O Porto é uma família

com sangue italiano, suponho.

As manobras do poder

À hora a que escrevo, a Carta Aberta de Alexis Tsipras aos Leitores do Handelsblatt e o artigo Não há tempo para jogos na Europa somam entre si 12 mil partilhas no Facebook. Outros textos sobre o que se passa na Grécia são também habitualmente populares aqui no Aventar, indicando, claramente, que os portugueses não estão desatentos quanto ao desenrolar desta crise política europeia.

Há uma bola de neve que começou na Grécia e, tal como aconteceu com a expansão das revoluções da Primavera Árabe, pode tornar-se na avalanche que derrube a hegemonia nórdica, alemã, sobretudo. A popularidade destes textos, bem acima do habitual não só deste blog mas também do panorama nacional, aponta para que não estejamos apenas perante wishful thinking.

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A esquerda no poder

Ouço dizer, muitas vezes, que se a esquerda tivesse chegado ao poder, o país teria entrado numa crise brutal, com o desemprego e a dívida pública sempre a aumentar, com a economia a estagnar e muitos outros episódios do apocalipse.

A não ser que esteja distraído, o país está numa crise brutal, o desemprego e a dívida continuam a aumentar e a economia está estagnada, com tendência para piorar. Por estes sinais, ficamos a saber que os governos responsáveis por este descalabro são de esquerda, como é óbvio.

Diante da necessidade de um governo de salvação nacional, penso que está na hora de o país virar à direita, permitindo que o PCP e o BE passem a governar o país. Só assim será possível emendar aquilo que os esquerdistas irresponsáveis do PSD, do PSD e do CDS andam a fazer há vários anos, num infindável processo revolucionário em curso, propiciador de instabilidade, com o Estado ao serviço de alguns privilegiados, à semelhança, aliás, do que aconteceu em muitos países do Pacto de Varsóvia.

Negociações com o Ministério da Educação

Enquanto decorrem as negociações entre o Ministério da Educação e os Sindicatos, há algumas preocupações nas redes sociais.

Anda a circular a notícia de que os professores do quadro que venham a ser sujeitos à mobilidade especial não possam ser colocados a mais de 60 quilómetros da sua escola. Há quem pergunte por que razão os professores de quadro de zona pedagógica e os professores contratados não estão abrangidos pela mesma regra.

O alargamento do horário semanal de trabalho para 40 horas será considerado inaceitável, a não ser que recaia exclusivamente sobre o tempo individual de trabalho.

Para além disso, a promessa de que o referido alargamento não incidirá sobre a componente lectiva dos professores já está posta em causa a partir do momento em que o tempo reservado para a direcção de turma deixe de estar integrada nessa componente.

Uma outra preocupação mais ou menos silenciosa reside, no entanto, no facto de estarmos a lidar com um governo que está sempre disposto a cometer ilegalidades e a quebrar promessas.

Vinculação Extraordinária – parece que adivinhei!

Hoje foi dia de Negociações no MEC, ou antes, foi dia de reuniões.

Pela manhã escrevi que:

O concurso pode ter as regras mais fantásticas, pode permitir a milhares (muitos, talvez 50 mil!) a apresentação a concurso, mas se não existirem vagas, para que serve o concurso?

Parece que foi em cheio – o MEC vai permitir que todos (ou quase) concorram, mas, pequeno detalhe – continua a não anunciar as vagas.

Já sabemos quem vai poder bater à porta, mas continuamos sem saber quem vai poder entrar.

Concursos de Professores: depois do acordo há novidades

Sou só eu que acho isto uma anedota ou… Então o MEC assina um acordo com alguns sindicatos e agora, na negociação extraordinária com a FENPROF, aceita introduzir alterações ao que tinha acordado com os sindicatos mais pequenos?!!!

Isto é que é negociar

E você, “negociava” com estes gajos?

As negociações do Orçamento falharam

Por agora, ainda não se sabe o que aconteceu, já que cada parte tem a sua versão.
Ou se calhar sabe. A verdade é que, conhecendo como conhecemos a tralha socratista que nos governa, o Governo não recuou 0nem um milímetro. Ia recuar, mas eis que apareceu em cena o primeiro-ministro. Foram muitos anos de Maioria Absoluta, muitos anos sem diálogo nem negociações. E Sócrates pensa que ainda continua a ser assim. Não é – infelizmente para ele. Ou felizmente, pois parece que está mortinho por levar um pontapé.
Mas a verdade também é outra: apesar de não ter conseguido impor uma única condição, o PSD continua a encarar a viabilização do Orçamento. Porque Passos Coelho está refém dos Bancos, não passa de um capataz de Ricardo Salgado e companhia. Ele sabe que vai formar Governo ainda em breve, por isso tanto faz que seja uns meses mais cedo ou mais tarde. Aumento dos impostos? Até é um alívio. Alguém já fez por ele.
Quanto a José Sócrates, já todos sabemos com o que contamos. Para ele, quanto pior melhor. E como fez questão de dizer em 2005, está-se marimando para os portugueses. O caos? É para o lado que dorme melhor.
Cavaco, que vê as suas contas furadas, vai chamar o Conselho de Estado. Não seria melhor chamar já o FMI?

Inventar enredos para um final conhecido

Emoção, suspense, PSD chega uma hora atrasado à reunião, sinais de impasse, mas tudo pode acabar já hoje, as negociações do Orçamento seguem o guião de uma telenovela mexicana.

Tudo pronto para um final feliz, para banqueiros, grandes empresários e afins. Quanto o regime não tem juízo, o povo é que paga.

Negociações de paz?

Às vezes, a paz só atrapalha.

sobe e desce

Documento entregue hoje aos sindicatos pelo Ministério da Educação

PRINCÍPIOS PARA A REVISÃO DO MODELO DE AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO-02dez09

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