
Fado é Destino. Está tudo dito.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Fado é Destino. Está tudo dito.
Mesmo na China, Ai Weiwei viveu dias de glória. Quando os artistas chineses explodiram nos mercados internacionais de arte, o regime exultou ainda que não apreciasse sinceramente os seus trabalhos. A China impunha-se – para lá do milagre económico, da industrialização galopante, da revolução tecnológica – também como brilhante produtor de cultura contemporânea.
O pico do reconhecimento por parte do regime aconteceu quando Ai Weiwei se associou aos arquitectos Jacques Herzog e Pierre de Meuron no projecto do Ninho de Pássaro, o estádio nacional de Pequim. Depois foi o descalabro – Weiwei critica os jogos olímpicos e, sobre a cerimónia de abertura e as pretensamente artísticas coreografias, declara: ” É horrível. Eu não gosto de quem abusa desavergonhadamente da sua profissão, de quem não faz julgamento moral”.
Seguiu-se a investigação ao número de estudantes vítimas do terremoto de Sichuan e da deficiente construção das escolas. Ai recenceou 5.385 nomes de estudantes mortos e publicou a lista no seu blogue, assim como outros elementos recolhidos na sua investigação. O blogue foi fechado pelas autoridades. Ai escreveu os nomes no muro do seu conhecido atelier de Design, FAKE. As autoridades chinesas não podiam aceitar as críticas de Weiwei à falta de democracia, o seu apoio à dissidência, as suas posições políticas pró-transparência. A seguir Ai tentou testemunhar a favor de um inspector que investigara as condições de construção nas escolas. Foi espancado pela polícia e teve que ser operado na Alemanha para estancar uma hemorragia cerebral resultante da agressão.
Em 2010 foi colocado em prisão domiciliária. Em Janeiro de 2011 o seu estúdio foi demolido, acusado de ser ilegal. Dezenas de obras foram destruídas. Em Abril foi preso de facto e o seu paradeiro desconhecido durante meses.
Depois disso foi acusado de fuga aos impostos e tem vivido um processo kafkiano que parece não ter fim, com números exorbitantes envolvidos e quantias astronómicas exigidas por cada recurso ou contestação.
Agora uma inocente fotografia de Ai Weiwei nu, acompanhado por quatro mulheres igualmente nuas [Read more…]
Vamos começar pelo fim: o Hugo é meu amigo, ensinou-me o pouco que sei de photoshops e artes gráficas, sou portanto muito mais suspeito do que o costume.
É um dos melhores ilustradores, sobretudo na sua especialidade – colagens digitais, mashup gráfico se quiserem, que vi até hoje, e vejo umas coisas. Autor da imagem gráfica do Aventar (e doutros blogues onde escrevi ou escrevo), desabafava hoje assim:
Estou farto de andar a pedinchar que me paguem pelos trabalhos que faço ou que pelo menos me paguem alguma coisa “por conta”… Acho que vou começar a publicar os nomes dos “calotes”. A “crise” é desculpa para tudo e os “independentes” (desempregados de longa duração que vão fazendo uns biscates mal pagos, dependentes dos trabalhos para “amigos” a preços de amigo ou quase de borla) ou “freelancers” ou como queiram chamar a esta situação de fodidos e mal pagos, passam metade da semana atrás dos “clientes” para ver se recebem e outra metade atrás de promessas de trabalho que não passam disso…e mostrar sempre cara de “tudo bem”… ESTOU FARTO! mas tudo bem: ACEITO TRABALHOS DE DESIGN GRÁFICO, ILUSTRAÇÃO, FOTOGRAFIA!
Pode ver os seus trabalhos e contactá-lo no Grafices (nunca mais o convenço a mudar-se para o WordPress), e aqui. [Read more…]
Para seguir através do blogue, do site do Laboratório de Actividades Criativas (LAC), ou do BUALA.
Reportagem fotográfica do dia-a-dia aqui e amizades feicebuquianas carregando na próxima palavra: esta.
| A. PEDRO CORREIA | ABRAÃO VICENTE |
| FEFE TALAVERA | ISABEL LIMA | JORGE DIAS |
O LAC – Laboratório de Actividades Criativas está neste momento a desenvolver o projecto ROOTS.
Trata-se de uma residência artística, que pretende abordar o tema da escravatura através de uma visão contemporânea, criando novas rotas e fluxos transculturais, através da reflexão da diversidade cultural dos países outrora colonizadores e colonizados e as suas influências na criação de uma miscigenação global e plural, questionando e identificando as raízes desse processo.
ROOTS remete-nos duplamente para o significado original da palavra, quer no sentido de ter sido o escravo arrancado das suas raízes ancestrais, quer para as raízes que, com o passar do tempo e de sucessivas gerações, foram criadas nos países de destino moldando a sua identidade cultural contemporânea como, por exemplo, se torna evidente nos casos do Brasil e Cabo Verde. Remete-nos ainda para a ideia de rota, percurso e viagem, porta de partida e de chegada, de que a cidade de Lagos é exemplo e participante activo.
Já em residência artística no LAC, encontram-se Fefe Talavera (Brasil), Abraão Vicente (Cabo Verde), Jorge Dias (Moçambique), Isabel Lima (Inglaterra) e A. Pedro Correia (Portugal), num processo criativo individual e /ou colaborativo que culmina numa exposição que dará a ver as obras desenvolvidas, promovendo o contacto com as comunidades artísticas da região e com os diversos tipos de públicos.
O Programa inclui ainda Conexões ROOTS, um painel de conversas informais em torno da escravatura que inclui diversos convidados em presença e depoimentos virtuais e ,ainda no decorrer da exposição, um ciclo de cinema.
O LAC aproveita esta ocasião para lançar o seu novo website www.lac.org.pt com uma secção exclusivamente dedicada ao programa ROOTS. Acompanhe as actividades através do nosso site ou ligue-se ao LAC através das Redes Sociais ou de Subscrição de Newsletter.
ROOTS decorre no LAC com o seguinte programa: [Read more…]
A Velha-a-Branca apresenta o Fast Forward 2011… apareçam… participem… venham de comboio!
Um utilizador francês que viu a sua conta eliminada por ter publicado a obra de Gustave Courbet A Origem do Mundo vai processar o Facebook. A coisa sucedeu antes do seu aniversário, o homem não recebeu os parabéns dos seus amigos e sente-se tratado como um pornógrafo.
Poucos anos atrás agentes da PSP dirigiram-se a um livraria em Viseu que tinha na montra um livro com a mesma imagem na capa, e convidaram o livreiro a não chocar a população.*
A mim o que me choca na moralice desta gente nem é a sua ignorância. É mesmo a manifesta aversão a tudo o que seja sexo.
* lembra-me um leitor, e bem, em Braga sucedeu o mesmo, com direito a apreensão dos livros e tudo.
Porque hoje é domingo e ’tou cansado de ver coisas fabricadas na tv.
Sim, a pornografia é uma indecência.
Sim, a pornografia é uma indecência.
Das discussões tidas aqui no Aventar sobre o tema, fica claro que o vandalismo pode ser arte, mas é sempre vandalismo.
Já aqui notei a inconsistência das declarações “literárias” do secretário de Estado da Cultura sobre liberdade artística e as práticas de programação que preconiza para a Cinemateca Portuguesa, Companhia Nacional de Bailado e Teatros Nacionais, numa perspectiva que, por absurdo (?) e em última análise, os poderia tornar veículos de uma “cultura” oficial emanada do aparelho de estado.
Eis o que, sobre o assunto, diz Augusto M. Seabra num artigo apropriadamente intitulado SOS Cultura:
Francisco José Viegas pretende que os teatros nacionais, companhia de bailado e cinemateca discutam com o seu gabinete a programação e que sejam tidos em conta os resultados de bilheteira – em 35 anos de Democracia nunca assistimos a nada assim na Cultura! Depois acrescenta que “não porá em causa nem um milímetro a autonomia artística”, o que é uma evidente contradição. [Read more…]
O Aventar tem discutido o tema de forma pluralista, como sempre. Tem, igualmente, divulgado alguns dos melhores artistas nacionais e internacionais e dedicado espaço a iniciativas importantes nesta área. Como a polémica acompanha boa parte destas acções, tem contado em primeira mão algumas reacções.
Novas achas para a fogueira chegam agora de Bristol, onde, aparentemente, nasceu um novo paradoxo sobre a noção de vandalismo.
Depois disto tudo, o leitor do Aventar tem opinião formada ou acha que se trata apenas de lixo e perda de tempo? Qual é a sua opinião?
This slideshow requires JavaScript.
O secretário de estado da cultura, Francisco José Viegas, certamente em consonância com o primeiro ministro, declarou em conferência de imprensa o seu amor pela autonomia artística. No entanto
O secretário de Estado defendeu, por outro lado, que a programação destas entidades deverá ser discutida com o seu gabinete e que os resultados de bilheteira serão tidos em conta. “Vamos valorizar os resultados das bilheteiras nos cinemas e nos teatros”, disse. Mas, sublinhou, isto “não porá em causa nem um milímetro da autonomia artística” daquelas entidades. Trata-se de uma “questão ética” – “não acho justo que uma companhia, um encenador ou produtor não manifeste preocupação com as questões de público.”
A nova estrutura, que foi explicada em detalhe pelo secretário de Estado, extingue a OPART (que agrupava a CNB e o São Carlos) e cria estas cinco EPE, que terão gestão financeira centralizada no ACE. “A gestão deve ser entregue a especialistas de gestão para que as EPEs se possam concentrar na programação”. Quanto à necessidade de discutir o conteúdo desta programação, Viegas frisou que “não significa impor” alguma coisa. “Defendemos um repertório de primeira linha para os teatros nacionais e queremos ser informados sobre o que vai ser feito”, afirmou.
E se o secretário de estado, ou alguém por ele, não concordar com as opções tomadas? A autonomia mantém-se? E como é que não se altera um milímetro a autonomia artística se a programação fica condicionada pelas “questões de público”?
Admito que FJV pretenda, com estas medidas, quebrar alguns círculos viciosos que há muito se instalaram nestas estruturas. Escusa é de falar em autonomia artística.
Júlio Resende, o pintor, morreu hoje aos 93 anos. Como sempre acontece com os grandes artistas, a morte pode pouco contra a obra, que permanece.
Para ver ao vivo, aqui

Encontram-se em votação as obras finalistas no XIII PortoCartoon.
Da lista faz parte a escultura intitulada “Homem Digital”, de Fernando Saraiva – que já publicou diversos cartoons aqui no Aventar: “A mudança“, “Euro crucificado” ou “Os tapados da troika” .
A votação decorre até 31 de Dezembro e pode ser feita no Museu Virtual. Vamos lá dar ao dedo!
Para ver ao vivo, aqui
Para ver ao vivo, aqui

Cidadãos Mapuche a cantar.
Para os meus filhos britânicos, o casal Camila e Felix Isley, que acabam de pôr no mundo Weñe Javier para acompanhar a sua irmã May Malen, nome Mapuche (Malen: menina linda). Não uma Elisa como eu pretendia… uma Elisa, como a de Beethoven… que sabem aprender ao estar sós à espera do… aparecimento do irmão, o Weñe Javier – sendo Weñe outra palavra mapudugum da Nação Mapuche que habita o Chile: rapaz lindo e inteligente. É assim como aprendemos… para saber
São dois verbos aparentemente contraditórios. O primeiro parece indicar a actividade de conhecer o que se faz; o segundo, a de colocar na mente de uma pessoa, ideias novas. Parecem contraditórios e, no entanto, são actividades que precisam de andar juntas. O aprender está normalmente associado a educação. No entanto, no meu entender, é um acto contínuo ao longo da vida. [Read more…]
Depois do êxito que foram as apresentações no Palácio de Laguares, a Teatros Precários & Co. volta a apresentar “Avenida à Rasca 193 – O Condomínio Mistérico” de Luigi Abbondanza e A. Pedro Correia às 5ªs, 6ªs e Sábados durante o mês de Setembro, sempre às 23.30h. A não perder estas apresentações, provavelmente as últimas em Lisboa.
A Fórmula 1 nunca mais foi a mesma depois do seu trágico desaparecimento. E quem escreve estas linhas era um fã de Prost. Agora, um dos documentários mais badalados dos últimos anos terá a sua primeira apresentação em Portugal no Douro, mais precisamente, na praia do Pinhão no âmbito do excelente Douro Film Harvest.
Recordando a trajectória de um grande nome do desporto brasileiro e da Fórmula 1 mundial, o DFH exibe em estreia nacional o documentário “Senna”, na secção Moon Harvest. O filme, realizado numa parceria britânica-brasileira, é já indicado como forte candidato a Óscar de Melhor Documentário do próximo ano. “Senna” é dirigido por Asif Kapadia e vai ser projectado na praia do Pinhão, às 22h30 de 9 Setembro, com entrada gratuita.
Eu vou já começar a marcar o meu lugar na fila da frente e levo comigo um belo Kopke para aquecer que as noites no Douro, mesmo em Setembro, são fescas. Se são 🙂
Quem estiver interessado em acompanhar a edição deste ano do Douro Filme Harvest é estar atento ao face e twitter do evento. Eles prometem colocar por lá tudo e mais alguma coisa.
“A estação de comboios de São Bento, no Porto, foi considerada uma das 14 mais belas do mundo pela revista norte-americana Travel+Leisure. Os painéis de azulejos azuis e brancos de Jorge Colaço, que enchem as paredes desta estação da Linha do Norte, colocaram o edifício na mesma lista de outras paragens ferroviárias como a neoclássica Gare du Nord, em Paris, ou Atocha, em Madrid.”
Parabéns a quem a sonhou…
…e traz de volta Avenida à Rasca 193 – o condomínio mistérico, para mais doze representações em Lisboa, na Fábrica de Braço de Prata. 
É o que nós somos. Uns incompreendidos…
Da primeira vez que ouvi Amy Winehouse senti um arrepio na espinha. Quando me confrontei com a sua imagem senti dois. Eu imaginava uma cantora negra, grande, gorda e saíu-me aquela trinca-espinhas branca e inglesa, de pose desconchavada, joelhuda, com make-up de bordel de terceira.
Gostava sinceramente dela, sem dizer apesar de, sentia uma certa comoção com aquela rapariga, com as suas escolhas, com os seus demónios, com o seu enorme talento. Não acredito que pudesse haver Amy Winehouse sem aquela Amy Winehouse, não acredito que aquela mulherzinha cantasse tanto, tão sofrida, poderosa e languidamente sem ser aquela mesma pessoa, aqueles dez-reis de fragilidade cheios de atracção pelo abismo. E também não acredito que a autora Amy Winehouse pudesse compor aquelas canções não sendo o ser perdido que era.
Haverá quem a recorde pelo acessório. Eu recordá-la-ei por “Frank”, por “Back to Black” e por algumas arrepiantes interpretações ao vivo. Foi uma Grande Artista e viveu como pôde. Agora repousa em paz – ou canta com outras almas gémeas, cheias de talento e de inquietude, como ela.

Bosch.
Hieronymus Bosch. H.á um livro de uma jornalista espanhola, a casa dos sete pecados, um romance histórico sobre o pecado, desejo, morte, traição. Bosch aparece por razões evidentes. Segundo o protagonista, Felipe II, “Ninguém melhor que ele sabe plasmar numa imagem a verdadeira essência da redenção dos homens”. Eu diria mais. Ninguém melhor que ele sabe plasmar a verdadeira decadência humana. Não se enganem, os quadros de Bosch têm pouco a ver com o Renascentismo. São quadros da Idade Média combinados com as novas técnicas do Renascimento.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
Recent Comments