Nova Iorque já é uma cidade em ruínas, cadáver putrefacto do seu passado faustoso, cujo esplendor era cantado por Sinatra e representava o El Dorado do sonho americano. Encontra-se agora eivada de crime, agitação social e um custo absurdo e insuportável de vida.
O principal carrasco foi o ditador-governador Andrew Cuomo, o oponente de Mamdani nestas eleições – e que obliterou o lifestyle novaiorquino com a distópica repressão sanitária durante os anos da Grande Vergonha e por tal, claro está, foi aclamado como herói pelos media sadistas. O verme do irmão, Chris Cuomo – que entretanto percebeu a maré e é agora anti-woke, yo, que cool – era comentador na CNN e entrevistava o irmão com frequência, em plangentes exibições de pornografia emocional. Juntos protagonizaram um dos mais buslescos e paradigmáticos episódios do teatro de marionetes que foi o simulacro pandémico, ao encenarem um emocionante reencontro familiar com Chris a sair de uma suposta quarentena numa suposta cave – quando, na verdade, nunca cumpriram quarentena alguma, que como sabemos nunca se aplicou à nobreza, imune ao vírus que propalaram. [Read more…]



















Isso cria um cenário perfeito em que cada saída de casa nos faz sentir num episódio de Black Mirror. Nada melhor do que este terrorismo visual para perpetuar a ansiedade coletiva. Contagiaram-nos com a sensação de que toda a gente à nossa volta – a horda de zombies açaimados – está potencialmente doente. Parecem estar: vejam aquela gorda, a subir a rua com as compras neste dia de sol abrasador, a suar como um porco, a ofegar como um bulldog asmático. Não tira a máscara: deve estar doente. E este jovem e aparentemente saudável estudante, neste dia de tempestade, com o rosto encharcado e a máscara tão translúcida que permite ver os contornos da sua boca? Há muito que a máscara já não o protege, mas ele não a tira: deve estar muito doente. E assim se preserva esta pusilanimidade colectiva.






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