Há, pelo menos, duas razões para gostar desta fotografia: a da esquerda e a da direita.
Activismo Feminino
Exposições ROOTS e ARTUR, ainda alguns dias para as visitar
As exposições ARTUR – na Casa da Esquina, em Coimbra, até 16 de Março – e ROOTS – na Influx Contemporary Art, em Lisboa, até 17 de Março- ambas resultantes de residências artísticas promovidas pelo LAC – Laboratório de Actividades Criativas na cidade de Lagos, entram agora na recta final de abertura ao público. Faltam poucos dias, [Read more…]
P183, o pintor que saiu do frio
Chamam-lhe o Bankski por comparação com o artista de Bristol e ataca nas ruas de Moscovo. Consta que tem 28 anos e se chama Pavel, o que sabemos é que assina P183, e nos aparece como mais um génio das artes plásticas contemporâneas, feitas no único espaço onde a arte ainda faz sentido: a rua.
Deixo-vos também dois vídeos: [Read more…]
ARTUR: Exposição de Arte Urbana em Coimbra

Inaugura amanhã, 3 de Fevereiro, a exposição de arte urbana ARTUR, pelas 21.30h, na Casa da Esquina em Coimbra.
Entre Maio e Junho de 2011 decorreu na cidade de Lagos uma residência artística de street art e arte urbana que reuniu nomes destacados da cena nacional e internacional nas instalações de uma antiga cadeia, a sede do Laboratório de Actividades Criativas – LAC.
Dessa residência resultaram trabalhos em muros de rua (entre eles uma das melhores cinco paredes em Portugal de 2011 segundo o jornal Público) e uma exposição que, após ter estado patente em Lagos, se apresenta agora em Coimbra, adaptada ao espaço da Casa da Esquina.
Trata-se de uma oportunidade única para ver obras de Alexandros Vasmoulakis (Grécia), Antonio Bokel (Brasil), ±MAISMENOS±, Paulo Arraiano, Fidel Évora e Jorge Pereira (Portugal). ±MAISMENOS± e Jorge Pereira, presentes na inauguração, apresentam algumas obras inéditas nesta mostra.
De 3 de Fevereiro a 16 de Março de 2012, de 3ª a 6ª entre as 15 e as 18h. Entrada grátis, oferta de catálogo durante a inauguração.
LAC, depois de um bom 2011, um 2012 ainda melhor
Nem tudo corre mal nas áreas da cultura e o LAC, Laboratório de Actividades Criativas, em Lagos, tem consolidado um trabalho iniciado há alguns anos que vem ganhando visibilidade aumentada, mostrando que as centralidades culturais podem afirmar-se também fora das grandes cidades e que as periferias não estão necessariamente condenadas a viver à margem dos processos criativos contemporâneos.
Funcionando numa antiga cadeia reconvertida para o efeito e sendo um projecto essencialmente associativo, o LAC começou por disponibizar espaços de trabalho a músicos e artistas locais, tendo vindo posteriormente a criar e dinamizar eventos de vária ordem e em diversas áreas artisticas. Consolidadas estas vertentes, o LAC lançou um Programa de Residências Artisticas (PRALAC) do qual se destacam dois projectos internacionais de elevada qualidade: o ARTUR e o ROOTS.
É precisamente destes dois projectos que surgem as primeiras boas notícias de 2012.
No campo da street art, a revista P3 elegeu as cinco melhores paredes de 2011, [Read more…]
As 106 fotografias do ano de Street Art
As 106 imagens podem ser vistas na Street Art Utopia. Eis uma amostra, incluindo uma açoriana, de Ram Miguel & Gonçalo Ribeiro, adivinhem qual é…
Pull Up Those PIIGS! Gotta save our banks!
Martha Rosler e o seu filho, Josh Neufeld, decoraram assim um edifício em Berlim, onde Marta se encontra numa residência artística.
É certo que o trabalho foi comissionado por uma organização alemã e está na Alemanha, mas daí às legendas com que tem sido brindado entre nós vai uma certa distância. Estas coisas googlam-se, até porque se tivesse sido feito por alemães o texto não apareceria em inglês e a lona estava mais esticadinha.
Como trabalho de street art tem a sua graça, mas é fraquinho.
Post Scriptum: como não podia deixar de ser no artigo de Josh de onde retirei esta informação aparece um comentador tuga que não percebeu a ironia e acha que Cristovão Colombo nasceu em Portugal. Tristeza.
Bolinhos’bolinhós
Vandalismo, sem Banksy
Das discussões tidas aqui no Aventar sobre o tema, fica claro que o vandalismo pode ser arte, mas é sempre vandalismo.
Banksy, Street Art e Vandalismo
O Aventar tem discutido o tema de forma pluralista, como sempre. Tem, igualmente, divulgado alguns dos melhores artistas nacionais e internacionais e dedicado espaço a iniciativas importantes nesta área. Como a polémica acompanha boa parte destas acções, tem contado em primeira mão algumas reacções.
Novas achas para a fogueira chegam agora de Bristol, onde, aparentemente, nasceu um novo paradoxo sobre a noção de vandalismo.
Depois disto tudo, o leitor do Aventar tem opinião formada ou acha que se trata apenas de lixo e perda de tempo? Qual é a sua opinião?
Aspectos da cegueira em Rui Rio
O presidente da autarquia portuense lançou segunda-feira à noite um ataque contra os indivíduos que, em sua opinião, fizeram do Porto «uma cidade borrada de grafitis», apelando à «indignação colectiva» contra a situação. aqui
Autor Desconhecido, Ensaio sobre a cegueira, Miguel Bombarda, Porto, fotografia de Sofia Romualdo
Rui Rio só gosta de calhambeques
É o que dá eleger um analfabeto cultural para Presidente da Câmara.
Trabalho de Best Ever para a Visual Street Performance (VSP) , Porto. Retirado daqui, onde há mais imagens.
Vhils: escavando a superfície
Farto de pintar em paredes ilegais, o seu próximo alvo foram os posters de publicidade espalhados pela cidade. “Pintei-os de branco e comecei a escavar a camada gigante de anúncios que se tinha acumulado ali ao longo dos tempos. É quase como um processo arqueológico.” Ao criar retratos nos cartazes, Vhils queria “criticar a influência que a publicidade tem sobre as pessoas, nos seus sonhos e naquilo que querem.” Depois disso, saltou para as paredes, onde viria a alcançar sucesso.
“Um dia, quando estava a escavar posters, toquei na parede e pensei: ”Se posso fazer isto nos posters também posso fazer na parede.” E experimentei.” Um martelo pneumático e um martelo normal são suficientes para a escavação. Antes disso, Alexandre marca na parede, com spray, a figura que quer esculpir. Para terminar o trabalho, usa materiais tão invulgares como lixívia, produtos de limpeza, ácidos corrosivos e até café “para pintar”. “Estivemos fechados tanto tempo com a ditadura que depois do 25 de Abril tudo aconteceu na rua”, diz Alexandre. “Em 30 anos, com os muros políticos, o boom da publicidade e o graffiti, as paredes engordaram 20 centímetros e o que faço é pintar com essas camadas de história.”de uma entrevista ao I
Arte urbana portuguesa no top 10 do Guardian
Numa escolha de Tristan Manco o Guardian seleccionou 10 obras-primas da arte urbana. Contemplados o português Vhils (Alexandre Farto de seu nome) e um trabalho dos brasileiros Os Gémeos e do italiano Blu, realizado em Lisboa.
Uma boa nova para a arte urbana portuguesa, com a vantagem de colocar estas coisas em discussão. Por exemplo: António Sérgio Rosa de Carvalho cuspiu sobre a obra alfacinha (acima representada):
“Verdadeiro crime de Lesa-Património, esta intervenção “emite” em termos de Pedagogia o pior “sinal”possivel … (sic)
numa pretensa defesa dos prédios abandonados em que foi feita. Há gente que confunde arte com o-que-eu acho-que-é-arte. São os donos da obra. O prédio em causa era uma vulgaríssima construção novecentista, das que andam por aí aos pontapés. Agora é depositário de uma obra-prima da arte contemporânea mundial, que por sinal em termos de mercado vale muito mais que o prédio (em relação ao terreno, já não sei). Esta gente é a mesma que apupou os impressionistas, os surrealistas, e o que mais quiserem: a História da Arte está cheia dos seus donozinhos, que a serem seguidos ainda nos mantinham ao nível da Vénus de Willendorf (com todo o respeito que tenho, e é muito, pela arte do Paleolítico). [Read more…]
ARTUR em exposição até finais de Julho
Já aqui falei do ARTUR (Artistas Unidos em Residência). Acabado o programa de residência artística ficam as obras em exposição e, algumas, disseminadas pela cidade de Lagos. Até 31 de Julho no LAC.
“Rest in Pieces” de ± MAISMENOS ±
“Estalo Novo” de ± MAISMENOS ±
e
“Salazar de Emergência, em caso de falta de Fé” de Jorge Pereira
ARTUR, exposição inaugura hoje no LAC
Após 20 dias de residência artística inaugura hoje, pelas 21 horas no LAC ( Laboratório de Actividades Criativas ) em Lagos, a exposição ARTUR ( Artistas Unidos em Residência ). Até 30 de Julho pode passar pelo LAC e confrontar-se com o resultado desta troca de experiências entre os artistas participantes.
±MAISMENOS±
Licença? Eu agarro na licença e deito-a para o rio…
…disse o homem enquanto rasgava a dita cuja, assinada por si, em mil bocadinhos. Depois, entre berros e gritos, ameaçou o artista e, segundo algumas testemunhas, tentou ainda atropelá-lo com o seu vistoso jeep. Juntaram-se alguns populares, género básico estridente, acrescentaram guinchos aos berros do homem, mais ou menos do estilo “primeiro lixo-te e depois lincho-te, estás para aí a dizer que isto é arte mas esta merda não passa de lixo, até eu fazia melhor e nem precisava de abrir os olhos”.
Tudo gente culta e fina, com elevada bagagem crítica e muitos conhecimentos sobre a matéria.
A seguir chegou a polícia, à bruta, “qual arte qual carapuça”, vamos já a tirar esta treta toda daqui, e o artista viu o caso mal parado, deve ter-se imaginado na esquadra, num país estrangeiro para o qual foi convidado, apesar da licença e das garantias que lhe tinham dado.
Finalmente, porque há pessoas previdentes, lá chegou a cópia da licença com a assinatura do homem (proprietário do imóvel abandonado, um antigo hotel), pelo seu próprio punho, a autorizar a intervenção no edifício, mais a cópia da autorização camarária, mais a informação sobre o ARTUR, apoios, patrocínios, etc., etc.
Nessa altura a polícia pôs-se do lado do artista e, luz feita, começou a explicar ao proprietário que sim, que se tratava de arte, que a intenção era assinalar o abandono de edifícios emblemáticos como aquele, que bem vistas as coisas era possível que no final ficasse muito melhor, que o edifício estava realmente decrépito, abandonado e dava má imagem de si logo à entrada da cidade. Isto dito pela polícia, o que só abona a seu favor e, a mim, surpreende. Depois disse que não podia intervir a favor do proprietário, visto estar tudo legal e autorizado também pelo próprio, tentando chamá-lo à razão.
O homem, conhecido pato-bravo, mostrou o significa para si um contrato (serve para rasgar, portanto) expulsando todos com o apoio dos populares mais “esclarecidos” em questões artísticas.
E, se a cidade perdeu uma intervenção de um artista de reconhecimento internacional, Alexandros Vasmoulakis (façam o favor de clicar porque vale a pena), o autor em causa, ganhou uma história para contar sobre a pequenez, a ignorância, o preconceito e a intolerância, além de uma “medalha”: alguma arte, no séc XXI, ainda tem a capacidade de agitar, contestar e fazer surgir emoções profundas nas pessoas. Nuns casos boas emoções, noutros, como neste, o piorzinho que havia dentro daqueles intervenientes. Boa, Alexandros.
ARTUR: António Bokel no LAC
ARTUR, Artistas Unidos em Residência, em Lagos
Por estes dias, no Laboratório de Actividades Criativas – LAC – em Lagos, começam a reunir-se os artistas que, em residência artística, integram um projecto que envolve alguns nomes da atual cena mundial da arte de rua.
Sete artistas vão, durante 20 dias, compartilhar o espaço da antiga cadeia de Lagos, criar trabalho, trocar experiências, intervencionar espaços, produzir instalações, etc.
António Farto aka Vhils, Jucapinga, Alexandros Vasmoulakis (Grécia), SAM3 (Espanha), António Bokel (Brasil), Jorge Pereira e Miguel Januário são os nomes que compõem esta residência, que culminará com uma exposição de arte urbana (curadoria de Sofia Fortunato) cuja inauguração ocorrerá dia 18 de junho, pelas 18:30 horas, no LAC.
A seguir de perto aqui, no Aventar.
Mensagens de Natal: por um país mais pobre
Campanha de STRICK2TARGET, inspirada nisto:

















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