Não sei como acreditar
nesta sondagem.
Acredito nela da mesma forma que deveria ter acreditado naquelas que davam 2% ou menos ao CDS antes das eleições europeias.
De qualquer forma, se estas sondagens forem a real intenção dos Portugueses, vamos ter um problema bicudo. Ninguém se vai entender.
Um empate entre PSD e PS, sem se saber quem vai ficar em primeiro. Vai ser um bico de obra.
Há meia dúzia de dias atrás, o cenário era um pouco diferente, também com uma sondagem fidedigna.
Outras se seguirão, com outros resultados “à la carte”.

Oskar Schlemmer



lápis azul – segunda versão: uma das melhores noites da cidade invicta, nos últimos tempos, são as quartas-feiras no CONTAGIARTE. porquê? porque é a noite da festa REGGAE. todavia, o objectivo desde «post» é dizer-vos, caríssimos, que hoje, hoje, vi «gunas», a sério, «gunas» a dançar marley e tosh. eh pá, se tu lá fores, consegues ver todas as noites brancos com rastras, erva a rodos, meninas da foz com vestidinhos dourados, metálicos todos a preceito, belezas africanas, todos a curtir a pátria do grande BOLT, mas «gunas» !? é de partir. há muitos sítios onde a noite portuense funciona, mas uma noite de quarta-feira no CONTAGIARTE vale sempre a pena, mesmo com «gunas». fumes charros, erva ou cigarros, bebas cerveja ou bebidas brancas. não é uma noite do estilo «porreiro pá!», é só uma noite do «porreiro». ZION TRAIN IS COMMING YOUR WAY ! Marley forever and a day!
pressupõe-se, erradamente, que um grande guitarrista é essencialmente um solista. uns valentes vinte e cinco anos atrás, numa conversa de comboio, dizia-me o alexandre soares (fundador, primeiro vocalista e guitarrista dos GNR) qualquer coisa como isto: «eh pá, um gajo começa por querer aprender uns acordes para sacar as músicas das bandas que gostamos, depois, com alguma técnica, sacámos mais ou menos os solos e passado alguns anos pensámos que até já somos alguém e temos o nosso som, mas, merda, o que todos nós gostaríamos de ser é como o johnny marr!» Johnny Marr não aparece citado no artigo a que me referi no «post» passado. percebe-se muito bem porquê. está fora do mundo dos grandes solistas. é, aliás, ainda um muito maior escândalo que ninguém refira na citada «classic rock», por exemplo, lou reed. adiante. na primeira metade dos 80’s, em pleno pós-punk – o que na altura ficou conhecido em portugal como som da frente, termo forjado pelo grande antónio sérgio no programa anónimo – as três grandes bandas de culto eram, como toda a velhada sabe, the cure, the smiths e U2. claro que também por cá andavam na boca e ouvidos de todos os the sound, os felt ou os echo and the bunnyman. se nos the cure, robert smith assumiu a banda sózinho, nos U2 e nos the smiths constituiam-se duplas na boa tradição da pop – bono e the edge, morrissey e johnny marr. mais do que os irlandeses, os de manchester foram vistos na altura como os «lennon-mccartney» do seu tempo. foram-no? pensamos que sim. a vida dos the smiths foi curta – entre 82 e 87 – mas a sua obra discográfica é magistral: «the smiths» 1984, «meat is murder» 1985, «the queen is dead» 1986 e «strangeways, here we come» 1987 são os longa-duração da banda. morrissey tentou reeditar a dupla com vini reilly em «viva hate» mas não o conseguiu. por outro lado, a carreira de johnny marr, pós-the smiths, é, no mínimo, errática, mesmo contando com os electronic.





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