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Regressa a discussão do aeroporto e a redução da TSU está em cima da mesa.  Se aparece uma nova parque escolar fica provado que Sócrates voltou.

Já que estamos em fase de anulação de erros,

para quando o cancelamento do inacreditável imposto sobre as fotografias digitais?

Os candidatos presidenciais

Aqui deixo uma breve nota sobre os 10 candidatos presidenciais.

  
Henrique Neto Reconheço-lhe  uma profundidade de pensamento que não encontro nos outros (cf. 1, 2, 3, 4).
António Sampaio da Nóvoa Já se apresentou como não político, o que para mim me deixa logo desconfiado. Veja-se no que deu o campeão do “não político”.
Cândido Ferreira Quem?
Edgar Silva Quem? (Foi uma má escolha do PCP. Carvalho da Silva tornaria, quanto a mim, a disputa muito mais interessante.)
Jorge Sequeira Quem?
Vitorino Silva Quem?
Marisa Matias Parece ser a aposta do BE no eleitorado mais jovem.
Maria de Belém Roseira A candidata da facção de negócio do PS.
Marcelo Rebelo de Sousa O candidato da facção de negócio do PSD.
Paulo de Morais O candidato que ainda não percebeu que não está a concorrer a primeiro-ministro.

De todos, Henrique Neto é, no meu entender, aquele que apresenta o conjunto de ideias em maior sintonia com o cargo a que concorre.

Oriente

Estação do Oriente

Também a mim, o que me choca é a lata

com que se pratica a corrupção. Falta de vergonha na cara é uma marca destes tempos.

Como simular o IMI a pagar

imi

Use o site do fisco ou o simulador (não oficial) da DECO. Informações aqui. Simule, para não pagar (ainda) mais do que deve.

Se fosse abafado ficaria tudo bem

Repare-se no detalhe:

Questionado pela Lusa, Hermínio Rodrigues referiu: “Os esclarecimentos não foram dados porque tínhamos a expetativa de que o problema fosse resolvido antes do final do ano”, o que acabou por não se verificar.  [CM]

Ficámos a saber que, para o presidente desta empresa municipal responsável pelo Centro Escolar de Alcobaça, se não se souber, não será preciso informar. Eis o padrão de transparência desta PPP.

Agora atente-se num detalhe. O imóvel foi avaliado pelo fisco em 2.8 milhões de euros. Mas a Câmara Municipal de Alcobaça assumiu uma renda de 63.5 milhões de euros pela utilização deste imóvel durante 23 anos. Nada mau. Depois admiram-se por o TC ter sucessivamente recusado o visto a esta negociata.

Ainda outra coisa engraçada nisto, em mais um caso onde o Estado é bombeiro dos privados, como nesta PPP detida em 51% por privados, é, no entender do vice-presidente da CMA, Hermínio Rodrigues, a solução para a dívida de IVA que levou à penhora  dever ser paga pela CGD.

Mais um esquema ligado à Parque Escolar inventada pelo governo de Sócrates para ter obras no período eleitoral e agora manobrado por uma Câmara PSD. Ganham todos, desde que você pague.

Unforgettable


1950 – 2015

Portugal, 1 de Janeiro de 2016

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Bom Ano!

Samoa, 1 de Janeiro de 2016, chove

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Samoa Americana (GMT-11), ao lado de Samoa, o primeiro lugar a entrar em 2016 (GMT+14).

Cavaco, a referência

Não é novidade, mas não é demais avivar a memória, via um oportuno trabalho de confrontação.

Eis o homem, que se auto-retratou como pertencendo à boa moeda, a activamente ludibriar os portugueses e, depois, a negar, tal Judas. Atente-se no ar crispado de quem não aceita ser confrontado. Diz que a jornalista está a mentir (não estava), quando é ele próprio que cai em mentira.

Aqui está o político das duas maiorias absolutas e das duas presidências . Sem dúvida que os portugueses lhe deram sucessivamente o poder, erro que felizmente nunca cometi – haja memória.

Cavaco, o político que sempre fez questão de se posicionar como não-político, num antítese de si mesmo, ficará na história, essa que ele procurou que lhe fosse dócil, como a referência da mesquinhez, o Presidente do seu umbigo.

La banque c’est moi

Mas Estado não enterra 1985 M€ no BES.

Laniakea

laniakea

Laniakea, o super-aglomerado de galáxias.
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Mas abandona irrevogavelmente?

Paulo Portas abandona liderança do CDS-PP

bff

PS para  o PPC: os BFF não se deixam sozinhos.

Fascínio do fogo

Nacionalizadores de bancos

Sócrates nacionalizou o BPN. Passos e Portas nacionalizaram o BANIF. Ambos transformaram problemas privados em problemas públicos por causa de uma escassa quota de mercado (2% e 3%, respectivamente). Tenho a certeza que se arranjarão mais dois lugares em Évora.

Árvore da austeridade

(c) j. manuel cordeiro

Saída limpa

“Foi preciso que o caso de David chegasse aos jornais para que um problema que se arrasta desde 2013 fosse finalmente resolvido, lamentam vários profissionais de saúde” [P]

Saque e desfaçatez sem fim

Como é que se pode abordar a filhadaputice de um CDS a brincar a Pilatos? E de um PSD que nacionalizou o Banif, com dinheiro público, mas sem ter resolvido o problema, para agora procurar passar culpas a um governo em funções há três semanas? Sem retribuir o escarro que João Almeida e Luís Montenegro nos atiraram, não me ocorre forma de o fazer. Remeto, por isso, para os factos de Sérgio de Almeida Correia, que desmontam a falácia da direita.

Limpem a porcaria que fizemos, mas depois acabou

David Dinis, acérrimo defensor do anterior governo PSD/CDS, escreve no seu observador dos sucessos da direita que Passos está “pronto a viabilizar Retificativo. Mas isto que não se repita, ouve-se no PSD.” Não vai tão longe quanto outros, como João Miguel Tavares e Paulo Baldaia, só para apontar dois, que antes também defenderam o anterior governo de direita e que agora se mostram revoltados, como se esperassem algo diferente de quem tinha mentido com unhas e dentes em 2011.

Está iniciado o processo de troca de Passos Coelho, pois alguém tem que pagar a fava e a direita que quer voltar ao poder é que não há-de ser.

O dinheiro não se evaporou

13 mil milhões estourados na banca não se hão-de ter sumido no nada. Onde estão? Ou melhor perguntando, o que está o MP a fazer para os encontrar?

Finalmente Cavaco falou sobre a herança da direita

“A governação ideológica pode durar algum tempo, faz os seus estragos na economia, deixa facturas por pagar, mas acaba sempre por ser derrotada pela realidade” [P]

Saída limpa? Vai um BANIF para debaixo do tapete.

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“Estou consciente que tempo adicional foi repetidamente dado para que o banco [BANIF] endereçasse os problemas. Isto foi motivado por considerações de estabilidade financeira e, recentemente, por considerações de não colocar em perigo a saída do país do Programa de Ajustamento Económico.” Margrethe Vestager, Membro da Comissão Europeia, 12 de Dezembro de 2014, via TSF

Preto no branco, a Comissária afirma que o problema do BANIF não foi resolvido para não estragar a saída limpa. Houve um conluio entre a CE e o Governo Português, de Passos Coelho/Paulo Portas, para fabricar um sucesso que não era real. Com que objectivo? À CE interessava ter um caso em que a austeridade tivesse “funcionado” e o governo construiu uma teia de medo/sucesso baseada nesta falsidade. Medo reflectido no, ainda hoje, usado pregão “não estraguem” e sucesso ficcionado com argumentos inventados.

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Banif

Tanta pressa que o governo de Passos Coelho tinha em vender o NOVO BANCO e é o BANIF que vai primeiro. O problema vinha de 2013. Falta saber porque é que foi empurrado com a barriga.

Quanto aos danos causados pela TVI, quem é que ganhou com o pânico intencional? Qual foi a fonte da “notícia”?

Eleições espanholas

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Resultados às 21:54.  Resultados oficiais. A noite é capaz de ser animada

O aeroporto de Lisboa está às portas da cidade e isso é uma mais valia.

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Quem chega à Portela é confrontado recorrentemente com tempos inaceitáveis para recolher a bagagem. Foi o que hoje me aconteceu, onde passou uma hora desde que o avião aterrou até que a mala tenha chegado.

É um problema velho, umas vezes mau, outras muito mau. A introdução de duas empresas de handling não melhorou a situação. É endémico. Por oposição, e só para se perceber que é possível fazer diferente, no voo de ida, quando cheguei à recolha de bagagens em Gatwick já a minha mala lá estava.

Outro velho imbróglio é apanhar um táxi. Uma fila enorme, onde se antecipava perto de meia hora de espera. Mas ainda bem que o aeroporto está às portas da cidade, porque isso basta para ser competitivo. Aliás, uma rede de transportes públicos devidamente organizada, à semelhança da existente na generalidade das grandes cidades europeias, seria, como se constata, perfeitamente supérflua.

Ainda bem que este tempo perdido não conta para a produtividade do país. Porque, como se sabe, o problema da produtividade reside em os portugueses trabalharem pouco. Organizar e planear, responsabilidade partilhada pelos políticos que aumentam a carga de trabalho, nada tem a ver. Livrem-nos de termos um horário de 36 horas semanais como têm os moinantes dos ingleses. Ou de gozarmos 30 dias úteis de férias como os preguiçosos dos alemães. Basta ter um aeroporto à mão de semear.

245º aniversário de Ludwig van Beethoven

Beethoven doodle

Celebração do 245º aniversário de Ludwig van Beethoven (clicar na imagem)

Não é claro quando é que Beethoven realmente nasceu, mas 17 de Dezembro marca o 245º aniversário do seu baptismo. Hoje deu-nos uma rara oportunidade para construir um jogo em sintonia com bela música, cujos humores evocativos, drama, leveza e profundidade tornaram a correspondente produção gráfica intensamente divertida. [Google] *

Costumo ignorar a bonecada da Google, mas, desta vez, os meus tempos de músico falaram mais alto. Está engraçado e lá me levou em busca de umas quantas peças que não ouvia há tempos. Aqui fica uma sugestão.

* tradução minha

Rajoy em busca da sua Marinha Grande

Autor da agressão é da família de Rajoy [DN]

Rajoy em choque


Os espanhóis não deixam a situação em mãos alheias.

Amigos para siempre

A descida da sobretaxa do IRS teve direito a (mais) um mau exemplo de actividade parlamentar, com os deputados a esquecerem-se que o país olha para estes episódios de circo com desprezo – pelo menos assim quero acreditar.

Para além da cowboyada, notou-se uma sintonia táctica entre PSD e CDS, com críticas ao PCP, possivelmente numa estratégia de dividir o acordo parlamentar da esquerda.

No entanto, a única divisão que até agora aconteceu foi os amigos para siempre serem, afinal, os amigos para as ocasiões.