o do Porto.
Também o argumento da legislação, esse entrave que emperra toda a nossa sociedade e que aparentemente só se resolve com mais legislação, fica um pouco fragilizado quando olhamos por exemplo para Guimarães. Que lei especial conseguiram eles para a sua cidade que lhes permitiu uma renovação urbana elogiada por todos?
Acho que nenhuma, o segredo, segundo Souto Moura é que a reabilitação só se consegue com bons técnicos e com uma fortíssima vontade política, como houve por exemplo com a reconstrução do Chiado.
Os golos do Braga – Guimarães
Um jogo com cinco grandes penalidades, uma das quais anulada pelo árbitro que soube assumir um erro a tempo e horas, vitória do Braga contra um Guimarães que acabou com sete jogadores em campo. Um derby minhoto para não esquecer. No meio de tudo isto um único golo, e que golo, em jogo jogado.
0-1
http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/R0YGZuqfC0NpEjyY5J4S/mov/1
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Natal à porta
Parece que hoje houve taça de Portugal. Também parece que havia algumas dificuldades em compreender a essência do jogo. E a essência do jogo é… entradas de leão (neste caso de ave de rapina), saídas de sendeiro. Para já sairam da taça. Para a semana há mais.











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