Mourinho é uma recente prova viva de que as derrotas não são inevitáveis, coisíssima nenhuma. E o jornalista da Cadena SER ficou sem resposta à altura e, pior, sem a informação.

A maior derrota de José Mourinho
“Não é com slogans que as coisas podem mudar. É com actos.” – Moussa Marega, 2020

O racismo não tem cor clubística.
O racismo não é do SL Benfica, do Sporting CP ou do FC Porto.
Mas os racistas têm clube: e podem ser do Benfica, do Sporting, do Porto ou de qualquer outro clube.

O pior que se pode fazer nestas situações é, por um lado, apontar como racistas todos os adeptos de qualquer clube, o que ajuda, inconscientemente, a relativizar o racismo quando ele acontece perpetrado por adeptos do nosso clube. E acontece, porque os racistas estão em todo o lado. E, por outro, defender quem usa o racismo como arma “legítima” de arremesso, apenas e só por ser do nosso clube. Ou somos anti-racistas ou só o somos consoante a cor da camisola que o racista veste: quando aos racistas, o que os incomoda é sempre a cor da pele. E para isto pouco interessa se o jogador insultado é irritante, chato, trapaceiro ou gozão: se para nos defendermos disso, temos de ser racistas, então já perdemos a razão. Quem passa essa linha deixa de ter perdão.

O racismo e a xenofobia não têm lugar no desporto, porque não têm lugar numa sociedade que se quer saudável, inclusiva e respeitadora de todas as diferenças. E onde o desporto, sobretudo o futebol, devia ser o espelho de todas essas diferenças que nos unem em prol de algo tão bonito.

O que se exige aqui, como noutras situações, o que infelizmente nem sempre sucedeu, é mão pesada: neste caso, para Prestianni, jogador argentino do SL Benfica que, de boca tapada (ou de cara tapada, é sempre o refúgio de quem lança insultos racistas), chamou “macaco” a um jogador brasileiro, no caso Vini Jr. Um jogador tão jovem e com uma atitude destas, caso eu fosse benfiquista, defenderia que nunca mais poderia vestir as cores do clube; por outro lado, não pode, na minha opinião, volta a pisar um relvado num jogo da Liga dos Campeões por muito tempo, se o que queremos é passar o exemplo de que ataques racistas e xenófobos não têm espaço no futebol.

#NoToRacism
Vinícius Jr. incluiu o Brasil no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
die besten
creio profundamente que é recorrente no mundo do futebol a história repetir-se constantemente. não sendo simpatizante de nenhum dos clubes presentes na contenda (sou fã do athletic de bilbao), tinha um post preparadinho na cabeça caso Diego Simeone e o Atlético de Madrid tivessem vencido a Liga dos Campeões. tenho como seguro que o trabalho que o argentino fez durante esta época no Vicente Calderón será alvo de estudo dentro de alguns anos. o seu a seu tempo, aqui no aventar. não tendo os colchoneros feito a festa em Lisboa, respeito os vencedores bem como todos os pobres tugas que hoje manifestam regozijo pela vitória de um falso “símbolo de portugalidade” que não é mais que um agremiador de dinheiro (uma máquina de dinheiro) outrora usado pelo estado espanhol como um projector de poder e um instrumento de controlo social. [Read more…]
Real Madrid
Num minuto se ganha, num minuto se perde. Ou a dois minutos do fim, que foi quando o Atlético perdeu, quando o Real empatou. O que se passou a seguir foi o prolongamento desse prenúncio.
Mourinho e Ronaldo: um mal-entendido
Tive apenas um problema com ele [Cristiano Ronaldo], quando o critiquei do ponto de vista tático, tentando melhorar o que, na minha opinião, podia ser melhorado. Não o aceitou muito bem porque pensa que sabe tudo e que um treinador não o pode ajudar a crescer mais
José Mourinho
É compreensível que Ronaldo não tenha aceitado “muito bem” a crítica. Aliás, nem deve ter percebido aquilo a que Mourinho se referia. Provavelmente, Ronaldo não terá escutado com atenção as críticas do treinador ou tê-las-á treslido, pensando que este o estava a criticar de forma implícita. Isto é, “quando o critiquei do ponto de vista tácito“. Afinal, depois de descodificada, a mensagem de Mourinho é clara e a crítica foi feita “do ponto de vista táctico“. Está tudo explicado. Em ortografia portuguesa europeia — ou através de outros recursos — nos vamos entendendo.
Real Madrid, Mourinho, Cristiano Ronaldo e Companhia: “Cem ESPinhas”
O Real Madrid ganhou o título Espanhol batendo todos os recordes. São 100 os pontos conseguidos e 121 os golos marcados.
Já todos sabiam que Mourinho é o melhor do mundo. E como atleta, Cristiano Ronaldo está também ao nível de Mourinho, ainda que tenha marcado menos golos que Messi. Mas fez uma outra coisa verdadeiramente espantosa: marcou a todas as equipas do campeonato.
Para ser honesto, durante muito tempo defendi a tese que só havia um clube onde eu queria ver o Mourinho para ele me convencer que era o melhor – o Real Madrid.
Ao ganhar assim, estou convencido. Mourinho é o melhor do Mundo.
Pepe será militante do PSD: Relvas és o senhor que se segue
Este tipo tem a escola toda! “Se mexer, leva!”
Vai daí pensei em arranjar um cartão de militante do PSD ao Pepe. Assim, como assim, já sabe o hino, ainda que na versão com samba.
Quando o Relvas abrir a boca para dizer mais uma parvoíce, manda-se uma mensagem ao bobi e ao tareco e eis que numa entrada de carrinho, a pés juntos, temos o Relvas, no soalho, com as duas pernas partidas ou até quem sabe com uma distensão muscular na ponta do nariz. Com um jeitinho, ainda sobra uma cotovelada para o Coelho.
A vontade de agredir é tanta que, no jogo de ontem contra o Valência, PEPE agrediu um colega do Real Madrid (com um 7 na camisola). Terá sido o Cristiano Ronaldo a vítima?
Veja com os seus próprios olhos:
[youtube:http://youtu.be/kauFdeh0mRI%5DO agredido ainda teve forças para se rir da situação.
Onde ver o jogo da Champions com mais portugueses a jogar?
Rui Curado Silva, pode ser na Taberninha, Praça Velha dita do Comércio, em Coimbra, é claro.
A malta da Académica continua a achar que onde há nacionais, há bom futebol.
The famous five
Tudo sobre o biscate de José Mourinho na selecção nacional
Querem saber o que é que eu acho desta coisa do Mourinho treinar a selecção em jeito de biscate? Não? Mas eu digo na mesma, que é para isso que a administração deste blogue me paga.
Mourinho sentiu depressa a pressão de ser treinador do Real Madrid, que não é a mesma coisa que treinar o Chelsea ou o Inter de Milão. Nos últimos dias enviou um recado para ‘dentro’ ao pedir “tempo” ao presidente do clube. Recentemente tinha dito que, em caso de emergência, estaria disponível a ajudar a selecção.
Gilberto Madaíl pensou ou disseram-lhe que esta sim, seria a solução ideal para os próximos tempos. Não hé tempo a perder. Há jogos a caminho e em breve haverá eleições e há aquela trapalhada da utilidade pública a tratar e não se pode falhar na escolha do novo seleccionador e…
Vai daí aborda o mais relevante treinador do mundo. Noutras circunstâncias, Mourinho tinha mandado Madaíl dar uma volta ao estádio nacional. Mas, neste momento, deu jeito. Que sim, está disponível, e a custo zero. Até paga a gasolina das deslocações. O problema é o Real. Madaíl saí de Madrid sem falar com o rei do Real, que diz nada saber. Mourinho admite que será difícil. Há a pressão dos adeptos, dos dirigentes. Nada fácil.
Se nos próximos dias houver acordo entre a FPF e o Real, porreiro. Mourinho aceita o biscate. Se não houver, porreiro na mesma. Fica como um héroi, disponível para ajudar nos momentos difíceis. Madaíl fica com o menino nas mãos, mas, enfim, sempre pode chamar o piloto automático.
One million euros, Jesus?
Os dinheiros investidos no futebol, dos estádios às remunerações de jogadores, treinadores e dirigentes, transformaram-se em tamanha afronta que levaram a alhear-me do chamado desporto-rei. Verdade se diga que, pelo sórdido amor das claques à violência, também perdeu para mim o estatuto de espectáculo competitivo saudável, de prazer colectivo.
Por mera coincidência, a última semana ofereceu-me duas notícias futebolísticas agradáveis. A primeira refere-se à impossibilidade de Jesus ser premiado com um milhão de euros pela vitória na Liga Europa – ver jornal “i”: One million euros, Jesus? No, Anfield Road said. A segunda notícia foi a derrota da equipa mais cara do planeta, o Real Madrid, no Santiago Bernabeu, por 2-0 diante do Barcelona. Ambas são derrotas de dinheiros imerecidos, como seriam as do Liverpool e do Barcelona. Só que, infelizmente, não poderiam ter perdido os quatro em simultâneo.
Sei que muito, muito, muito mais havia de suceder para que os investimentos no futebol fossem relativizados tendo em conta os problemas sociais existentes – Portugal, segundo Eurostat, tem 18% de pobres entre a sua população; por sua vez, Espanha conta com 20% de taxa de desemprego.
A própria África do Sul, ainda que a realização do ‘Mundial de 2010’ esteja ameaçada politicamente, teria, com toda a certeza, outras prioridades no investimento em infra-estruturas sociais e económicas à frente do futebol. Como, de resto, sucedeu com Portugal no ‘Europeu de 2004’, com os famigerados dez estádios.
Gostar de futebol sim, mas vamos com calma.
Faltam 421 dias para o Fim do Mundo:
Nestes dias surpreende a violência. Gratuita, estranha, estúpida. Da mesma forma, sempre se disse que o diabo está nos detalhes e, pelos vistos, no Vaticano. Ao mesmo tempo, a crise agrava-se por terras lusas mas está forte em Madrid, com Florentino a querer abrir os cordões à bolsa enquanto a mulher de Kaká prefere fazer justiça pelas próprias mãos.
Nada como a senhora deputada/cantora/actriz para nos oferecer novas definições de mentira/aldrabice/peta. E Marcelo nos dar um novo tema para amplo debate na blogosfera enquanto outros se assumem rumo às directas.
Assim vai o nosso Mundo…





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