
Anda! Vem!
Junta-te ao Clube de Caça e Pesca de Santa Tecla (Sezures-Vila Nova de Famalicão), arma-te de um pau, faz-te de valente e vem dar umas cacetadas num bicho mais inteligente do que tu!
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Anda! Vem!
Junta-te ao Clube de Caça e Pesca de Santa Tecla (Sezures-Vila Nova de Famalicão), arma-te de um pau, faz-te de valente e vem dar umas cacetadas num bicho mais inteligente do que tu!
O futuro da América depende disso!

Chegou há minutos o primeiro comboios de mercadorias directo China-Londres. Foram 18 dias de viagem
Precisamos? – Precisamos!
Ou precisamos apenas dos comunicados e das fotos (ao molho) que a autarquia graciosamente faz chegar às redacções? Braga, “cidade autêntica”, como agora se diz por cá, nesta matéria não é diferente de outras cidades.
Corações ao alto e as minhas preces vão para a imprensa regional.
Que descanse em paz entre os esplendores do facebook perpétuo e amen.
Obrigado, senhores da Câmara Municipal de Lisboa, por lerdes este texto. Ponto final.

Comprei hoje um livro escrito por Camilo Castelo Branco e descobri que um dos meus autores dilectos escrevia, afinal, de acordo com o tal Acordo Ortográfico 90. Estou triste.

Eu já não sou do tempo em que, no Minho, famílias inteiras sobreviviam única e exclusivamente daquilo que a terra dava.
Nos tempos do outro senhor, dizem-me, os caseiros habitavam umas casas rodeadas de muita terra arável. Tinham como posses algumas juntas de bois, algumas vacas leiteiras e muitos filhos – uma benção, porque alguém tinha que trabalhar as terras e os filhos não regateiam salário e outros luxos. Deixá-los ir para a escola era perder de amealhar umas arrobas de batata e milho, uns carros de pão. Dócil o gado e os filhos assim educados para o trabalho.
No final de cada temporada, o servo da gleba entregava ao senhor metade ou dois terços da produção da terra. Batata, cereal, vinho. Era dele para comerciar o restante.
Noutros contratos de sobrevivência, o caseiro comprometia-se entregar ao senhor dadas quantidades de produtos agrícolas. Havia anos maus, com uma produção abaixo do estipulado e havia senhores que não perdoavam os seus servos. A miséria perpetuava-se.
A miséria e a subserviência medievais duraram para lá de muito. No Minho, somos todos filhos ou já netos desse tempo.
No Minho isto é passado. No Alentejo, parece que ainda dura o regime do trabalho em troca da luz do dia seguinte.
Atente-se no anúncio da Associação de Defesa do Património de Mértola. [Read more…]

Bem-vindos a Braga, a cidade normal.
Bem-vindos ao normal quotidiano normal, o novo normal que dura há anos, que se tornou tão normal e tão banal que o novo normal é esperar que chova
Bem vindos ao feira nova, bem-vindos às Enguardas, bem-vindos a São Victor, bem-vindos às traseiras da Rua do Souto e da Avenida da Liberdade.
Bem-vindos à cidade de que ninguém gosta.
Bem-vindos à cidade onde as pessoas se queixam de, num 4 de Dezembro, ainda não haver luzes de Natal nas ruas do centro quando, na verdade, se queixam de não haver luz pública todos as outras noites do ano.
Bem-vindos a Braga. É bom viver em Braga?
Por uma razão simples: não fumo.
Por esta razão simples e acessível mesmo ao mais primário analfabeto, será difícil perceber que as pessoas X e Y não pagam o imposto Z pela razão simples de que não possuem o bem tributável?

Parabéns, Correio da Manhã, por ter já ultrapassado a fase da notícia-sensação à sensação da não-notícia.
Parabéns. A sério.
Não, não vou linkar. Os leitores do Aventar merecem respeito.

Foi assim
há 25 anos.

“Mas, ao mesmo tempo, como acolher os homossexuais?
A psicóloga acompanha famílias e pais e salienta que para aceitar o filho não é preciso aceitar a homossexualidade.
«Eu aceito o meu filho, amo-o se calhar até mais, porque sei que ele vive de uma forma que eu sei que não é natural e que o faz sofrer.”
É como ter um filho toxicodependente, não vou dizer que é bom.»
in Família Cristã. A sério?

“Perto do meio dia chegaram SS.MM. em pequeno estado, e tendo-se procedido às bençãos das locomotivas, que foram feitas pelo cardeal patriarcha, e a todo o mais cerimonial, como se determinava no programa, e de que já aí haverá conhecimento, partiu para o Carregado o comboyo real puxado pelas locomotivas Coimbra e Santarém” (…) – 28 de Outubro de 1856.
A Terra revolveu já o Sol 160 vezes desde a primeira viagem de comboio em Portugal.
Era Terça-feira e principiava uma nova forma de viação, para já até ao Carregado; depois, sobretudo enquanto durasse monarquia, e sobretudo até 1949, o comboio haveria também de chegar a Monção (não chegou a Melgaço), a Braga (não chegou ao Gerês), à Póvoa de Varzim (e dali não mais para Norte), a Fafe (não continuaria até Chaves), ao Arco de Baúlhe (40 anos depois de derivar da Linha do Douro), a Chaves (não chegaria à fronteira), a Bragança (também não chegaria à fronteira), a Duas Igrejas (não chegaria, afinal, a Miranda do Douro), a Barca d’Alva (por onde passaram muitos comboios para Madrid e outras partes do mundo). Chegaria também à Régua mas, para sul, não subiria nunca a Lamego ou a Viseu (a Viseu chegaria desde Santa Comba-Dão ou Espinho e Aveiro). Nem do Pocinho subiria, afinal, a Foz-Côa ou Vila Franca das Naves.
Da Figueira da Foz chegaria à Guarda-Gare e Vilar Formoso (um povoado insignificante à época). Chegou à Lousã e a Serpins (Arganil é que não). Chegou a Tomar, não chegou a Seia. Chegou a Sintra e a Cascais (até criou “a linha”).
Chegou à Beirã, a quilómetros escassos de Marvão. A Elvas e a Badajoz.
A Beja, a Évora, a Moura, a Mora (e dali não chegou ao Ribatejo), a Reguengos de Monsaraz, a Vila Viçosa desde Estremoz. À Funcheira. A Alvalade do Sado e Sines, Aljustrel, a Faro, à foz do Guadiana em Vila Real de Santo António, a Lagos, depois de passar também na Baixa da Banheira, Valdera, Grândola e Canal Caveira.
E em 1875 chegou a Nine, no caminho para Braga. Em Couto de Cambeses começaria a parar lá por volta de 1915, dizia o meu avô materno cujo pai fora contemporâneo da chegada da “máquina preta” que, dizia o povo, “matava o povo até certa distância“.
Entre Nine e Couto de Cambeses havia raposas que atravessavam a linha, lembro-me eu.
Havia também a casa dos avós paternos. Era tudo junto à linha.
Meu pai surge naquela fotografia que um japonês captou na Avenida da França (no Porto) em 1975, no ano em que o meu pai entrou para a CP, e 100 anos depois de o comboio começar a circular a norte do rio Douro. Seria assim nos próximos 35 anos, o meu pai em cima dos carris, ele e muitas pessoas.
Também por isto, o 28 de Outubro deveria ser o Dia do Ferroviário e do Caminho de Ferro.
Obrigado.
Braga, já o disse aqui, é uma cidade sem árvores, com poucas árvores, com cada vez menos árvores. Não me lembro da última vez que se plantaram árvores na cidade, ou porque não veio nos jornais, ou porque não era importar vir nos jornais ou, pior ainda, não se plantam árvores em Braga há décadas. Pelo contrário, cortam-se árvores maduras para dar lugar a painéis de publicidade.
A cidade cujos destinos tiveram à frente Mesquita Machado entre 1976 e 2013, e no que à fruição (ou não) do espaço público diz respeito, está agora igual a ontem. Se algo mudou na percepção e gestão do espaço público, é claramente pouco e muito pouco visível.
O executivo agora liderado por Ricardo Rio assinala agora três anos de mandato.
Já se terá questionado o jovem autarca sobre o que realmente mudou na cidade?
E o que continua igual?
E o que se agravou?
Nota: não sou proprietário de um veículo Citroen.
Nem nunca comprarei um carro ao Filinto Mota…
[foto via]
José Mário Branco fala, canta e escreve a minha língua nativa.
Nada contra Dylan, tudo pelo lusofonia. Prémio Camões já ontem, já.
“O menino é mal criado, o menino é ‘pequeno burguês’, o menino pertence a uma classe sem futuro histórico… Eu sou parvo ou quê? Quero ser feliz porra, quero ser feliz agora, que se foda o futuro, que se foda o progresso, mais vale só do que mal acompanhado, vá mandem-me lavar as mãos antes de ir para a mesa, filhos da puta de progressistas do caralho da revolução que vos foda a todos!”

Exacto, não é António Mexia, não é a EDP.
É você, os seus filhos e os seus netos.
[via maquinistas]

A mobilidade em Braga é o fotograma do vídeo-drone dos Transportes Urbanos de Braga sobre a linha 74.
** Projectada pelo arquitecto portuense José Marques da Silva, em 1899, e decorada com azulejos do pintor Jorge Colaço, a Estação de Porto São Bento ou Estação Central, é uma obra ímpar em património azulejar, uma das mais bonitas estações ferroviárias do mundo.
O primeiro projecto para a construção da estação é apresentado em 1887.
A ligação ferroviária entre Campanhã, estação comum às linhas do Norte, Minho e Douro, e o centro da cidade, fez-se em Novembro de 1896, depois de perfurados os fundos da Quinta da China, Monte do Seminário e da Praça da Batalha.
Em 1896, a estação não passava de um edifício provisório, um barracão de madeira.
Em 1899, o arquitecto portuense José Marques da Silva é encarregado de elaborar o projecto definitivo para a Estação de São Bento.
Os trabalhos de construção apenas se iniciaram em 9 de Novembro de 1903.
Em 1905 Jorge Colaço apresenta uma proposta para ornamentação e revestimento do vestíbulo da estação com azulejos.
5 de Outubro de 1916– Inauguração da estação – dupla funcionalidade: Estação e monumento de reforço do centro da cidade como elemento dinamizador da vida portuense.
9 de Maio de 2011 – Concluídos os trabalhos de conservação e restauro dos painéis de azulejos que compõem o vestíbulo da estação.
Agosto de 2011 – revista norte-americana Travel+Leisure elege a Estação de São Bento como uma das catorze mais belas de todo o mundo.
* Monumento Nacional.
** in “Linha do Minho – Estação de Porto São Bento, particularidades de um espaço“, 24 de Maio de 2012, Edição REFER e CP
Morreu a República Checa, nasceu a Chéquia!

“O destino do AMOR” é certamente um slogan que enche de orgulho José Cascarejo, ex-autarca de Alijó, cúmplice da pornográfica barragem do Tua e elevado, claro, à categoria de director da coisa. Aliás, é um slogan que enche de orgulho todos os autarcas do vale do Tua.
E ao prezado leitor do Aventar apresenta-se-lhe a questão: “como se promove um pretenso “parque natural regional” instituído depois de perpetrado o crime que inutiliza metade do vale do Tua? A resposta é fácil: criam-se frases fantásticas, polidas e reluzentes, a puxar à emoção do espaço aberto e livre. A natureza a pulsar quer oferecer-nos o que tem de melhor:
– “É a natureza que grita!” (de facto, grita…)
– “São os vales, as sombras das frondosas árvores” (serão os milhares de sobreiros e oliveiras cortados por causa da subida das águas?)
– “São as águas cristalinas que refrescam o amor” (as águas eutrofizadas, é isso?)
E porque um parque natural, estimará o prezado leitor do Aventar, é algo visual (para lá de sonoro, olfactivo, táctil e emotivo?), qual a melhor imagem possível para promover o vale do Tua?
A resposta tipicamente cascarejana não podia ser outra: uma estrada de terra batida, remotamente africana ou na América selvagem e… um carro.
Um carro vermelho que é para ser ainda mais bonito.
Se o parolismo tinha limites, os mesmos acabam de ser ultrapassados por um carro vermelho.
Não seria de prever, prezado leitor do Aventar, que um parque natural se promovesse com imagens do mesmo parque natural?
Ou tem esta gente bem almoçada medo e pavor de mostrar que o “parque natural regional do vale do Tua” é o que sobra depois do conluio que tem levado a barragem do Tua avante?
E o que dizer do vídeo promocional que consegue a proeza de não ter uma única imagem natural do parque? Porque um vídeo promocional de um parque natural… em animação digital?
Tenham vergonha…

A bimilenar cidade de Braga, opcionalmente conhecida como Bracara Augusta, cidade dos arcebispos, Roma portuguesa ou ainda cidade dos cinco pês tem, desde há décadas, uma tenebrosa relação com as árvores, jardins e, em geral, espaços onde os automóveis não entram.
Pelo contrário, no período pato-bravista que vem dos anos quentes do 25 de Abril até aos dias que correm (e noites, vai-se já ver), tem sido um rasgar de avenidas e circuitos para automóveis nas freguesias do perímetro urbano da mui condigna cidade brácara, outrora um conjuntos de quintas e ruelas.
Se há semanas algumas árvores que aparentemente haviam danificado os passeios foram depostas para, impunemente, dar lugar a painéis publicitários – pagos pelo beneficiário – agora é a vez de, no escurinho do entardecer, duas mãos cheias de árvores serem derrubadas para darem lugar a mais um supermercado.
É mais um supermercado a nascer junto de uma das principais entradas da cidade (a rotunda Santos da Cunha/EN 14/Avenida Imaculada Conceição).
Dá gosto ver gente a correr num ímpeto comercialesco num momento em que, na dezena de “shoppings” da zona central da cidade, há em todos eles lojas encerradas.
O que causa mais impressão em alguns bracarenses é o porquê de a obra do novo supermercado estar a ser realizada já fora da luz do dia, de forma repentina e sem que no local existam sequer placas para reorientar o tráfego.
Surgem já relatos de moradores da zona que, no regresso a casa, vão parar dentro do que já é um estaleiro.
De manhã eram ruas de mau asfalto e terra mal batida.
À tarde é já um estaleiro.
Já não há árvores.
É bom viver em Braga.
Se o Turismo de Lisboa pode mostrar a Serra da Arrábida [distrito de Setúbal] como sendo Lisboa,
[fonte]
podem os bracarenses mostrar o Parque Nacional Peneda-Gerês como sendo Braga?

Afinal, a distância é a mesma!
[foto: etel bande]

“Art. 31
1 – Os Estados Partes reconhecem o direito da criança ao descanso e ao lazer, ao divertimento e às atividades recreativas próprias da idade, bem como à livre participação na vida cultural e artística.” – Declaração Universal dos Direitos da Criança, 1989.

“Sou uma pessoa de fé. Esperarei que chova”
Até lá, institui-se o eucalipto como desígnio nacional.
#PrayForPortugal


confiada aos Bombeiros de Arcos de Valdevez serve para acudir pessoas aflitas (aplauso) e ir às compras na Decatlhon de Braga (outro aplauso).
Nobres missões.
Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Dos Tradutores Contra o Acordo Ortográfico
“Costuma dizer-se que quem não chora não mama. Ah, esperem, não é isso”.
#abortoortográfico #anedótico #ridículo #línguadescaracterizada #revogação

O Bochechas é um castiço.
—Diogo Hoffbauer
Estive contigo há mais de 30 anos nas grades do Coliseu.
Agora é só descer a rua. Anda!
“A maior parte da música é uma merda”
–-Mário Barreiros
“Isto é muito confuso para a tua cabeça”
—Jorge Jesus
“Não está em causa o direito à opinião, está em causa o relativismo opinativo”
—Ana Cristina Leonardo
Mourinho é uma recente prova viva de que as derrotas não são inevitáveis, coisíssima nenhuma. E o jornalista da Cadena SER ficou sem resposta à altura e, pior, sem a informação.

Os africanos invadiram África. Ele há cada coisa…
É verdade. Escreveu aquele “agora facto é igual a fato (de roupa)” e nunca se retractou.

Foto:Paulo Novais/Lusa
The Guardian. O que interessa é a arte, a arte, a arte!

(Foto de Francis Goodman/Getty Images)
Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
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