Educação – punição rápida de agressores

Os sindicatos e o ministéro andam novamente a fazer de conta que estão a trabalhar para uma escola melhor. Esta de não haver distinção entre faltas justificadas e injustificadas mostra bem que as reuniões e os acordos e as decisões não passam de medidas avulso sem qualquer política coerente que as sustente. Quer dizer o pessoal vai se quiser é assim mesmo, é bom para todos, até os professores têm menos trabalho em marcar faltas e fazer relatórios sobre alunos cábulas, isto é que teria sido bom para mim, mas não, na minha altura chumbava-se por faltas.

A punição rápida dos agressores foi proposta por mim em “Professoes exemplo de incapacidade” é tão evidente que nem sequer é preciso ser professor ou burocrata do ministério, é assim, ponto final!

Só os cérebros da Educação é que acham que agressor e agredido devem continuar na mesma escola!

Professores: a estabilidade factor de êxito

Já aí está novamente a discussão entre sindicatos e ministério. Não me vou meter por aí porque as coisas podem demorar muito tempo mas acabam por ir ao sítio.

Mas esta questão da estabilidade do exercício dos professores, extravasa em muito a escola, é comum a todas as organizações e, por isso, “não vou levar reguadas”. Começo por contar um facto da minha vida profissional. Jovenzinho saiu-me a sorte grande, fui contratado para uma multinacional com capitais americanos e espanhóis, que além de me pagar bem, ensinou-me muito, fez-me viajar muito e aprender nas várias fábricas e aviários que tinha por esse mundo. [Read more…]

Erros da escola e dos seus profissionais

No tripé que apresentei, os professores têm particular responsabilidade na escola, quer ao nível do seu funcionamento, quer ao nível da sua organização. São por isso parte crucial na solução deste TREMENDO problema que se transformou nos últimos anos, no pai de todos os Problemas. É por ele que os seniores estão a deixar a escola reformando-se com penalizações de 20, 30, 40 %…
Não podemos é deixar de considerar que TEMOS, professores uma imensa culpa nesta dimensão. Aceito trocar a palavra culpa por responsabilidade.

Responsabilidade porque enquanto colectivo de 150 mil profissionais nunca conseguimos colocar no centro das nossas acções a aprendizagem dos alunos, a verdadeira essência da Escola Pública – temos sido mais eficazes a falar sobre a profissão e as suas condições. Esta dialéctica favorece que do outro lado se coloque o aluno e aí ficamos a perder: parece que há alunos de um lado (com os pais e o país) e do outro os professores. Se, o centro fossem as aprendizagens e o exercício do ensino, não haveria outro lado.
Por outro lado, os Professores e a sua organização – a FENPROF – sempre defenderam um discurso em torno da autonomia, mas a verdade é que, penso eu, ninguém sabe muito bem o que isso é: estou cada vez mais convencido que, realmente, os professores não a querem e a FENPROF também não. O modelo que hoje temos, criou uma cadeia de comando imensa, um polvo com muitos braços: ME, Direcções Gerais, Direcções Regionais, Equipas de apoio… Todas estas organizações fazer sair leis, despachos, circulares, normas, recomendações e recados… Pedem relatórios, memorandos, grelhas e grelhinhas. Introduzem práticas sem sentido e que só prejudicam os alunos e o processo de ensino. Já nem falo do processo de aprendizagem.
E o que fazem os professores perante a imbecilidade do poder – cumprem! Fazem! Deixam de ensinar para fazer o que lhes mandam.
Qual é a chave para resolver isto?
A autonomia e a gestão das escolas… (voltarei)

Professores: O educando nunca tem a culpa…

um dia destes não precisamos de professores !

No meu tempo de aluno a filosofia de quem ensinava era esta: “Numa má educação o educando nunca tem a culpa” . Isto além de ser verdade ( o aluno é a parte passiva do acto de ensinar) mostrava uma grande generosidade por parte dos professores, assumiam a sua responsabilidade de profissionais, e por isso eram profundamente respeitados e socialmente valorizados.

Agora, é o contrário disto tudo. O que temos são os professores, arregimentados por sindicatos ideologicamente muito bem definidos, que co-governam a educação há 30 anos. É preciso ter coragem para dizer. Os sindicatos comunistas a quem o povo português nunca deu mais que 8% em eleições democráticas, governam, juntamente com a classe política a educação, e são tão responsáveis pelo estado a que chegou a escola como  os sucessivos governos.

Mas o que na verdade me preocupa não é aquela evidência, bem pior é admitir que os professores não têm culpas, isso seria  passar-lhes o maior atestado de incompetência.  É como dizer, na verdade estares na escola ou não estares é a mesma coisa! Não se nota, não vales nada, o teu trabalho não tem consequências. Ora isto é falso, porque o trabalho do professor é determinante na qualidade do ensino. Mas só pode ser positivamente determinante se o professor reinvindicar para si próprio a responsabilidade que a sua função exige. Não é o que se vê . As reinvindicações não passam do ganhar mais, de chegarem todos ao topo da carreira, de não aceitarem a avaliação, de não terem responsabilidades.

Se não concorrem para a resolução dos problemas esperam que a escola mude ? É por ganharem mais que os alunos passam a ser melhores? É por chegarem todos ao topo da carreira que iremos ter alunos competentes? Eu que não sou professor e que pago esta merda toda, vou estar a favor dos professores e dos sindicatos porquê?

Afinal o argumentário é igual ao dos politicos: o mal está no povo! Mude-se!

Violência na Escola – algumas pistas

No post anterior procurei mostrar que em Portugal, quem está fora das escolas, vê este problema barricado em dois lados: o esquerdo e o direito. De um lado a culpa é da sociedade, do meio, da cultura, blá, blá, blá… Do outro, a culpa não pode morrer solteira e temos que castigar, mas…

A verdade é que a Escola Pública se centrou nos alunos em vez de se centrar nas aprendizagens. Esta realidade tornou irrespirável o ambiente em muitas salas de aula – é verdade que alguns professores lidam melhor com estas coisas que outros, mas a todos é comum uma verdade: ensinar é tarefa quase impossível e aprender é algo ainda menos verosímil.
Como o centro de tudo são os meninos e meninas sem educação, ninguém quer saber o que se aprende ou, melhor, o que eles aprendem: tudo gira em torno duma mentira!

Como é que isto se expressa? Do que falámos, Nós os que estamos lá, quando falamos disto?
Situações de hoje que parecem “normais” e que passam sem qualquer punição:
– o professor a falar e ao mesmo tempo, “todos” os alunos falam uns com os outros ignorando todos os pedidos e ordens dos professores;
– os alunos que se levantam e vão aos lugares dos outros dar “croques”, picar, riscar, bater, insultar… E tudo parece normal;
– alunos que não passam uma única linha, que não resolvem um único exercício, que não têm material… ” Eu não tenho lápis, não passo… E não quero saber… Mas, o que é que quer… Ó… passe o Stor”
– alunos que lançam bocas, que fazem ruídos, insultam quando os professores falam ou tentam manter a ordem…
O que vos digo é real: em boa parte das salas de aula deste país, algumas destas situações são diárias – ninguém ensina, ninguém aprende e todos se enganam mutuamente.

E se cada um de nós pensar mais em violência e menos em indisciplina, hoje é normal os alunos insultarem-se uns aos outros – um minuto num corredor de uma escola e qualquer “estranho” ficaria… “Então porco, estás bom?” “Ó filho-da-puta vais levar no focinho”, “A tua mãe é uma puta”… Isto, sem exageros, são os sons nossos de cada dia.
Depois a dimensão física das agressões é horripilante – roubos, murros, empurrões, cuspidelas… TODOS os dias em todas as escolas.
Pensem só nisto: se em Mirandela está como está, imaginem como estão Porto, Lisboa… Setúbal… Pensem…
(continua)

Sinais dos tempos

– Chove dentro do pavilhão? A culpa é do clima, dizem ministra e técnicos da Parque Escolar

Professor atira-se da ponte por causa das ameaças dos alunos

Menino de 11 anos escondia pistola dentro da mochila.

A Culpa é Minha, Devo Estar a Ver Muito Mal a Coisa

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OS ALUNOS DO ENSINO BÁSICO E DO ENSINO SECUNDÁRIO REALIZAM DIA DE “LUTA NACIONAL”
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Devo começar por dizer que nada me move contra a juventude Portuguesa, e muito menos contra os estudantes em geral, e então se forem dos mais novos, tenho por eles um carinho muito especial, uma vez que dos meus filhos, um ainda está no ensino básico e outro acabou de sair do secundário. Tenho ainda dois sobrinhos no ensino secundário. Devo ainda acrescentar que entendo que todas as pessoas têm o direito a manifestarem as suas opiniões e o seu descontentamento.

Nesta primeira quinta-feira de Fevereiro, os putos de seis, sete, dez, doze, dezasseis anos etc., que frequentam as escolas básicas e secundárias de Portugal, estão em luta.

Cheios da sua (deles) razão, os miúdos e miúdas querem um estatuto de aluno “inclusivo”, seja lá o que isso quer dizer, e querem mais investimento nos estabelecimentos de ensino. Têm nesses pontos a minha total solidariedade. Se se não reivindica, o governo que nos tem desgovernado, e os que o antecederam em nada foram diferentes, nada fazem, assumindo que tudo está bem e de perfeita saúde.

Mas não se ficam por aqui, embora o devessem, pois que já seria bastante para poderem protestar e estar em luta. Os meninos e as meninas das escolas do ensino básico e do ensino secundário querem também o fim dos exames nacionais, e já agora também o desaparecimento da figura dos directores, exigindo ainda a “efectiva aplicação da educação sexual nas escolas”. Aqui, já não entendo a posição destes jovens. Fim da avaliação nacional porquê? Fim da figura da autoridade porquê? Efectiva aplicação da educação sexual nas escolas porquê? Sem avaliação e sem autoridade não se vai a lado algum, e quase não há professor algum capacitado verdadeiramente para ministrar educação sexual, pelo que a sua implementação é o que se vê e seria um total e completo desastre.

Não são pecos a pedir, nem tão pouco a reivindicar ou a exigir. Os putos pensam que sabem bem o que querem, tendo nascido já com todas estas capacidades de luta. A juventude é assim, eu sei, mas esta, só se mostra desta forma por falta de orientação, sempre necessária na formação de qualquer jovem. E os pais e encarregados de educação, de uma maneira geral, deixaram já há bastantes anos de orientar ou de o querer fazer (dá realmente muito trabalho e cerceia a liberdade de cada um), desligando-se da boa formação dos seus educandos.

E já agora, com um pouco de sarcasmo, não poderiam também, na delegação nacional de associações que promove esta luta, incluir os alunos dos infantários?

E se a gente lhes ralhasse? E umas puxadelas de orelhas, e umas sapatadas no rabo, não?

Ai se o ridículo matasse, ou aleijasse, ou se pelo menos se notasse à primeira vista!

Realmente eu devo estar a ver muito mal a coisa.

Quando os pais mandam nas escolas

Que os Encarregados de Educação tenham uma palavra a dizer sobre o funcionamento geral de uma escola, ainda vá que não vá. Bem, uma palavrinha será mais adequado. Agora, que os Encarregados de Educação mandem nas escolas e se intrometam até nos critérios de avaliação definidos pelos professores já me parece demais. Aliás, durante este ano lectivo, tenho vivido situações verdadeiramente inacreditáveis na relação com aqueles que se julgam os donos das escolas.
Já sei que os professores são sempre os culpados de tudo. Não são os pais que educam os miúdos, são os professores. A este tipo de gente, Maria de Lurdes Rodrigues foi beber as teorias que aplicou durante a sua passagem pelo Ministério da Educação. E sei também que a figura do Director está mais sujeita às influências que vêm de fora da escola, a fragilidade do cargo que ocupa leva a esse tipo de permeabilidade.
O caso que vou descrever passa-se numa escola básica do Grande Porto. No Regulamento Interno da escola, está escrito com todas as letras que o professor não pode escrever no teste a entregar aos alunos a cotação do mesmo, mas apenas a nota qualitativa. Não concordo, mas é o que está lá. Em reunião de Conselho Geral, os Encarregados de Educação propõem que os professores sejam obrigados a colocar as cotações. Nem sequer que fica ao critério de cada professor. E como hoje em dia os pais é que mandam nas escolas, os professores, infringindo o Regulamento Interno, irão passar a colocar sempre a cotação dos testes.
Como é óbvio, é ilegal. O Conselho Geral de uma Escola não pode ir contra o seu Regulamento Interno, da mesma forma que um Conselho de Ministros não pode ir contra a Constituição. Por isso, eu, que desde sempre pus a cotação nos testes a entregar aos alunos, estou a pensar em deixar de o fazer. Quando for chamado à atenção, como fui na altura em que colocava a cotação, direi apenas que estou a cumprir o Regulamento Interno.

Faltam 435 dias para o fim do Mundo

Eu já tinha ouvido falar de uma que queimou o soutien nos idos de setenta. Ao longo destes anos já me habituei a ver queimar a bandeira dos Estados Unidos e de Israel com o devido esmero, nas inúmeras manifestações nos diferentes países do eixo do mal (e não, não estou a falar do programa da Sic Notícias). Agora, ver um enfermeiro a queimar a sua bata numa manif é uma estreia. Só não sei se ria ou se chore. É que o ridículo mata… Nos tempos da outra senhora que se divertia, qual pirómana, a queimar soutiens, o Povo gritava nas ruas: “Os ricos que paguem a crise”. Como diz essa grande referência intelectual portuguesa: “acho bem!”.

Agora, algo completamente diferente mas que me permite manter o rumo neste post, uma vez que se pode enquadrar entre a senhora pirómana e a referência intelectual e, sobretudo, tirar do sério os aventadores professores, mais que muitos, que por aqui circulam:

Se o aluno chumba o ano, a culpa é do professor; se o aluno desiste de estudar, a culpa também é do professor; e se o aluno falta às aulas, a culpa é outra vez do professor. O sucesso escolar de uma criança está sempre nas mãos do professor. Nem as origens socioeconómicas nem o contexto familiar servem de justificação – a culpa é sempre da escola, que não soube encontrar as estratégias certas para ensinar os seus alunos.
Esta é a convicção de Paul Pastorek.

Pois é, com toda a cagança, segundo o i, o Braga continua a liderar. É com cagança e com toda a pujança. Não nego, está um título do caraças! Realmente o Braga continua com “ela toda”….olha, olha, o meu Word diz que “caraças” é “locução própria do nível de língua informal, pondere o emprego de uma expressão alternativa”! Olha-me este Word todo ele cheio de cagança, deve ser de Braga! Sem pujança ficou o Carvalhal. Ele há dias assim. Já o meu Porto, com a devida cagança própria dos maiores do Mundo (e somos, carago!) foi buscar Kléber, o Gladiador. Vai ser um massacre!!! Ele fez falta no túnel, tinha sido uma mortandade, tipo a que aconteceu junto de Paredes da Beira, no seu conhecido Vale dos Mil, onde os cristãos mataram mais de mil mouros numa só noite…

Assim se caminha rumo ao fim do Mundo. Bom fim-de-semana.

Não há acordo possível

Com uma proposta que é pior que o pesadelo Maria de Lurdes.

Aroncilhe na Imagem (SEMPRE na frente!)

Aroncilhe na Imagem (SEMPRE na frente!)

O low profile de Isabel parace ter adormecido as coisas, mas com essa capacidade não consegue disfarçar outra – a de que o ME está transformada na maior secção do Ministério das Finanças.
Uma coisa há de positivo – deixaram-se das tangas da qualidade da educação, de que isto tudo é para melhor, etc…
Assumem que é tudo uma questão financeira.
Muito bem. Vamos então à guerra no terreno onde ela tem que ser feita – o da política pura e dura.
A pergunta que todos podemos fazer: a educação custa muito dinheiro? Mas… já não se lembram do que ainda estamos a pagar pela ignorância do Salazar?

Quero com isto avançar um primeiro argumento para justificar o que me parece MUITO evidente – a Educação e a qualificação das pessoas têm que ser a nossa prioridade número um porque é a única coisa que nos pode valorizar quando comparados com outros povos.
Mas, apesar de parecer o Sócrates a falar, quero com estas palavras significar uma mudança TOTAL na realidade presente – na escola quase tudo tem que mudar, nomeadamente os currículos e a sua centralidade: temos, enquanto sociedade, que responder à pergunta:
– o que é que se aprende nas escolas públicas?
Pois… eu nem vos dou a resposta… CEF, EFA… Novas Oportunidades… zero reprovações…
Voltaremos em breve a esta discussão.

Quem paga a escola pública?

Uma das diferenças que se quer estabelecer, não inocentemente, é que as escolas privadas são pagas pelos pais, remetendo, implicitamente, para o limbo das coisas não terrenas o pagamento das escolas públicas.

 

É como se as escolas públicas funcionassem sem ter patrão, sem ter quem as pague. Daí decorrem vários vícios de pensamento que são tidos como certezas não analizáveis, certezas absolutas. É assim, pronto!

 

Decorre que todos podem chegar ao topo, porque não há que dar satisfações a ninguem. Ao Ministério nem vê-lo, paga e cala. Á sociedade em geral, não se reconhece direito nenhum nem pelo facto de pagarem impostos.Aos pais, nem vê-los nada têm a ver com a escola, eduquem os filhos em casa e deixem-nos em paz.

 

Ouvem os trinados do Mário "alucinado", outro que não paga, nem faz esforço nenhum que lhe dê algum merecimento sobre o que se passa na escola pública. Reinvindica mandar, ter muito poder, todas as benesses para quem lhe paga o vencimento de sindicalista, não vá deixarem de pagar as quotas e ele ter que arranjar emprego onde tenha que labutar.

 

Numa palavra, na escola pública só há direitos, não há dever nenhum, é que ninguem paga nada, são todos a quererem mundos e fundos porque tudo vem de um saco muito fundo, que o homem da floresta trás às costas.

 

No privado, nada disso, os pais pagam a bem pagar. Completamente diferente!

Manifesto pelo fim da divisão na carreira V

A divisão na carreira docente só pode ter um "mérito" – impedir que todos cheguem ao topo e com isso tornar menor a despesa. Se for isso, não concordando, percebo a ideia – assumam que é por isso e não porque querem melhorar a Escola Pública.

Com divisões artificiais não resolvemos nada. E, claro, Luís, não chegam todos a Director de Serviço. Mas ajuda-me a perceber:

 

– a função de um Director de serviço é diferente da função de um médico? Essa(s) função não poderia ser desempenhada por um outro qualquer médico, durante um mandato e depois seria outro, etc…  Repito a questão: são funções diferentes? Justificam carreiras diferentes? Ou são apenas funções que podem ser desempenhadas por qualquer médico?

 

Na escola existe um Director – outro erro deste governo. Talvez o maior.

Existe um Director – é a ele e à equipa por si escolhida que compete "gerir" a escola. De resto, trata-se de dar aulas. Trata-se de desenvolver um trabalho solitário que tem que ser suportado por uma ENORME dimensão colectiva.

Como distinguimos uma e outra: o que é meu e resulta da minha competência, ou da falta dela e o que é dos "outros colegas"?

Uma pergunta simples, caro Leitor@: o que é um bom professor?

Será que não fará mais sentido pensar estas coisas todas ao nível da organização? O que é que faz uma boa escola?

Qual é a diferença entre os grande colégios e as escolas públicas?

Manifesto pelo fim da divisão na carreira IV ou o cavalo que não quer beber

E estamos de volta com a questão do Luís: Trabalho Igual, salário igual?

 

Ponto de ordem à mesa: quando digo que na profissão docente não faz sentido a divisão porque o conteúdo funcional da profissão é sempre o mesmo, estou a pensar no conjunto de tarefas que cada trabalhador tem que fazer e não na sua qualidade. Isto é, estou a pensar nas aulas que um professor tem que dar e não na sua qualidade. Isso fica para a avaliação.

 

Sou da opinião que a trabalho igual deve corresponder salário igual e aqui distingo trabalho de função – sou (imaginem como sou ultrapassado) da opinião que uma mulher tem o direito a ganhar tanto como um homem, desde que execute as funções com o mesmo nível de qualidade de um homem. Imaginem só.

 

Portanto, levando isto para o campo da docência, se fosse possível medir a produtividade (já lá vamos) então sim, o dinheiro deverá ser a resposta à qualidade desse trabalho – estou de acordo com isso: os melhores ganham mais, os menos bons ganham menos. Os maus são colocados fora porque com a vida das nossas crianças não se pode facilitar.

 

Mas, há aqui uma dúvida que não consigo esclarecer: como se mede a "tal" produtividade num professor?

Pelas notas dos alunos? Pelo número de horas que trabalha acima do horário estabelecido (outra modernidade)? Pelos alunos que passa? Pelos pais que recebe? Pelos exames que faz para mostrar que ainda sabe umas coisas?

E só para ajudar à confusão, imaginem a minha turma do 5ºano: somos 9 professores a trabalhar com eles – vamos imaginar que famílias, sociedade, etc.., não influenciam em nada o processo educativo: onde é que termina o meu trabalho, a minha influência e começa a de outro professor?

 

Freinet

Dizia o Freinet que não se pode dar água a um cavalo que não tem sede – como quer o meu caro Luís avaliar a minha produtividade se eu tiver um aluno que simplesmente não quer aprender?