Manifesto pelo fim da divisão na carreira III

Boas, se me permite car@ leitor@, vou insistir na minha tese de que não faz sentido haver qualquer divisão na carreira docente. E volto ao tema tendo como ponto de partida o texto do Luís (Trabalho igual, salário igual). Numa resposta a dois tempos:

 

 

Karl Marx

 

E o primeiro comentário vai no sentido de rebater um pré-conceito menos declarado, mas sempre muito presente, contra "O" sindicalista, como se os problemas do nosso país fossem estes e não outros. Sem qualquer tipo de Pré-conceito afirmo que a culpa dos problemas estruturais do nosso país está nas elites dirigentes e não nos trabalhadores. Temos patrões a mais e empresários a menos. Temos gatunos a mais e governantes a menos. Temos uma minoria dirigente interesseira, nada interessada nos interesses da maioria dirigida.

Há sindicalistas conservadores? Com visões do passado? Claro…

 

Mas, quando me dizem que hoje é preciso voltar a jornadas de trabalho de 60h / semana, quando me dizem que talvez seja preciso voltar a trabalhar mais do que oito horas por dia por causa da competitividade… quem é que é reaccionário e conservador?

Será moderno o incompetente Albino Almeida, o pai de todos os pais, vir dizer que quer as creches e escolas das 7h30 às 19h30?

E seria conservador, se por exemplo, exigisse dos empresários um maior apoio aos trabalhadores com filhos em idade escolar, para que estes podessem ajudar os filhos?

 

Nunca na história da humanidade houve tanto dinheiro disponível, nunca como hoje Portugal e os Portgueses foram capazes de gerar tanto dinheiro – porque é que alguns têm que ficar com "ele todo" e outros com nada?

 

Porque é que os lucros de uma empresa, pública ou privada não importa, são para os accionistas na sua totalidade? Porque é que o trabalho é visto como um custo de produção e não como parte essencial ao lucro? Porque é que as empresas não dividem por exemplo, parte dos seus lucros, numa proporção igual, entre accionistas e trabalhadores?

 

Já sei, isto é ser conservador e ter uma visão do passado. O que é moderno é ter gente a ganhar milhões quando temos portugueses a passar fome.

 

Repito – a questão central é mesmo a da distribuição da riqueza.

 

E com isto me perdi no que queria escrever, mas certamente vão ter a paciência de me acompanhar no próximo post…

 

Comments


  1. Já o afirmei aqui muitas vezes, a distribuição da riqueza é o grande problema. Aí estamos todos de acordo.

  2. José Barros says:

    Quando fizerem compras no supermercado depois das 17h30 e na caixa virem uma mãe ou um pai, perguntem onde deixou os filhos para que pudessem fazer confortávelmente as vossas compras quando bem lhes apetecesse.

  3. maria monteiro says:

    pois ai está uma questão que eu sempre coloco às IPSS se são de solidadiedade social (60% dinheiros do Estado) deviam estar abertas 24horas por dia 365dias por ano. Há muitos casais que trabalham por turnos e que simplesmente não tem onde deixar os filhos portanto… não têm condições para ter filhos

  4. João Paulo says:

    José e Maria.. calma no andamento… isso faz algum sentido, mas não todo. Faço parte da Direcção de uma IPSS com jardim. Temos aqui meninos que estão lá estacionados entre as 7h30 e as 19h30… de forma repetida e continuada… enquanto os nossos impostos pagam o RSI aos pais que se divertem nos cafés da terra… Vamos lá com calma que uma boa ideia pode resultar num desastre para as crianças.
    JP