Crónicas do Rochedo XXII – Pedro Passos Coelho

PPC

Quem pensa que a vida política de Pedro Passos Coelho terminou a 1 de Outubro de 2017 está enganado.

Para o PSD profundo, Pedro Passos Coelho é o líder que nunca perdeu umas eleições legislativas. Que ganhou a Sócrates e que, depois de quatro anos a governar com uma política de austeridade violenta, ganhou as legislativas a António Costa. E isso, como já se vê nas redes sociais nas opiniões desse PSD, é algo que não será esquecido. Daí o verdadeiro “tiro ao alvo” diário a Rui Rio, Morais Sarmento e Manuela Ferreira Leite.

Para a maioria dos militantes do PSD, Pedro Passos Coelho é um resistente e um vencedor, alguém a quem a história um dia fará justiça. E quando assim é, está a narrativa do mito em toda a sua força. A mesma que será resgatada após a derrota previsível do PSD nas próximas legislativas. E porquê essa derrota? Porque se o PSD escolher Rui Rio, o eleitorado vai olhar para ele como uma espécie de cópia de Costa na versão sisuda e cinzenta. E entre a cópia e o original… Se, por hipótese verosímil (pois o aparelho manda e muito) Luís Montenegro for o próximo presidente do PSD perde, porque entre o original (PPC) e a cópia a preto e branco em fotocopiadora chinesa de má qualidade, o eleitorado não hesita. O problema do PSD é mais profundo.

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Carta muito aberta à srª ministra da Justiça e militante do PPD agora PSD

ppd velharias

Isto quem nasce para o que é, não tem remédio, já dizia um tal de Calvino e a vida demonstra como é verdade. Por isso, srª ministra, estou consigo, pedófilos é base de dados pública com eles, enquanto não se pode meter um ferro em brasa na testa com um P bem visível, que aquilo não é gente, é gado.

Esta coisa do P de pedófilos avivou-me a memória, como o tempo muda e tanta novidade se alcança. Veja lá, srª ministra, que a palavra se existia no meu tempo não era usada. Mas agora acorda-me outras recordações.

Ao final da tarde, à saída das aulas, era limpinho, lá estava na sua  carrinha o Amadeu Paneleiro estacionado à porta do Liceu, ostentando a sua obesidade, como agora se diz, que naquele tempo era só gordo.

No circuito do currículo oculto, esta também só aprendi mais tarde, depressa e entre colegas nós os mais putos ficámos sabedores do negócio, tempo dos primeiros cigarros comprados avulso e estranheza por um dia aparecer um colega dos mais tesos com um maço cheio: [Read more…]

Memória histórica, hoje é 11 de março

As nacionalizações são saudadas à esquerda e não são contrariadas à direita. O PPD apoio-as, aliás, embora previna que “substituir um capitalismo liberal por um capitalismo de Estado não resolve as contradições com que se debate hoje a sociedade portuguesa

Leia a memória do 11 de março da Joana Lopes

Hoje somos muitos, amanhã seremos milhões

A frase é de Mota Pinto e o cartaz, um dos primeiros do PPD, levava invariavelmente por cima com o comentário “A culpa é vossa, tomem a pílula“.

Trinta e tal anos depois vem a vingança: a pílula vai deixar de ser comparticipada. O governo encontrou uma solução para a crise demográfica e a longo prazo para a quebra do consumo interno.  É tipo: vamos aumentar a taxa de mortalidade mas compensamos com a natalidade. Palavras para quê? é um homem da Médis em todo o seu esplendor.

O carimbo!

Antes do 25 de Abril quem não era da situação, Estado Novo, Salazar, Mocidade Portuguesa, União Nacional, era carimbado de Comunista! Se não é por nós é contra nós! Já está e se possível a “lápis azul”! Comunista! Censurado!

A seguir ao 25 de Abril, passamos todos a ser fascistas! Carimbado à primeira hesitação. Facho!

Um ano depois apareceram “os amarelos” pró-fascistas. Objectivamente a favor da direita “ultramontana” e fascizóide! Carimbado e siga a marinha que isto não está para subtilezas.

Era de tal forma a carimbadela que o CDS era do CENTRO, não fosse pensarem que era da direita, o que, aliás, lhe valeu ataques e incêndios vários às sua sedes. O Partido Popular passou a PSD, social democrata de esquerda, não fossem pensar que poderia ser democrata cristão. Carimbo! O carimbo da direita levou a mortes e o carimbo da esquerda tambem, tudo a bem do povo, sim, porque tudo isto é sempre a bem do povo!

Em democracia, e muitos de nós passaram por muito e mau antes de chegar a ela, o fundamental é não carimbar quem pensa diferentemente de nós, é ouvir, tentar perceber as razões do “outro”, tentar chegar a um consenso, em Liberdade, até ao ponto em que ” a minha Liberdade começa a pisar a Liberdade do outro” e aí tenho que parar, firmemente, para não deixar que o “outro” pise a minha Liberdade, mas tenho que parar!

Só assim, vale a pena, aperfeiçoar a Liberdade, tratá-la, sem largar mão da ideologia que professo, mas respeitar as opiniões dos que não pensam como eu. Esta é a grande vantagem e a única que vale a pena, como se tem visto com as experiências que temos visto fracassar. Para além da Democracia e do Estado de Direito não há nada!

Só carimbos! E o pior é que o carimbo continua na sua incessante tarefa! Carimbar!

Sons de Abril: Zeca – Foi na cidade do Sado… e o PPD era a CIA

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Os videos do Aventar. Zeca Afonso – Foi na cidade do Sado from Aventar on Vimeo.

Esta música, «Foi na cidade do Sado», faz parte do album «República» e foi gravado em Roma em 1975. O disco nunca seria editado em Portugal e Zeca Afonso não voltaria a utilizá-la ao longo da sua carreira.
«Foi na cidade do Sado» descreve os incidentes ocorridos em Setúbal a 7 de Março de 1975, durante um comício do PPD, e dos quais resultaram um morto. «E o PPD era a CIA», diz a certa altura.
A receita do disco foi destinada a apoiar os trabalhadores do jornal português «República» ou, no caso deste fechar, uma cooperativa agrícola, daí o nome «Per le Cooperative Portoghesi».
Francisco Fanhais e músicos italianos colaboram na gravação.

Letra completa: [Read more…]