Novas músicas portuguesas: Penicos de Prata – Falas da africana Jasminá

Leia a Ficha Técnica

Música para ir de férias (com dedicatória especial ao professor Raul Iturra Redondo)


GNR – Freud & Ana, do álbum «Os Homens Não se Querem Bonitos», de 1985. Uma das melhores músicas da carreira dos GNR, com letra de Rui Reininho e música de Alexandre Soares.

Dedicado ao nosso professor Raul Iturra Redondo, professor catedrático do ISCTE, especialista em Etnopsicologia, Antropologia e em tantas outras áreas e muito melhor do que algum dia eu serei.

Mão morta/Mãe morta
Vai bater aquela porta
“Que se lixe quem não dança”
(disse Carl Jung)

É o seculo XX/
É o sexo vintage
A nossa doença, a nossa militância
É há cá quem sofra de complexos
E quem se queixe de SIDA
Mesmo de novas misturas
Em casais de pombos
E há cada vez mais novos combos
E até electro-choques
(Insulina a rodos) e outros mentais retoques

Querida
Apareces-me em sonhos
Com penas de gato e muita comida
Que não te falte nada
Mesmo assim vestida
A tua líbido é mistura
De desejo e bebida

Como a cabeça do bispo
Tu comes a cabeça da dama
Vendo-te o “cavalo”
Empresto-te a torre
Mas quero saber quem me ataca [Read more…]

Novas músicas portuguesas: Silence is a boy – Vais de metro

Veja a ficha técnica.

Os motins são grandes e os Clash foram os seus profetas

Sempre achei que os Clash não eram apenas uma das melhores bandas de sempre (a melhor não existe), e que havia ali algo de transcendente, místico, uma cena dessas.

E confere. Vejam em 4 cantigas como tudo o que se está a passar em Inglaterra tinha sido escrito, e cantado.

1. Tudo começou assim, como de costume:

Police On My Back

2. Segue-se o enquadramento social e político

Guns Of Brixton [Read more…]

Novas músicas portuguesas: Bailenda – Moda da Lebre

Sobre este vídeo, leia a ficha técnica.

Chile em Barcelinhos

Do Chile veio gente dançar ontem sobre as águas do Cávado no 31º Festival do Rio. O Raúl Iturra bem podia ter cá vindo no comboio

A minha pequena homenagem a Amy Winehouse

Da primeira vez que ouvi Amy Winehouse senti um arrepio na espinha. Quando me confrontei com a sua imagem senti dois. Eu imaginava uma cantora negra, grande, gorda e saíu-me aquela trinca-espinhas branca e inglesa, de pose desconchavada, joelhuda, com make-up de bordel de terceira.

Gostava sinceramente dela, sem dizer apesar de, sentia uma certa comoção com aquela rapariga, com as suas escolhas, com os seus demónios, com o seu enorme talento. Não acredito que pudesse haver Amy Winehouse sem aquela Amy Winehouse, não acredito que aquela mulherzinha cantasse tanto, tão sofrida, poderosa e languidamente sem ser aquela mesma pessoa, aqueles dez-reis de fragilidade cheios de atracção pelo abismo. E também não acredito que a autora Amy Winehouse pudesse compor aquelas canções não sendo o ser perdido que era.

Haverá quem a recorde pelo acessório. Eu recordá-la-ei por “Frank”, por “Back to Black” e por algumas arrepiantes interpretações ao vivo. Foi uma Grande Artista e viveu como pôde. Agora repousa em paz – ou canta com outras almas gémeas, cheias de talento e de inquietude, como ela.

Amy Winehouse: durou pouco mas foi bom

Amy Winehouse, 1983 – 2011, RIP

Barcelos Tem Uma Frente de Rio!

Que tem vindo a ser desenterrada, e fazem lá umas festas

 

A ouvir…

THE MARGINALS é um projecto recente que junta Miguel Vilar, (vocalista dos ANGUS YOUTH) e Paulo Costa mais conhecido por Leco, músico de profissão. O som deste projecto parte do Indie, Folk\Rock mas abrange outras sonoridades, todas as canções têm uma história e toda a “estória” pode ser uma canção, é esse o mote. Os THE MARGINALS apresentaram os primeiros temas do seu álbum de estreia “Songs for the Rebels” no final de 2010 tendo recebido excelentes criticas, no inicio do ano despertaram o interesse do premiado realizador de curtas-metragens Suíço Christian Guy Tschannen que se ofereceu para realizar o primeiro video da banda “Damaged Man”

Quem pretender ouvir o álbum na integra, pode fazer download em http://www.reverbnation.com/themarginals , disponibilizado pela banda, sem infrigir copyright.

Os Coldplay no Optimus Alive


Deve ser a melhor banda do momento. Diz quem viu que o concerto no Optimus Alive foi muito bom. Os Coldplay estão muito, muito ligados à história do Aventar. O Vítor, o Ben e as paredes do Café Poeta, em Cinfães, dir-vos-iam por quê…

James Douglas Morrison, 8 de dezembro de 1943 – 3 de julho de 1971

We want the world and we want it…
Now
Now?
NOW!

Rui Veloso, Rodrigo Leão & Cinema Ensemble e The Gift, no Rio Douro

Para mais informações, ver EDP ou SIC.

Vieux Farka Touré na Linha do Comboio

E faz boa música também.

 

Era uma vez um rapaz…

Mozart Música para bebés

Conto de embalar para a minha descendência

Era uma vez um rapaz que não conseguia dormir. Ainda bebé e após da mamada, dormir não conseguia. A fada madrinha do rapaz, por nome Carolina[1], porque todos os pequenos têm fada madrinha para viverem calmos e sem medo, sussurrou no ouvido da mãe do rapaz: “toca Mozart[2] na viola ou no piano e vás ver o que acontece”. [Read more…]

Mais uma moedinha, mais uma voltinha…

As próximas acampadas são em:

AngraRock 2011 (Angra do Heroísmo)
Barco Rock Fest 2011 (Barco – Guimarães)
CoolJazz Fest 2011 (Cascais)
Delta Tejo 2011 (Lisboa)
Ecos da Terra 2011
Energie Music (Vilar de Mouros)
Entremuralhas 2011 (Leiria)
Festa do Avante 2011 (Amora – Seixal)
Festival Azure 2011 (Ilha Terceira – Açores)
Festival do Crato 2011    (Portalegre)
Festival Med 2011 (Loulé) [Read more…]

A estaca

 

Sinfonia n.º 4 de Brahms analisada por Bernstein

Brahms / Leonard Bernstein, 1957: uma análise da sinfonia n.º 4 em mi menor, Op. 98, de Brahms.

Uma pérola que encontrei há dias no Youtube.

Na mesma página do vídeo consta este sumário, que traduzi do inglês: [Read more…]

10 de junho

Esta é a pátria onde Camões morreu de fome e onde todos enchem a barriga de Camões

Almada Negreiros – A Cena do Ódio

Mestre Georges Brassens canta a versão castelhana de La mauvaise Réputation. Quando ouço isto, lembro-me sempre do dia de hoje:

Cuando la fiesta nacional
Yo me quedo en la cama igual,
Que la música militar
Nunca me pudo levantar.

João Gilberto: o senhor Bossa Nova faz 80 anos

Há uns trinta anos, carregando o peso do acne e do buço adolescentes, já eu era um candidato a intelectual e, nas loucas noites tentugalenses, que passava fechado no meu quarto, dedicava-me a ler livros que não entendia, ao mesmo tempo que ouvia programas de rádio, no tempo em que a rádio tinha programas.

Muito do que tenho de melhor, por pouco que seja, devo-o a muitas horas de rádio e a nomes como Maria José Mauperrin ou Aníbal Cabrita ou José Nuno Martins e a programas como “Café-concerto”, “Pão com Manteiga” ou “24ª Hora”.

No silêncio nocturno da minha solidão juvenil, foi exactamente na “24ª Hora” que descobri, maravilhado, um fio de voz que era, também, uma viola: João Gilberto. A primeira música que me lembro de lhe ter ouvido foi “Disse alguém”, versão de “All of me”, um standard que viria a (re)conhecer mais tarde.

O veludo, a leveza e o rigor da voz nunca mais me saíram do ouvido, até hoje, tal como a Bossa Nova e, à falta de melhor designação, a MPB. Hoje, João Gilberto completa 80 anos de idade. Parabéns, João Gilberto. Obrigado, 24ª Hora. [Read more…]

Outra música do dia

Leonard Cohen, princípe nas Astúrias

um poeta que é músico ou um músico que é poeta

por quem me alegro

Músicas e letras barrocas na Europa e nos Andes. Ensaio de antropologia social

Dedico este texto à nossa próxima neta, ainda sem nome, filha de Félix Ilsley e Camila, nascida Iturra. Tive a premonição que seria menina, menina é. Sentir-me-ei Beethoven e Bernard Shaw, se for nomeada Elisa. Donde, este ensaio sobre arte de música e letras é para a minha imaginada Elisa.

1.Antropologia.

Lembro-me que com vinte anos de idade dava aulas como assistente na Faculdade de Direito e Ciências Sociais da hoje Pontifícia Universidade Católica de Valparaiso, o porto mais amável e lindo do Oceano Pacífico. Encontrava-me a terminar o curso de Direito e Ciências Sociais, quando foi aberto concurso para assistente de várias Cátedras. Os Catedráticos que me estimavam e que sabiam o que eu sabia de Direito Penal, Direito do Trabalho, Direito Comercial, Direito Constitucional e de Medicina Legal solicitaram-me que concorresse. O Colégio de Advogados do Chile tinha-me premiado por ser a pessoa que mais sabia dessas matérias. Apesar disso, bem sabia eu o que existia por detrás desses convites: os 370 votos do operariado de Indústria do nosso pai, mais esses outros 370 das suas mulheres e um considerável número de votos dos seus descendentes maiores de idade. Mais os colegas do Senhor Engenheiro, os técnicos que trabalhavam para ele, e uma família imensa, coordenada pelo próprio Senhor Engenheiro, o nosso pai. [Read more…]

Parabéns Robert Allen Zimmerman

Blowin In The WindBob Dylan faz hoje 70 anos.

Bandex – Africana

O regresso de Diogo de Leite Campos, o desaparecido vice-presidente do PSD, ao ritmo africano de Pedro Passos Coelho.

The National ao vivo em Portugal

É já amanhã, dia 23, no Coliseu do Porto e depois de amanhã, 24, no Campo Pequeno em Lisboa.

Bandex, Sócrates e o Amor

Eles voltam a atacar. “O Amor não é para ser entendido, é para ser vivido“.

Depois de 6 anos a aturar o amor de Sócrates pelos portugueses, preferia ter só entendido.

Bob Marley e Zé Pedro

Is this love, Bob Marley

Duas figuras da música são hoje notícia; curiosamente, dois defensores da liberdade, da paz e da justiça social. Um, Marley, faleceu há 30 anos, com apenas 36 de idade. Outro, Zé Pedro, dos Xutos, vai ser submetido a um transplante do fígado.

O desaparecimento ou sofrimento de quem admiramos dói sempre. Nestes casos, dói-me absoluta e justificadamente. Tive o privilégio de viajar, lado a lado, em vôo Londres-Lisboa, com Bob Marley. Ia para África. Duas horas de conversa inesquecíveis. Foi na 2.ª metade da década de 1970. Aprendi que Marley era um inconformado lutador contra a fome, a miséria e as desgraças que ainda hoje castigam os povos de África, em especial os subsarianos. Marley era jamaicano de nascimento, mas africano de alma e coração. Como o tempo voa! Hoje, completam-se 30 anos desde a sua morte. Para mim, o rei do Reggae será sempre um símbolo vivo e digno de homenagem.

Zé Pedro, fora dos palcos, a última vez que o encontrei foi no Museu do Arroz, na Comporta. Festejava com familiares e amigos a recuperação de um caso complexo de saúde, de que havia sido acometido em Portimão tempos antes. Agora, está confrontado com a necessidade de se submeter a um transplante de fígado. No limite da capacidade humana, aquém e além dos médicos, dou-lhe publicamente o meu estímulo para que vença mais esta etapa. Força Zé Pedro! Os meus votos são sentidos e sonorizados, por “Is This Love” de Bob Marley. Uma canção com letra à feição de Zé Pedro, penso.

De pé, ó vitimas do júri

A luta continua, e fica comprovado: a Europa não gosta de nós. Quero uma jangada de pedra, a flutuar por aí. Até ao Brasil.

(aqui entre nós: desculpem lá, mas a classe operária feminina, a camponesa nem tanto, na década de 70 arejava as pernas. era uma concessãozita, minimal, e tinha ajudado. isso e um decote)

Actualização: Brainpool, vão prá Eurovisão que vos pariu e para o corno que a amansou.

O Festival Eurovisão e os Homens da Luta

Por causa dos Homens da Luta fiz o que há muitos anos não me lembro de fazer: estive a assistir ao Festival Eurovisão (semifinal). Uma xaropada de todo o tamanho, um hino ao mau-gosto europeu, pimbalhice pura.

Os Homens da Luta não se apuraram. Podia ter sido ao contrário que a minha opinião não mudava um milímetro. Aquilo é tão mau que ninguém pode orgulhar-se de ganhar. Só participar, já envergonha.