Donald Trump tem razão – são uns hipócritas


Nos últimos meses, Donald Trump disse que ia construir um muro para separar a América do México e que ia pôr este último a pagá-lo. Chamou criminosos, violadores e traficantes aos mexicanos. Queixou-se de ver negros «a contar o meu dinheiro». Disse que ia expulsar liminarmente 11 milhões de imigrantes ilegais. Que ia proibir a entrada de muçulmanos. Que os atentados de Paris só provam que a posse de armas devia ser liberalizada. Que o aquecimento global foi inventado pelos chineses para prejudicar a América. Que ia atacar o Médio Oriente para lhes ficar com o petróleo, destruindo tudo e mandando empresas americanas para fazer a reconstrução.
Defendeu o regresso de métodos de tortura mais agressivos nos Estados Unidos, atacou os pais de um militar americano morto no Iraque, expulsou uma jornalista mexicana de uma conferência, uma muçulmana de uma acção de campanha e um bebé que chorava num comício. Disse tudo e mais alguma coisa e sempre publicamente e em directo para milhões de espectadores.
Foi preciso ir buscar uma conversa privada com mais de 10 anos [Read more…]

A Visão dos

Mistérios de Gaia.

Sem contraditório

Opinador semanal durante a legislatura, oráculo das decisões por anunciar, participa agora nas acções de campanha, até vai arruar por Lisboa na sexta, e no sábado, dia de reflexão, lá estará no seu espaço de comentário, fresquinho e impoluto, a sós com a sua independência e objectividade. Palmas.

Crise na Volkswagen: a catástrofe capitalista que se segue e o silêncio pré-eleitoral do regime

German Chancellor Angela Merkel sits in a Volkswagen eco-up! auto during a visit to the Volkswagen exhibition at the International Motor Show (IAA) in Frankfurt September 15, 2011. REUTERS/Alex Domanski

Aproxima-se da Europa um furação de intensidade 5 que, aparentemente, não causa grande preocupação aos nossos governantes, que substituíram temporariamente as suas funções pelas de ilusionista, podendo, até Sexta-feira, ser encontrados em mercados e feiras, PME’s, associações e ruas da sua cidade, protegidos por um cordão jota de abanadores de bandeiras. Se os virem tenham cuidado. Alguns podem revelar-se perigosos.

O escândalo Volkswagen (VW), que já fez com que a gigante alemã perdesse mais de 24 mil milhões de euros em bolsa, é a mais recente catástrofe do capitalismo sem freios que clama pelo fim de todas as formas de regulação, o tal que os ultraliberais no governo querem impor ao nosso país. A Reuters, essa agência noticiosa marxista-leninista, citou Carsten Brzeski, um outro radical de esquerda que exerce a função de economista-chefe do banco holandês ING, e o aviso não poderia ser mais claro: a crise na VW representa um risco superior ao da crise da dívida grega para a economia alemã. [Read more…]

Votem em mim mas não me chateiem

Primeiro-ministro a um dos lesados do BES:
“Diga às pessoas que estão consigo que percebo que estejam angustiadas com este problema, mas não é por virem a todas as minhas acções de campanha que vão resolver isso”.

Não pronunciarás o nome de Sócrates durante a campanha

Socas

Yevgeny Yevtushenko terá um dia dito que “O verdadeiro hipócrita não é o que dissimula, mas o que tenta persuadir os outros daquilo em que ele não acredita.”. Parece-me ser o caso de vários membros da corte passista, monarca incluído, que se têm esforçado convencer os portugueses que não pretendem trazer José Sócrates para a campanha quando esse é precisamente o seu principal trunfo eleitoral. E que, de cada vez que insistem na ideia, mais ou menos todos os dias, estão precisamente a fazê-lo. [Read more…]

Uma foto do Juvenil, quem a tem?

Se a internet é facilitadora de tantas maravilhas – encontros entre familiares perdidos há décadas, casamentos entre pessoas que de outro modo jamais se encontrariam, amizades a uma distância geográfica impossível – eu acredito que ela pode trazer-me o que eu tanto gostava de receber: uma fotografia da parede inexistente do café Juvenil. Pensem bem: não conhecerão alguém que possa ter uma? Já coisas mais improváveis aconteceram.

Eu explico.

Toda a gente tem a sua Casa da Mariquinhas. Regressamos a ela para descobrir que “o tempo cravou a garra na alma daquela casa” e que está tudo tão mudado que não vemos nada, nada do que ainda recordávamos. A mim, que ando a acertar contas com o meu passado, deu-me para regressar à rua da minha infância. [Read more…]

Murros no estômago

Ontem à tarde, numa mercearia de Campanhã, zona oriental do Porto, o merceeiro comentava que, nos muitos anos que ali leva, perto da escola secundária, estava habituado a ver os miúdos passarem à sua porta sempre satisfeitos quando não havia aulas. Ontem, dia de greve, passavam quase todos cabisbaixos. A cliente quis saber porquê.

– Acho que é porque a cantina está fechada.

Já ninguém disse mais nada.

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Poderiam ser as medidas de combate ao desemprego em Gaia – uma por cada um dos desempregados que a Gestão de LFM piropoajudou a consolidar e, nisso, Gaia continua na FRENTE.

Mas, ao pensar no candidato forte à Junta de Campanhã, confirmo a apetência forte para resolverem problemas de desemprego. Aliás, quase conseguia resolver um problema semelhante a um vereador de matosinhos, não fosse terem aparecido umas trapalhadas pelo meio.

E assim continua a democracia a norte.

Gaia – Debate no Porto Canal (hoje)

Estas eleições autárquicas têm sido singulares no que ao tratamento televisivo diz respeito  e as últimas notícias confirmam, a três, essa ideia – as televisões não vão cobrir a campanha eleitoral pelo menos da forma tradicional (seja lá o que isso for). Percebo o argumento das televisões, mas tenho alguma dificuldade em os aceitar. Se por um lado admito que uma empresa privada tenha a capacidade de decidir o que faz com os seus recursos, penso que será também importante deixar claro que para o seu funcionamento é necessária uma autorização, certo? Para o exercício de uma função pública, não? Sim, é isso – estamos a falar de um instrumento que procura regular o mercado.

Por outro lado, não fica claro para mim quem sai a ganhar com esta medida – será que poderemos ter uma campanha mais verdadeira, mais pedagógica? Ou, pela falta de visibilidade, a qualidade das propostas e das mensagens vai ficar pior?

Faria algum sentido, até pelo primeiro argumento apresentado, que a SIC e a TVI (privadas) tivessem “coragem” para enfrentar a decisão agora conhecida, avançando com uma cobertura das eleições em função dos seus critérios editoriais.matosinhos

No entanto e antes que o post termine importa aplaudir uma dimensão positiva da decisão – não teremos que ver mais nenhuma argolada da 4ª escolha para Gaia. Infelizmente teremos que continuar a ver o candidato do PSD a discutir futebol, mas isso não é necessariamente mau, em função da cegueira que o caracteriza.

Ou se calhar até podemos – hoje, às 22h, no Porto Canal temos o debate entre os candidatos a Gaia.

Cardozo e Jesus

Aos beijos!

Pedro Passos Coelho e a EMI

passos coelho youtubeEis o que acontece quando tentamos ver um dos vídeos de resumo da campanha que levou Passos Coelho à presidência do PSD. Aparentemente alguém se deve ter esquecido que usar, no youtube, a mesma música todos os dias sem pagar direitos de autor ia trazer problemas.

Amadores, tão amadores como o chefe, vê-se agora em pleno governo.

 

Votar numa lavandaria

Só mesmo nos EUA.

Ontem, em Chicago, os eleitores podiam votar em escolas e igrejas, quartéis de bombeiros e esquadras policiais, centros de dia e blocos residenciais. Mas também numa lavandaria self-service, ” a melhor montra para ver a democracia americana em acção”, lê-se no PÚBLICO de hoje. Explicação para o «fenómeno»: “não só porque aumenta o universo de possibilidades dos eleitores, mas também porque torna o voto mais prático, menos solene, mais próximo do dia-a-dia das pessoas”. Todos os estabelecimentos comerciais podiam receber uma mesa de voto, excepto os locais que vendem bebidas alcoólicas.

É caso para dizer se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé. Não acho muita piada… Há locais próprios para tudo e misturar alhos com bugalhos não me parece ser grande ideia, não obstante ter que admitir que os americanos «mexem-se» e têm ideias loucas que lá terão resultados, pelo menos quantitativamente. «Não deixe de votar, mesmo que não tenha pensado nisso ou refletido muito»,  «É fácil, barato e muito cool».

Imagino a senhora com seus filhos na dita lavandaria: um olho neles, um olho na roupa a girar na máquina e outro no voto, numa pressa, ouvindo ainda o desabafo político tendencioso dos restantes utentes do estabelecimento…

A abstenção em Portugal ficava resolvida se em cada canto e esquina houvesse uma mesa de voto?

Democracia = comodidade = banalidade?

A jornalista K. Gomes afirma algo que me deixa de boca aberta: “Talvez não haja nada mais democrático que votar numa lavandaria”. E esta hein?