O discurso de vitória de Cavaco, azedo e indigno de um Presidente da República

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Presidenciais: A noite eleitoral minuto a minuto

Como de costume, o Aventar reuniu e debateu, minuto a minuto, as peripécias da noite eleitoral. Tudo o que foi dito e visto à luz muito própria dos autores do blogue.

Aventar: Boa noite, já com algumas sondagens à beijar as urnas, abrimos aqui o debate sobre as Presidenciais 2011
20:00

FMSá: Cavaco Silva venceu à primeira. Foi ele e a abstenção
20:03

JJ Cardoso: Se ganhar com, dentro dos intervalos, com os números mais baixos. falta saber se o voto do Ministério da Administração Interna também contou.
20:04

FMSá: O Coelho consegue uma votação forte.
20:06

José Freitas: Admito que o Nobre me surpreendeu.
20:06

José Freitas: Contava apenas com cerca de 10 a 12 por cento.
20:06

JJ Cardoso: Pois é Fernando, entendi-te: é o ano do Coelho
20:07

José Freitas: “Em democracia só perde quem não comparece”, diz Maria de Belém. Ou quem comparece e não sabe jogar, digo eu.
20:10

José Freitas: Cavaco ganha, Alegre fica abaixo de há cinco anos, Nobre obtém bom resultado. Nada de surpreendente.
20:11

JJ Cardoso: Vi agora num rodapé televisivo Coelho com 26% na Madeira. Não se faz isto a um Jardim em convalescença. [Read more…]

E esta noite, o Cavaco e a Maria, o que irão fazer?

Os meus parabéns ao presidente dos outros portugueses.

A clamorosa derrota dos Partidos

Ganharam os candidatos que mais se afastaram dos Partidos ou que mais os combateram: Cavaco, sempre a pôr-se acima do PSD e do CDS; Fernando Nobre e José Manuel Coelho completamente independentes. Quanto a Manuel Alegre, é a maior prova da derrota dos Partidos: teve menos votos com o apoio do PS e do Bloco do que quando concorreu sozinho.
O sempre lamentável Pedro Marques Lopes, sobre Fernando Nobre, considera que a postura anti-Partidos é um ataque à Democracia. Pois que seja. Os Partidos são os principais responsáveis pelo estado a que chegámos. A clamorosa derrota de hoje representa a esperança numa Democracia diferente num futuro mais ou menos distante.

Resultados das Eleições Presidenciais – primeiras previsões

O Aventar divulga em primeira mão as primeiras previsões:
Cavaco Silva – 52 a 58%
Manuel Alegre – 18 a 21%
Fernando Nobre – 14 a 16%
Francisco Lopes – 5 a 8%
José Manuel Coelho – 2 a 4%
Defensor Moura – 1 a 2%

Sondagens à boca das urnas

Haverá expressão eleitoral mais parva? Pode ser que haja. Tipo 49 a 52 dentes para Cavaco Silva.

Ou, e actualizando:

[Read more…]

Milhares de cidadãos que não puderam votar

É a democracia à moda de Portugal. Tudo porque no Cartão do Cidadão não aparece o número de eleitor.
Foi o caso dos meus pais. 80 anos a arrastarem-se para a mesa de voto, sistema bloqueado, voltaram para trás. Felizmente, iam votar no Cavaco. Bem feito.

Abstenção

abstenção

 

O Pedro disserta aqui no Aventar sobre as razões da abstenção. Concordo e acrescento que a insistência em não se discutir o que vai a votos não convida a que a atitude seja diferente.

Apesar de tudo isto, os temerários que ainda assim se deslocam à assembleia de voto puderam presenciar nesta eleição ao choque do país real com o país virtual dos simplexes. Com as mudanças do local de voto trazidas, por exemplo, com o cartão do cidadão, muitos eleitores ficaram impedidos de votar, seja por não saberem o número de eleitor, seja por não saberem a que local de voto se dirigirem.

O presidente da CNE não sabia que se poderia obter o número de eleitor com um SMS. Ou que o site do recenseamento eleitoral poderia dar dar esta informação. Poderia! Pois estes serviços deixaram de funcionar logo que o nível de utilização subiu, colocando a nu o amadorismo da sua implementação. Valham-nos alguns serviços menos usados ainda funcionam.

No país de Sócrates, os simplexes funcionam. O problema é que a votação não ocorre no Second Life, onde pelo menos uma acção de campanha decorreu, mas sim num local físico. Onde as pessoas têm problemas reais que os perfeitos mundos virtuais não resolvem.

Tem um cartão de cidadão ou perdeu o cartão de eleitor? está tramado, a incompetência pode não o deixar votar

burroVirados para a parede, de castigo, com orelhas de burro, é o que merecem os responsáveis pela vergonha que hoje se está a repetir: eleitores impedidos de votar, porque desconhecem o seu número de eleitor.

Basta ler os comentários que os nossos leitores vão escrevendo nos textos onde tentei ajudar quem procura as indicações para poder votar, porque tem um cartão de cidadão ou perdeu o cartão de eleitor.

O cartão de cidadão contém o número de eleitor, mas para ser lido é preciso um terminal.

A página do recenseamento eleitoral não aguenta os acessos, os sms não funcionam, há portugueses impedidos de votar, falseando os resultados eleitorais. Imaginem que uma segunda volta se decide por um pequeno número de votos como sucedeu nas últimas presidenciais.

Logo à noite vamos ouvir muitas queixas e leituras dos paineleiros do costume sobre a elevada abstenção. Duvido muito que os responsáveis por esta abstenção forçada sejam chamados ao quadro. [Read more…]

As razões da abstenção

Para uns são os mortos, para outros o frio, para outros o desinteresse.

Tudo isso contará um pouco, mas a verdade é que a tendência para o aumento da abstenção resulta de um divórcio, de uma má relação, de uma falta de confiança, de um descrer.

Independentemente dos poderes do PR (as outras eleições enfermam do mesmo) os portugueses não crêem que o ato de votar valha a pena, não acreditam que traduza a manifestação da sua vontade, que mude a situação. Por outras palavras: não se sentem representados e vêem o voto como inútil.

Outros, muitos, sentem-se ultrajados. Entendem que mereciam melhor, que o país mereceria outra coisa. Mereceria melhores cidadãos? Claro, mas sobretudo melhores políticos, mais ética, menos vileza. Políticos mais responsáveis, menos mentirosos, menos imediatistas, menos vendidos.

A abstenção resulta principalmente da descrença absoluta nesta classe política medíocre, sem grandeza nem clarividência, incapaz de cativar o cidadão para a coisa pública, para o interesse colectivo (a que outros chamam nacional). O cidadão, aliás, não acredita sequer que a dita classe esteja, ela própria, cativada pela coisa pública ou pelo interesse colectivo ( ou nacional). Daí ao divórcio vai um passo.

E o passo foi dado numa campanha sem chama, sem ideias, sem rasgos, sem algo ou alguém em que crer. No entanto, hoje à noite, a classe política que nos desmotiva será perguntada sobre as razões da abstenção. As respostas serão os mortos, o frio, o cartão de eleitor e outras menoridades e malabarismos.

Ora, a abstenção deve-se, precisamente, a esse tipo de respostas.

Saiba como obter o nº de eleitor pela net

Muitos leitores têm ocorrido ao Aventar por terem dificuldades em saber o seu número de eleitor e qual a sua mesa de voto.

Além das dicas que damos aqui

http://www.aventar.eu/2011/01/23/como-obter-o-numero-de-eleitor-e-saber-em-que-freguesia-esta-recenseado/

e aqui

http://www.aventar.eu/2011/01/23/perdeu-o-cartao-de-eleitor-nao-sabe-o-seu-numero-de-recenseamento-vote-na-mesma/

Recebemos ainda outra de um leitor, a quem, naturalmente, agradecemos:

Mariko K. Yoshida diz:

Gente, também estava a desesperar com isso. Mas descobri uma maneira.
Vão através do site móvel, utilizando os telemóveis.

http://movel.portaldocidadao.pt

Funciona em qualquer internet, eu fiz com o meu velhinho sistema wap e demorei 5 segundos a ter o resultado. Digam isto a toda a gente que tiver problemas em descobrir o número de eleitor.

Ah, podem ir através da net normal também. Vai lá dar à mesma. Descobri isso agora.

Pensamentos sobre o acto eleitoral

Hoje fui votar pela primeira vez. Levei um livro como é meu hábito para ler enquanto esperava na fila. A biografia do Felipe II de Espanha I de Portugal pelo Henry Kamen. De repente, ocorre-me que estou a votar para as Presidenciais com um livro na mão sobre o “usurpador da independência”. Que ainda por cima era um rei. Boa.
Segundo momento. Depois de por a cruzinha lembrei-me: será que alguém se engana a por a cruz? E depois, o que faz? “Olhe faxfavor, eu enganei-me votei no Defensor Moura em vez do Manuel Coelho, pode dar me outro boletim faxfavor?”

Como obter o número de eleitor, e saber em que freguesia está recenseado

Nuno Godinho Marques, porta-voz da Comissão Nacional de Eleições, acaba de dizer em directo à TSF que não é possível obter o número de eleitor via net, recomendando uma ida à Junta de Freguesia, o que já por si é tolo, já que muita gente nem sabe em que freguesia está recenseado.

É falso. Talvez porque entre CNE e o Ministério da Justiça, responsável pela página do recenseamento eleitoral as coisas há muitos anos não corram bem, o que escrevi há bocado (para quem perdeu o cartão de eleitor, ou tem um cartão de cidadão onde ainda não se consegue ler o número de recenseamento), baseava-se na minha própria experiência pessoal, esta manhã, e funcionou.

O único problema é que o acesso à página está muito complicado, pelo que recomendo o envio do sms como expliquei e aqui repito:

enviar um sms (gratuito) para 3838, com o texto com «re», espaço, número do Bilhete de Identidade ou Cartão de Cidadão, espaço, data de nascimento (no formato AAAMMDD), por exemplo:
re 1234567 19740425

Quanto ao porta-voz da CNE, vá ver a página da… CNE, e mais não digo. Só espero que nem senha de presença receba por um disparate deste tamanho.

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Previsão de resultado eleitoral

-Sem dinheiro para realizar uma sondagem telefónica, o preço das chamadas está demasiado caro agora com IVA a 23%, nem por isso deixo de avançar com a minha previsão de resultado eleitoral, com rigor mais ou menos científico, antecipando-me aos restantes blogues e generalidade da comunicação social, espero não apanhar com uma multa da CNE ou ter problemas com a ERC. Quem quiser pode comentar, concordando ou discordando, mas importa relembrar que o objectivo é acertar a previsão e não exprimir um desejo ou intenção de voto. [Read more…]

Perdeu o cartão de eleitor? não sabe o seu número de recenseamento? vote na mesma

Quem perdeu o cartão de eleitor, ou tem um cartão de cidadão onde ainda não se consegue ler o número de recenseamento, tem várias opções:

  • ir à página do recenseamento eleitoral, e pesquisar.
  • enviar um sms (gratuito) para 3838, com o texto com «re», espaço, número do Bilhete de Identidade ou Cartão de Cidadão, espaço, data de nascimento (no formato AAAMMDD), por exemplo:
    re 1234567 19740425

A abstenção também é um direito, mas não diga que não votou porque não sabia o número…

Eleição Presidencial 2011: analise e comente com o Aventar

Acompanhe, comente, analise e desabafe connosco na noite eleitoral da eleição presidencial

Presidenciais 2011

Sol de inverno


Andam desesperados, receando a perda da legitimidade que a simples soma de 50% dos eleitores + 1 confere. Pois assim sendo, aqui está uma excepcional oportunidade para fazermos algo de mais interessante. Quem resida na zona de Lisboa, poderá amanhã visitar a magnífica exposição “Primitivos Portugueses”, patente no Museu de Arte Antiga. Darão o vosso tempo por algo muito mais proveitoso e interessante do que qualquer questão bizantina acerca dos anuais 16 milhões de Euros. No fundo, a dita eleição a isso se resume, postas de lado demagogias, “fazeres de conta” e outras habilidades de poder fictício para patego acreditar.

Voto em José Manuel Coelho


Não costumo ter problemas a decidir. PCP ou Bloco – é sempre por aí. Nas últimas Presidenciais, votei Garcia Pereira.
Desta vez, estive tentado a votar em Francisco Lopes. Mas se o PC queria concorrer a sério nestas eleições, devia ter arranjado um candidato forte, por melhor que tenha sido a prestação do seu.
Assim, e porque Fernando Nobre sempre me pareceu uma criação de Mário Soares, decidi optar por alguém de fora do sistema. Mesmo utilizando estratégias discutíveis, é o único que chama os nomes aos bois. E o único que diz todas as verdades.
Palhaço? Não. Esses são os outros.

Dia de Reflexão:

Estou cheio de dúvidas: Avanço para os “Bolinhos de Amor” ou fico-me pelo “Pão de Ló Fatiado” da Casa dos Lenteirões?

Vital Moreira, o miscível e a mixórdia

O neste momento incontornável insucesso da candidatura de Manuel Alegre — em que o voluntarismo do candidato não deu para suprir a inconsistência da mensagem política nem a falta de chama da campanha — mostra entre outras coisas que o PS e o BE não são politicamente miscíveis. O que não é propriamente uma surpresa…

Vital Moreira, no ‘Causa Nossa’

Na oposição a Manuel Alegre, a quem dedica um ódio bem repartido com o amigo Correia de Campos, Vital Moreira exteriorizou o pensamento  acima reproduzido. O sentir reflectido, assim divulgado, teve efeitos imediatos na blogosfera, através de meras citações, sem comentários. Comentários para quê? Assim se pensou no 31 da Armada,  em Os Comediantes, e em outros conteúdos blogosféricos.

Ao invés, em minha opinião,  o ‘post’ do ‘Causa Nossa’ merece ser criticado, mesmo minimamente. Vital Moreira, ex-militante do PC e actual deputado europeu pelo PS, declara enfaticamente que PS e BE não são politicamente miscíveis. Eu acrescentaria, nem política nem socialmente, em respeito por uma maior objectividade de análise. [Read more…]

Em dia de reflexão sobre as presidenciais, reflecti e cheguei a uma conclusão sobre o melhor candidato

 

 

 

 

 

Pronto.

Presidenciais: o direito à abstenção

A campanha  das presidenciais tende a subjugar os portugueses à fatalidade de uma escolha simplificada: ou Cavaco ou o caos. É uma espécie de versão do provérbio “Outono, ou a seca das fontes, ou saltas as pontes”. Portanto, ou viveremos, como já acontece, sob a inclemência de uma seca também alimentada por Cavaco, ou sob o dilúvio de águas da agiotagem de juros de dívidas mais elevados, ‘Aníbal dixit’. Vários anos outonais nos aguardam.

O desfecho eleitoral seja ele qual for, com ou sem Cavaco, não evitará a continuidade da pior das crises económicas e financeiras da História de Portugal, e em particular no período pós 25 de Abril; induzida também, diga-se, pela crítica situação internacional. E, se historiadores e analistas objectivos e independentes investigarem com rigor todo o processo democrático do período pós-revolucionário, convergirão, entre outras, nas seguintes conclusões:  Cavaco, enquanto PM, impôs ao País  um modelo de destruição das capacidades produtivas na agricultura, nas pescas e na indústria; Guterres, mais dócil e popular, prosseguiu com o despesismo das grandes obras públicas. Durão Barroso, ajudado por Portas, comprou os submarinos e, à semelhança do antecessor, evadiu-se para cargo bem remunerado no estrangeiro; depois, a roleta do bloco central ofereceu-nos Sócrates, cuja prestação, tão negativa e contestada, dispensa comentários.  [Read more…]

Faça aqui a sua declaração de voto: diga porque é que devemos votar ou não votar num candidato

Por causa destes leitores a quem agradeço, ocorreu-me abrir um espaço para que o leitor faça a sua declaração de voto.

Tenha uma palavra a dizer, não se iniba. Diga-a e faça um comentário a afirmá-la.

Porque é que devemos votar (ou não votar) num determinado candidato?

ADENDA: Se pretender fazer a sua declaração para as eleições legislativas de 2011 pode fazê-lo numa página actualizada para o efeito clicando aqui.

A quem serve a abstenção?

É fácil prever uma subida da abstenção nas eleições presidenciais. Os motivos são vários e óbvios, começando pelo desencanto com a situação do país e com a classe política, acabando nestes candidatos e nesta paupérrima marcha sem ideias nem propostas de futuro a que erradamente se chama campanha eleitoral.

Os meus colegas do Aventar -blogue pluralista, importa repetir – foram aqui deixando a sua opinião e análise.

Nem sempre é possível prever quem ganha com a abstenção numas dadas eleições. É frequente o candidato ou partido mais bem posicionado temer uma elevada abstenção, receando que o eleitorado se desmobilize ao dar por certa a vitória. Nesse cenário os adversários dão, sem o dizerem expressamente, a abstenção por bem vinda.

Mas também acontece o contrário: o candidato ou partido menos bem colocado recear que a interiorização da derrota leve à desistência do ato de votar, confirmando não só os temores como, também, erodindo a base de apoio e os equilíbrios representativos que em função dela se estabelecem, até nas presidenciais (Alegre deve o apoio do PS ao resultado que obteve nas eleições anteriores, por exemplo).

Nestas eleições, para ser claro, penso que a abstenção [Read more…]

No Domingo, fico em casa

-Não me entusiasma minimamente ver Cavaco Silva na Presidência da República durante os próximos 5 anos, pior mesmo, só se o lugar fosse ocupado pela absoluta inutilidade que dá pelo nome de Manuel Alegre. Fernando Nobre desperdiçou a meu ver uma excelente oportunidade de dar uma merecida lição à classe política, mas faltou-lhe capacidade de discurso, propostas concretas centradas na acção, dentro das competências do P.R., mas a falta de experiência levaram-no a ceder à tentação de algum populismo e demagogia, fazendo promessas que não está de todo habilitado a cumprir enquanto Chefe de Estado. A forma como decorreu a campanha eleitoral, sem interesse, a par das tendências apresentadas nas últimas sondagens, levam a que não me sinta motivado a percorrer a pé no próximo Domingo, os 800 metros que distam da minha casa ao local de voto, sinceramente nenhum dos candidatos justifica que coloque a chave na ignição do automóvel, pois tal acto seria capaz de me custar uns 50 cêntimos e penso que nenhum deles merece tal esforço…

Ainda a casa de Cavaco: honestidade?

A casa de férias de Cavaco Silva continua a dar que falar. Cada investigação jornalística, cada minhoca. Segundo o Público:

Cavaco Silva fez obras durante um ano na sua actual residência de Verão com a licença caducada e em desrespeito do processo inicialmente aprovado.

Isto depois de se ter sabido que a tal permuta de terrenos foi feita deforma a não pagar impostos, e trocando terrenos quando a casa já estava em construção.

O conhecimento destes factos deve assegurar a vitória de Cavaco Silva à primeira volta: os portugueses querem que os deixem construir à vontade, impostos é fugir de os pagar,  e só não ganha uns cobres num cambalacho com um amigo que nos deve favores ou seja quem é parvo.

É complicado demitir este povo e eleger outro, mas às vezes apetece.

(corrigido)

Presidenciais: Cavaco ainda não nasceu

Já há muito tempo que sei em quem não vou votar, a partir do momento em que Cavaco Silva concorra a umas eleições. É certo que o facto de ser um homem de direita já é suficiente para que me recuse a votar nele, mas há homens em quem nunca votei ou votarei e que, de alguma maneira, me merecem consideração. Lembro-me da inteligência de Lucas Pires, respeito a erudição de Vasco Graça Moura, aprendi muito com O Independente de Paulo Portas, aprecio a combatividade de Nuno Melo. Cavaco nunca me despertou nada de positivo. Para além dos vários defeitos que partilha com os restantes membros da classe política, é um poço de vacuidades e truísmos. Só uma partidarite extrema ou a defesa de interesses pessoais poderá ter levado homens inteligentes e cultos, como Pacheco Pereira, a defendê-lo. [Read more…]

Presidenciais: a opinião de uma profissional do sexo

Exclusivo Aventar: declarações explosivas da prostituta que prestou serviços aos seis candidatos presidenciais

Em mais um rigoroso exclusivo, e após uma investigação cuidada, o Aventar descobriu Maria (nome fictício), a prostituta cujos serviços, por coincidência, foram solicitados pelos seis candidatos presidenciais, durante a presente campanha. Porque a perspectiva desta profissional do sexo pode permitir aos nossos leitores uma visão diferente dos seis homens que poderão vir a ocupar a cadeira presidencial, aqui deixamos as declarações de uma mulher que partilhou a intimidade de todos eles, ainda que por breves momentos.

No geral

“Olha, amor, os políticos são na cama como na rua: falam muito e não fazem nada. Tirando o Manuel João Vieira, que é um homem como deve ser, que sabe portar-se como um porco, nunca mais aceito clientes vindos da política, até porque isto pode vir a saber-se e fico malvista e eu posso ter muitos defeitos, mas sou muito limpinha, ficas a saber.” [Read more…]

Vamos lá suspender a democracia

image Cavaco insiste na estratégia do medo por haver uma segunda volta.

Esta quinta-feira, num almoço com apoiantes em Felgueiras (Porto), Cavaco alertou para as consequências de uma segunda volta, que seria “desviar as atenções do essencial”. E “o “essencial” é que iria causar “uma contracção do crédito e uma subida das taxas de juros. Com as consequências para as “famílias, empresas e famílias”. [Público]

O homem dos formalismos, tão cioso das suas competências formais que lhe permitiu repetidas vezes justificar silêncios injustificáveis, vem agora com mais uma laracha na linha da suspensão da democracia. Estarei enganado ou houve umas décadas em que isso já foi feito e com os resultados conhecidos?

Presidenciais: desta vez, contra eles próprios


Pelo que parece, Daniel Oliveira, o timoneiro do Arrastão, anda a ler a “imprensa blogosférica” monárquica. No Expresso desfia o despesismo republicano e ainda indica que o actual presidente aumentou em 31 milhões, os gastos de Belém em 31%. São males que de longe vêm, Daniel e é lamentável que só se dê por isso em certos momentos. Pior ainda, paga-se para sustentar uma instituição que todos sabemos ser uma agência de influências para cargos rendosos.

Por regra geralmente aceite, quando falam dos candidatos oficialistas dos partidos, declaram-nos como saídos da vontade das oligarquias financeiras e caciquistas. Quando falam dos candidatos/presidentes a eleger a Belém, colocam-lhes o rótulo de “parciais, facciosos e servidores de Partido”. Quando é eleito um cacique-chefe que não corresponde ao grupo de interesse, desde logo o acusam de “incompetência, desleixo e contemporização oportunista com erros governativos”. Quando entram em campanha, os argumentos baseiam-se no insulto pessoal, no boato acerca de “garantias de carácter” – aqui sim, no luso sentido do termo -, nas contas bancárias, títulos de propriedade, amigos semi-presidiários a prazo, etc. Assim sucessivamente, o tom vai subindo entre todas as candidaturas e o povo vai tendo a exacta percepção de quem ignominiosamente tem ocupado o trono deixado vazio por D. Manuel II.

Não precisamos de pesquisar muito, para concluirmos que seguem rigorosamente a cartilha que o defunto PRP. Desta vez, contra eles próprios.