Ipapers

A história secreta dos esquemas offshore da Apple, por Simon Bowers, do ICIJ

A Rádio (Im)popular

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A RTP merece um enorme aplauso graças a um programa televisivo que, ao longo dos tempos, se destaca pela qualidade do seu jornalismo de informação, o “Sexta às 9”. Não escondo o espanto sempre que o vejo pois não estou habituado a jornalismo de investigação semanal no nosso país e ainda menos com esta qualidade – nem sequer escondem o nome das “crianças”. Coisa ainda mais rara.

Desta vez, a reportagem foi sobre a Rádio Popular e a venda de telemóveis iPhone como novos quando na realidade são usados, mais precisamente, recondicionados. A reportagem pode ser vista neste link.

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Como a Apple e o resto do Silicon Valley fogem aos impostos


A ler na Wired.

Pobre Apple

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Barraca da Apple no sul da Irlanda Imagem: Spiegel

Num paraíso fiscal chamado Irlanda, a Apple pagou uma taxa efectiva de imposto que baixou de 1% em 2003 para 0,005% em 2014  (quer dizer, 50 euros de imposto por um milhão de lucro); já os privilegiados dos contribuintes médios europeus têm direito a qualquer coisa entre 20% e 30% ou mais. É que a Apple estava mesmo a precisar de um “auxílio estatal” especial para ela, pobrezinha!

E como isto é uma grande injustiça, valorosamente, a Apple vai apresentar recurso da decisão da Comissão Europeia, para não ter de pagar os 13 mil milhões  adicionais que deve (vá lá, convenhamos que desta a Comissão fez um bonito, só falta não se esquecer agora da Starbucks e co.). E o mais provável é conseguir, pelo menos, uma forte redução desse valor, ameaçando que esta decisão “vai ter profundas consequências negativas para o investimento e para a criação de postos de trabalho na Europa”. Tanto mais que o ministério das finanças americano já criticou aberta e duramente o procedimento de Bruxelas na determinação de impostos, acusando a Comissão de querer agir como uma espécie de autoridade fiscal supranacional e prejudicar as empresas americanas. E como os americanos não se deixam ficar para trás nunca, já ameaçaram a Europa com uma guerra de impostos.  Äh…, alguém disse TTIP?

“Qual é o problema?”, perguntou Passos Coelho.

Ordem para ajudar o FBI viola a Constituição, diz Apple

Espias tu ou espio eu?

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É, no mínimo, interessante, vir a saber em que é que isto vai dar. Para variar, desta vez não é uma multi a processar um Estado, mas foi o Departamento de Justiça dos EU que apresentou, na sexta-feira passada, uma moção que pretende obrigar a Apple a colaborar no desbloqueamento da funcionalidade do iPhone que provoca a extinção de todos os dados do mesmo, ao fim de 10 tentativas incorrectas de inserção do código de desbloqueio do ecrã.O FBI pretende assim aceder aos dados do iPhone de Syed Rizwan Farook, que, juntamente com a mulher, provocou a 2 de Dezembro passado a morte de 14 pessoas em San Bernardino, Califórnia. O Governo primeiro pediu, mas a Apple recusou. Agora é uma ordem. A Apple argumenta que isso iria pôr em risco a segurança dos seus clientes; Tim Cook, chefe da Apple, afirmou numa carta aberta: “O Governo requer à Apple que „hackeie“ os seus próprios clientes” e argumenta que essas possibilidades poderiam depois ser aproveitadas não só pelo governo, mas também por criminosos. Com certeza que a Apple receia, sobretudo, uma perda de competitividade se ceder a esta pressão. Tal como a Google, a Apple introduziu, em fins de 2014, sistemas de encriptação mais sofisticados, como reacção à denuncia de Edward Snowden sobre os programas de vigilância e espionagem utilizados pela NSA (Agência de Segurança Nacional).

A Primavera Passista

Compro

Como diria Diácono Remédios, “a notícia é uma boa notícia“. E é mesmo. Todo o emprego que alguém quiser criar neste país é sempre bem vindo, excepto nos casos em que se verificar tratar-se das subespécies “exploração” ou “pré-escravatura”. E logo a Concentrix (nunca ouvi falar) ,uma empresa que apesar de não confirmar, o Expresso sabe que tem a Apple entre os seus clientes. Fiquei tão entusiasmado com tudo isto que até coloquei ali em cima o logótipo Compro o Que é Nosso, que é um logo bonito e que me enche de esperança no amanhã em que valorizamos o que é nacional, apesar de não ter grande coisa a ver com esta situação específica. Abençoados os anos de eleições e as Primaveras do optimismo e da ilusão que antecedem Verões de porcos no espeto, concertos de música pimba à borla, canetas, isqueiros e réguas com fartura! Venham daí essas descidas de impostos e os programas para resgatar emigrantes da hecatombe socrática que o desgraçado do Passos herdou. Ah, o triunfo da austeridade em todo o seu esplendor!

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