Alguém precisa de passar pelas Novas Oportunidades

RTP desemprego

Este gráfico baseia-se num que encontrei no Blasfémias ao qual adicionei alguns elementos (as escalas e o bloco azul) para evidenciar uma coisa simples: o 10.8% do mês de Junho não está à escala. Manipulação grosseira no telejornal estatal.

O papel a que alguns jornalistas se dão:

Estou a ver mais uma sessão de “prós e prós” sem pipocas. Reparem:

A Câmara onde se encontra o Aeroporto Internacional Sá Carneiro e que passa a ter portagens? Não está. A Câmara onde se encontra a maior zona industrial do Noroeste Peninsular e que passa a estar rodeada de portagens? Não está. A Câmara onde está o centro de recolha de lixos da GAMP (LIPOR II) e que passa a ter portagem? Não está.

É a brincar, como já o afirmei AQUI em analogia com o Porto/Benfica/Sporting…

A quem serve a RTP pública?

Um estado em falência, cada vez mais endividado, com uma economia exígua e a decair, a primeira lição a tirar é que um Estado assim não é sustentável. Ouve-se que é preciso fechar Centros de Saúde e Escolas, despedir funcionários públicos, congelar concursos e progressões, mas ninguem ouve falar na RTP pública.

Ninguem ouve falar das centenas de milhões que o Orçamento Nacional todos os anos transfere para a RTP para que faça um serviço que pode ser feito por outros, imensamente mais barato. Há serviços públicos importantes que devem ser mantidos (RTP África, RTP internacional…) sem dúvida, mas esse tempo de antena pode ser comprado às televisões privadas. Sem custos fixos, sem megalomanias, sem pessoal a ser pago de forma milionária, sem estruturas caríssimas que custam milhões ao contribuinte.

Aumentam-se os impostos, acabam-se as SCUTS, diminuem-se as pensões, reduzem-se os subsídios, fecham-se escolas e Centros de Saúde desertificando o interior do país, tudo se lança mão para alimentar o monstro insaciável, mas cortá-lo no que não faz diferença nenhuma em termos de serviço, mas muito em termos de poupança, aí o governo e os políticos não mexem.

Será por causa dos telefonemas do gabinete do primeiro ministro a alinhar os telejornais? E será por isso que se pagam estes vencimentos?

– A directora-adjunta. Judite de Sousa, 14.720 euros.

– José Rodrigues dos Santos recebe como pivôt 14.644 euros por mês.

– O director-adjunto do Porto, Carlos Daniel aufere 10.188 euros brutos,
remunerações estas que não contemplam ajudas de custos, viaturas Audi
de serviço e mais o cartão de combustíveis Frota Galp.

De salientar que o Presidente da República recebe mensalmente o
salário ilíquido de 10.381 euros e o primeiro-ministro José Sócrates
recebe 7.786 euros

Outros escândalos:
– Director de Programas, José Fragoso: 12.836 euros
– Directora de Produção, Maria José Nunes: 10.594
– Pivôt João Adelino Faria: 9.736
– Director Financeiro, Teixeira de Bastos: 8.500
– Director de Compras, Pedro Reis: 5.200
– Director do Gabinete Institucional (?), Afonso Rato: 4.000
– Paulo Dentinho, jornalista: 5.330
– Rosa Veloso, jornalista: 3.984
– Ana Gaivotas, relações públicas: 3.984
– Rui Lagartinho, repórter: 2.530
– Rui Lopes da Silva, jornalista: 1900
– Isabel Damásio, jornalista: 2.450
– Patrícia Galo, jornalista: 2.846
– Maria João Gama, RTP Memória: 2.350
– Ana Fischer, ex-directora do pessoal: 5.800
– Margarida Neves de Sousa, jornalista: 2.393
– Helder Conduto, jornalista: 4.000
– Ana Ribeiro, jornalista: 2.950
– Marisa Garrido, directora de pessoal: 7.300
– Jacinto Godinho, jornalista: 4.100
– Patrícia Lucas, jornalista: 2.100
– Anabela Saint-Maurice: 2.800
– Jaime Fernandes, assessor da direcção: 6.162
– João Tomé de Carvalho, pivôt: 3.550
– António Simas, director de meios: 6.200
– Alexandre Simas, jornalista nos Açores: 4.800
– António Esteves Martins, jornalista em Bruxelas: 2.986 (sem ajudas)
– Margarida Metelo, jornalista: 3.200



Começam o Mundial e as Perguntas do Rui Santos

Rui Santos pergunta: “Acha que Carlos Queiroz procedeu correctamente, ao autorizar que Cristiano Ronaldo, em vez de acompanhar os colegas na visita aos leões, tenha ido fazer ‘ronrons’ com a gatinha?”

Passei há umas décadas pelo jornalismo desportivo, no ‘Norte Desportivo’ e na ‘Capital’. Conheci, nesses tempos, ilustres jornalistas desportivos, homens de cultura sólida. Alves Teixeira, Manuel Dias, Alves dos Santos, Vítor Santos, Carlos Miranda, Carlos Pinhão, Homero de Serpa, Viriato Mourão, Aurélio Márcio, Alfredo Farinha, Neves de Sousa e outros cujos nomes me escapam agora. Com eles aprendi.

Hoje em dia, o jornalismo desportivo rege-se por outros padrões e práticas. Falar e escrever bom português, por exemplo, não é regra imperativa. Os meios de comunicação social, com RTP, SIC e TVI em destaque, dedicam horas a fio e em exclusivo aos chamados três grandes, Benfica, F.C.Porto e Sporting. No caso da RTP, a falta é agravada por ser estação pública.

O formato dos ‘programas de debate’ é comum nos vários canais. Nem sequer, em qualquer destes, há o bom senso de privilegiar a análise dos jogos e de seleccionar como protagonistas os intérpretes do espectáculo. O resultado é simples: assistir a discussões, cujo tom varia entre os sons da tasca e do café de bairro, por gente, ao que se diz, muito bem paga. Já que de ilustre, ninguém duvida que é mesmo.

Outro formato recorrente consiste em colocar um ou dois comentadores em estúdio. Interrogados ou convidados a falar pelo(a) locutor(a) de serviço, falam durante longos intervalos de tempo, sem que nada digam. Um destes casos, e quanto a mim o mais típico, é o de Rui Santos na SIC Notícias. Quando inesperadamente o homem me aparece, “Ah ‘zapping’ para que te quero!”.

Fujo dele – e dos outros – a sete pés. Há, todavia, um embate de que não consigo livrar-me: são as ‘perguntas do Rui Santos’ anunciadas nos intervalos televisivos. Assim, hoje começa o Mundial da África do Sul – os tempos preliminares já ficaram tristemente marcados para Mandela – mas, como dizia, começa o ‘Mundial’ e as ridículas perguntas de Rui Santos. Estou a imaginar uma: “Acha que Carlos Queiroz procedeu correctamente, ao autorizar que Cristiano Ronaldo, em vez de acompanhar os colegas na visita aos leões, tenha ido fazer ‘ronrons’ com a gatinha? – é uma demonstração do jornalismo de sucesso, de hoje. O exercício felino sobre o relevante para os jogos de futebol.  

 

A Porno Tv

Neste ano centenário da República laica, ando a tentar perceber o que me envergonha mais.

– Financiar a visita de um líder religioso ou financiar touradas onde, sem bolinha e sem vaselina, são espetados guilhos em animais.

RTP, a Porno TV?

A rotativa do República (Memória descritiva)

Em Novembro de 1961, o dia de São Martinho calhou a um sábado. Com um numeroso grupo de colegas e amigos da RTP fui festejar a data para um restaurante dos arredores. Cozido à portuguesa, vinho tinto, castanhas assadas e água pé, pois claro. Ao meu lado sentou-se um jovem, uma meia dúzia de anos mais velho do que eu, mas com menos de trinta anos, trabalhava no Lumiar enquanto eu estava na sede, na rua de São Domingos à Lapa. Falámos durante todo o almoço. Chamava-se João. João Soares Louro.

Na altura era ele um simples funcionário, embora com uma categoria superior à minha, pois trabalhava na empresa desde a sua fundação. Brincámos com a semelhança do nome – Louro, Loures – naqueles tempos se queríamos saber como funcionava politicamente um desconhecido, íamos lançando uns balões sonda para o meio de conversas banais. Embora um dos «subversivos» que trabalhava comigo e o conhecia me tivesse logo tranquilizado sobre aquele colega. Seria tudo menos um bufo. E, antes de terminarmos as entradas, já percebêramos que estávamos do mesmo lado. [Read more…]

A entrevista de Cavaco

Cavaco, como de costume, nada disse de interessante – não sabe nada, não é nada com ele, não tem poderes para isso, não quer ser mal interpretado, não manda nada.
É cego e é surdo. Só não é mudo. Mas se fosse, não fazia qualquer diferença.

Marcelo Rebelo de Sousa e as ironias

Não se sabe se, no PSD, Cristo voltará a descer à Terra. Agora é pouco provável. O tempo de preparação dessa visita já terá passado e há outros apóstolos que começam a posicionar-se para o lugar de messias “laranja”.

Marcelo Rebelo de Sousa

O que se sabe é que Marcelo Rebelo de Sousa deixa em breve de fazer as suas escolhas na RTP. Saí, mas contrariado. Não tardará a encontrar outro espaço para apresentar as suas opiniões, que, como se sabe, são escutadas com mais atenção do que um qualquer pecador num confessionário.

RTP2 – Nilton e o Porto:

Mordeu-me uma mosca, carago

Não sei se é o chinês ou o caralho!

E cinema para todos

Se, nesta época de Natal, a cada um fosse dada a possibilidade de pedir um presente que beneficiasse a todos, e estando certa de que haveria muita gente a encarregar-se da paz no mundo, da igualdade de direitos e oportunidades, de governantes honestos e competentes, e por aí fora, eu pedia filmes antigos na televisão pública.

E quem achar que isto é supérfluo pode parar agora de ler que isto não vai melhorar, aviso já. [Read more…]

Telejornal: 50 Anos