A PJ a brincar às buscas

A PJ fez mais umas buscas hoje. Ao Montepio e a outros Bancos.
Já ninguém leva a sério estas buscas mediáticas. Nem os próprios agentes, que invariavelmente vêem o seu trabalho e o seu esforço guardado numa qualquer gaveta por interesses superiores que eles já não controlam.
Quantas destas buscas resultaram em algo verdadeiramente palpável nos últimos anos? Nenhuma.
No país mais corrupto da Europa, a luta contra a fraude e a corrupção não interessa a quase ninguém. Só a quem é sério. Mas quem é sério não governa e não tem qualquer poder.
Daí que estes jogos florais de buscas e afins sejam pura perda de tempo. Não vai acontecer nada a ninguém.
Toda a gente sabe que o único criminoso em Portugal é o Rui Pinto. E esse já não escapa.

Então mas o Trump não era amigo do Bolsonaro?

E o Brasil não estava mais seguro, agora que os milicianos evangélicos chegaram ao poder?

E não é que Maria Luís Albuquerque quase passou despercebida?

Já lá vão algumas semanas e muito pouco se falou sobre o assunto. Lamentavelmente, porque vivemos num país onde a imprensa é totalmente controlada pela (extrema?) esquerda, estes actos de quase censura são uma constante. Só assim se compreende que um livro dedicado a glorificar a ascensão da extrema-direita possa ser apresentado por uma antiga ministra, sem que tal cause grande alarido ou dê origem a um título bombástico. Onde está o Correio da Manhã quando precisamos dele?

Num país onde a extrema-direita inunda diariamente as redes sociais com notícias falsas sobre tudo o que mexe à esquerda do espectro, o grande Satã socialista, é importante dizer ao país que Maria Luís Albuquerque se disponibilizou para apresentar um livro dedicado à nova extrema-direita, em particular a Donald Trump, Jair Bolsonaro e à “nova direita europeia”, ou “direita iliberal”, que é, actualmente, o termo oficial da novilíngua para “extrema-direita”. “Fachos”, para simplificar. Um livro onde não faltam elogios a Olavo de Carvalho, teórico da conspiração e ideólogo do regime de extrema-palermice que impera em Brasília, e Steve Bannon, guia espiritual e líder supremo do neofascismo. [Read more…]

O estado dos negócios

Apesar de todas as tensões com os EUA, a União Europeia não perde o sentido do negócio. Com o intuito de amainar as relações comerciais transatlânticas, abaladas pelas medidas norte-americanas contra as importações da UE e os ataques à ordem comercial global, o novo comissário europeu para o comércio, Phil Hogan, planeia visitar Washington já próxima semana.

Na agenda para as conversações com o representante norte-americano para o comércio, Robert Lighthizer, Hogan leva a ameaça americana de impor tarifas aduaneiras a bens franceses no valor de 2,4 mil milhões de dólares, em retaliação ao imposto francês sobre as gigantes tecnológicas – em especial a Google, Apple e Amazon, cujas manobras de evasão fiscal são vastamente conhecidas. [Read more…]

O imperialismo norte-americano soma e segue

Espero estar errado, mas tenho a leve sensação que esta noite começou mais uma guerra no Médio Oriente. A enésima deliberadamente provocada pelos EUA. Da última vez atacaram e invadiram o Iraque por causa de armas de destruição maciça que afinal não existiam, desta vez foi o assassinato de uma das principais figuras do regime iraniano, em formato atentado terrorista, por alegadamente conspirar para atacar interesses norte-americanos. Daqui a uns anos descobriremos que o tipo estava no aeroporto do Iraque para comer um kebab. Em todo o caso, matam-se dois coelhos com uma cajadada: por um lado, o inimigo morde o anzol e providencia pretexto para um ataque dos EUA, que é aquilo que Trump sempre desejou, pelo menos desde que chegou à presidência. Por outro, a indústria bélica esfrega as mãos porque o investimento na campanha Trump valeu a pena e o negócio vai bombar. Literalmente.

P.S.I: Os refugiados que se seguem no Mediterrâneo são da exclusiva responsabilidade da administração Trump.

P.S.II: Perdoem-me o politicamente incorrecto, mas invasão árabe da Europa é um delírio da extrema-direita, instrumentalizado por pastores de rebanhos de palermas.

P.S.III: A indústria do armamento está em alta nos mercados. E os mercados adoram um boa guerra: armas, equipamento, reconstrução. Cash Rules.

Ainda os problemas domésticos de Trump

Lê-se no PÚBLICO que Trump quer colocar termo ao processo de destituição por causa do conflito, por ele agravado, com o Irão.

“Perder tanto tempo neste embuste político, neste momento da nossa história, em que eu estou tão ocupado, é triste”, disse o Presidente norte-americano. Senador republicano Lindsey Graham propõe alteração das regras para concluir o processo nos próximos dias. [PÚBLICO]

Trump, homem de poucas subtilezas e muitas caganças, apenas verbalizou o óbvio. O ataque ao Irão foi uma manobra para tentar tirar o processo de destituição do radar mediático, sem olhar para as consequências.

Entretanto, sucedem-se episódios reveladores do caos que é esta presidência, de que são exemplos a carta enviada ao Governo iraquiano que previa a saída das tropas dos EUA e a ameaça de atacar “alvos culturais” no Irão. O primeiro caso foi entretanto declarado como tendo sido um engano e, no segundo, o Pentágono afirmou, pela voz do secretário da defesa dos EUA, que é proibido por lei atacar locais históricos e que os militares não têm planos para ataques.

Urânio embrutecido

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Na sequência do assassinato do general Soleimani, eis-nos perante a primeira consequência nefasta da estupidez unilateral de Donald Trump, com o Irão a anunciar ao mundo que se afastará ainda mais do acordo de 2015 e que deixará de respeitar os limites impostos ao enriquecimento de urânio. [Read more…]

Quão patético é Trump (e a sua extrema-direita)?

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Em 2011, Donald Trump fez um vídeo onde afirmou o seguinte:

O nosso presidente vai começar uma guerra contra o Irão, porque não tem capacidade de negociar. Ele é fraco e ineficiente (…) Temos um problema na Casa Branca. Assim sendo, eu acredito que ele vai atacar o Irão, algures antes das eleições, porque acredita que é a única forma de garantir a reeleição. Quão patético é ele?

Entretanto, Obama não só não atacou o Irão como assinou um acordo histórico com aquele país e um conjunto de países europeus, que permitiu controlar os avanços nucleares de Teerão e aproximar antigos rivais, acordo esse que Trump tratou de rasgar mal se sentou na Sala Oval. [Read more…]

Também quero saber o que se passou, mas tudo o que se passou…

Alguma esquerda, em particular a folclórica, protesta contra os órgãos de comunicação social, em particular os que se dedicam a analisar fenómenos criminais, pelo facto de não noticiarem o suposto assassinato de jovem cabo-verdiano em Bragança, por habitantes locais.
Concordo em absoluto, mas quero saber os factos todos, não apenas parte da história, contada a partir de determinado ponto. O que terá levado uma dezena de cidadãos a espancarem outro? Terá sido um problema de cor de pele? Terá existido alguma acção ou ameaça prévia, por parte da vítima que motivou e exacerbou a reacção dos agressores? É frequente em Portugal, grupos de pessoas espancarem alguém apenas por ser diferente? [Read more…]

Problemas domésticos

Todos saberão que Trump está a meio de um processo de destituição. Nada de novo. Há provas claras do que ele fez, mas que pouco efeito terão num Senado controlado pelo seu partido, mais preocupado em manter o poder do que com esses antiquados conceitos a que chamavam de lei e decência.

O lado preocupante dos problemas domésticos dos presidentes americanos é que estes tendem a alastrarem-se a outras nações por via da guerra levada a cabo fora de casa. Foi o que agora se passou com o ataque ordenado por Trump ao Irão. E o mesmo se passou com anteriores presidentes, tais como Bush e a invenção das armas químicas no Iraque ou o ataque de Clinton ao Iraque, também, aquando da sua destituição.

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A superioridade do ego

Este D. Quixote vê moinhos de conspirações, onde pais e professores são os gigantes que evangelizam as pobres criancinhas em modernices sem jeito, ao mesmo tempo que se esquece de olhar para o espelho.

Cabe aos pais responsáveis e isentos da contaminação ideológica impor a sua autoridade (de pais e de contribuintes) e deter o desastre em curso.

Poluição, alterações climáticas e desigualdade social

Será néscio negar a excessiva poluição que o Ser Humano provoca, em especial a queima de combustíveis fósseis para o fornecimento de energia à indústria e aos transportes, com especial gravidade nos aéreos e marítimos, ou a produção de plásticos e baterias para tudo quanto é aparelho.
O problema é grave e urge encontrar soluções que modifiquem os hábitos de todos os consumidores, como já vai acontecendo, e não castigar os mais desfavorecidos através da penalização com impostos que, para além de não alterarem hábitos, criam uma desigualdade inaceitável entre ricos e remediados, onde os primeiros poderão continuar a poluir quanto quiserem desde que paguem!

Left – Mellimage/Shutterstock.com, center – Montree Hanlue/Shutterstock.com.

De uma forma geral, podemos dizer que os governos, nomeadamente o de Portugal, [Read more…]

Querido Mário Centeno,

Dada a nossa intimidade decorrente da extensa partilha dos meus rendimentos com o Ministério que chefias, certamente que não acharás desadequado o tom informal desta carta.

Como sabes, culminou na passada consoada mais uma troca de geringonças, que isto de brinquedos e meias é coisa de antigamente. Foi um momento bonito de se ver, com embrulhos trazidos pelo Pai Natal para miúdos e graúdos.

É sobre ele, o Pai Natal, que te escrevo.

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O Poder dos 22

Este é um princípio aplicável a todos os sistemas sociais e políticos derivados da geometria do duplo cubo, matriz da civilização judaico-cristã e também conhecida por Cabala – o Poder dos 22 (As 22 letras do alfabeto – 2020 é ano curioso):
– o “eleito” não pode ser julgado pelos homens nem pelas suas instituições, a não ser em casos absolutamente singulares, quando a acção desse “eleito” colocou em risco a estabilidade do próprio sistema – o Radical Livre. E mesmo aí, em sua defesa se ouvirão várias Hierarquias de Anjos.

FORA RTP 1 !

As badaladas conspurcadas com publicidade??? RTP 1, tratas-nos como gado, vendes-nos até nas (poucas) tradições que ainda mantemos. Deste-nos uma entrada desaguisada em 2020. Sacanagem. RTP 1, para ouvir as badaladas de fim do ano, NUNCA MAIS!