Todos os deputados eleitos

Onde? No sítio do costume (pdf).

Macbeth

Na ressaca do Macbeth de anteontem, com Ralph Fiennes e Rebecca Scroggs (que substituiu Indira Varma), com Simon Godwin ao leme, eis um Macbeth mais antigo (1979), com Ian McKellen e Judi Dench, sob a batuta de Trevor Dunn.

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Perdeu o cartão de eleitor? Não sabe o seu número de recenseamento?

Vote na mesma.

Neemias Queta

A propósito d’A São na campanha do PS,

de José Pacheco Pereira, regressemos a A São solidária e a função diacrítica de há uns tempos.

O nome dele é Ribeiro: Diogo Ribeiro

Diogo Ribeiro volta a ser campeão do mundo

Foto: Adam Pretty/Getty Images

A propósito deste título: Carta de condução e cartão de cidadão no telemóvel já têm o mesmo valor dos documentos físicos

W h o
A r e  y o u
Who   is   born
In   the   next   room
So   loud    to   my   own
That  I  can  hear  the  womb
Opening   and    the    dark   run
Over the ghost and the dropped son
Behind  the  wall  thin as a wren’s bone ?
In  the  birth  bloody  room  unknown
To  the  burn  and  turn  of  time
And  the  heart  print  of  man
Bo w s   n o   b a p t i s m
Bu t   d a r k   a l o n e
Blessing       on
The  wild
Child.
Dylan Thomas

***

 

Sim,
é verdade
que a carta de
condução e o cartão
de cidadão no telemóvel
passaram a ter o mesmo valor
dos documentos que trazemos na carteira.
Mas só “em território nacional“, ou seja, só em Portugal:

Curiosamente, a alteração à Lei 19-A/2024 foi
publicada durante a semana passada, no
sítio do costume de 7 de Fevereiro,
no qual encontramos mais
provas do completo
falhanço do
AO90:

Completo falhanço “em território nacional”, sim, mas não só.

Continuação de uma óptima semana.

***

Operação Pretoriano: o Polígrafo estará a exagerar um bocadinho e a massacrar em demasia?

Sabe-se que

#Recorde Em muitos “tweets” há quem recorde a polémica da Tese de Mestrado do líder dos “Super Dragões” que supostamente padece de várias falhas. O Polígrafo pediu uma análise gramatical do texto a Manuela Gonzaga, consultora linguística.

Como?

Porque o Facebook do Polígrafo o disse:

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O Porto Canal a ser Porto Canal

Hoje, isto. Há uns tempos, foi aquilo. E ninguém se queixa. É porque gostam.

Dedico isto aos fãs dos Coldplay (com pipocas e, obviamente, sem ensaio)

Depois de Martial, eis André Gomes

Ihr naht euch wieder, schwankende Gestalten,
Die früh sich einst dem trüben Blick gezeigt.
Goethe

***

Há dias, houve aquela notícia sobre Martial.

Hoje, temos esta sobre o excelente André Gomes.

O mesmo padrão: pára e redação.

Efectivamente, o AO90 só atrapalha.

É, não é?

É.

***

 

Rota da Sede

Música: Co-autoria Rui Reininho e Rui Maia
Letra: Rui Reininho

Estranhas formas de escrita

New vision and new language
To camouflage the fall (*)

************************
Give me mercy
A new language (**)
— Ian Astbury

***

Como me escreve o excelente leitor do costume, eis

Um espetáculo, com espectadores.

Efectivamente.

No meio deste turbilhão, outro excelente leitor enviou-me esta notícia:

Exactamente: pára e redação.

Ou seja, uma redação com pára.

Das duas, uma: ou redacção com pára ou para na redação (credo!).

Tertium non datur.

No sítio do costume, como é óbvio, temos hoje mais do mesmo.

Calma, já lá vamos. [Read more…]

Quereis *contato com a natureza?

It was nice to work with somebody that knows a Gb from an Am.
Jeff Beck

***

Quereis?

É ir ao sítio do costume.

Há dias, por mero acaso, voltei a encontrar os já antigos (pdf), famosos, celebérrimos e lamentáveis

demais fatos constantes na candidatura.

Exactamente.

Como vemos, a diversão mantém-se em 2024.

Continuação de uma óptima semana.

***

Quereis os *contatos da entidade licenciadora?

Let me have the song of the kettle;
And the tongs and the poker, instead of that horse
That gallops away with such fury and force
On this dreary dull plate of black metal.
Wordsworth

***

Com certeza. Ei-los.

Quando? Hoje.

Onde? No sítio do costume.

Siga.

***

Notícias do fim-de-semana

In the magic the Homer dusk
past the red spire of sanctuary
I null she royal hulk
hasten to the violet lamp to the thin K’in music of the bawd.
Samuel Beckett

***

John Frusciante partiu um dedo e a acção do primeiro acto da Tosca, do meu vizinho Puccini, decorre na Basílica de Santo André do Vale.

Ah! O riff do Black Sabbath, dos Black Sabbath, é uma cópia do Marte, o que traz a Guerra (Os Planetas, op. 32), do Holst — vai já para aquela lista — e, falando em brummies, o grande Aston Villa ganhou ao Arsenal.

***

We will always have Manchester

Finally, at least one religious cult–the Southern Death Cult–developed at the end of the Mississippi Period and spread rapidly through the Mississippi River towns and even reached beyond them into the northern plains.
Marshall McKusick

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Oh yeah!

Gartejo, Lisboa, 15 de Junho de 1993

Coliseu do Porto, Porto, 9 de Novembro de 1994

Ancienne Belgique, Bruxelas, 7 de Março de 2008

Ancienne Belgique, Bruxelas, 16 de Outubro de 2009

Marés Vivas, Praia do Cabedelo, Vila Nova de Gaia, 19 de Julho de 2012

EDP Vilar de Mouros, Vilar de Mouros, 22 de Agosto de 2019

Ancienne Belgique, Bruxelas, 14 de Junho de 2023

Albert Hall, Manchester, 18 de Novembro de 2023

Royal Albert Hall, Londres, 4 de Novembro de 2024

Cirque Royal, Bruxelas, 25 de Junho de 2025

(em actualização)

***

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Lítio, lítio, lítio, muito lítio

It is just that without stars there would be no atoms heavier than lithium in the periodic table, and a chemistry of only three elements is too impoverished to support life.
Richard Dawkins

What is wonderful is that when he is writing a piece of music and he gets to a point where he is running out of room, because he doesn’t have those extra notes, he manages so skillfully to rewrite the passage, so that someone who is unaware of the fact that there is a problem of range here that limits what he can do would never guess it.
Robert Levin

***

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Convém aproveitar as buscas no Ministério do Ambiente e da *Ação Climática

e descobrir o que terá acontecido ao cê da Acção.

Pior do que o For Whom The *Bells Tolls

de Nathan Fletcher para os Metallica, só este “*guitarist of Nirvana” de Conan O’Brien & Co. para o Novoselic.

Medina no Parlamento: nona dúvida do OE2024 por esclarecer

The tradition that Shun was buried in the ‘Mountain of Nine Doubts’ (九疑山) near the source of the River Xiang, and the Chu cult of Shun under his name of Chong-hua Ag were certainly ancient.
— David Hawkes, The Heirs of Gao-Tang (1984)

***

Ao rol de oito dúvidas dos deputados, acrescento esta: acha que um documento com esta qualidade merece discussão?

Já agora, uma décima: leu o Diário da República de hoje?

Não é preciso requerimento.

No entanto, se insistir, pode preencher este modelo de anteontem.

Agradecido.

***

Efectivamente, ninguém a pára

Not all these concepts are attested in every Oceanic language, but enough traces exist to enable linguists to follow the trail.
— Christina Thompson, Sea People

She can’t be stopped.
David Letterman

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Até o Expresso, esse paladino do Acordo Ortográfico de 1990, sabe que o dito cujo é ridículo.

Perante esta recaída, percebe-se que, com um bocadinho de coragem, decência e competência, o Expresso e a Lusa acabam com esta farsa num instante.

Exactamente.

Ninguém a pára.

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Trânsito condicionado na Rotunda da Boavista devido a queda de árvore

Uma pessoa de família enviou-me hoje uma mensagem, dizendo-me que a médica (com consultório na zona da Areosa) ia chegar atrasada: uma árvore tinha caído na Rotunda da Boavista e o trânsito estava um caos.

Cheguei a casa e fui ler as notícias.

Portanto, confirma-se que, efectivamente, caiu uma árvore na Rotunda… Não?

Ah! OK. Siga.

Outra oportunidade perdida

Depois de Santana Lopes ter vindo “esta quarta-feira afastar-se da corrida presidencial”, era ter atalhado imediatamente: «Já que fala nisso,  então “agora facto é igual a fato (de roupa)”»?”

Orçamento do Estado para 2024: o dia seguinte

It may be noted that in discussions of the tense/lax opposition in English vowels, differences in duration are often considered to be secondary to other differences (Hockett, ref. 31, p. 31; Chomsky and Halle, ref. 29, pp. 324- 325; Perkell, ref. 32, p. 64).
— Sibout Govert Nooteboom (1972)

***

Efectivamente, tudo na mesma.

***

Contra o Orçamento do Estado para 2024

Dich, teure Halle, grüss’ ich wieder,
froh grüss’ ich dich, geliebter Raum!
Elisabeth

I walk the valleys by the Cerne
on a path cut fifteen hundred years ago
and I know these chalk hills will rot my bones
PJ Harvey

***

O espectáculo repete-se.

Efectivamente, continua tudo na mesma, com o poder político a sorrir, a encolher os ombros, a assobiar para o ar e a tapar o sol com a peneira. Por isso, não admira que o episódio de hoje seja idêntico aos anteriores, aquando dos textos apresentados para os anos de 20122013201420152016201720182019, 20202021, 2022 [1] e [2] e 2023. Os papéis são os mesmos e o enredo mantém-se. Os actores, sim, de vez em quando mudam. Os intervenientes de hoje, todavia, já vão na terceira representação desta cena.

Foto: Bruno Gonçalves (https://shorturl.at/fntM7)

E qual é o resumo do enredo? É muito simples: todos os anos, duas personagens sorriem, enquanto uma entrega um texto a outra. E por que motivo sorriem? Não faço a mínima ideia. Provavelmente, não conhecem o conteúdo do texto. Pior, no caso em apreço, desconhecerão o conteúdo das duas propostas anteriores: OE2022 (2/2) e OE2023. Se estes membros da classe política portuguesa lessem aquilo que todos os anos entregam e recebem, saberiam que há um problema. Um problema que se arrasta há imenso tempo. Um problema grave.

Vejamos, pois, uma pequeníssima amostra das pérolas que só não viu quem não leu o conteúdo do Relatório (pdf) que acompanha a Proposta de Lei n.º 109/XV/2 — Aprova o Orçamento do Estado para 2024: [Read more…]

Os Lobos!

O vídeo.

Os Lobos!

« Le Portugal l’a emporté ce dimanche à Toulouse face aux Fidji (24-23), dernière nation qualifiée pour les quarts de finale. Première victoire au Mondial pour Os Lobos »

A *seção (!!!) de vazão

Qu’est-ce que ça donne, ça, dans l’hypothèse où le candidat en question viendrait à l’emporter, qu’est-ce qu’on fait des traîtres, comment est-ce qu’on les traite ?
BHL

***

Não sabeis o que é uma secção de vazão? É muito simples. Trata-se, nem mais nem menos, de

Fonte: Infopédia

A literatura que se debruça sobre a secção de vazão é abundante e, por exemplo, temos aqui esta belíssima divisão de uma secção de vazão em três subsecções:

Fonte: Câmara Municipal de Vila do Conde — Ponte sobre o Rio Este, em Arcos. Obra de Arte. *Projeto de Execução. Estudo Hidrológico e Hidráulico. Setembro de 2016 (pdf)

E há interrogações (“será a secção de vazão suficiente?”), há medidas preventivas (“prevenção das situações de risco de cheias, impedindo a redução da secção de vazão” pdf) e até existe sensatez (“não prejudicar nunca a respectiva secção de vazão” pdf).

“Não prejudicar nunca”, pois é. Não prejudicar nunca. Esta deveria [Read more…]

Foi você que pediu uma disseção?

We want to know how these things are organized.
Noam Chomsky

***

Há 14 anos, fui ao Instituto Franco-Português (pdf) denunciar, entre outras coisas, estas transcrições fonéticas do Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, publicado pela Academia das Ciências em 2001.

Nessa altura, e também mais tarde, chamei a atenção para (e de) autores de Vocabulários Ortográficos “ao abrigo do” AO90 que seguiram cegamente estas propostas (leia-se: imprecisões) de Malaca Casteleiro (1936-2020) & C.ª.

Como o “critério fonético (ou da pronúncia)” é vago e impreciso e a base são dicionários com transcrições fonéticas extremamente discutíveis (leia-se: sem critério), os autores de Vocabulários que seguem, adoptam e servem de base ao AO90 andam por aí ao-deus-dará e o resultado é aquele que acabámos de ver.

Obviamente, o “critério fonético (ou da pronúncia)” da base IV é meio caminho andado para estas aventuras. E, sabe-se lá porquê, subitamente lembrei-me do “agora facto é igual a fato (de roupa)“. Para Santana Lopes, como os jornalistas continuam a deixá-lo andar por aí e sem responder àquelas perguntas que sugeri há cerca de dois meses, tudo continuará a ser igual a fato (de roupa) e ao litro.

Hoje, tendo regressado por uns minutos à interessantíssima leitura da melhor montra do desastre ortográfico em curso, encontrei no Diário da República uma grafia muito mais atractiva do que fatos e contatos. [Read more…]