
Ainda vamos ver o “Ministro” Nuno Melo a propor a incorporação obrigatória dos sem abrigo nas Forças Armadas….
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Ainda vamos ver o “Ministro” Nuno Melo a propor a incorporação obrigatória dos sem abrigo nas Forças Armadas….
Reparem, o homem disse isto sem se rir…. Entre barcos que metem água, tanques que não circulam, aviões que não voam e opiniões que nos espantam é caso para dizer: o que raio se passa com as nossas Forças Armadas???

Não se via nada assim desde o êxito que foram os submarinos de Paulo Portas.

Segundo Nuno Melo, jovens delinquentes ganhariam com a formação das Forças Armadas. Acho que ganharíamos todos. Acontece que há quem faça o serviço militar obrigatório para depois chegar cá fora e se ver envolvido em esquemas criminosos com luvas e submarinos, para não falar em financiamentos ilícitos à Jacinto Leite Capelo Rego. Há até quem assine resoluções de bancos na praia, enquanto degusta um cocktail com um mini-guarda-sol e fruta na borda, sem ler as letras pequenas. Ou as grandes. Ou qualquer letra. Se a tropa poderia ter feito alguma coisa por isto? Não sei. Mas três meses na solitária sempre dariam para reflectir sobre o sentido da vida.
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Ainda o bem-sucedido processo de vacinação não estava concluído, já os portugueses se tinham rendido à eficiência e ao low profile abnegado do vice-almirante Gouveia e Melo. E foi, de facto, um trabalho notável e exemplar. Merece, a meu ver, todos os elogios. E a recusa categórica do messianismo foi a cereja no cimo do bolo:
Eu não sou político. Qualquer ser que apareça como o salvador da pátria é mau para a democracia, porque a democracia salva-se em conjunto com todos os atores do sistema democrático.
Não foram poucos, aqueles que, num ápice, se converteram à religião das fardas. Alguns por admiração, outros por desencanto de longa-duração com o funcionamento da democracia, outros ainda com os olhos postos numa solução autoritária, olhando para Gouveia e Melo como um meio para atingir um fim. Felizmente para nós, os militares portugueses têm tido um papel central nos combates pela democracia e pela liberdade, e, parece-me, são poucos dados a cantos de sereias fascistas. Basta ver o que fizeram aos antepassados desta nova vaga de extremistas de direita, naquela madrugada inicial, inteira e limpa.
Escrevi um texto há quase dois anos acerca do facto de haver empresas privadas de segurança a tratar da segurança de forças de segurança do Estado. Parece um trocadilho, mas é também a realidade a ser mais tristemente cómica do que qualquer comédia. Confirma-se: não deve faltar muito para que um arremedo de ficção seja menos verosímil do que a verdade.
Dois anos depois, um paiol foi assaltado nas calmas, tão nas calmas que poderia ter sido eu o assaltante. Ainda por cima, verifica-se que, mais uma vez, o Estado comprou serviços, pagando a privados aquilo que deveria resolver com recursos próprios. Os engravatados que governam os governos chamam a isso outsourcing, que é uma coisa tão externa que só pode ser dita em inglês.
Tenho horror a simplismos, mas parece-me demasiado óbvio que também este problema resulta das negociatas feitas em nome do Estado por gente que dele se apropriou para o vender aos bocadinhos, numa actualização da metáfora em que a raposa toma conta do galinheiro. É assim nas Forças Armadas, é assim na Educação, é assim na Saúde. Ou como escreveu Saramago: “privatize-se também/a puta que os pariu a todos.”
Ministro da Defesa anuncia 6.088 promoções nas Forças Armadas (DE)
Entretanto, conseguiu uma esperança média de vida de 78 anos, uma taxa de alfabetização de 96,3% e “o povo mais feliz do planeta”.
Loureiro dos Santos, general de pousio, assanhou-se todo – em frente do Medina!… – contra a hipótese de as “reformas estruturais” chegarem ao reino sombrio das forças armadas. E digo sombrio porque impensado e, parece, impensável.
Gostava de ter visto o ilustre comentador – oportunidades não lhe têm faltado – ostentar a mesma firmeza quando este governo carniceiro rapina sobre o que há de mais essencial para uma vida digna deste povo. Mas não. Só agora aparece a ranger os dentes e a ameaçar irresponsavelmente com movimentos “de indisciplina nas forças armadas”. É típico e não é uma estreia.
Não, não sou dos que entram em demagogia sobre a utilidade das forças armadas. Mas gostaria que todos – sublinho, todos – os partidos e movimentos políticos se confrontassem séria e profundamente sobre as questões da defesa nacional e, por uma vez, enfrentassem corajosamente os seus problemas, dispensando-nos à retórica vã e politicamente cobardolas que é habitual sempre que nos abeiramos deste tabu. [Read more…]
Longe de mim alarmar as pessoas, especialmente aos meus concidadãos. Mas, mal vi esta notícia, lembrei-me do Chile. Os militares estavam descontentes com a legislatura de Allende que governava em nome do povo.
É evidente que a situação é diferente, bem sabemos, mas quando os bolsos das pessoas são tocados, acaba todo por ser um sinistro de grandes proporções. Os soldados de Portugal sempre defenderam o povo e a sua soberania, causaram o 25 de Abril de 1974 que salvou ao país da escravatura do governo da ditadura de longo curso Salazar-Caetano.
E as formigas são as forças armadas.
Quando Obama foi eleito muitos exultaram e chegaram a falar em novo mundo e nova ordem mundial.
Tolice e ingenuidade.
O presidente dos EUA, seja ele quem for, é o presidente de um império que tudo fará para se perpetuar como tal. O presidente dos EUA é, acima de tudo, o presidente da potência que, desde a 2ª Guerra Mundial, se afirma pela força das armas para estabelecer os desequilíbrios que lhe sejam estrategicamente convenientes, independentemente dos valores que o discurso oficial americano possa, num momento ou outro, propalar. Acontece que, após a Guerra Fria, o mundo se tornou mais ameaçador para os EUA, com menos aliados seguros e inquestionáveis, com mais frentes de “consolidação” da sua força, com maior dispersão de vontades e de movimentações. Assim, de “vitória em vitória”, as forças militares americanas foram-se exaurindo e exaurindo os cofres do estado, ainda que para benefício dos grandes interesses privados e senhores da guerra internos.
Obama, o presidente do país que mantém a sua supremacia pelo recurso ao aparelho militar, é, neste contexto, obrigado a redefinir prioridades e, sobretudo, a redimensionar o dispositivo bélico. Além disso precisa de focalizar e concentrar-se no único país que poderá a médio prazo substituir a América como próximo império mundial. E veio dizer, se tal fosse preciso, que os EUA não perderão a hegemonia pela via paz ou, por outras palavras, que enfrentarão pela guerra e pelas armas qualquer desafio à sua posição de império mundial. E veio, claro, desmentir quem – Academia Nobel, etc.- pensasse que poderia ser diferente nas atitudes, nos processos e no xadrez internacional. O cargo de presidente dos EUA depende pouco da pessoa que o exerce.
É compreensível algum silêncio incómodo em Portugal perante as declarações de Thomas Stephenson, assunto que já mereceu um post do Jorge. A reacção corporativa surgiu do General Loureiro dos Santos, que desvalorizando as questões sobre a compra de equipamentos, procura tratar o assunto como uma divergência de interesses económicos, entre os EUA e as Forças Armadas. Mas deixando de lado a questão dos equipamentos, que não é de forma alguma uma discussão inútil, importa debater que Forças Armadas pretendemos, sem esquecer que Portugal reivindica a continuidade da plataforma continental até aos Açores, a somar ao arquipélago da Madeira, o que implica algum esforço financeiro em meios navais e aéreos, quais será uma discussão para especialistas.
Colégio Militar: o programa do costume
Há alguns meses, tive a oportunidade de dizer a um muito interessado grupo de alunos do C.M, a razão pela qual discordava do – por eles esperado – ingresso do Príncipe Real na dita instituição. A violência física e verbal, a falta de respeito por colegas que antes de tudo, são uma reserva da nação. Ficaram calados e um tanto cabisbaixos, confirmando tacitamente a provocação.
Apesar de todos os relatos de atrocidades que a imprensa tem feito circular, parece que nada disto surge por acaso. Quase uma década decorrida desde a inacreditável tentativa de encerramento do Colégio Militar, perpetrada pelo absurdamente patético governo de Guterres, a situação permaneceu no limbo, assim como a desconfiança quanto às reais intenções de alguns sectores do regime. Guterres pretendeu transferir a formação dos nossos futuros oficiais, para a Academia Militar de S. Fernando, em Espanha. Todos sabemos o que isto indicia e não é certamente a habitual pecha da paranóia anti-castelhana que nos fará recuar na suposição.
É verdade que as práticas antigas de brutalidade e despótico exercício da coacção moral ou física, são extemporâneas, desnecessárias e contrárias à própria ética militar. No entanto, a profusão de comentários na imprensa e o "opinionismo comentadeiro" dos mesmos de sempre, levam-nos a uma vez mais suspeitar de outras razões que pretendem prosseguir com um há muito gizado plano. Se a isto juntarmos algumas suspeitas de interesses imobiliários no espaço da Luz, o panorama torna-se conhecido. O tempo o dirá.

Entre os dois passados sábados, estive em Toronto. Efectivamente. No Verão do maldito ano de 2024, de férias no Canadá, também fora a Toronto, mas soubera-me a pouco. Muito pouco. Assim, aproveitei a presença no New Sounds, oh yeah, para me estrear na Queen Books da Queen e também na Type Books e na She […]

Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
Chega aproveitou ranking manipulável para prometer limpar ‘gueto de Lisboa’.
Pois. Mas ainda não fez mea culpa quanto ao “agora facto é igual a fato (de roupa)“.
O “eu não sou jurista” é sempre seguido de um “mas”.
o Polígrafo continua a achar que António Costa é presidente da Comissão Europeia.
A sério? As pessoas? Talvez. Políticos? Olhe que não.
deve entender-se do ponto de vista metafórico e não literal.
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