Esquerda Direita Volver 8 – Nem geringonça nem lua-de-mel?

É o oitavo episódio da rubrica de debate “Esquerda Direita Volver”. Desta vez dedicado à recente “crise política” por força dos apoios sociais aprovados no Parlamento e promulgados pelo Presidente da República, e o respectivo envio pelo Governo para o Tribunal Constitucional. Após o fim da geringonça, não há mais lua-de-mel entre Belém e São Bento?

A debater, os aventadores João Mendes, Fernando Moreira de Sá, Francisco Salvador Figueiredo, José Mário Teixeira e António de Almeida. Tudo com a moderação do bem regressado do Gulag, António Fernando Nabais.

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Esquerda Direita Volver 8 - Nem geringonça nem lua-de-mel?
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Governe, Dr. Costa. De preferência à esquerda

Não percebo a polémica em torno da “coligação negativa” que aprovou o alargamento dos apoios sociais no combate aos efeitos económicos da pandemia. Por vezes, parece que nos esquecemos que quem realmente manda é o Parlamento, não o governo. Agora, no momento em que não convém a António Costa que assim seja, como em 2015, quando lhe correu tão bem que conseguiu governar, apesar de ter ficado atrás de Pedro Passos Coelho. A democracia representativa, quando nasce, é para todos. E o PS, que governa minoritariamente, e que até rejeitou acordos escritos com os antigos parceiros da Geringonça, que poderiam ter evitado mais este balázio no pé, já devia ter percebido isso.

As contas são algo complexas para um ignorante como eu, mas, grosso modo, a coisa custará uns 40,4 milhões de euros por mês. 3,3% da primeira injecção de 1200 milhões na TAP. 1%, se considerarmos as estimativas que apontam para um investimento total de 3700 milhões até 2024. Substituindo TAP por Novo Banco, estes 40 milhões equivalem a uma miserável percentagem de 0,4% dos 11.263 milhões que já torramos no banco “bom”, até Maio de 2020. 2,2% do custo anual da corrupção em Portugal, estimado em 1820 milhões pelo relatório de 2018, The Costs of Corruption across the EU, do grupo parlamentar dos Verdes/Aliança Livre Europeia. Mas como este é ano de autárquicas, prevê-se um aumento substancial nesta rubrica, pelo que aquela percentagem ainda deve descer. Peanurs, como dizia o outro. E com tanta despesa por executar, tantas cativações e a bazuca quase quase a chegar, não há de ser por 40 milhões por mês que não se ajudam as muitas vítimas das medidas de confinamento.

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31 de Março de 2021: Acabou a lua de mel

Guardem esta data. O dia em que acabou a lua de mel entre António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa.

António Costa, ao enviar para o Tribunal Constitucional os diplomas sobre o alargamento dos apoios sociais aos trabalhadores independentes e sócios-gerentes, às famílias prejudicadas pelo encerramento das aulas presenciais e aos profissionais de saúde, acaba de contrariar de forma clara e objectiva o Presidente da República (e a vontade da larga maioria dos partidos com assento na Assembleia da República). Ou muito me engano ou começou mais uma daquelas guerras típicas e históricas entre São Bento e Belém. Voltou a política à portuguesa.

Da série ai aguenta, aguenta (8)

Apoios vão ser ainda menores: Pensão de sobrevivência, Pensão de invalidez, Pensão de Velhice, Subsídio familiar por doença, Rendimento Social de Inserção, Subsídio de desemprego.

Passos Coelho na SIC – Tributo Social

Uma ideia muito interessante esta que foi apresentada por Passos Coelho na primeira entrevista televisa depois de eleito. Basicamente, quem recebe apoios sociais deve ter alguma forma para recompensar a sociedade que os apoia . Há imensos trabalhos que podem ser feitos e necessitam de ser feitos, por exemplo, ao nível da concelhia ou da Junta de freguesia.

Para além do trabalho efectuado, tira as pessoas dos bancos dos jardins e dos cafés, mantem a auto-estima, dá uma noção de utilidade que é muito importante para o bem estar psicológico  das pessoas.

As boas ideias são quase sempre simples, é preciso é não as matar no ovo!

Qual seria o seu PEC ?

PIB – 160 mil milhões

Despesa corrente (vencimentos ) 80 mil milhões

Apoios sociais – 5 mil milhões

Deduções IRS – 1.2 mil milhões

Dívida pública – 90 % do PIB (90%x160 mil Milhõesx2%) veja o que paga só em juros/ano!

Desemprego – 10% da população activa ( 600 000 pessoas)

Défice – 9.4%

Aumentava os impostos? Atacava a dívida, a despesa corrente ou o desemprego? Aumentava a dívida para fazer os megainvestimentos?

Ajudava a Grécia a sair da crise? Como? Onde vai buscar o dinheiro para ajudar ? (a esta só responde se não souber responder às anteriores)