Imagens de Abril: Viva o 25 de Abril – São Pedro da Cova – 1978

Imagens de Abril: Libertação – Revolucionários Presos – CAARP

Sons de Abril: Fausto – Uma cantiga de desemprego

Imagens de Abril: Poder Popular – Unidade Revolucionária – MFA

Imagens de Abril: Soldados Sempre ao Lado do Povo

Homenagem à mulher portuguesa

Acabo de chegar a casa ainda comovido com o belo expectáculo a que assisti no Coliseu, promovido pela Associação 25 de Abril e a RTP1.

Pelo palco passaram artistas que todos conhecemos, da Maria do Amparo à Maria de Medeiros, do Vitorino ao Fernando Tordo, da Simone ao Carlos do Carmo, os jovens do Chapitô (a Tété deu-me um cravo…) os cantares de Montemor-o-Novo no feminino, Bernardo Sasseti, Carlos Mendes ,Carlos Alberto Moniz, Helena Vieira, José Mário Branco, Lena d’Água, João Pedro Pais, Mafalda Veiga, Manuel Freire, Luisa Basto, Luisa Amaro, Maria Viana, Odete Santos e que me desculpem os que me faltam…

Recordaram-se mulheres corajosas como Maria Lamas, Maria de Lurdes Pintassilgo,  Izabel Aboim Inglês, as três Marias e tantas outras que estiveram na frente na luta contra o pesadelo facista. Os avanços que as mulheres foram obtendo na sua luta pela igualdade, a primeira vez que votaram, logo na Constituinte, que deixaram de ser propriedade do pai ou do marido.

A mulher que logo no dia 25 de Abril vendia cravos na Baixa de Lisboa e se lembrou de os “plantar” no cano das espingardas dos soldados, a duas cadeiras de mim, chorava digna do seu gesto nobre e que ficou para a posteridade.

Estiveram lá os capitães de Abril e o povo de Lisboa e com excepção de um deputado que tambem é capitão de Abril, não estava lá um único político no activo,( a não ser que os não conheça…) embora Mário Soares e Maria Barroso tivessem dito presente.

Abracei o Vasco Lourenço e o Otelo ! 25 de Abril, sempre !

Sons de Abril: Luis Cília – Canção Final, Canção de Sempre


Luís Cília canta a sua canção de 1964 e hino de resistência, «Canção Final, Canção de Sempre», com poema de Manuel Alegre. A gravação foi feita num restaurante de Paris, onde o autor, exilado, ganhava a vida cantando. Devido à proibição dos seus discos em Portugal, esta música foi editada no nosso país com a voz de Adriano Correia de Oliveira.

Imagens de Abril: 25 de Abril – Dia da Liberdade – 1979

Imagens de Abril: 25 de Abril – Dia da Liberdade – 1978

Sons de Abril: Sérgio Godinho – Eh meu irmão


 «Eh meu irmão (Ou mais uma canção do medo)» faz parte do LP «Pré-Histórias», editado em 1972, ainda nos tempos do Antigo Regime (ops!). Foi o seu segundo trabalho. Passada a fase de Abril, Sérgio Godinho continua a ser um símbolo da intervenção da música na sociedade e – opinião pessoal – o mais importante escritor de canções da actualidade.

Letra completa:

Eh, meu irmão, que é que tens
que tremes como um chouriço?
Eh, meu irmão que é que tens,
parece que viste um bicho!
Um bicho vi, sim senhor,
enroscou-se a mim e pediu-me amor
tinha corpo de mulher
cabelo encaracolado
beijou-me, apagou as luzes
e eu então gritei!
Ai, um bicho! [Read more…]

Imagens de Abril: As Portas que Abril Abriu – Rio Tinto – 1977

(Dedicado ao nosso Ricardo Santos Pinto)

Sons de Abril: Pedro Barroso – Água mole em pedra dura


«Água mole em pedra dura» foi o segundo LP de Pedro Barroso. Gravado em 1978, viria a ser reeditado em CD, no ano 2000, com o título «Cartas a Portugal». Um trabalho que veio no seguimento do seu album inicial, «Lutas Velhas Canto Novo» e no qual está bem patente a forma como Pedro Barroso, que no ano passado celebrou 40 anos de carreira, vê o mundo.

Imagens de Abril: Revolução Portuguesa

Sons de Abril: Grupo Outubro – A luta vai ser dura companheiro


Diz a história que o «Grupo Outubro» foi um dos melhores grupos de música de intervenção no período que se seguiu ao 25 de Abril. Era formado por Carlos Alberto Moniz e a sua mulher, Maria do Amparo (na foto do filme com Lúcia Moniz ao colo), por Pedro Osório, Madalena Leal e Alfredo Vieira de Sousa. Lançaram dois discos, «A Cantar também a gente se entende» (1976) e «Cantigas de ao pé da porta» (1977).
É do primeiro álbum a canção que hoje vos trazemos, «A luta vai ser dura companheiro». No blogue «Cantigueiro», de Samuel, um comentador anónimo descreve assim o momento em que esta música foi cantada em 1976: «Então, aqui vai uma opinião insuspeita: o Grupo “Outubro” protagonizou o que de melhor se fez na música de intervenção em Portugal.
Só um Grande grupo conseguia (eu estava lá, eu vivi-o), pouco tempo depois do 25 de Novembro, levar um Pavilhão dos Desportos (hoje Pavilhão Carlos Lopes) apinhado de gente, às lágrimas, com uma canção cujo título não recordo (seria a luta vai ser dura companheiro?), mas que no refrão dizia “por cada voz calada, mil vozes vão romper, gritando a força deste povo, que não se vai render”.
E de repente, um pavilhão inteiro, de lágrima ao canto do olho, soltou-se num grito de determinação e força, tão longo e tão intenso que, 35 anos depois, ainda o consigo descrever ao pormenor.
Um abraço ao Samuel e à Maria do Amparo, porque a história, também é isto.»

Letra completa: [Read more…]

Sons de Abril: Amália Rodrigues – Grândola, Vila Morena


Apesar de muitas vezes conotada com o Antigo Regime, não foram raras as vezes que Amália saiu em auxílio do Partido Comunista, mesmo em termos monetários.
Nesta versão da «Grândola», é possível ver também José Saramago, Pilar del Rio e Luis Pastor.

Sons de Abril: Tonicha – Já chegou a Liberdade


Apesar de ser muito conhecida pelos Festivais da Canção em que participou, Tonicha gravou muitas canções-protesto. «Já chegou a liberdade» era o lado B de um single cujo lado principal era «Obrigado Soldadinho», também relacionada com a Revolução de Abril. A letra é de Ary dos Santos, o arranjo musical de Pedro Osório.

Sons de Abril: Carlos Puebla – Adelante Portugal


Carlos Puebla foi um cantor cubano, autor do célebre «Hasta Siempre, Comandante». Em 1978, publicou o LP «Adelante Portugal» – uma homenagem aos portugeses e à Revolução de Abril. «Daqui de Cuba, dizemos Adelante Portugal!»

Imagens de Abril: A Revolução em Marcha – Povo MFA

Sons de Abril: Zeca – Foi na cidade do Sado… e o PPD era a CIA

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Os videos do Aventar. Zeca Afonso – Foi na cidade do Sado from Aventar on Vimeo.

Esta música, «Foi na cidade do Sado», faz parte do album «República» e foi gravado em Roma em 1975. O disco nunca seria editado em Portugal e Zeca Afonso não voltaria a utilizá-la ao longo da sua carreira.
«Foi na cidade do Sado» descreve os incidentes ocorridos em Setúbal a 7 de Março de 1975, durante um comício do PPD, e dos quais resultaram um morto. «E o PPD era a CIA», diz a certa altura.
A receita do disco foi destinada a apoiar os trabalhadores do jornal português «República» ou, no caso deste fechar, uma cooperativa agrícola, daí o nome «Per le Cooperative Portoghesi».
Francisco Fanhais e músicos italianos colaboram na gravação.

Letra completa: [Read more…]

Abril de 1974 – Éramos todos tão novos…

Capa do disco de Zeca Afonso e Francisco Fanhais publicado em Roma em 1975 e nunca editado em Portugal

Tal como no ano passado, o Aventar vai celebrar o 25 de Abril com pompa e circunstância. Diariamente, vamos publicar um ou mais «posts» sobre o mais importante momento da história de Portugal no século XX. A Revolução foi feita de sons e de imagens – e são esses sons e essas imagens que traremos ao longo deste mês.

Pelas gerações que a viveram, mas também pelas gerações mais novas, que só ouviram falar.

E porque Abril é de todos, estão todos convidados. Todos os dias, ao meio-dia, aqui no Aventar.

Pois, Mas Nós Somos do Sul da Europa

Os deputados na Suécia são apenas gente normal que trabalha de segunda a sexta.
Nós, por cá, acabamos as licenciaturas ao domingo, oferecemos 20 projectos de engenharia civil a amigos e, para castigo, somos eleitos ministros. Mas tudo democraticamente embrulhado.
Por isso, tem razão Durão Barroso: devemos ajudar a Grécia. Hoje eles, amanhã nós…

16 de Março de 1974: falsa partida (Memória descritiva)

Como julgo já aqui ter dito, através de um jornalista amigo que, no quadro das suas funções, assistia às reuniões do MFA, fui seguindo o caminho que as coisas estavam a tomar. Naquele princípio de 1974, as reuniões que fazíamos na Rua de Silves, na Parede, ora em casa do Joaquim Reis, um compadre meu ou na garagem de um outro elemento do grupo (quando havia muita gente), eram animadas pelas informações que o tal jornalista ia trazendo. Sabíamos que, mais tarde ou mais cedo, a tropa sairia para a rua.

Por isso, naquele sábado pela manhã, quando começámos a ouvir as notícias na rádio e na televisão, pensámos que era o “tal” movimento que andávamos a seguir há meses. Tínhamos muita esperança e quando verificámos a facilidade com que a tentativa foi neutralizada, apanhámos uma grande desilusão. Só na reunião da semana seguinte ficámos tranquilos – o “tal” movimento não fora ainda desencadeado. O que se passou então no dia 16 de Março de 1974? [Read more…]

11 de Março – os dias seguintes (Memória descritiva)

Como geralmente acontece com os golpes militares, se falham, servem de pretexto para consolidar a posição de quem os neutralizou – foi o que aconteceu com o golpe spinolista – o rumo esquerdista dos acontecimentos acentuou-se: nacionalização da banca, reforma agrária, institucionalização do MFA, substituição da Junta de Salvação Nacional pelo Conselho da Revolução. Este novo órgão deliberou aprovar a opção socialista da Revolução. Mas vejamos dia a dia.

Logo em 12 de Março foram encerradas as fronteiras com Espanha a partir das 14.30 horas. O envolvimento dos serviços secretos espanhóis no golpe spinolista foi evidente – apoio logístico e, provavelmente numa fase mais adiantada, a promessa de ajuda militar. Os franquistas ajudariam a salvar a «democracia» e a esconjurar a «ameaça vermelha». [Read more…]

11 de Março – eu estava lá!

O diálogo  salvador (de boina capitão Sebastião Martins; de frente em cabelo capitão Diniz de Almeida; à esquerda um dos militares de Abril que entretanto chegara e a TV em directo-mulher)

Ao tempo vivia ali em Alvalade para aí a dois kms em linha recta do Ralis. Estava habituado aos aviões do aeroporto próximo mas aviões militares e bombas a deflagrar distinguiam-se bem. Fui à janela os aviões rasavam o Ralis e ouviam-se disparos.

Meti-me no carro e fui para lá ver o que se passava enquanto os aviões militares abandonavam o local, forças furtivas tomavam posição nas escadarias dos prédios próximos e nas galerias exteriores. Paraquedistas, via-se pelas boinas verdes, armados de G3, a arma por excelência naquela altura, capaz de disparar tito a tiro ou em rajada. Procurei o comandante da força, tinha saído há pouco tempo da “guerra” ainda me lembrava como se procedia para não levar um tiro, mesmo que ocasional.

A minha surpresa foi enorme, o comandante da força era um amigo meu do Liceu, um tipo muito popular, generoso, poderoso fisicamente, mas do melhor como pessoa. Fiquei logo a saber que com o Sebastião, à força, íamos todos para o “galheiro” ele era destemido como poucos, mas com cuidado ele era um coração grande. [Read more…]

O 11 de Março (Memória descritiva)

O que se passou, há 35 anos, em 11 de Março de 1975? Algo que se esperava desde a Revolução – uma reacção revanchista da direita. Que essa reacção estava iminente era evidente para quem lesse o que se escrevia, ouvisse o que se dizia. A instabilidade social, a luta entre partidos, a deriva para a esquerda, com o primeiro-ministro Vasco Gonçalves em rota de colisão com Otelo Saraiva de Carvalho, comandante do COPCON, reflectindo as inconciliáveis posições das duas principais vertentes da esquerda militar.

A Revolução assumia contornos marxistas, alarmando os conservadores. A estes meios terá chegado a informação (oriunda dos serviços secretos espanhóis) de que estava planeada uma operação de grupos de extrema-esquerda, a “Matança da Páscoa”, na qual seriam mortos cerca de 1500 civis e militares entre os quais o general Spínola. Miguel Champalimaud e o tenente Nuno Barbieri, que colheram a informação, o coronel Durval de Almeida, José Maria Vilar Gomes, João Alarcão Carvalho Branco, José Carlos Champalimaud, reuniram-se para a discutir. Convencido da sua veracidade (provável manobra de intoxicação da secreta espanhola), Spínola decidiu avançar com um golpe. Alguns oficiais secundaram-no e a conspiração passou das reuniões para o terreno. As coisas foram mais ou menos como se segue.

Na madrugada de 11 de Março, começaram a afluir à Base Aérea nº3 (Tancos) viaturas com elementos ligados ao movimento, incluindo António de Spínola. Reuniram-se em casa do major Martins Rodrigues. [Read more…]

Onde estavas no 11 de Março? (Memória descritiva)

Passa amanhã o 35º aniversário do 11 de Março de 1975. Publicarei um post sobre o tema, recordando os aspectos essenciais dessa tentativa de golpe, texto assente numa cronologia dos acontecimentos. Hoje venho recordar um episódio vivido por mim e por outros sete camaradas e relacionado com a data. «Onde estavas no 25 de Abril?», pergunta Baptista Bastos com a sua voz rouca. Oportunamente, responderei. Por hoje, vou dar contas sobre onde estava no 11 de Março. E começarei por explicar onde passei os dias anteriores.

Em Fevereiro de 1975, integrado num grupo relativamente numeroso, recebi treino militar, nomeadamente no que se referia ao manuseamento do armamento ligeiro então em uso nas Forças Armadas. Um fim de manhã regressávamos de uma dessas fatigantes sessões. Trazíamos ainda vestidos os camuflados, transportando desmontadas e dentro de sacos de lona as armas que tínhamos estado a utilizar numa praia deserta.

Quando chegámos junto do local onde tínhamos deixado os carros, oito de nós fomos cercados pelos soldados de um pelotão de infantaria que apontando-nos armas, nos deram voz de prisão. Com é óbvio, não oferecemos resistência e fomos conduzidos em viaturas à unidade militar a que pertencia o pelotão que nos deteve, num concelho dos arredores de Lisboa. [Read more…]

Biografia de Costa Martins (1938 – 2010), Capitão de Abril

Foi um dos Capitães de Abril, fundamental na revolta que devolveu a Liberdade a Portugal em 1974. Morreu ontem, na queda da avioneta em Montemor-o-Novo. Um acidente estranho com interpretações diferentes por parte das autoridades.
Nasceu em 1938 em Silves. Esteve 3 vezes preso, durante a Ditadura, por manifestar a sua oposição ao regime, e recebeu ordem de expulsão do país, que devia ser concretizada no dia 28 de Abril. Foi um dos principais organizadores do MFA na Força Aérea. No dia 25 de Abril, teve a seu cargo a ocupação do Aeroporto de Lisboa e a interdição do espaço aéreo português. Fê-lo sozinho, sem o apoio de ninguém, visto que os reforços só chegaram mais tarde.
Durante a III República Integrou o II, o III, o IV e o V Governos Provisórios, entre 1974 e 1975, como Ministro do Trabalho.
Em 15 de Janeiro de 1976, em plena Assembleia da República, foi acusado pelo deputado António Arnault, do PS, de se ter apropriado indevidamente de dinheiro proveniente da campanha «Um dia de Trabalho».

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Comunicado da A25A

Tomámos conhecimento de que circula um abaixo-assinado com o título “Carta Aberta de Militares de Abril aos órgãos de soberania a propósito do chamado ‘Casamento’ entre pessoas do mesmo sexo”.
Como sempre assumimos, não nos consideramos como representantes exclusivos dos militares de Abril.
Ainda que sejam sócios da A25A cerca de 90 por cento dos militares de Abril, há outros militares que têm legitimidade para usar esse título.
Só nos espantamos é com o facto de alguns dos envolvidos nesta iniciativa virem, agora, assumir-se como militares de Abril. Se o assunto não fosse sério, seria caso para afirmar “bem-vindos ao barco…!”
Admitindo que algum sócio da A25A decida subscrever o abaixo-assinado – somos homens de Liberdade, cada um é livre de assumir as posições que entenda assumir – e porque já fomos contactados para esclarecer a nossa posição, ao mesmo tempo que alertamos para o facto de irem surgir falsas notícias sobre o assunto – como exemplo, o jornal Correio da Manhã afirmar que Vítor Alves também assina a carta em questão, o que é absoluta e totalmente falso – informamos que a Associação 25 de Abril é totalmente alheia a todo este processo.
Cordiais saudações e um abraço amigo
O Presidente da Direcção
Vasco Correia Lourenço

Memória descritiva: Otelo

Foi numa tarde de sábado do Verão de 1974, dia 13 de Julho, mais precisamente. Em casa do meu compadre Joaquim Reis, na Parede, eu, ele, o Jaime Camecelha, as respectivas mulheres, estávamos à volta de umas cervejas e de uns petiscos que a comadre Lurdes preparara. Excepcionalmente, naquele dia não fôramos a nenhuma manifestação e gozávamos o merecido descanso, após uma semana de trabalho e de luta. As crianças estavam numa sala ao lado com uma merenda adequada.

Na televisão, víamos distraidamente uma cerimónia qualquer transmitida em directo. Demos mais atenção quando vimos que estava ali toda a Junta de Salvação Nacional. O general Jaime Silvério Marques fazia um discurso balofo onde exaltava a juventude de espírito dos membros da Junta de Salvação Nacional, todos eles oficiais generais, chamando a esse ilustre grupo os louros da Revolução de Abril. Nós ríamos e íamos comendo, bebendo e conversando. Era a conversa de xaxa do costume.

Foi então que um jovem major de cabelos precocemente embranquecidos, elevou a voz e perguntou: «-Dá-me licença, meu general?» Silvério Marques apanhado de surpresa disse que sim. Spínola que conhecia bem aquele major de artilharia esboçou um sorriso. Acho que foi o meu compadre quem disse, referindo-se ao major: «- Este gajo parece o Nasser!».E o «nasser» sai-se com esta:

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Quantos 25 de Abril houve? (Vasco Lourenço responde a Manuel Bernardo)

continuação daqui

Carta aberta do coronel Vasco Lourenço ao coronel Manuel Bernardo, que se referiu àquele na carta aberta que enviou a Marcelo Rebelo de Sousa a propósito vdo lançamento do livro do coronel Sousa e Castro

Pergunto-me se vale a pena gastar tempo e energias com o Manuel Bernardo (MB). As suas acções no passado criaram-lhe um tão grande perfil de descredibilidade que me parece ser tempo perdido… De facto, só quem gosta de ser enganado é que ainda lhe dá crédito…

O ter presente o velho ditado de “água mole em pedra dura…” leva-me a, perante as investidas que me vem fazendo – ainda não consegui atingir o porquê de me ter eleito como alvo preferido das suas ofensas – esta tomada de posição, que conto possa trazer algum esclarecimento e alguma luz a quem esteja mal informado, mas de boa fé.

1. Em primeiro lugar, recuso liminarmente o título que MB colocou em mais uma das suas diatribes: como afirmei já mais que uma vez, não sei mentir, não invento estórias, os factos que conto são verdadeiros. Por muito que alguns MB os tentem contrariar. Neste caso, para além de não apontar nenhum facto concreto, a sua falta de credibilidade é a minha melhor defesa.

Importa aqui recordar a sua reacção, quando alguém lhe chamou a atenção para o facto de ele saber que as afirmações que faz no seu último livro sobre mim e a minha actuação na Guiné não corresponderem ao que se passou, não estarem correctas, estarem deturpadas: ” está bem, mas eu tinha umas contas a ajustar…” afirmou, com o maior à vontade dos mentirosos e dos cínicos! [Read more…]