Quando boas pessoas se juntam…

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…Coisas boas acontecem.

Sem dúvida!

Foi exactamente isso que aconteceu neste fim-de-semana. Na impossibilidade de estar presente na Festa de Natal de uma instituição que vou apoiando com trabalho voluntário sempre que posso, decidi convidar algumas pessoas que mal conheço mas que me pareciam gente de qualidade e solidária, para dar uma ajuda. Essas pessoas, revelando o que de melhor os seres humanos trazem dentro de si, convidaram outras pessoas para ajudar e todos juntos foram, segundo soube mais tarde, uma ajuda preciosa para o sucesso da festa que pretendia animar crianças com problemas sérios de saúde e respectivos cuidadores. É isso que acontece quando as pessoas decidem unir as suas forças e boas-vontades e fazer algo para melhorar um pouco o que as rodeia. Pode a estas pessoas ter parecido que não fizeram grande coisa, mas na verdade, contribuíram para por um dia melhorar um pouquinho a qualidade de vida de pessoas que poucas alegrias costumam ter. Quase de certeza que esses voluntários não serão tão cedo esquecidos por aqueles que ajudaram.

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Raised by Wolves, dos U2

Pode ser visto exclusivamente durante umas horas no site Nowness. Este video tem a particularidade de ter sido realizado em Lisboa por um dos nossos excelentes artistas dessa arte ainda vista como menor, a street art. O realizador é o lisboeta Vhils, que faz estes trabalhos fabulosos:

Dedicada aos biltres da governação actual e passada

Quando eu morrer

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Hoje, já dia 2 de Novembro, mas ainda dia 1, celebrou-se mais um Dia de Todos os Santos. Dia de ida ao cemitério. Dia que se justificava ser feriado, já que as famílias aproveitam para se encontrar. Velar os mortos é apenas um pretexto e em muitos casos reúnem-se dezenas de pessoas em torno de um jazigo. É uma forma de recordar quem partiu e de estar com quem ainda por cá anda. Morte e vida são celebradas de mãos dadas. Mas claro que a nossa Igreja, ao ser confrontada com a necessidade de reduzir feriados religiosos, escolheu eliminar este. Um dos poucos feriados que realmente juntavam as famílias. Tem muito de pagão, é verdade, mas foi a própria ICAR que tentou abafar uma celebração bem mais ancestral…

Hoje celebra-se a vida através da recordação dos mortos e dos seus feitos. A mim continua-me a fazer espécie aproximar-me de um buraco no chão coberto por lápides de mármore, sabendo que o corpo inerte do meu pai está algures ali por baixo desfazendo-se lentamente. Raramente visito o cemitério. Não suporto a ideia de o saber ali. Detesto ver a fotografia dele numa placa de mármore. Abomino sabê-lo ali. Sempre acreditei e defendi que a melhor homenagem que podemos fazer aos nossos mortos é tê-los tratado bem em vida. Que adianta ir regularmente ao cemitério, limpar campas, comprar flores, acender círios, se não os tivermos tratado bem em vida? Não foi exactamente o meu caso. Sempre «choquei» com o meu pai. Feitios demasiado semelhantes. Demasiadas diferenças de opinião. No entanto, já doente, visitei-o sempre que podia. Por vezes sabia que iria ser mal recebida, que iria ser maltratada, mas aparecia. O fim de vida dele não foi digno. Um homem enérgico preso a uma cama, a usar fraldas, dependente de terceiros para a higiene e alimentação, frequentemente com alucinações… Não foi bonito.

Sei que não estive presente tanto quanto devia. Sei que não dou o apoio que devia à minha mãe. Sei que não a vejo tanto como gostaria e isso vai radicalmente contra a minha teoria de tratar bem em vida porque o que importa e o que conta é a sua presença vivos. É isso que nos permitirá recordá-los depois de os perdermos. [Read more…]

A uma heroína anónima

Fotografia retirada da página online do Público

Fotografia retirada da página online do Público

Não ficará para a História da nação.

Ficará certamente na pequena história familiar, talvez a mais importante de todas, e principalmente na história dos quatro irmãos mais novos que salvou antes de voltar a entrar naquele maldito apartamento e o seu corpinho ser, desafortunadamente e injustamente, roubado de toda a vida. Será falada na família como uma heroína. Será contada aos sobrinhos que talvez lhe venham a dar e que nunca chegou a conhecer, da forma falaciosa que as nossas memórias nos fazem reviver momentos passados.

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Que é que as esposas dos juízes do STA lhes andam a dizer?*

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* Título alterado, visto que, por lapso, tinha escrito STJ em vez de STA, tendo incorrido no mesmo engano ao longo de todo o post. Peço desculpa a todos os que inadvertidamente enganei. Estava preocupada com a notícia em si e confundi os Supremos. É o que dá quando nos concentramos naquilo que é realmente importante: a falta de conhecimentos – e de pinadelas – destes profissionais.
Depois de ter conhecimento desta notícia, só posso pensar que os doutos juízes do Supremo Tribunal Administrativo*  andam a ser – e bem – enganados pelas esposas.

Ora bem, todos estão com mais de 55 anos de idade e acham que ter relações sexuais naquela idade é irrelevante. Vários estudos provam que o sexo depois dos 50 é bom e faz bem à saúde, a menos que se enverede por práticas de risco (de notar que esta é uma notícia falsa).  Portanto, temos aqui algumas questões sobre as quais convém reflectir:

1- Os digníssimos juízes do STA* (entre os quais há uma mulher) pensam que sexo depois dos 50, sobretudo para mulheres, é irrelevante, o que, por si só, leva a pensar que esses senhores não conhecem bem as suas esposas. Ou que as esposas estão tão fartinhas de os aturar que lhes dizem que já não estão em idade para essas maluquices. Agora, pergunto eu, se está provado que sexo depois dos 40 é tão melhor, o que é que aquelas marotas andam a fazer? Hmmm, cheira-me a esturro! Se calhar, os senhores juízes até preferem não saber;  [Read more…]

Sociedades Modernas

Conduzem a isto.

Trágico!

Show de bola

Diz que a Musa de Portugal na copa mostrou as bolas ao A Bola, para que os jogadores sem grandes bolas não passem bola ao Gana e mandem as bolas direitinhas para a baliza.

Boa bola! Queremos que sejam bola prá frente.

Vamos à bola?

As americanas andam loucas

 

 

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Ele há coisas que me ultrapassam.

Uma delas é a maluqueira que gira em torno de Jeremy Meeks, um rapaz de 30 anos, um ladrão, praticante de assaltos à mão armada e até, diz-se por aí à boca cheia, envolvido em tráfico de mulheres. Foi apanhado e levado para o lugar que melhor lhe assenta.

A mamã do menino, cheia de pena do seu rebentinho, fez o que que faz qualquer mamã em desespero para salvar os seus filhos: criou uma página no Facebook, pois claro, para angariar fundos para tirar o seu anjinho da cadeia, que lá a vida é dura e o menino, coitadinho,acorda todos os dias a chorar. Logo ele, que nem merece ver o sol aos quadradinhos. Ele, que até estava a endireitar e só tinha uma armazita para protecção. E pelos vistos, a página ia em 50.ooo likes. Fiquei chocada. Fui verificar. Tem 3 páginas, duas como comunidade e outra como figura pública. No momento em que escrevo este post, uma das páginas tem mais de 203.000 likes, outra tem mais de 92.000 e a última tem cerca de 70.000. Um total de mais de 365.000. Trezentos e sessenta e cinco mil!

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Que piscina é que o PPC frequenta?

Ia já lá verter águas

Regresso ao passado

Parece que ontem, dia 20 de Junho, se cumpriu uma «tradição» em Braga, manchando a festa alegre que se pretende que o S. João seja. Uma tradição que não era cumprida há 98 anos. Saudosa, portanto!

Diz quem viu e até faz (má) locução na Tv Minho que foi «um momento bonito». Eu olho para aquelas imagens e ocorrem-me vários adjectivos. Nenhum deles será bonito. Bonito, bonito seria deixarem o Libório no seu cantito.

Foi-me garantido, ainda na véspera de tão fantástica ressurreição, por um amigo próximo que estava na organização de tamanha crueldade, que o animal não sofreria qualquer dano. Eu, conhecedora do comportamento humano quando em «matilha» e frequentemente em estado de pouca sobriedade, imaginava o que por aí viria.

Infelizmente, pelo que li de relatos de quem viu o acontecimento e foi mais imparcial do que o magnífico repórter da Tv Minho e pelo que vi nas imagens, a realidade foi mais ou menos como eu a imaginara.

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No país onde toda a mulher é fruta…

… a Pêra quer salvar a selecção do Felipão (será que os homens são todos pão?):

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Se vos aparecer um anúncio da Scandifinance

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…fujam a sete pés!

Foi o que eu fiz, mas antes disso pedi ajuda a um companheiro aqui do Aventar para umas pequenas investigações e decidi contribuir para desmascarar mais um esquema.

Tendo respondido a um anúncio para emprego, recebo como resposta este email, cujo conteúdo passo na íntegra:

«Caro Candidato
Nossa empresa Scandifinance está em busca de funcionários. Temos o prazer de recebê-lo como um candidato para a nossa oferta de emprego em Portugal.
Somos um novo grupo de investimento com vários anos de trabalho na Europa.
Nossa empresa tem grandes perspectivas em Portugal. Nossa empresa é uma empresa líder no mercado de empréstimos e mini empréstimos. Nosso objetivo é expandir o nosso negócio e também que nossos clientes recebam o melhor
serviço possível.
Atualmente, estamos expandindo nossos negócios em Portugal e por isso precisamos de mais trabalhadores para promover a nossa empresa e atender às necessidades de nossos clientes em Portugal e no resto da Europa.

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Pagamento em gelados?

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Subitamente, um erro – ou mais do que um, ao que parece – num cartaz da Olá, marca representada pela empresa Unilever, assumiu proporções mediáticas nas redes sociais. De tal modo, que até foi notícia de jornal. Nesta notícia, dão-nos conta da justificação da Unilever para este erro absolutamente inaceitável numa empresa com tão grande visibilidade: “Verificou-se um lapso na produção destes materiais que foram distribuídos indevidamente, facto que muito lamentamos. O Departamento de marketing da Olá já tem conhecimento desta ocorrência, pelo que as referidas peças estão já a ser retiradas”.

Acontece que o «lapso na produção destes materiais» dura há pelo menos dois anos, ou ocorreu também há dois anos, como bem o documentou aqui o meu colega aventador Ricardo. Não terá, na altura, tido estas repercussões. Talvez poucos tenham reparado, talvez poucos tenham lido o Aventar. O que é certo é que, se alguém denunciou este erro em 2012, ele não foi corrigido.

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O Vilares morreu

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Ontem recebi uma notícia horrível. Daquelas que não esperamos e que nos caem como um baque. Li e reli a mensagem escrita que recebi. Telefonei a quem me enviou a mensagem. Sabendo que não era, não podia ser, brincadeira, tive aquele pensamento irracional de que talvez o telefonema apagasse a mensagem recebida.
Claro que isso não aconteceu.
Era verdade. O Vilares morreu.
Pior, morreu há 15 dias e nós não soubemos de nada. Como se aquela presença se tivesse apagado. Ponto.
Odeio velórios e funerais, mas já aprendi que eles são uma forma de nos despedirmos das pessoas que nos dizem alguma coisa. São um meio de prestarmos o nosso apoio à família enlutada. Por isso, me custa tanto saber da partida de alguém que conheço e não poder estar presente na despedida, nem que seja durante apenas meia hora.  [Read more…]

«Os animais não têm direitos»

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Um dia depois do competentíssimo e sapientíssimo veterinário, mas também (ó coerência!) ganadeiro Joaquim Grave ter voltado a dizer que os animais não têm direitos, no extremamente imparcial programa da RTP Prós e Contras, moderado por esse grande (a mim até me parece cada vez mais inchado) vulto da televisão que é Fátima Campos Ferreira, os pobres animais foram alvo de mais um ataque hediondo e cobarde.  [Read more…]

A Conchita não inventou nada de novo

Foto da estátua exposta no Museu da Diocese de Graz-Seckau, curiosamente, na Áustria.

Foto da estátua exposta no Museu da Diocese de Graz-Seckau. Curiosamente, na Áustria.

Como se pode ver pela imagem, muito antes da salsichada em que a Conchita Wurst parece ter-se metido, o que só lhe traz benefícios, já havia uma mulher jeitosa e barbuda. Mas santa. E ohne wurst…

Go Anna!

  Um vídeo que tinha que passar por aqui, ou não fosse o Aventar um blogue de excelente bom-gosto. Critique-se o que se criticar, e este videoclip (será que se lhe pode chamar isso?) está pejado de oportunidades para praticarmos esse exercício, é interessante a associação que se pode fazer entre By Anna e Vai Anna (Go Anna), e, em última instância, Baiana (que me perdoem as Baianas, mulheres que muito admiro). Lagarto, lagarto, lagarto! Ou, como a Anna certamente dirá: largato, largato, largato! Por tudo aquilo que pode ser retirado desta brincadeirinha, isto dava um excelente  tema de uma tese de doutoramento. Pena é a melodia gamada à Britney Spears. A Anna ter-lhe-à (perdão, terá-lhe) pedido autorização? Uma coisa é certa, se a rapariga pôs isto a render através do Google AdSense, como já foi sugerido, nem precisa de um marido para fazer fortuna.

«A culpa é da Páscoa»

puta e merdas

Já ouvimos no passado o mau tempo ser acusado dos maus resultados da economia. E o que parecia surreal e anedótico, foi ontem verbalizado pela ministra luís albuquerque.

Ouvi incrédula esta espécie de governante dizer, na sua postura sempre arrogante e fria, completamente distante de quem votou nos palhaços que a colocaram naquele posto, que a economia não teve melhores resultados no primeiro trimestre do ano porque (hélàs, já cá faltava esta desculpa) a Páscoa foi tardia! E como a Páscoa calhou em Abril, as pessoas fizeram as compras de Páscoa em Março, arruinando, assim, a nossa tão promissora economia. É que, segundo aquela brilhante mulher, se a Páscoa tivesse sido em Março, as pessoas teriam feito as compras em Fevereiro e a economia teria florescido em todo o seu esplendor.

Triste país este, tão atacadinho de todos os lados! Ou é o mau tempo, ou é o Coelhinho da Páscoa, está tudo contra nós…

Nem a Nossa Senhora de Fátima nos salva desta cambada hedionda que se colou às cadeiras do poder, qual lapa mijona atracada às rochas.

A mulher gorda…

Pode participar de um estudo.

Há uns dois anos atrás e residisse eu em Coimbra, já tinha pegado no telefone…

 

Os pobres

São assim.

Coisas que se encontram no facebook…

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Isto admite-se?

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Francamente, eu até sou uma pessoa algo liberal, mas isto? Isto? Ai, se a censura de excelência que ainda existia no dia 24 de Abril de 1974 continuasse o seu digníssimo trabalho…

Ele há coisas que não se pode admitir. Eu sei que os tempo vão modernos e que as criancinhas devem começar desde cedo a preparar-se para a vida, mas um livro juvenil com este título? É que nem sei o que dizer. Espetador e ainda por cima intrometido? Mas ele vai espetar o quê? Em quem? Ai, que eu prefiro nem pensar!

25 de Abril no Porto – Avenida dos Aliados

O 25 de Abril que não vivi

Foto retirada do blogue folha de poesia

Foto retirada do blogue folha de poesia

Era uma miúda naquele histórico, admirável e já demasiado distante dia 25 de Abril de 1974. Para ser mais correcta, nem bem uma miúda era. Era assim a modos que um projecto de pessoa.

Tinha exactamente 4 anos e 27 dias. Memórias desse dia? Zero. Nada. Um vazio total. Infelizmente, não era uma menina-prodígio, não me recordo de absolutamente nada, para grande desgosto meu. Nem uma coisinha.

O único momento da pátria que merecia ser recordado e vivido na primeira pessoa e eu, nada! Há coisas que nos deveriam ficar gravadas na memória, mesmo que as não tivéssemos presenciado, mesmo que fôssemos demasiado pequeninos para as sentirmos, para abarcar toda a sua importância.

Mas, então, por que raios estou eu a escrever isto? Escrevo exactamente porque não vivi, mas gostaria de ter vivido. Escrevo porque há memórias que, não sendo originalmente minhas, me dominaram, tomaram conta de mim e passaram a ser minhas, ou, para ser mais correcta, eu é que passei a ser dessas memórias, de tal forma elas são, ainda hoje, ou talvez hoje mais do que nunca, tão importantes. Escrevo porque quero que as minhas filhas nunca tenham que passar por uma ditadura. Escrevo porque acho vital que nos lembremos do que antecedeu esse dia, de tudo o que conduziu ao que foi esse dia, por muito distante que ele nos pareça, por muito que a democracia nos cheire a podre. Antes o cheiro a podre da democracia do que o cheiro a mortos da ditadura.
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Corramos todos a libertar o Cravo

Que o artista Bordalo II tão bem retratou na Rua José Gomes Ferreira, em Campo de Ourique.

Uma imagem vale mais do que mil palavras? Vale mais do que um milhão e retrata fielmente o que me vai na alma.

Amanhã vou para a rua gritar.

25 de Abril Sempre, Fascismo Nunca Mais!

cravo engaiolado

Boa Páscoa

coelho ladrão

O Judas é imortal

Em plena época Pascal, fui parar a um reino onde se faz justiça pelas próprias mãos. Descobri que Judas, o fulano, talvez gay e seguramente traidor (um dos cartazes que não fotografei dizia que ele traiu Cristo e gostou) é um ser muito mau carácter que comete crimes hediondos: tira a sopa aos habitantes do reino, é corrupto e deixa o seu país de luto, provocando graves danos no bolso de todos, não pede factura (ficando, assim, impedido de ganhar um Audi que o magnânimo primeiro-ministro do reino tanto quer oferecer aos habitantes, para além de contribuir para a economia paralela), usa luvas brancas, certamente para executar os seus roubos sem deixar impressões digitais, e isto apenas para citar alguns dos seus crimes. A juntar a isto, parece que Judas não prima pela beleza física, pois é detentor de umas enormes orelhas de coelho e imagino-o um gordo visto que nem cabe no Portas, ai, perdão, não cabe nas portas. Juntando a tudo isto, Judas é um inculto que nem sequer é capaz de escrever poesia, imagine-se!

Piorando a situação, este energúmeno não contribui para a economia local passando férias no Inatel. Deve ser demasiado importante. Tão importante que nem precisa de emigrar, que isso de emigrar é para o povo e para os reles mortais.

Mas algo de bom este Judas teria que ter. É que enfiado num espeto, ele dá um bom amuleto. Felizmente, como comecei por dizer, foi feita justiça e este ser execrável foi queimado esta noite. Felizmente que na vida real nada disto existe.

Sacrificados

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Diz quem acredita que Cristo foi dado em sacrifício ao seu pai, com a anuência deste, para nos salvar a nós, ímpios, de todo o pecado.

Se assim foi, por que motivo continuam tantos e tantos seres a ser sacrificados diariamente?  Como se explica que haja famílias destroçadas tão frequentemente? Não bastou aquela morte?

Como é que um padre que já enterrou 92 pescadores consegue continuar a acreditar em Deus e consegue continuar a exercer a sua profissão? Respeito a fé deste homem e de todas as pessoas que acreditam, mas é algo que me ultrapassa.

Desde Outubro do ano passado voltei a estar em contacto com a população de Vila do Conde e Póvoa de Varzim. Muitos dos meus formandos são caxineiros. Sempre que algo acontece no mar, noto-lhes as preocupações no rosto, ouço-os mais calados, sinto-os apreensivos. Por vezes, nem sei que se deu mais uma tragédia, mas, mal entro na sala de formação, percebo logo pelo ambiente que algo aconteceu. [Read more…]

Esconder o corpo do julgamento dos outros?

Com estes fatinhos de licra?