25 de Abril: avariaram-no, queremos um novo

Barca do Inferno – Revolução dos (es)Cravos

a menina pianista e a irmã violoncelista deram-nos um 25 de Abril

a menina pianista

Para Helena Sá e Costa, a sua irmã violoncelista Madalena, discípula de Pau Casals, e ao povo de Portugal, roubado do 25 de Abril de 2011-04-17

Por felonias dos que nos governam, o nosso Portugal entrou em falência e deve pedir esmola aos países vizinhos, que a negam. Não temos dinheiro nem para comer, festejar o carnaval, oferecer ovos de Páscoa, comprar roupa ou comer como estamos habituados três vezes por dia. Temos apenas o café do pequeno-almoço com pão sem manteiga, um almoço de abstinência, de semana santa e um chá com papo-seco à noite.

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o 5 de outubro aconteceu no 25 de abril…ou não

o 25 de abril

A Liberdade guiando ao Povo, de Eugène Delacroix, 1833.

A data do 25 de Abril de 1974, é o dia histórico de Portugal, ou assim parecia ser. Tínhamos a esperança de ter ganho a liberdade das diversas ditaduras que governaram o nosso País, ao longo de mil anos de escravidão de reis, conservadorismo, domínio de Espanha sopre a primeira Monarquia europeia a segui a dos Capeto, que acabaram guilhotinados em 1789, na revolução francesa. O nosso País nunca matara um monarca, mas sim se rebelaram contra eles ao longo de quase quatrocentos anos de domínio dos reis da Espanha que fizeram de Portugal mãos uma colónia Ibérica, recuperando, pensávamos, a liberdade em 1640, Aconteceu no dia 1 de Dezembro de 1640, a revolta que deu origem à Restauração da Independência, lutando contra a tentativa de anulação da independência do Reino de Portugal por parte da Dinastia Filipina de Espanha, e que vem a culminar com a instauração da Dinastia Portuguesa da casa de Bragança.

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No dia em que Vítor Alves vai a enterrar


No video: Vítor Alves e a sociedade de consumo.

Vítor Manuel Rodrigues Alves nasceu em 1935 em Mafra. Militar. Esteve 11 anos em África, durante a Guerra Colonial. Recebeu o Prémio Governador-Geral de Angola, em 1969, pelo trabalho desenvolvido em prol das populações. Integrou o movimento de protesto contra o Congresso dos Combatentes, em 1973, e no mesmo ano aderiu ao Movimento dos Capitães, a cuja primeira Comissão Coordenadora e Executiva pertenceu.
Tinha a seu cargo a ligação com os outros ramos das Forças Armadas e a coordenação da parte política do programa do MFA, negociando esse programa com Spínola e Costa Gomes. No dia 25 de Abril, foi o responsável pelo primeiro comunicado divulgado à população – «Daqui, Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas» e substituiu Otelo Saraiva de Carvalho, a partir das 16 horas, no Quartel da Pontinha.
Nos meses que se seguiram, fez parte de 3 Governos Provisórios: no II e III, foi Ministro sem Pasta, com a tutela da Comunicação Social. Neste cargo, fez aprovar a primeira Lei de Imprensa, que esteve em vigor durante 15 anos; no VI Governo Provisório, foi Ministro da Educação e Investigação Científica durante 9 meses, fixando, entre muitas outras medidas, a escolaridade obrigatória e gratuita nos 6 anos de escolaridade.
Entre 1975 e 1982, integrou o Conselho da Revolução, sendo que no primeiro daqueles anos subscreveu o chamado «Documento dos Nove». Foi um dos fundadores, em 1982, da Associação 25 de Abril. Em 1983, foi indigitado para o Conselho de Estado e passados 2 anos aderiu ao PRD, pelo qual concorreu às eleições autárquicas de 1985.
Morreu no dia 8 de Janeiro de 2011, vítima de cancro. Vai hoje a enterrar.

A cáfila…


O sr. Cavaco Silva anda em não-campanha eleitoral, isto é, continua a ter a sua agenda presidencial cheia de iniciativas que substituem facilmente os famosos outdoors, tarjas ou autocolantes.

Há uns tempos, depositou uma coroa de flores – que mania, esta republicanagem tem em depositar coroas, preferindo-as aos barretes! – no monumento de Salgueiro Maia. Bem vistas as coisas, deve-lhe o cargo. Ele e todos os outros “tacheiros” que por aí (ainda) andam. Seria interessante sabermos o que diria o capitão, acerca de todos os ataques que as Forças Armadas têm sofrido às mãos da cáfila que nos arranjaram.

A Prenda de Natal*

“Trás-os-Montes, região esquecida e despovoada, vítima de promessas políticas incumpridas. O anúncio da construção de uma barragem ameaça a centenária linha ferroviária do tua. A identidade do povo transmontano está em risco de submergir.”

*Que, para causar orgulho, glória e vergonha, eu ofereceria a Cavaco Silva, António Mexia e a Fontes Pereira de Melo.

Os Alunos da Minha Escola

Estes são alunos da minha escola que, como outras de igual natureza, anda a ser atacada. O que têm a dizer os autarcas e os pais destas centenas de alunos? O Governo deste país conhece a Constituição ou está já dispensado de a observar?

Descubra as Diferenças (2)

Vá, eu dou uma ajudinha:

À ESQUERDA:

1) o deputado goza de imunidade parlamentar;

2) abre a boca para dizer o que quiser – continuará a garantir a sua reforma dourada por serviços prestados à Ditosa Pátria que tais filhos tem;

3) chama-se Ricardo Gonçalves, é um deputado “da província“.

À DIREITA:

1) o peixe à direita vive num mundo só dele, não tem que trabalhar para comer;

2) abre a boca apenas para coisas estritamente necessárias;

3) chama-se Nemo, é um peixe-palhaço.

Salgueiro Maia, o maior português do séc. XX

Há uns meses atrás, o Aventar lançou uma petição para salvar a casa onde nasceu Salgueiro Maia, em Castelo de Vide. Uma casa que, como se pode ver pelas imagens, está em avançado estado de degradação.

Entretanto, com o vírus que nos afectou em Outubro, perdemos as centenas de assinaturas que já tínhamos reunido e tivemos de começar tudo de novo. Muitos dos que assinaram inicialmente não voltaram a fazê-lo.

Passados todos estes meses, sentimos que cumprimos o nosso dever de homenagear aquele que, na minha humilde opinião, foi o maior português do século XX. Nas palavras de Sophia de Mello Breyner,

Aquele que na hora da vitória
respeitou o vencido

Aquele que deu tudo e não pediu a paga

Aquele que na hora da ganância
Perdeu o apetite

Aquele que amou os outros e por isso
Não colaborou com a sua ignorância ou vício

Aquele que foi «Fiel à palavra dada à ideia tida»
como antes dele mas também por ele
Pessoa disse

Em sete meses, reunimos mais de 600 assinaturas. Como é nosso dever, serão endereçadas à Assembleia da República, à Câmara Municipal e Assembleia Municipal de Castelo de Vide e à Associação 25 de Abril. Ainda não é tarde para salvar a Memória da Revolução.

Obrigado a todos.

Inglês Técnico Para Tótós (3)

Plunder – saquear, roubar, tomar posse.

Inglês Técnico Para Tótós (2)

Esquerda – o mesmo que Direita ou Centro.

Inglês Técnico Para Tótós (1)

Passócrates – o mesmo que Socrelho.

Xixolina no Parlamento

http://tv1.rtp.pt/noticias/player.swf?image=http://img0.rtp.pt/icm/images/articles/387647/cicilina_27777_0_01_N.jpg&streamer=rtmp://video2.rtp.pt/flv/RTPFiles&file=/informacao/cicilina_27777.flv

Corria o ano de 1987 a deputada italiana e actriz porno Cicciolina, aliás Ilona Staller, foi recebida na Assembleia da República Portuguesa. Dizem os relatos – que a mim não me deixavam ver pornografia em horário nobre – que a senhora deputada teve um azar no vestido e desceu-se-lhe a alça a certo ponto. Não consta que tenha visitado Mirandela ou Bragança (de Lisboa lá acima de comboio eram mais de nove horas de viagem) mas foi recebida na Assembleia da República. À data, a ilustre deputada tinha já vasta e consagrada obra publicada (nomeadamente em revistas e vídeocassetes para maiores). Tê-la-ão acusado de má conduta?

ps: um dos grupos de apoio a Bruna Real no Facebook conta já com 51,000 apoiantes. Vale o que vale.

No Reino Maravilhoso do Mamilo

“Vou falar-lhes dum Reino Maravilhoso. Embora muitas pessoas digam que não, sempre houve e haverá reinos maravilhosos neste mundo. O que é preciso, para os ver, é que os olhos não percam a virgindade original diante da realidade, e o coração, depois, não hesite”

Um Reino Maravilhoso (Trás‑os‑Montes), Miguel Torga in Portugal

Desembarquemos em Mirandela que aqui não há mães de Bragança! – desembarquemos, pois.

Bruna Real, uma professora a recibos verdes contratada pela Câmara Municipal de Mirandela para trabalhar numa escola do concelho decidiu, no seu tempo extra-curricular mostrar-se ao mundo com pouca roupa, como se Maio fosse um mês de verão. A vereadora do pelouro da Educação da CM Mirandela, responsável pela contratação diz que sentiu mal. À RTP, a senhora vereadora tranquiliza os encarregados de educação dizendo que “será muito difícil esta professora voltar a ser admitida“. O critério para tal, diz a senhora, é a “boa conduta”. A boa conduta? [Read more…]

Profissão: Polícia-Comissionista*

é uma tarde de verão de um dia de Maio; a Guarda Nacional Republicana, quase centenária como a república nacional, tem um brigada junto a uma rotunda, junto à linha do comboio. Passam carros, os agentes bem fardados levantam a mão, param os carros. Boa tarde, senhor condutor, os seus documentos e os documentos da viatura, se faz favor, com certeza, senhor guarda. Os meus documentos, os documentos deste veículo. O senhor onde mora? Moro ali. A sua carta de condução não condiz com o seu bilhete de identidade. Senhor guarda, eu sou um cidadão do mundo, tanto moro aqui como moro na casa do meu pai ou noutro sítio qualquer, sou um cidadão do mundo. Não é nada, só há um domicílio. Tem três dias para apresentar a carta rectificada. Remeto-me ao meu novo estatuto de não-cidadão do mundo e preparo-me mentalmente para o processo de ter um domicílio, só um. Ao lado, a um condutor faltava comprovativo do seguro automóvel, vou ter que o autuar, mas oh senhor guarda, eu tenho os papéis em casa, vou ter que o autuar, estou aqui para trabalhar. Nós agora somos avaliados pelo número de multa que passamos. Fez-se luz na minha cabeça: a polícia da república agora trabalha à comissão, quais vendedores de sapatos (com o devido respeito). Faço um esforço e tento imaginar quantos países da África Negra pagam os seus agentes da lei com base na quantidade e qualidade das multas. É isto a República?

* qualquer coincidência com a realidade é verdade. Sim, eu sei, o MAI apressar-se-á, novamente, a desmentir categoricamente a mercantilização das polícias.

Azar é Furar o Pneu do Carro e Não Ter Sobressalente

“De repente, levantou-se da cadeira e saiu apressado. Antes, pegou discretamente os gravadores dos jornalistas da SÁBADO e meteu-os nos bolsos das calças.”

ps: agora chama-se “tomar posse“.

(agradeço ao Abnóxio a divina e católica inspiração que ilumina os meus dias)

Venho da festa, pá, e falei com Fernando Nobre!

Grande manifestação na avenidade da Liberdade, uma multidão encheu a avenida, muitos cravos, muita “grândola vila morena”, muitas bandeiras de Portugal e vermelhas ( não do benfica…)

Este ano tivemos uma novidade importante, o Dr. Fernando Nobre acompanhado de um grupo de pessoas, ao qual me juntei, desceu a avenida muito aplaudido colhendo fogozas manifestações de simpatia. Sabemos que as máquinas tritutadoras dos partidos vão pôr-se em marcha e que tudo vai ser muito dificil para uma candidatura que emerge da sociedade civil, independente dos partidos, com poucos meios. Mas essas evidẽncias, não devem fazer-nos desistir de uma candidatura que, pela primeira vez, afronta os partidos, só isso, mostrar ao país que há soluções fora dos partidos, é um serviço inestimável prestado à democracia.

Ir a jogo, no caso do Dr. Fernando Nobre é já uma vitória, aligeirar o “bafo” partidário é uma conquista, poder escolher fora das tradicionais opções  propostas pelos partidos, é uma medida suprema de higienização da vida nacional. Porque não há que ter dúvidas, no momento certo todos os partidos sem excepção se unirão contra a candidatura independente.

Entretanto, fui dizendo a muita gente que lê o Aventar que aqui não há candidatos oficiais e, como tal, podem enviar o material da campanha que nós não enjeitamos a nossa responsabilidade de  a dar conhecer. Só falta dizer o mesmo aos outros candidatos mas esses vão ter muitos interessados em fazer esse serviço público.

Fui roubado

Prometeram-me uma terra da fraternidade e um dia inicial inteiro e limpo porque a poesia estava na rua e podia livre habitar a substância do tempo.

Fui roubado, quero apresentar queixa. Alguém sabe qual é o modelo do formulário?

Estórias de Abril


Após a longa invernia, o tempo cinzento de chumbo, a palidez das faces cansadas pelo frio e fustigadas pelas chuvas inclementes, temos sempre montões de cravos vermelhos, brados de vivas a Portugal!, canções patrióticas e a exaltação de heróis populares, uma parte indissociável de Abril. Há coincidências históricas neste calendário e uma delas remete-nos para os anos também conturbados e caóticos do início do século XIX.

Quando do movimento da Abrilada, os partidários de D. Miguel, os Apostólicos, eram cobertos por cravos vermelhos, uma flor desta estação e com claras conotações religiosas cristãs. A mãe do infante, a rainha D. Carlota Joaquina, comemorava o seu aniversário precisamente a 25 de Abril, altura em que ao passar em carruagem descoberta pelas ruas de Lisboa, via-se bombardeada por braçadas de cravos e sempre no meio de estrondoso vozear popular, alternando-se os ditos encomiásticos, com as canções da moda. O cravo vermelho ia-se tornando num símbolo dos adversários dos constitucionalistas e era comum os soldados serem presenteados com estas flores, procurando-se cativar a essencial simpatia de quem tinha a posse das armas.

Ansioso por se …”ver livre da pestífera cáfila de pedreiros-livres (1)“, a 25 de Abril de 1828, o Senado da Câmara Municipal de Lisboa proclamava D. Miguel como Rei e em delírio, era normal a sua carruagem ver-se desatrelada dos cavalos, sendo puxada ruas fora por populares que entoavam a plenos pulmões o “Rei Chegou!”:

“O rei chegou, o rei chegou!
e em Belém desembarcou;
na barraca (2) não entrou
e o papel (3) não assinou!
C’o papel o cu limpou!”

Tudo isto, no meio de uma chuva de cravos vermelhos atirados por raparigas da rua, senhoras burguesas e da sociedade, numa festa primaveril sem fim à vista e em antecipação aos Santos Populares.
Mais tarde, quando do cerco do Porto e posterior entrada das tropas liberais em Lisboa, a flor vencedora passou a ser a hidranja que aqui na capital se conhece pelo nome de hortênsia. Os soldados de D. Pedro desfilavam pelas ruas, tendo as espingardas decoradas com as ditas flores, invariavelmente azuis e brancas, as cores nacionais.

Estórias de outros Abris.

(1) A Maçonaria
(2) O Parlamento
(3) A Carta Constitucional

Uma afronta ao 25 de Abril

Na revista Sábado da quinta – feira passada, o título em destaque na primeira página, era a prisão dos milionários portugueses, durante o PREC. Estes senhores que estiveram presos e que constituiam, juntamente com a Igreja e as Forças Armadas, os três principais pilares do Regime Salazarento, são apresentados como vítimas inocentes e, veladamente, como alguem que passou por momentos dificeis com humor e dignidade.

Não sei se foi assim, o que sei é que o regime do qual lucravam e eram íntimos, amordaçou todo um povo durante quase 45 anos e em 25 de Abril de 1974 as cadeias estavam pejadas de pessoas inocentes. Muito mais inocentes que eles próprios que , até pela descrição que fazem, a sua prisão não passou de umas férias, com celas especiais e grandes almoços vindos do exterior. Nenhum foi molestado, e a democracia que nos negaram durante tantos anos, foi tão generosa com eles, que hoje em dia estão novamente milionários e a usufruirem de liberdade e proventos que a esmagadoria maioria não teve, não tem, nem terá.

A Sábado, aproveita sempre o 25 de Abril, não para se juntar à alegria de uma data histórica, mas à révanche de gente que não esquece os agravos apesar de terem recuperado a anterior influência, dinheiro e poder.

Antes do 25 de Abril, cada família milionária recebia de Salazar um banco, uma indústria ou mordomias no aparelho de Estado. Estão todos como estariam se não houvesse 25 de Abril!

Onde está a grandiosidade?

25 de Abril – o dia que vale uma vida!

Andava o cheiro no ar, as coisas iam mudar, dava-se a entender que se sabia mais do que na realidade se sabia, todos tinhamos contactos, amigos em posições privilegiadas, o tempo adensava-se. Naquela madrugada, mesmo ouvir canções que sabíamos proíbidas e que nunca se ouviam na rádio, não tirou a maioria da rotina. O grande medo era se Kaulza e outros anti-democratas se antecipavam e levavam a efeito um golpe de extrema direita.

Acordei com o telefone, mais estridente que o habitual, do lado de lá um amigo avisava-me que era preciso ir para a rua, o gajo era dos que estava “por dentro” e eu a julgar que era mais uma bravata, pois que escutasse a rádio, ele estaria no Martim Moniz. E a rádio dava música militar, mas conversa e notícias népias, nada, até que chegou a voz firme do locutor. “Cidadãos fiquem em casa, o MFA está na rua, quer evitar-se a todo o custo um banho de sangue. Pede-se a todo o pessoal médico que se dirija para os hospitais. É a hora da liberdade!”

O que se seguiu já contei em ” O Largo do Carmo“, vou uma e outra vez áquele lindo largo, hoje cheio de esplanadas, o sítio onde me encostei com duas hipóteses de fuga, se aquilo desse para o torto, os jovens militares de G3, o jovem e sereno Capitão, o Dr. Sousa Tavares em cima do Chaimite com um megafone, os tiros, a rendição…

Noites e dias sem dormir, uma torrente de sentimentos e de experiências, a vida palpitante como um filme em que participavamos, sem guião, e onde todas as esperanças eram possíveis.

Obrigado, Capitães de Abril !

Como Se Fora Um Conto – 25 de Abril de 1974, o Dia de Todas as Perdas

Amanheceu cedo o dia de todas as perdas.

Amanheceu muito cedo o dia de alguns ganhos.

Dali para a frente, tudo foi feito às avessas.

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Naquele tempo, cumpria o serviço militar, e naquela manhã, estava «desenfiado». Desenfiado era o termo utilizado pelos magalas para definir quem, devendo estar de serviço dentro do quartel ou instituição militar, se encontrava fora, normalmente em casa, a dormir.

Ora na verdade, eu estava desenfiado. Dormia a bom dormir quando, pelas oito da manhã, uma tia me telefona a perguntar o que sabia eu da revolução. Nada, não sabia nada. Se calhar era outra intentona como a de Fevereiro, disse. [Read more…]

Sons de Abril: Paulo de Carvalho – E Depois do Adeus


Eram quase 23 horas. Foi há 36 anos…

mi 18 de septiembre es el 25 de abril

mi fiesta de la independência es el 25 de Anril

Estoy cierto que todos saben que el 18 de septiembre de 1810, la colonia de la corona de España, llamada Chile, auto proclamaba su Independencia de los Reyes Borbón. Napoleón había entrado en todos los países de Europa, derrocando reyes y príncipes y colocando en los sitios de las jerarquías de poder, a miembros de su familia.

En el caso del Estado español, la suerte la había cabido a su hermano más joven, José Bonaparte. Chile estaba descontento de ser colonia de un Estado extranjero, pero iban soportando esa permanente invasión, por haber ganado el título del Reyno de Chile – no es falta mía, en esos tiempos reino se escribía así.

El representante de la corona española era Don Mateo de Toro y Zambrano proclamado Conde de la Conquista por el Rey de España, un distante pariente nuestro, muy muerto ya en éstos 200 años de libertad, con sus caídas a veces dentro de dictaduras, hasta afianzarse como República estable en 1999 del Siglo XX. Don Mateo no reconocía al rey invasor, llamó a una reunión de los notables de  de la Capitanía General del Reyno de Chile, de entre ellos los más importantes, la familia Larraín, vascos que habían llegado a la colonia cuando el gobierno estaba estable en el Siglo XVIII. Como todos los apellidos con dos r! Iban a hacer sus negocios, se apoderaban de los nativos, los Mapuche de Chile y sus clanes diseminados por todo el territorio, los esclavizaban, tomaban sus tierras como si fueran de ellos, de los vascos, y pasaban a comprar los títulos aristocráticos de Condes y Mayorazgos. [Read more…]

Sons de Abril: José Jorge Letria – Tango dos Pequenos Burgueses

Imagens de Abril: Revolução Portuguesa – Vasco Gonçalves

Sons de Abril: José Mário Branco – FMI

2ª parte

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Imagens de Abril: República – Informação Revolucionária

Imagens de Abril: Festa Popular – O 25 de Abril é do Povo – S. Pedro da Cova

Sons de Abril: Samuel – Venceremos