
A newsletter tem como default falar do Sócrates e já nem se dão ao trabalho de mudar o título. Havendo ou não noticia, há que mencionar o filão de vendas.
Correio da Manhã não actualiza template há quatro dias
Fecho dos mercados: Juros caem a pique

Imagem: Matt Harrison Clough (via)
É notícia hoje, excepto nos blogs da direita, alguns até aparentando serem OCS. Nesses, só há notícia quando sobem. Pois bem, se o governo é imputável quando os juros sobem, então tão o será quando estes descem. Portanto, a acção do governo fez os juros cair.
tomlinson@bbn-tenexa
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Manifestações contra o projecto de lei El Khomri

Entre 224 000 e 500 000 em toda a França (Liberation)
♪ Cheira bem, ♫ cheira a eleições autárquicas ♪

Praça do Rossio, Lisboa, 2007 (wikimedia)
O que está a acontecer a Lisboa é inacreditável, não sei se quem vive noutros locais estará a par. Acontece que há autárquicas à porta e se existe algo que faça um autarca salivar, as obras estarão no topo.
É a treta da segunda circular, o arrancar da calçada, a mesquita na Mouraria e agora isto do Jamaica, do Tokyo e do Europa que a Daniela relata.
Há um cardápio de obras que vão acontecendo ao sabor das autárquicas. As requalificações, os gimnodesportivos, as rotundas, as estátuas nas rotundas, as lombas em tudo o que é passadeira (e que nada devem à segurança, como se pode constatar, por exemplo, em Soure). E a lista poderia continuar.
Trans-Pacific Partnership (TTP) e a ameaça aos conteúdos de domínio público
O Projecto Gutenberg, tal como definido na Wikipedia, “é um esforço voluntário para digitalizar, arquivar e distribuir obras culturais através da digitalização de livros”.
Na respectiva página, consta um alerta sobre o TTP, a levar muito a sério, se nos recordarmos do que tem sido a recente prepotência em termos de direitos de autor trazida pelo DCMA (Digital Millennium Copyright Act), sem esquecer a versão doméstica da SPA. [Read more…]
A estreia de David Dinis como director da TSF
David Dinis estreou-se ontem na TSF com um artigo de opinião a comentar o caso de Maria Luís Albuquerque se apoiar nos buracos da lei das incompatibilidades para ir para uma empresa onde, moralmente e legalmente, não devia trabalhar.
Não foi isto que o ex-director do O Observador disse, porém. Para ele, não há problema legal.
Não o digo porque seja ilegal. Olhando para a lei, o facto de ser “não executiva” na Arrow Global provavelmente iliba-a desse ónus.
Os cofres cheios de Maria Luís Albuquerque
Devem estar agora mais cheios com o tiro certeiro na Arrow. Sem ponta de vergonha nas ventas.
Apresentação do livro do Paulo Guinote “08/03/08”
Citações de memória, mais pela ideia do que pelas palavras exactas, da apresentação, hoje, na livraria Buchholz, Lisboa.
As manifestações dos professores foram precursoras de outras, como os movimentos de indignados, em Espanha e Portugal, e dos movimentos da Primavera Árabe. (Sampaio da Nóvoa)
O controlo burocrático, que antigamente exigia recursos materiais e financeiros consideráveis, está agora a um click de distância, com custos reduzidos, como forma de controlo dos profissionais. Um controlo que não traz valor, nem, muito menos, se traduz em avaliação de desempenho. (Sampaio da Nóvoa, referindo José Gil)
A terceira grande revolução, a da Internet, que sucedeu à invenção da escrita e, depois, do livro. (Sampaio da Nóvoa)
Um livro que regista uma memória que se estava a desvanecer. (Paulo Guinote)
Elísio Summavielle nomeado por João Soares para substituir António Lamas no CCB
Há quatro anos, o Aventar confirmava a notícia que tinha dado em primeira mão sobre a nomeação de Elísio Summavielle para Director-Geral do Património. Hoje, Elísio Summavielle volta a ser notícia por outra nomeação, desta vez para o CCB. Há pessoas assim, toda a sua carreira profissional é uma nomeação. Vão fazendo currículo aqui e ali, nomeados de galho em galho, até que chegam à prateleira dourada onde, face ao seu CV feito de artigos publicados no Diário da República, todos dirão que era a escolha óbvia.
Mas é nestas alturas que dá jeito ver o percurso profissional do nomeado, para separar o trigo do joio. Vá, dê lá um salto. O quê, ainda aqui está? Ainda não foi ver o CV de Elísio Summavielle? Tome lá este rebuçado:
Para caracterizar o trabalho de Elísio Summavielle, bastaria pegar num nome: Museu Nacional de Arqueologia. [de: “A incompetência é a imagem de marca de Elísio Summavielle, o novo Director-Geral do Património“]
Uma cidade onde as vacas não riem

Hollande vaiado e insultado na Feira de Agricultura de Paris. Se tivesse dado um salto aos Açores, sempre recebia um sorriso.
London call him
O Paulo Abrantes, fotógrafo de Coimbra, foi convidado pela The Brick Lane Gallery para participar na exposição colectiva “LANDSCAPE; RURAL VS URBAN”, que terá lugar em Londres, entre 12 e 25 de Abril de 2016. Para cobrir as despesas, o Paulo organizou uma campanha de crowdfunding. Passe por lá.
O cartaz que salvou a vida de um sapo (aquele que a direita quase engoliu)

O cartaz do BE foi um erro de estratégia política inacreditável. Não por ter sido humor barato, não por ser um toma-cavaco-para-aprenderes, não por ofender algumas pessoas. Poderá ser um erro por todas estas razões, mas, quanto a mim, o Bloco fez um enorme favor à direita.
“Qual é o problema?”, perguntou Passos Coelho.
Mais más notícias(*). Será que isto não pára?
Moody’s aplaude Governo pela aprovação do Orçamento. (*) Para a direita que continua com a narrativa “não estraguem [que isso é connosco]”.
Em terra de cegos, quem tem dois olhos tapa-os

Mark Zuckerberg ha publicado en su cuenta de Facebook una foto suya en el Mobile World Congress de Barcelona que en menos de un día se ha compartido casi 16.000 veces y que muchos consideran, al menos, inquietante. El primero de los más de 4.000 comentarios simplemente dice: “Maldita sea, es un poco perturbadora (creepy)”. Esta frase lleva más de 10.000 me gusta. [El País]
O brinquedo que a assistência tem nos olhos chama-se Oculus Rift, produto homónimo da empresa de realidade virtual que foi comprada pelo Facebook, antes, até, desta colocar o seu primeiro produto à venda. [Read more…]
É preciso lá ter passado para o reconhecer
Passos acusa PS de “ajoelhar” perante a Europa, lê-se no Público.
Não importa o que Costa faça, haverá uma tirada azeda, que nem precisa de ter paralelo com a realidade, por parte do vitorioso de Pirro.
De rosa ao peito, em forma de pin patriótico, lá vai ele em alegre campanha eleitoral, a mesma que dura há quase dois anos. Há que fazer pela vida, mesmo quando Portugal está à frente.
Mário Cruz

Mário Cruz, primeiro lugar na categoria “Assuntos Contemporâneos” / World Press Photo
Porque é que Passos defende Carlos Costa?

Carlos Costa não aceita ser confrontado com as suas decisões. Não aceita que lhe perguntem diretamente se os 700 milhões de euros que obrigou o BES a constituir para salvaguardar as aplicações que muitos investidores fizeram em papel comercial do GES não queriam exatamente significar que essas aplicações estavam salvaguardadas. Não aceita que lhe perguntem porque é que, sabendo o que se estava a passar no GES, guardou durante largos meses essa informação para si, sem a partilhar com a CMVM. Não aceita que lhe perguntem se concordou com a estratégia de Vítor Bento para o Novo Banco (recuperá-lo num prazo de três a cinco anos) ou se pura e simplesmente mudou de repente de opinião e decidiu que o banco tinha de ser vendido em seis meses. Não aceita que lhe perguntem se essa sua mudança de opinião não teve a ver com o interesse do Governo PSD/CDS em encerrar o dossiê antes das eleições de 4 de outubro de 2015. Não aceita que lhe perguntem como é que havia 17 interessados no Novo Banco e depois apenas três e depois a venda falhou de forma clamorosa. Não aceita que lhe perguntem porque passou três emissões de dívida sénior do Novo Banco para o BES “mau” em vez de fazer um corte igual de 16% para todas as emissões. Não aceita que lhe perguntem como foi possível o caso do Banif ter chegado ao beco sem saída a que chegou. Não aceita que lhe perguntem o que fez o Banco de Portugal perante as oito propostas de resolver o problema que foram entregues em Bruxelas, todas chumbadas. Não aceita que lhe perguntem porque pagou 300 mil euros à BCG para avaliar a atuação do supervisor no caso BES e agora se recusa terminantemente a divulgar as conclusões do relatório. E não aceita que lhe perguntem como não foi ele a impedir a venda de uma sucursal do Novo Banco em Cabo Verde a uma empresa ligada a José Veiga (só o fez agora) e sim o Ministério Público, que ordenou a detenção do empresário quando o negócio estava prestes a ser assinado. [Nicolau Santos, Expresso Diário, 18/02/2016]
Budget update
Estão a ver aquelas actualizações do Windows, que aparecem ao fechar o computador e que corrigem sabe-se lá o quê? Os orçamentos do Costa metamorfosearam-se em produto informático.
Esperam-se grandes títulos na bloga inconformada
Hoje lê-se no Expresso: “Forte queda dos juros da dívida portuguesa“. Ainda não fui ver se o Observador e outros blogs de direita, a par dos patriotas que anseiam pelo pior que alguma vez chegará, confirmam as más notícias.














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