Até um dia…

RaulSolnado

Raúl Solnado deixou, ao final de hoje, o mundo dos vivos.

Em minha opinião era um dos maiores humoristas que Portugal teve em toda a sua história.

Lembrar Raul Solnado é igualmente trazer à memória programas como o “Zip Zip” ou “A Visita da Cornélia” ou a participação em filmes sérios como “A Balada da Praia dos Cães”.

Mas quem é que nunca ouviu o disco em que ele retrata a sua ida à Guerra de 1914/18.

Até sempre Raúl!

Raul Solnado perdeu a última guerra

raulsoln

Era uma vez um país tão triste que ficávamos a olhar para um gira-discos de onde saía a voz do homem que nos contava a estória da sua vida e da sua mãe que tinha ido a Évora, as suas andanças por uma guerra onde se trocava armamento com o inimigo, era uma vez um país onde Raul Solnado foi um extraordinário actor de tudo, e sobretudo um humorista como só voltámos a ter outro chamado Herman José.

Hoje o nosso país tem razões para voltar a estar triste: morreu o Raul, e com ele a memória do tempo em que o humor se fabricava na rádio e no teatro de revista, furando entre os dedos da censura, um humor de areia para quebrar engrenagens.

Obrigado pelo que nos deste. Quem não conhece a obra que fica, pode ouvir aqui um bocadinho:

http://endrominus.wordpress.com/files/2009/08/endrominus063.mp3

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Falando de democracia: Da luta das sufragistas aos nossos dias


«Bem-vinda Christabel Pankhurst», dizem os cartazes que estas senhoras exibem num dia do frio Inverno londrino, no já distante ano de 1909, há cem anos, imaginem. Christabel é uma das senhoras da frente, a que tem um chapéu envolvido por uma écharpe branca. O que queriam estas mulheres, visivelmente das classes mais favorecidas, o que reivindicavam elas? Uma coisa tão simples como direito de voto.
A desigualdade entre homens e mulheres, sobrevivera à democracia grega (onde elas não tinham quaisquer direitos), não melhorara durante a Idade Média. Não se diluíra com o humanismo renascentista e o século das luzes apenas lhes deu algum protagonismo no palco da cultura. Na Revolução Francesa as «cidadãs» lutaram ao lado dos homens (e foram guilhotinadas em perfeita igualdade de circunstâncias), mas logo o Império as remeteu de novo para a cozinha ou, no caso das burguesas e aristocratas, para os salões, bordando, tocando piano, recitando poesia e cantando nos serões. Veio a Revolução Industrial e lá foram elas malhar com os ossos nas fábricas com salários ainda mais miseráveis do que o dos seus companheiros. A Revolução de Outubro, no plano prático, também não aplainou grandemente as desigualdades. Mas, já vou em 1917. Voltemos atrás, a 1905, quando Christabel e sua mãe Emmeline Pankhurst (1858-1928) interromperam um comício do partido Liberal, fazendo perguntas incómodas sobre os direitos das mulheres. Christabel(1880-1958) nasceu em Manchester, filha de Richard Pankhurst, um advogado, e da sufragista Emmeline.
As sufragistas eram frequentemente presas, acusadas de desacatos e de outros crimes – alcoolismo e prostituição, entre eles, calúnias com que as tentavam desacreditar. Em todo o caso, havia quem acreditasse e, não raro, quando desfilavam empunhando orgulhosamente os seus estandartes e dísticos, nos passeios, mulheres do povo, pelas quais elas principalmente lutavam, lhes gritavam o equivalente a: «Vão coser meias!». Não faltava quem fosse mais longe e lhes chamasse «putas» e «bêbedas». Nas prisões onde as condições de higiene eram mais do que precárias, faziam greve da fome. Eram hospitalizadas, alimentadas à força e voltavam para a prisão. Mãe e filha, dedicaram as suas vidas à causa do sufragismo. Emmeline, no ano em que morreu (1928) teve a alegria de ver consagrado na lei britânica o direito de as mulheres votarem em pé de igualdade com os homens.
E em Portugal?
Em Portugal, destaca-se um nome: Ana de Castro Osório (1872-1935) que terá ficado conhecida sobretudo por ser uma pioneira da literatura infanto-juvenil. Casada com um tribuno republicano, Paulino de Oliveira, publicou em 1905 «Ás Mulheres Portuguesas», obra considerada como um manifesto do movimento feminista. Fundou a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, criada oficialmente em 1909, no mesmo ano em que Christabel surge na foto acima. A propósito, um ilustre republicano, um democrata, terá comentado – «Causa patrocinada por senhoras, é causa vencida!». Proclamada a República, Ana prosseguiu a sua luta, pois o novo regime foi tímido no reconhecimento da igualdade de géneros. Foi consultora de Afonso Costa, ministro da Justiça do Governo Provisório, aconselhando-o na elaboração da Lei do Divórcio, promulgada em 3 de Novembro de 1910, menos de um mês depois da Revolução. Esta lei, pela primeira vez no nosso País, concedia à mulher os direitos dados ao homem, no que se referia aos motivos do divórcio e à tutela dos filhos. E novas leis foram sendo aprovadas, baseando o casamento no princípio da igualdade, deixando a mulher de dever obediência ao marido e passando o crime de adultério a ser julgado de igual maneira, fosse cometido pela mulher ou pelo marido. Tudo isto hoje nos faz sorrir, pois parecem-nos questões ultrapassadas. Mas há cem anos estas medidas foram recebidas com sorrisos de outro género, com aqueles com que se acolhem as utopias. O machismo lusitano, mesmo entre os mais ferozes adeptos da República, recusava-se a aceitar esta igualdade legal que lhes parecia contra natura – ora uma mulher pode lá ter os mesmos direitos que um homem! E rematavam com um aforismo do género: «Onde há galos, não cantam galinhas!». Isto entre copadas de champanhe ou de tinto, e fumaças de Romeo y Julieta ou de tabaco de onça.
Indiferentes ao cepticismo, as heroínas prosseguiam a sua luta. Em 1911, as mulheres ganham o direito de trabalhar na Função Pública. Antecipando-se à lei, a médica Carolina Beatriz Ângelo, viúva e com filhos a seu cargo, vota para a Assembleia Constituinte. A Lei dizia que os chefes de família votavam e para o legislador era tão óbvio que o chefe de família teria de ser um homem que Carolina pôde votar, deixando o presidente da mesa de voto a coçar a cabeça, perplexo. Posteriormente, a lei foi «aperfeiçoada» – só podiam votar os chefes de família «do sexo masculino». Mas as coisas não paravam – nesse mesmo ano Carolina Michaëlis de Vasconcelos, mulher do grande filólogo Leite de Vasconcelos, é a primeira mulher a ser nomeada para uma cátedra universitária, neste caso a de Filologia na Universidade de Lisboa. Ainda em 1911 se assinala a criação da Associação de Propaganda Feminista. Para rapazes e raparigas, é estabelecida a escolaridade obrigatória entre os sete e os onze anos. E a caminhada prosseguiu. Em 1918, é autorizado o exercício da advocacia às mulheres, em 1926, são autorizadas a leccionar em liceus masculinos, em 1931 é concedido o direito de voto às mulheres diplomadas com cursos secundários ou superiores (aos homens basta fazer prova de que sabem ler e escrever). Em 1933 a Nova Constituição Política do Estado Novo, no seu artigo 5º, estabelece a igualdade dos cidadãos perante a lei, embora «salvas, quanto à mulher, as diferenças resultantes da sua natureza e do bem da família». Todo o edifício jurídico da igualdade laboriosamente construído, se desmoronava com esta frase singela que deixava as portas escancaradas à continuação da desigualdade. Num País moldado à medida das fantasias de um ditador tacanho, o lugar da mulher era em casa, junto dos filhos. Disse-o por diversas vezes. E sempre houve mulheres que concordaram com esta visão do seu papel na sociedade. Quando, em 1935, Ana de Castro Osório morre, outra grande defensora dos direitos femininos se destaca – Maria Lamas (1893-1983). Em 1948 publica o seu exaltante livro «As Mulheres do Meu País».
Só a Revolução de 25 de Abril começaria paulatinamente a acabar, a nível legal, com as todas as diferenças. Uma luta que em Portugal ainda não acabou. A guerra silenciosa da violência doméstica, por exemplo, não cessa de fazer vítimas. Não que a lei a consinta, mas talvez tenha que se criar uma moldura penal muito mais dura para quem a comete. E aqui deve fazer-se uma ressalva. Não incidir, claro, no erro do legislador de 1911 que partia do princípio que «chefe de família» só podia ser um homem. Parece que nem sempre são as mulheres espancadas. Embora numa percentagem pequena, há homens vítimas de violência doméstica. Serão uma minoria, mas existem. Há que protegê-los. Por outro lado, em algumas cabeças femininas, entontecidas com a recente libertação, ébrias de tanta liberdade, começa a despertar a ideia de que as «mulheres são superiores». Não passemos do oito para o oitenta. Não troquemos uma tirania por outra. Não cheguemos ao ponto de ter de formar uma Liga dos Homens Portugueses – que teria como divisa – Homens oprimidos, uni-vos!
Somos diferente biologicamente, mas iguais perante a lei. Era aqui que pretendíamos chegar. É preciso agora que as leis que consagram essa igualdade sejam escrupulosamente aplicadas. Porque Lei e realidade, têm andado desencontradas. Bem-vindas, companheiras.

A Volta – Idanha-a-Nova – Guarda

Aquela subida para a Guarda nunca mais acaba mesmo de carro, de bicicleta até faz doer. Mas obrigaram os ciclistas a subirem-na duas vezes.

Todos conhecem a Guarda, lá no alto, a sua Sé maravilhosa e as suas casa de granito. Dizem que é farta, formosa (ou feia)e fria. E no inverno é mesmo muito fria.

Tudo começou em Idanha-a-Nova porque há a Idanha-a-Velha uma terra cheia de achados arqueológicos. A visitar, tem restos de monumentos que têm sido descobertos muito interessantes.

No meu tempo para se ir à Idanha era uma aventura, maus caminhos e muito calor tornavam a viagem um tormento. Agora temos belas estradas, faz-se num salto. No outro dia, em viagem para Termas de Monfortinho fui lá multado por mau estacionamento, eu que nunca saí de dentro do carro. O desenvolvimento tambem trás destes figurões.

A corrida foi movimentada, com um grupo de ciclistas fugidos e apanhados já a subir a serra, mesmo em cima da meta. Ganhou o Cândido que recuperou a amarela, já que o Manuel Cardoso, o anterior amarela, caiu a subir.

Ninguem cai a subir, cheira-me que o rapaz, sendo sprinter, não se deu bem com a estrada a empinar!

Jornal da TVI é o mais favorável ao Governo PS

Pelos vistos, o Jornal Nacional da TVI é aquele que, entre os espaços de informação dos canais generalistas que vão para o ar às 20h, apresenta uma maior incidência de notícias favoráveis para o Governo, sendo também a informação com um maior peso de notícias desfavoráveis sobre o PSD. As conclusões são do relatório de regulação de 2008 da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC). É o que diz o ionline.

Quem diria?

Com certeza que nos números em causa já foi retirado o jornal das sextas de Manuela Moura Guedes, porque nesse até a melhor proposta do Governo Sócrates passa a ser encarada como a pior malfeitoria.

Pedro Abrunhosa, hoje, em Cerveira


É um momento ímpar. Podermos sonhar, fechar os olhos e levitar com as músicas do Pedro Abrunhosa. E tudo isto no cenário único de Vila Nova de Cerveira. É o «Cerveira ao Piano» em toda a sua pujança.
Estamos em ano de Bienal. Aventa-te e dá um salto à vila das Artes!

Um mau exemplo

narciso

Esta foto foi tirada na Avenida Meneres, em Matosinhos.

Gostava de chamar a atenção para quem de direito, nomeadamente a Câmara de Matosinhos, para o facto do lugar de estacionamento para deficiente estar ocupado para um vaso cuja estética é, no minimo, duvidosa.

Já tinha visto, e infelizmente sido vítima, de pessoas que tem por hábito estacionar a viatura em parques de estacionamento para deficiente sem o ser ou, pelo menos, sem ter a respectiva identificação passada pela antiga Direcção Geral de Viação (actualmente designado por IMTT- Instituto de Mobilidade e dos Transportes Terrestres).

O que fazem as autoridades? Nada…. Aliás não é a primeira vez

BPP ao retardador mas rebenta…

..olá se rebenta. O estado seja qual for o caminho que escolha vai lá deixar uns milhões de prejuízo. Contra todas as opiniões meteu uns 450 milhões de euros em cash e em garantias aos outros bancos que se chegaram à frente. Vai ficar sem estes milhões e mais os milhões das “operações de retorno absoluto” que os reguladores, ceguinhos, não viram nem mesmo quando foram, repetidamente, publicitados nos jornais.

Entretanto, os salvadores destacados da CGD, já pediram a demissão uma série de vezes e parece que é desta. O governo não ata nem desata, porque como se percebe há muito dinheiro a perder e não convém que seja antes das eleições. Os contribuintes vão ficar chateados com o “nosso” a arder e os depositantes vão fazer um escarcéu de primeira, tudo transmitido em “prime time”.

Ora isto, não é bom para a saúde deste governo que há nove meses interveio no BPP e ao fim de todo este tempo ainda não sabe o que fazer. E não sabe porque há muitos milhões de prejuízo que alguém vai ter que pagar . Como não há dinheiro, os magos da CGD não fizeram nada, acostumados como estão a “nadar” em dinheiro e a não ter chatices.

E, aqui estamos nós, perante uma evidência que o governo, bem à sua maneira, tenta esconder só não sabe como, pois se soubesse em todo estes meses já teria tomado uma decisão.

Vai rebentar com estrondo !

ESTOU PREOCUPADO

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ASSIM NUNCA MAIS CHEGA A RETOMA
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A GALP, nossa, minha e de cada um de vós, não conseguiu ganhar mais que 101 milhões de euros no primeiro semestre deste ano. No fundo é uma vergonha e uma desgraça.
Em relação ao ano passado, ganhou metade. Metade, vejam bem!
É só prejuízo.

Com que energia pode uma pessoa andar com resultados destes?
E querem estes senhores, da GALP e do governo, convencer-nos que a retoma vem aí?
Quem acredita numa coisa dessas, com os resultados vergonhosos, agora apresentados?
Depois, os responsáveis, atiram as culpas dos resultados apresentados, para o preço do petróleo que tem vindo a cair (embora se tenha valorizado mais de 60% desde Janeiro e mais de 100% desde Dezembro), para as margens da refinação e para a baixa do preço do gás natural.
Desculpas, é o que é! No fim de tudo, mais me parece que estes miseráveis resultados são só fruto de uma gestão de muito má qualidade, quando não, diria, danosa (diria, mas não digo, que ainda me fazem uma coisinha má).
Não se admite! Não podemos admitir. Os bancos, coitados, que até nem vendem gasolina nem gasóleo, tiveram mais de um milhão e duzentos mil euros de lucro por dia, cada um deles. Esses sim, sabem-na toda. Agora estes! Ppft…!
A GALP, que sempre teve uma imagem maravilhosa, a continuar com estes resultados, onde irá parar?

Com que imagem podemos nós ficar da nossa GALP, e lá fora, no estranjeiro, com que imagem ficarão de nós? Assim, pelo que se mostra, não passamos de uns pelintras.
Estou cansado, estou farto disto. Vou mas é mudar de marca de gasolina e comprar artigos de marca branca, mas se possível de uma branca BOA!

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A união e o programa que ninguém lê

Luís Filipe Menezes referiu, numa entrevista à SIC, que é tempo de acabar com as guerras internas. Que é tempo do PSD se unir.

O estranho é que não são conhecidas grandes divergências dentro do partido acerca do projecto para elaboração do programa eleitoral. Só se conhecem divergência a propósito de lugares.

Das duas, uma: ou todos estão de acordo com o projecto de programa eleitotal ou, mesmo dentro do PSD, ninguém o leu. Se calhar, Ferreira Leite tem razão, ninguém lê os programas eleitorais.

A Ética do medíocre chumba a Ética do excepcional

Dente por dente, olho por olho! Esta é a maneira de fazer política do nosso medíocre Primeiro Ministro!

O Presidente ganhou no Constituicional a questão do Estatuto dos Açores ? Quem se mete com o PS leva! O professor e neurocirurgião de reputação mundial João Lobo Antunes é riscado da Comissão de Ética para a Vida pelo medíocre que tira licenciaturas ao domingo.

Razões? Até ver nenhumas. E não se vê quais possam ser para além de que não faz parte das pétalas da rosa. O Prof.  não precisa do governo para nada, nem deste nem de nenhum. Mas tem tomado posições que não alinham com o socratismo medíocre e isso é mais que suficiente para ser riscado.

É esta a visão de Estado deste medíocre que circunstâncias infelizes colocaram na governação. Um homem incapaz de conter as emoções, incapaz de olhar para os assuntos de Estado como um Estadista e segundo critérios elevados de interesse do país!

Até aqui tudo o que era posição e lugares políticos eram distribuídos pelos capangas, agora, ferido de morte política, entra na fase do desespero e toma decisões por puro antagonismo político.

Esperemos que para seu bem e para nosso sossego, em Setembro, se remeta para onde nunca deveria ter saído. Para a última fila da bancada do PS!

A ERC regula, dirige, controla, castiga …

Estas entidades de regulação são do mais sócrático, do que melhor indicam o pensamento do Primeiro Ministro. Este homem se não vivesse em Democracia teria tentações absurdas.

Regular é obrigar que a lei seja aplicada. A Lei emanada da Assembleia da República ou da Constituição, mas o que nós verificamos é que estas entidades regulam segundo as suas próprias regras, no melhor cenário, ou segundo as regras do governo , no pior cenário.

A ERC é uma aberração. Ainda há bem pouco tempo foram chamados há Assembleia da República alguns responsáveis pela RTP, que ali disseram que a comunicação social tem que se regular pela notícia, pelo interesse público, não é possível fazer notícias na proporção , ou a metro.

Mas a ERC vem agora com uma série de instruções para serem aplicadas no período eleitoral. Levantam tantas dúvidas e são tão pouco apropriadas que se está mesmo a ver que serão aceites por quem estiver em posição de esperar prebendas do governo, e quem estiver protegido e não as aplicar, vai ser chamado à pedra para as calendas, muito depois de as eleições terem lugar. E só ganha quem não aceitar a regulamentação da ERC.

Eu gostaria de ver a ERC obrigar que a comunicação social desse tanta importância aos pequenos e novos partidos como dá aos presentes , mas nunca limitar estes. Intervencionismo não é coisa que se aceite sem resmungos, não dá bons resultados, é preferível serem muito capazes a detectar patranhas e ter capacidade de punir do que vir mandar “postas de pescada”.

Até porque a sua reputação está pelas ruas da amargura no que é muito bem acompanhada pela Entidade Reguladora dos Mercados do amigo Sebastião do ex-Pinho , que não consegue ver mal nenhum na actuação das petrolíferas quando entidades independentes como a Partex, pela voz do seu Presidente, vem dizer que a política de preços é uma batota pegada.

Quem nos regulamenta os reguladores?

o melhor coito possível

Com o piedoso título "Pela sua saúde, tenha o melhor coito vaginal possível", o ionline publica um artigo acerca de um "estudo científico"que garante que a "falta de penetração vaginal pode explicar pior saúde mental nos homossexuais". Ora, eu não sabia que os homossexuais têm pior saúde mental e muito menos podia imaginar que o sexo vaginal, já por si fonte de tantas alegrias, também agiria como um garante de saúde mental, essa de que estamos tão necessitados nos tempos que correm. Parece que o estudo também vê com desconfiança o uso do preservativo e a masturbação, porque limitam a satisfação e impossibilitam a troca de secreções que contêm "agentes antidepressivos". Fica-me a suspeita de que o estudo foi encomendado pela Santa Sé.

Toda a gente diz mal das Listas, menos quem lá está…

… e então? Surpresa ? Aonde é que é diferente? Ou a Manuela F Leite devia meter lá uns gajos que fizeram tudo para que o PSD perdesse as Europeias?

O Menezes chamou as televisões para dar uma facada em directo ao Rangel, o Passos Coelho, esse então ainda foi pior, à espera que o PSD perdesse foi para lá dizer que o partido era obrigado a ganhar. Surpresa ?

Claro, que se percebe mal que pessoas debaixo de suspeita estejam nas listas e em lugar elegível vão ser deputados. Voltaram pessoas do antes ? Em si mesmo não vejo mal nenhum nisso, só mostra que não há gente capaz que é uma coisa que todos andamos aqui a dizer. Surpresa?

A Zèzinha que é como aqueles bonecos “de sempre em pé” está lá para dar a ideia que há uma coligação com o CDS, bem, é parecido com a CDU que junta “os verdes” embora sejam todos comunistas. E há quanto tempo é que a CDU elege deputados desta forma? Surpresa?

Surpresa é uma líder não se colocar de cócoras perante os “baronetes” que todos andamos aqui a abominar e que quando faltam , afinal, fazem uma falta do caraças!

A geração que está agora na governação é do pior que há. Tivemos o Barroso que fugiu, o Santana que atirou o menino à rua com a água do banho, o Guterres que se amedrontou, o Sócrates que colocou o país neste beco, e com eles os respectivos vassalos e damas de companhia. Esta gente é a gente das JOTAS, dos aparelhos, ZERO não vale nada!

São capazes de me dizer que do ponto de vista de quem quer fazer alguma coisa por este país a Manuela F. Leite tem outra saída? É com gente que nunca fez nada na vida que conseguimos melhorar o país?

Não basta o exemplo do Sr. José Sócrates?

Cartazes das Autárquicas (Maia)

(iniciativa explicada aqui)

Mário Gouveia, PS, Maia (enviado pelo nosso leitor Cláudio Carvalho).

Ai… Ai

narciso

Isto de colocar um vaso de consideráveis dimensões num parque de estacionamento para deficientes é que não pode ser.

Tudo acontece em pleno centro de Matosinhos. Em concrecto na Avenida Menéres, não muito longe dos Paços do Concelho.

Já ouvi falar, e infelizmente senti na pele, a falta de respeito que alguns cidadãos tem para com os cidadãos deficientes, mas a situação é bem mais grave quando esse “crime” é feito por uma Câmara, como a de Matosinhos.

É preciso mudar rapidamente esta situação.

Poderão mudar o vaso de sítio ou, então, passar o sinal de parque de estacionamento de deficiente para depois da linha contínua.

Fica a sugestão.

UGT – Os programas eleitorais. Como? Repitam, please…

Estamos a um mês e pouco das eleições. O PS e o Bloco publicitaram os respectivos programas. Sobre os outros ainda nada sabemos.
O avançar Portugal do PS tem 120 páginas e tudo se resumiu aos trocos para os putos que vierem a nascer.
O do BE – A política Socialista para Portugal – tem menos 10 e nada se ouviu de substantivo, o que de algum modo vem confirmar a forma como a comunicação social tem vindo a silenciar o Bloco.
Dos outros, nada: o PSD tem as linhas gerais, o PCP vai nascer no dia 11 e o CDS ainda nos está a pedir a palavra.
Mas, o que tem feito a abertura dos telejornais, além das pernas do Ronaldo ou da boca da Manuela Moura Guedes, tem sido a opção que cada partido tem feito no que aos candidatos diz respeito. Ideias, zero. Tachos, muitos!
No caso do PS duas ou três notas interessantes – por um lado o folhetim do Alegre, tipo agarrem-me, que eu vou-me a eles, para um tão amigos que nós somos até ao fui enganado, eu e os meus amigos, estamos fora. Depois a história da Joana. Esta foi uma história de Dias – num não, não sei quem é, nunca ouvi falar dela. Sim, mas, não foi bem um convite. Não, não foi um convite – foi um talvez.
Estranho que o PS se tenha interessado pela Joana – não percebo o que poderia trazer de novo à bancada do PS – eles já lá têm loiras, ou não?
Agora no PSD também se deu grande destaque à ausência do Passos Coelho – parece que alguém lhe trocou as voltas. Pergunto: o que ficaria tal personagem a fazer no parlamento? Isso, o que sempre tem feito: nada! Obviamente, a questão é saber se o PSD de Ferreira Leite deve ou não ter lugar para o Pedro Coelho? Eu, por acaso, acho que ele não cabe num Partido Social Democrata. Mas, devo ser eu que estou a ver mal…

E chegamos ao que se resume o nosso país partidário: os tachos para o grupo unitário PS/PSD, algo do tipo UGT – União Geral dos tachos.

Cartazes (vandalizados) das Autárquicas

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Elisa Ferreira, PS, Porto (Rotunda da Av. 25 de Abril – cartaz entretanto substituído)

Salvem os ricos, soltem os milionários – todo um programa


Este vídeo dos «Contemporâneos» já tem alguns meses, mas não deixa de ser uma delícia. Para todos aqueles que votam PS ou PSD, esta letra é todo um programa.

Publicado também aqui.

Do Contra, um novo blogue que apela ao Não-Voto no PSD ou no PS

Visto que nas últimas semanas os aparelhos partidários decidiram investir na criação de blogues, que apelam ao voto nos respectivos Partidos, decidi criar um novo espaço de discussão, jogando com as mesmas regras desses blogues mas utilizando-as em sentido inverso.
Este novo blogue chama-se Do Contra e apela, conscientemente, ao Não-Voto no PSD ou no PS. Como escrevo no «post» inicial, o Do Contra pede que os portugueses não votem em dois determinados Partidos. Os mesmos que têm (des)governado Portugal nas últimas três décadas. PSD e PS tiveram todas as oportunidades e falharam completamente. De cada vez que recuperaram o poder, falharam ainda mais. Portugal está, cada vez mais, na cauda da Europa. Esses dois Partidos não merecem continuar a governar. Não merecem mais um voto de confiança dos portugueses.
Como escrevo também nesse «post», começo sozinho, mas espero a contribuição de todos os que pensam como eu. Não por ser simplesmente do contra, mas sobretudo por ser a favor do nosso país.

Um post típico da silly season

10olharobama

Há alguns dias, a imagem que aqui colocamos tornou-se numa das mais vistas do mundo. Circulou por tudo o quanto é jornal, revista e blogues. Foi alvo de milhares de notícias e posts, de comentários e demais considerações.

O click foi feito por Jason Reed, da Reuters, na cimeira do G8, em Itália. O fotografo nem percebeu que tinha acabado de disparar uma das imagens do ano. Foi o editor que, mais tarde, chamou a atenção para o potencial da imagem, como contou Reed ao jornal brasileiro Zero Hora. Um potencial que se confirmou.

Supostamente, Obama está a apreciar o traseiro da jovem brasileira, de 17 anos, Mayara Tavares, uma das representantes do Brasil na J8 (Cúpula Júnior 8), que reuniu 56 adolescentes, com o objetivo de dar visibilidade a sua opinião sobre as questões discutidas pelos chefes de Estado.

Supostamente. Depois da publicação o passatempo passou por estudar ângulos, trajectórias de olhares e afins. A ABC ficou contente por desvendar o mistério e concluiu que Obama não estava a olhar para o rabo da jovem senhora mas sim a preparar o terreno para outra senhora descer o degrau.

Por mim, o principal aspecto a sublinhar nesta imagem não é o destino do olhar de Obama. O que me prende a atenção nem é sequer o traseiro da jovem brasileira mas sim o franzir de sobrolho maroto de Sarkozy.

O Aventar na Volta – Caldas – Castelo Branco

Duas cidades importantes na minha vida. Fui viver com o meu pai e com o meu irmão para Caldas da Rainha com 5 anos, andei na pré-escola junto do mercado do peixe, o que era uma porra porque me obrigava a subir uma rua bem empinada.

É uma cidade linda, com o Hospital termal e com aquela frondosa mata e belo jardim, onde se pode visitar o Museu de Bordal Pinheiro. As sua redondezas são do mais bonito que há em Portugal, desde Óbidos, uma cidade parada no tempo em termos urbanos, única no mundo, líndissima. Para o outro lado temos São Martinho do Porto, óptima praia, mais além Alcobaça com o seu maravilhoso Mosteiro e depois toda a história ligada aos Benedetinos, com quintas, moinhos, poços e ribeiras com a sua sabedoria que ainda hoje nos encanta.

Para Castelo Branco e a descida e as curvas de Vila Velha de Rodão, com os ciclistas a rodarem a 90 Kma/hora e que terminam na entrada do tabuleiro da Ponte, com a vista maravilhosa sobre as Portas do Sol, onde o rio acorda do seu preguiçar. Depois é pelo meio de terrenos que não respondem ao desejo do Homem de lhes plantar eucaliptos , que se corre para a cidade, hoje servida de uma bela autoestrada.

As recordações começam logo quando o pelotão, qual comboio, apanha os 5 ciclistas fugidos já sobre o Montalvão, terreno sagrado onde este vosso amigo foi rei de futebol descalço. A entrada da cidade faz-se por uma avenida bonita e larga que não havia no meu tempo, ali só havia a casa da Manela que eu adorava mas que o irmão, o Jorge, dito meu amigo não me deixava namorar. Ainda hoje não lhe perdoei. Era linda de morrer.

Não faço ideia de quem ganhou, já estou com os azeites…

Poemas com História: Vinte anos, meu amor

Antes do poema, a História. Este vídeo, comentado em português do Brasil, com uma outra afirmação menos correcta (do meu ponto de vista), explica a quem não se lembrar e a quem não souber, o que se passou naqueles dias de Agosto de 1945:

O poema que hoje vos trago foi escrito em 1965, quando se completaram 20 anos sobre o bombardeamento nuclear das cidades japonesas de Hiroxima e Nagasáqui. Foi publicado na antologia Hiroxima, uma antologia de poetas portugueses que organizei, de colaboração com Manuel Simões, e que foi publicada em 1967 e também na colectânea A Voz e o Sangue (1968).. O título é uma clara alusão ao script de Marguerite Duras, Hiroshima mon amour, para o filme de Alain Resnais. Foi reproduzido em numerosas antologias, algumas estrangeiras, e traduzido em diversos idiomas, nomeadamente em castelhano, em francês, em inglês e em catalão. Vamos ao poema:
Vinte anos, meu amor
O relâmpago da bomba que assassinou Hiroxima,
esculpiu sombras sobre a pedra e o cimento
e diz-se que uma delas foi a de um pintor
cuja silhueta ficou para sempre tatuada
no mármore da frontaria de um banco comercial.
O operário, no pedestal do seu escadote,
mergulhava o pincel na lata de tinta
quando o grande clarão se abateu sobre a cidade.
Isto é,
às oito horas e quinze minutos do dia seis de Agosto
de mil novecentos e quarenta e cinco
(enquanto outros homens lançavam bombas),
um homem que trabalhava deixava o seu protesto
esculpido a luz na fachada de um banco.
A sua sombra é talvez o mais evidente e doloroso
monumento à glória dos trabalhadores de todo o mundo.
Mas isto foi há vinte anos,
quando Hiroxima e Nagasáqui foram duas flores de fogo
em cujas corolas explodia a carne e o vidro,
o sangue e o betão – foi há vinte anos,
quando os SS fugiam de Weimar e de Auschwitz,
deixando barracões atulhados de esqueletos vivos
e pátios com montões de cadáveres – carne podre
e ossos amarelecidos que não houve tempo de cremar,
foi há vinte anos e dos barracões saíram filas
de esqueletos vivos que partiram para as suas pátrias
desembarcando nas gares cinzentas da Europa Central,
com a palavra esperança bordada nos seus brancos lábios.
Tudo isto há vinte anos e desde aí os homens,
com os lábios em que tinham hasteado a palavra esperança,
decoraram nomes de terras onde outros homens morriam
para que a esperança deixasse de ser apenas uma palavra:
– Coreia, Indochina, Argélia, Cuba, Congo…
As fachadas dos bancos de Orão, de Havana, de Leopoldville,
viram passar sombras reivindicativas de trabalhadores
e – embora não eternamente – elas projectaram-se sobre o mármore
numa ameaça do Trabalho à indignidade.
………………………………………………………………………………..
A esperança é como uma grande bandeira que os homens levam
nos lábios, nos olhos e na memória,
e as suas sílabas, como pombas invencíveis,
sobrevoam os fornos crematórios, as cidades assassinadas,
as câmaras de gás, as selvas e as celas dos presídios.
Os homens levam a esperança desfraldada nos seus lábios
e um dia hão-de hasteá-la sobre todo o Universo.

O aventar na Volta – O campeão Fernando Moreira de Sá

Lembro-me dos meus tempos de miúdo a volta era uma epopeia. Desde logo porque “os forçados da estrada” era esta a ideia que se tinha deste desporto, arrancavam de manhã e depois só se sabia deles por volta da uma da tarde.

Com um bocado de sorte conhecia-se o vencedor e as classificações às 19 horas, as surpresas das desistências, as fugas de 100 kms a lutar sozinho. Um dos que fazia destas fugas era “o velho Venceslau” (já naquela altura era assim tratado por causa daquele ar sofrido ) o pai da campíonissima Vanessa, eram pouco mais de trabalhadores rurais e da construção que se lançavam à aventura.

Já mais tarde, na vida militar, um dos soldados do meu pelotão era um conhecido corredor a quem eu dava umas baldas para ele poder treinar. Quando voltou da volta metia medo e dó. Não era branco e magro. Era transparente. Drogas todos os dias durante os 15 dias da volta. Dizia-lhe eu, mas não ganhaste em Abrantes, levavas uma mão cheia de minutos de avanço no ínicio da subida (uma subida dificil à entrada da cidade)e ele, saltou-me a pedaleira, saltou nada o que é que se passou? e ele não podia ganhar ía ao controlo e era apanhado.

A partir daí tenho uma relação amor/ódio com este desporto. É um desporto que eu jamais conseguia praticar (falta-me tudo, coragem, capacidade de sofrimento…) mas é muito bonito. As emissões do TOUR são uma fantástica viagem pela França, uma propanganda extraordinária ao país. Não perco uma.

Depois o desporto evoluiu muito, hoje temos atletas muito bem preparados, com óptimas máquinas (muito longe das velhas pasteleiras) muito bem apoiados médica e tecnologicamente, a ponto de o Director saber pelas informações do ritmo cardíaco se o atleta pode ou não continuar no esforço ou se tem que abrandar.

O problema é que fazem 200 Kms, sobem 3 montanhas e fazem 45kms /h, após 5 horas em cima de uma bicicleta e no outro dia outro tanto, e isto por mais que me expliquem eu não consigo entender.

Dormem uma noite sossegada, tomam banho, fazem uma massagem e comem quilos de esparguete com um bife e no outro dia estão como se fossem “recarregados ?

Desculpem mas não consigo perceber!

PS: Ontem fui à volta aqui em Lisboa depois jantei e enfrasquei-me, andei “de bar em bar” como na célebre canção do Toni de Matos, a polícia às três da manhã estava á espera do pessoal, uma hora na fila, vai embora que já tens idade para ter juízo. As docas de Alcãntara estão um “must”!

O Fernando Moreira de Sá foi um muito antigo vencedor da volta. Como vêm o Aventar não brinca em serviço. Já é aventador!

Propriedade Industrial de Língua Portuguesa

O Presidente da República já voltou de férias da Cappadocia? É que o homem está sempre de férias e/ou em viagem, e eu nunca sei por onde ele anda. Mas já que anda sempre pelo estrangeiro a divulgar e a defender (muito bem) a língua portuguesa, e a importância da sua manutenção como uma das mais faladas no mundo, queria só alertá-lo para um problema (propositadamente ou não) escondido: traduções de patentes. Provavelmente ele nunca ouviu falar disto, nem sequer ouvirá, e até pode parecer ridículo estar a chamar a atenção para este problema, quando há tantos diplomas importantes para recambiar para o Tribunal Constitucional, mas fica na mesma para consideração.

Portugal, em princípio, deverá ratificar o Acordo de Londres. Seguindo o bom exemplo dessa grande potência mundial que é a Hungria.

O Instituto Nacional de Propriedade Industrial diz que é bom: “O Acordo de Londres foi assinado em 2000 por 10 países no seio da Organização Europeia de Patentes (OEP) e tem como objectivo tornar o sistema europeu de protecção de patentes mais competitivo, através da redução da carga burocrática e dos custos associados às traduções exigidas nos países da OEP.” Assim, nós aqui em Portugal, não precisamos de traduzir para húngaro. Óptimo! Assim só temos de traduzir todas as patentes para português! Parece-me lógico.
Não compreendo muito bem como pode ser bom limitar apenas a três línguas (inglês, francês e alemão (que surpresa!)) toda a componente técnica de patentes. É que quem quiser ter acesso a patentes (o alicerce da tecnologia) terá que mandar traduzir tudo às suas custas. Continuo sem perceber como isto pode ser bom para um industrial português, necessariamente pequeno à escala europeia, que queira apostar numa indústria tecnológica. A mim, só parece bom para os grandes requerentes de patentes que querem proteger a sua propriedade com o menor custo possível. Como sempre, os países pequenos ficam a perder e os grande países ficam a ganhar. Nada de novo, portanto.
Com este Acordo de Londres, transfere-se rapidamente o custo da tradução de patentes de quem desenvolve uma invenção, para os pequenos industriais como os portugueses. Continuo sem perceber em que é que isto beneficia o nosso país e a nossa pequena dimensão. De certeza que “importamos” mais patentes do que “exportamos“, como em tudo o resto.
Convém lembrar que metade das patentes europeias são detidas por americanos e japoneses, o que demonstra bem a génese destes tipo de acordos. Interesse comercial e maximização de lucros. O normal.
À parte das questões técnicas, preocupa-me que se esteja sempre a defender (e bem) a Língua Portuguesa como um património único, mas no entanto se ratifique um Acordo, seja ele qual for, que a deixa de fora. Parece-me contraditório. O Acordo de Londres é simplesmente, o apagar definitivo da Língua Portuguesa no campo técnico e tecnológico. E depois é só esperar que outro Acordo qualquer, vá também apagando a Língua noutros quadrantes. Nada de preocupante, claro está!

Países que já ratificaram o Acordo: França, Alemanha, Reino Unido, Croácia, Dinamarca, Islândia, Letónia, Liechtenstein, Luxemburgo, Mónaco, Holanda, Eslovénia, Suécia, Suíça e recentemente a Hungria.

Países que não ratificaram o Acordo: Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, República Checa, Estónia, Finlândia, Grécia, Irlanda, Itália, Lituânia, Macedónia, Malta, Noruega, Polónia, Portugal, Roménia, República Eslovaca, Espanha, Turquia.

Aqui, aqui e aqui mais alguns argumentos contrários a este Acordo de Londres.

recomendação do dia

Pedro Almodóvar recomenda ao Papa Bento XVI que dê uma volta “fora do Vaticano e veja como é a família de hoje” e recorda-lhe que uma família pode ser composta de “pais separados, travestis, transsexuais e freiras doentes com sida”.

Propriedade Industrial

O presidente da república já voltou de férias da Cappadocia? É que o homem está sempre de férias, e eu nunca sei onde ele anda. Ele que anda sempre pelo estrangeiro a divulgar e a defender a língua portuguesa [http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1372990], e a importância da sua manutenção como uma das mais faladas no mundo [http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1059189], queria só alertá-lo para um problema (propositadamente ou não) escondido: traduções de patentes. Provavelmente ele nunca ouviu falar disto, nem ouvirá, e até pode parecer rídiculo estar a chamar a atenção para este problema, quando o homem tem tantos diplomas importantes para recambiar para o Tribunal Constitucional, mas fica na mesma para consideração.

Portugal, em princípio, deverá ratificar o Acordo de Londres.

http://www.marcasepatentes.pt/index.php?action=view&id=155&module=newsmodule

O Instituto Nacional de Propriedade Industrial diz que é bom: “O Acordo de Londres foi assinado em 2000 por 10 países no seio da Organização Europeia de Patentes (OEP) e tem como objectivo tornar o sistema europeu de protecção de patentes mais competitivo, através da redução da carga burocrática e dos custos associados às traduções exigidas nos países da OEP.”
Não compreendo muito bem como pode ser bom limitar apenas a três línguas (inglês, francês e alemão (que surpresa!)) toda a componente técnica de patentes. É que quem quiser ter acesso a patentes (o alicerce da tecnologia) terá que mandar traduzir tudo às suas custas. Continuo sem perceber como isto pode ser bom para um industrial português, necessariamente pequeno à escala europeia, que queira apostar numa indústria tecnológica. A mim, só parece bom para os grandes requerentes de patentes que querem proteger a sua propriedade com o menor custo possível. Como sempre, os países pequenos ficam a perder e os grande países ficam a ganhar. Nada de novo, portanto.
Com este Acordo de Londres, transfere-se rapidamente o custo da tradução de patentes de quem desenvolve uma invenção, para os pequenos industriais como os portugueses. Continuo sem perceber em que é que isto beneficia o nosso país e a nossa pequena dimensão.
Convém lembrar que metade das patentes europeias são detidas por americanos e japoneses, o que demonstra bem a génese destes tipo de acordos. Interesse comercial e maximização de lucros. O normal.
À parte das questões técnicas, preocupa-me que se esteja sempre a defender (e bem) a Lingua Portuguesa como um património, mas no entanto se ratifique um Acordo que a deixa de fora. O Acordo de Londres é simplesmente, o apagar definitivo da língua portuguesa no campo técnico. Nada de preocupante, claro está!

Países que já ratificaram o Acordo: França, Alemanha, Reino Unido, Croácia, Dinamarca, Islândia, Letónia, Liechtenstein, Luxemburgo, Mónaco, Holanda, Eslovénia, Suécia, Suíça e recentemente a Húngria.
Países que não ratificaram o Acordo: Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, República Checa, Estónia, Finlândia, Grécia, Irlanda, Itália, Lituânia, Macedónia, Malta, Noruega, Polónia, Portugal, Roménia, República Eslovaca, Espanha, Turquia.

Aqui [http://pedraderoseta.blogspot.com/2009/07/nao-ao-acordo-de-londres-salvaguardar.html] e aqui [http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=28901&op=all] mais alguns argumentos contra o Acordo de Londres.

Segredos

segredo

Aqui está a razão do êxito (ou a falta dele) do Benfica.

Daqui para a frente vai ser um Ai Jesus para o Clube da Luz.

Será que Nossa Senhora de Fátima os vai salvar?

Logo se verá..

Evocações do aniversário de Hiroshima

Música, projecções de video, exposições de fotografia, largada de balões, com origamis, sementes de árvores, e pedidos pela paz escritos pelos participantes, são algumas das várias iniciativas que irão assinalar mais um aniversário do bombardeamento nuclear de Hiroshima. No âmbito das actividades da Marcha Mundial pela Paz e a Não-Violência (MM), as cidades de Lisboa e Porto irão hoje acolher estas iniciativas. No Porto, o local escolhido será a Praça dos Leões, e o início está marcado para as 18h00. Em Lisboa, o local será o Largo de S. Domingos (Rossio), a partir das 19h00.

A irritação de Ferreira Leite

Diz o adágio popular que o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita. Talvez seja esse o caminho do PSD no processo eleitoral para as legislativas.

Quando tudo estava a correr bem para Manuela Ferreira Leite, bastou a contestação de algumas distritais às suas opções para a construção das listas do PSD às eleições e uma mão cheia de perguntas de jornalistas, para a líder do partido “laranja” exibir uma estranha irritação.

Ser presidente do PSD, partido que pode ser governo de Portugal dentro de poucos meses, dá-lhe poder e autonomia para decidir sobre quem pretende integrar nas listas mas também obriga Ferreira Leite explicar essas opções aos portugueses. E, de preferência, sem arrogância e irritação.