Bilhete do Canadá – Notícias e comentários

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Maria Luís Albuquerque – “Se eu fosse ministra, Portugal não sofreria sanções”.
É um argumento de pátio, varinesco que fede. Traduzido, quer dizer: chamo antes que me chamem.  Porque, como todo o país sabe e a UE não ignora,  quem criou uma situação passível de sanções  foi ela mesma, com o pleno apoio do governo a que pertenceu.  A pandilha da UE resolveu virar o  bico ao prego, usando esta ameaça para  tentar denegrir o governo actual. E, claro, está a contar com o apoio de Maria Luís, Passos Coelho,  Montenegro, Nuno Melo. Cristas, Rangel, etc., capachos onde Schäuble e Merkel limpam os sapatos.

Comissário europeu avisa: fundos estruturais podem ser congelados a Portugal.
Mais um cachorro amestrado da matilha que os dirigentes da Alemanha aconchegam e nós pagamos.

Miguel Relvas perdeu o curso por decisão do tribunal.
Não perdeu a vergonha porque nunca a teve.  O mesmo se diga de quem dirige a Univ. Lusófona:  fez o que fez pelo “irmão da loja” e teve o despudor de anular 150 cursos obtidos da mesma forma.  E não há ninguém que feche essa chafarica. E outras. [Read more…]

O jogo Alemanha – Itália resumido em 7 segundos

Maria Luís Albuquerque: o que os jornais não contam

30102230919002Maria Luís Albuquerque tem feito furor com o novo refrão estival “Se eu fosse ministra das Finanças, a questão das sanções não se colocava.” Desde “Maria, quero cheirar teu bacalhau” que o Verão português não conhecia um sucesso tão grande, o que é óptimo, porque não há nada melhor do que ir em cantigas.

Alguns jornais têm assinalado que o chamado défice excessivo pelo qual Portugal poderá vir a ser punido é o de 2015, ano em que as finanças portuguesas estavam a cargo da mesma pessoa que declara que não haveria punições se ainda fosse responsável pela área das contas públicas. A antiga ministra das Finanças também terá dito que isso de ser multado por ir em sentido proibido não se colocaria se fosse ela a conduzir.

Alguns mais distraídos poderiam pensar que o défice é apenas uma questão de números, mas as declarações da própria Maria Luís, uma economista, mostram que não é assim. No fundo, Maria Luís é da escola sampaísta, que defende que há vida para além do orçamento. [Read more…]

Quiosque Regional, #10, A Voz de Trás-os-Montes

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A Voz de Trás-os-Montes

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Como lidam eles com a França?

Em 26 de Abril Yanis Varoufakis e Noam Chomsky tiveram uma interessante conversa na biblioteca pública de Nova York. A certa altura Noam Chomsky perguntou a Varoufakis, “E como lidam eles como a França?”, sendo que “eles” se refere, neste contexto, à Alemanha e à Troika. A resposta é surpreendente para quem está habituado a observar a “Europa” pelos filtros da comunicação social.

Pode assistir à conversa completa aqui.

“Declarações de Schäuble mostram que ‘a desconfiança se instalou’, diz Passos”

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Quem colocasse de facto Portugal à frente não atiraria gasolina para a fogueira criada por declarações de tamanha irresponsabilidade. É nos pequenos actos que se vislumbram as verdadeiras motivações. Passos e seus aliados vibram com tudo o que prejudique o país, pois só a catástrofe lhes devolverá o poder.

É irrelevante se as coisas correm bem ou mal, basta que a direita aliada no poder vá criando dificuldades. E estas têm surgido. O exemplo mais gritante é todo o contexto à volta das eventuais sanções a Portugal, depois de um governo que falhou durante quatro anos e meio, enquanto aplicava zelosamente o programa do invasor. Porquê agora? A única explicação é não estar a cor certa no governo português.

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Provas cegas

Como saber se o ar enlatado é mesmo de Fátima? Depois de o inalar, verá aparições.

Crónicas do Rochedo VII – Europa

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Chovem pedras na vidraria

Estava aqui a olhar para esta vista e a pensar que ando a falhar ao treinos do Aventar. E a distância não é desculpa bastante. Entretanto um aventador casou e resmas de outros fizeram anos. E por estes dias o mundo, pelo menos aquele que nos é mais próximo, mudou e muito.

Em terras de Sua Majestade o povo falou. Escolheu seguir outro caminho. Tenho lido e ouvido muitas opiniões sobre este referendo. Que votaram sem saber bem o quê (tenho que tal até pode ser verdade no caso de uma pequena maioria mas não façam do povo estúpido), que a culpa é de Bruxelas e dos seus burocratas (lá ajudar, ajudou), e eu sei lá que mais culpados e razões encontraram. Uma coisa tenho como certa: independentemente do resultado, aplaudo o facto de terem feito um referendo. Assim ninguém vai ao engano.

O resultado só veio confirmar a enorme, gigantesca crise europeia. E não estou a falar de economia. Estou a falar de valores, de civilização. Em praticamente todos os países europeus cresce o extremismo. Tanto o de direita como o de esquerda. Fico espantado ao ver que até em Inglaterra se verifica uma clivagem perigosa entre gerações. Os mais novos dizem que foram os mais velhos que escolheram o caminho da saída. Os mais velhos afirmam que o problema é o desconhecimento e a falta de experiência dos mais novos. Vi, li e ouvi discursos inflamados de uns e outros, o mesmo género de palavreado que ouvi em Portugal sobre as reformas e a crise, a dívida e o futuro para as novas gerações. Cá como lá, uma divisão geracional destrutiva e estúpida. Estamos a assistir a um espectáculo dantesco: chovem pedras entre telhados de vidro.

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Lambisgóias

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Tudo bons rapazes. Uns falam dada a sua natureza de lambe-botas e outros porque enquanto se aponta para os outros não se olha para nós. Mas, lá está, quem aponta com um dedo deixa três dedos a apontar para si.