A Rádio (Im)popular

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A RTP merece um enorme aplauso graças a um programa televisivo que, ao longo dos tempos, se destaca pela qualidade do seu jornalismo de informação, o “Sexta às 9”. Não escondo o espanto sempre que o vejo pois não estou habituado a jornalismo de investigação semanal no nosso país e ainda menos com esta qualidade – nem sequer escondem o nome das “crianças”. Coisa ainda mais rara.

Desta vez, a reportagem foi sobre a Rádio Popular e a venda de telemóveis iPhone como novos quando na realidade são usados, mais precisamente, recondicionados. A reportagem pode ser vista neste link.

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Como a Apple e o resto do Silicon Valley fogem aos impostos


A ler na Wired.

Pobre Apple

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Barraca da Apple no sul da Irlanda Imagem: Spiegel

Num paraíso fiscal chamado Irlanda, a Apple pagou uma taxa efectiva de imposto que baixou de 1% em 2003 para 0,005% em 2014  (quer dizer, 50 euros de imposto por um milhão de lucro); já os privilegiados dos contribuintes médios europeus têm direito a qualquer coisa entre 20% e 30% ou mais. É que a Apple estava mesmo a precisar de um “auxílio estatal” especial para ela, pobrezinha!

E como isto é uma grande injustiça, valorosamente, a Apple vai apresentar recurso da decisão da Comissão Europeia, para não ter de pagar os 13 mil milhões  adicionais que deve (vá lá, convenhamos que desta a Comissão fez um bonito, só falta não se esquecer agora da Starbucks e co.). E o mais provável é conseguir, pelo menos, uma forte redução desse valor, ameaçando que esta decisão “vai ter profundas consequências negativas para o investimento e para a criação de postos de trabalho na Europa”. Tanto mais que o ministério das finanças americano já criticou aberta e duramente o procedimento de Bruxelas na determinação de impostos, acusando a Comissão de querer agir como uma espécie de autoridade fiscal supranacional e prejudicar as empresas americanas. E como os americanos não se deixam ficar para trás nunca, já ameaçaram a Europa com uma guerra de impostos.  Äh…, alguém disse TTIP?

“Qual é o problema?”, perguntou Passos Coelho.

Ordem para ajudar o FBI viola a Constituição, diz Apple

Espias tu ou espio eu?

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É, no mínimo, interessante, vir a saber em que é que isto vai dar. Para variar, desta vez não é uma multi a processar um Estado, mas foi o Departamento de Justiça dos EU que apresentou, na sexta-feira passada, uma moção que pretende obrigar a Apple a colaborar no desbloqueamento da funcionalidade do iPhone que provoca a extinção de todos os dados do mesmo, ao fim de 10 tentativas incorrectas de inserção do código de desbloqueio do ecrã.O FBI pretende assim aceder aos dados do iPhone de Syed Rizwan Farook, que, juntamente com a mulher, provocou a 2 de Dezembro passado a morte de 14 pessoas em San Bernardino, Califórnia. O Governo primeiro pediu, mas a Apple recusou. Agora é uma ordem. A Apple argumenta que isso iria pôr em risco a segurança dos seus clientes; Tim Cook, chefe da Apple, afirmou numa carta aberta: “O Governo requer à Apple que „hackeie“ os seus próprios clientes” e argumenta que essas possibilidades poderiam depois ser aproveitadas não só pelo governo, mas também por criminosos. Com certeza que a Apple receia, sobretudo, uma perda de competitividade se ceder a esta pressão. Tal como a Google, a Apple introduziu, em fins de 2014, sistemas de encriptação mais sofisticados, como reacção à denuncia de Edward Snowden sobre os programas de vigilância e espionagem utilizados pela NSA (Agência de Segurança Nacional).

A Primavera Passista

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Como diria Diácono Remédios, “a notícia é uma boa notícia“. E é mesmo. Todo o emprego que alguém quiser criar neste país é sempre bem vindo, excepto nos casos em que se verificar tratar-se das subespécies “exploração” ou “pré-escravatura”. E logo a Concentrix (nunca ouvi falar) ,uma empresa que apesar de não confirmar, o Expresso sabe que tem a Apple entre os seus clientes. Fiquei tão entusiasmado com tudo isto que até coloquei ali em cima o logótipo Compro o Que é Nosso, que é um logo bonito e que me enche de esperança no amanhã em que valorizamos o que é nacional, apesar de não ter grande coisa a ver com esta situação específica. Abençoados os anos de eleições e as Primaveras do optimismo e da ilusão que antecedem Verões de porcos no espeto, concertos de música pimba à borla, canetas, isqueiros e réguas com fartura! Venham daí essas descidas de impostos e os programas para resgatar emigrantes da hecatombe socrática que o desgraçado do Passos herdou. Ah, o triunfo da austeridade em todo o seu esplendor!

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Sons do Aventar :: U2 :: Songs of innocence

Songs of innocence

Songs of innocence

 

Já uma vez escrevi: os U2 até podiam lançar um disco de fados que eu o compraria para juntar à minha colecção. Porém, uma coisa é coleccionar. Outra é gostar. E sou assaltado por justas dúvidas da qualidade que teria tal obra.

As mesmas dúvidas que tenho com os últimos dois álbuns dos U2 (“How to dismantle an atomic bomb” de 2004 e “No line on the horizon de 2009”). Nem me atrevo a comparar com “War” de 1983, “The Unforgettable Fire” de 1984 ou “The Joshua Tree” de 1987 – estes dois últimos são os meus preferidos sendo que se fosse obrigado a escolher “o melhor” não teria qualquer dúvida: “The Joshua Tree”. Ainda hoje é obrigatório na minha playlist e a ele volto sempre que me apetece ouvir boa música. Ou seja, todos os meses.

Esta madrugada fui surpreendido com uma prenda da Apple: descarregaram automaticamente e de borla o novo trabalho dos U2, “Songs of Innocence”. Não teve nada de inocente. Uma borla que serve todas as partes envolvidas: os U2 pela promoção e sabendo que nos tempos que correm não é a vender música que se ganha dinheiro (é a vender concertos), a Apple que sabe como poucos publicitar os seus produtos sem gastar grande coisa em publicidade e eu que, independentemente da qualidade da obra, teria de a adquirir na mesma.

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Apple e Nós

Apple faz rios de dinheiro em apenas três. Nós perdemos Poetas Absolutos com 32120 dias. A Maça e a Rosa.

O PC vai acabar?

Calma Camaradas – juro que não estava a pensar no PCP!

Falo da luta  a 3:

– a Apple meteu o Ipad na máquina e ele mingou!

– a Microsoft continua a correr atrás do prejuízo, mas desta vez o sistema operativo (windows 8) tem uma novidade à espreita – o Surface. Diz-se por aí que é o ipad da Microsoft.

– a Google também deu um passo em frente e já tem à venda em Portugal o Nexus.

A Apple trabalha, desde sempre, com um sistema fechado – vende máquina e software num pacote pronto a comer.

A Microsoft trabalhou sempre com outra prioridade  – o software.

A Google, novo player nesta área, quando comparado com as outras duas companhias, tinha o seu foco na web, apesar de ser verdade que já anda por aí o sistema operativo da Google.

E a GUERRA entre estes 3 gigantes, acompanhada pela luta nos dispositivos móveis, vai mudar tudo. [Read more…]

Microsoft Surface

A Microsoft decidiu expandir a sua produção de hardware, comercializando agora, a par com o seu Windows, na versão 8, um tablet chamado Microsoft Surface. É o primeiro computador directamente desenhado  (hardware + software) e vendido pela Microsoft.

Principais características:

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APPLE desafia a União Europeia

“Em Roma… sê romano!”
No entanto, ainda que a APPLE pretendesse ser ROMENA, ia dar no mesmo.
Porque a Roménia faz parte da União Europeia e, no seu seio, a garantia legal das coisas móveis (Directiva 1999/44/CE, de 25 de Maio), o mínimo, o mínimo de garantia é de dois anos para as coisas móveis novas.
Pois a APPLE, na Europa, só concede aos seus produtos uma garantia de um ano, o que é manifestamente ilegal.
Claro que o consumidor tem de atacar, em caso de actuação da garantia, o fornecedor. Directa. Imediatamente. Pode fazê-lo, porém, perante o fabricante ou seu importador na União Europeia.
Mas há que denunciar os factos à União Europeia, já que a arrogância dos fabricantes de equipamentos APPLE é manifesta.
A União Europeia terá de tomar medidas, a outro nível, para que os consumidores não se prejudiquem. Esse terá de ser o caminho.

O que as pessoas querem

Na Pública de Domingo vem um artigo sobre a necessidade de figuras públicas terem “public relations digitais” – davam como exemplos jogadores de bola e pessoas do género. Não me vou pronunciar sobre a bondade dos PRs digitais, nem sobre de quem deles tem necessidade, mas a seguinte pérola no fim do artigo fez-me sorrir:

“Henry Ford agora não
conseguiria vender um único
Ford T, pois as pessoas agora
querem carros de outras cores
e feitios e não um produto
que lhes é imposto”, conclui
Fernando Batista
[Pública de 2012-02-12]

Lembrei-me logo dos computadores da Apple, que podem ser de qualquer cor, desde que sejam da cor do alumínio! Ou da grande variedade de configurações que temos para os iphones, ipods e ipads…

Memórias sobre a empresa da maçã

mac plus 128Dei com a Apple no início dos anos 90 porque a sala de computadores da faculdade estava regulamente lotada, metade por estarem a jogar Tetris, que acabara de se tornar um sucesso, e outra metade porque os computadores estavam com vírus, trazido numa das versões desse mesmo Tetris.

O Mac Plus (imagem e características) de então, que usava na associação académica, era um mono com um écran de apenas 9 polegadas a preto branco e com 512 x 342 pixéis. E no entanto, tanto serviu para fazer o meu relatório de Sistemas Digitais como para fazer a paginação de um jornal.

O maior dom de Steve Jobs, quanto a mim, foi o de estar em sintonia com o mercado. Excepto em casos como no NeXT, que era um computador belo e nascido antes do tempo. Muito do marketing que vemos, sobretudo na informática, traduz-se por ver quem é que tem a maior lista de funcionalidades. Mas será isso que realmente importa ao utilizador? Mais vale uma lista pequena mas que cumpre bem o que faz. Um pouco como a vida do carismático líder, mais curta mas brilhante.

Steve Jobs, o maior mentiroso de sempre

Steve Jobs: “O maior empresário da nossa era”.

Já chega.  Há um respeitoso silêncio no luto alheio, há a verdade e há a pachorra.

Steve Jobs foi o maior vígaro do digital, do bit que tal como a banha da cobra estica mas não dobra, tudo cura e resolve, ao alcance do preguiçoso mental que há em nós. Inventou a roda 3 ou 4 vezes, embora ela já rodasse antes de ele dizer que aquilo era uma i-roda.

Não, o sistema operativo sem linha de comandos não o inventou, foi a burra da Xerox. Steve Jobs criou o software que só se podia comprar a ele, de uma forma tão proprietária que nem Bill Gates, outro génio do mesmo ramo, foi capaz de tanto.

Não, o leitor de música portátil digital não o criou,  já existia o conceito walkman que era da burra da Sony, ainda a acreditar em K7´s e que nunca nos impôs termos de pagar duas ou três vezes a música que ouvimos.

Não, os telefones inteligentes já existiam, Steve Jobs apenas lhes deu outro nome e outra obrigação, o que é meu quando o uso a ti pago.

Não, os tablets já funcionavam, apenas lhes deu outro i,  e outra imposição: serei teu cliente para sempre. [Read more…]

Morreu Steve Jobs

Morreu Steve Jobs, pai e padrinho de muita da mais bela tecnologia do mundo moderno.

A Flexibilização das Leis Laborais é Mortal?

O Diário de Notícias relata: a empresa produtora do IPhone da Apple na China, Foxconn, já se deparou, desde Janeiro último, com dez suicídios de operários. O sucedido compeliu os responsáveis da empresa a solicitar aos operários a assinatura de documento a prometer que não se suicidarão. É uma história triste e exemplar do capitalismo global hodierno.

O caso suscita  interesse em diagnosticar as razões do repetido acto. Percebem-se, na análise, causas relacionadas com as condições de trabalho vigentes: 12 horas diárias em 6 dias da semana, proibição de falar; em suma, um ambiente de semi-escravatura e depressivo.

Lido o conteúdo, obtive a resposta à pergunta formulada no título: a flexibilização das leis laborais, a julgar pelo caso Foxcoon, pode causar a morte.

O patronato português ainda se manifesta insatisfeito com a proliferação de trabalhadores a recibo verde, de baixa retribuição, e as vantagens das alterações introduzidas no Código de Trabalho (CT) pelo governo anterior de Sócrates – lembre-se que a Sonae Distribuição do Eng.º Belmiro tentou usar a permissão legislativa de 12 horas de trabalho diário, segundo o estabelecido no CT. A flexibilização legislativa é reivindicação recorrente dos nossos patrões.

Para compor discursos, utilizam o argumento das dificuldades de investimento e de competitividade. O obstáculo, lembre-se, é a rigidez da legislação laboral.

Na grande guerra das fortunas, como em outras, a morte é desfecho normal. Mas atenção, neste caso só se pode suicidar quem seja operário, trabalhe 12 horas diárias em 6 dias por semana, se abstenha de falar com o camarada do lado e ganhe um salário muito, muito reduzido. “Uma flexibilização deste género é que nos assentava a cem por cento!”, concluem os grandes empresários portugueses. Grandes não. Enormes!

E a propósito: quando é que a OMC proíbe a concorrência de países com ‘dumping social’?

iPod – Um pedido de ajuda pascal:

Confesso, sou um dos últimos parvos que compra música. Sim, é verdade, eu ainda compro música. Depois de anos com a Tubitek elevada a minha herdeira, surgiu a FNAC que se amantizou violentamente com a minha carteira.

Até ao dia. Ao dia em que uma boa alma decidiu por fim ao meu calvário na FNAC e as suas constantes mudanças do escaparate de música alternativa e sucessivos atrasos na disponibilização das últimas boas novidades, oferecendo-me um iPod nano de 16GB. Ok, passei a ser extorquido pelo iTunes. Para cúmulo, o rádio do meu carro não tinha uma entrada auxiliar. Dass. Até que arranjei uma maquineta meia doida que punha a minha música a tocar no rádio, via frequência, mas que se perdia constantemente nas viagens mais longas, ou seja, sempre que me desviava mais de 10km de casa.

Entretanto, uma troca de carro resolveu o assunto. Tinha entrada auxiliar. Maravilha…ups, tinha que mudar as músicas à mão. Quem considera perigoso conduzir e falar ao telemóvel nunca experimentou iPod e conduzir. Entretanto fui informado que o rádio tinha disco duro ou coisa do género. Uns vinte gigas, pelos vistos. Esfreguei as mãos de contente. Vi a luz!

Novo balde de água fria: o caraças do iPod não passa as músicas para o rádio! Inferno. Ando eu a cumprir a lei, a comprar música e o iPod não deixa passar as músicas para o tal disco do rádio. O cabrão! E saber que todos me chamavam/chamam totó por comprar música…

Por isso, escrevo este post a pedir ajuda aos leitores: alguém conhece um meio de eu enganar a Apple e conseguir passar as minhas várias centenas de músicas para o rádio do carro???

Mário Crespo, Governo, China, crime e companhia

Se fosse há uns anos atrás, tipo época de Governo de Direita, o caso Mário Crespo dava direito, até, a intervenção do Presidente da República. Mas os tempos são de Esquerda, isto é são de PS. Será apenas um “problema” do Governo, para “solucionar”, entre o silêncio e o acto de silenciar.

No Governo, além do baile das prioridades entre TGV e estradas novas,  é o Ministro das Finanças que quer substitui José Sócrates no papel do “agarrem-me ou eu vou embora”. Teixeira dos Santos ameaçou demitir-se por causa da Madeira. Com a sucessão de casos, João Jardim deve sentir-se elogiado. E por falar em Madeira, os estragos do mau tempo acumulam-se. Mais um argumento para ajudar financeiramente a ilha.

Na China haverá, segundo a OCDE, excesso de créditos bancários. Por aquelas bandas até o dinheiro é mais barato. Esperemos que as famosas casas dos chineses comecem a vender, também, dinheiro ao desbarato. Isso é que era…

Steve Jobs, da Apple, terá criticado a Google e a Adobe, chegando mesmo a afirmar que a Google “quer matar o iPhone”. A qualquer momento espera-se uma abertura de inquérito por parte da Procuradoria Geral da República.

Francisco Van Zeller afirma não comprar produtos estrangeiros. Desconfio que também tem um Magalhães…

Por fim, e como está na moda criminalizar tudo, porque em tempos de fome, a moralidade demagógica aperta, Helena Roseta defende a criação do crime de abuso urbanístico. Já agora, podia-se criar também o crime político, tipo mentir aos portugueses, prometer e não cumprir, etc. É que também convinha moralizar um pouco a política. E que tal ler o Código Penal para perceber que todos os actos que sustentam o chamado “abuso urbanístico” estão lá previstos como crime? É que não há falta de Lei, mas sim de Justiça.

iPad by Apple:

Aqui ficam as explicações do produto fornecidas pela Apple sobre o Ipad:

Todas as aplicações integradas no iPad foram concebidas de raiz para tirar partido do ecrã Multi-Touch de grandes dimensões. E funcionam em qualquer orientação. Pelo que pode fazer coisas com estas aplicações que não consegue fazer com qualquer outro dispositivo:

1. O ecrã Multi-Touch de grandes dimensões no iPad permite visualizar páginas da internet como foram concebidas para serem visualizadas — uma página inteira de cada vez. Com cores vibrantes e texto nítido. Pelo que, quer observe uma fotografia na vertical ou horizontal, pode ver tudo num tamanho legível. E com o iPad, navegar na internet nunca foi tão fácil ou intuitivo. Isto porque utiliza o dispositivo apontador mais natural que existe: o seu dedo. Pode percorrer uma página deslocando o dedo para cima ou para baixo no ecrã. Ou apertar para aproximar ou afastar numa fotografia. Existe também uma vista de miniaturas que mostra todas as páginas abertas numa grelha, para permitir que se desloque rapidamente de uma página para outra.

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O Revolucionário iPad:

Atenção, não percebo nada de informática mas que o iPAD é lindo de morrer, lá isso é. Basta clicar e ver.

E se clicarem aqui podem ver o vídeo de apresentação, feita por Steve Jobs

A diferença, meu caro Ricardo:

A diferença, meu caro Ricardo (o Master do Aventar) é muito simples. Todos nós, em todos os blogues (ou quase) fazemos o mesmo mas não devemos, nem precisamos, de aldrabar o leitor. Cumprimos as regras do jogo. Repara, aqui na casa faz-se a coisa desta forma:

Sabendo que o PS defendeu (e bem) a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo mas não fez o mesmo para a bigamia, não podemos deixar de reparar que, na primeira oportunidade, o governo de Sócrates preferiu juntar os trapinhos com as duas princesas sentadas à direita na mesa. Só não sei se o novo orçamento foi redigido recorrendo ao Magalhães ou se preferiram utilizar o novo tablet da Apple.

Depois, amigo Ricardo e seguindo os bons ensinamentos do grande Pedroto, a bola é tratada com o devido respeito e cumprindo sempre a regra do jogo:

Pois no Aventar estamos sempre ao lado dos homens do Norte que não hesitam em dar uns bons tabefes às vedetas. Porém, já não gostamos quando preferem armar-se em calimeros e afirmar que só bateram no gajo em defesa da massa adepta, ou seja, anónima. Quando, na verdade, nada como um bom arraial de porrada para aliviar a tensão pós-traumática de um péssimo jogo de futebol como aquele que o SCP realizou. Mas sublinhamos a bravura daqueles que reconhecem o erro e pedem desculpa ao seu colega – mesmo quando, como é o caso, não lhe perdoe, nunca, jamais, aquele golo contra o meu F.C.P.

Felizmente, o Aventar não é uma empresa (mas cumpre as regras do jogo). Mas se fosse ganhava, por muitos, à REMAX. Eles vendem casas, nós vendemos sonhos! Agora compara e diz-me se estou enganado

Steve Jobs e o Tablet PC: O profeta e a sua tábua

É quase uma religião. O homem, alto, acentuadamente magro, careca, com uma barba de três dias, óculos, vestido com uma camisola preta de gola alta, calças de ganga, entra na sala. Acto contínuo, é saudado de forma efusiva por quem enche a sala. Há palmas, gritos, saudações. Quando desvenda a sua última revelação, há mais palmas, mais gritos, mais… Ninguém diz, mas deve haver quem pense que a “Apple é deus e Steve Jobs o seu profeta”. A um mês de celebrar 55 anos, o homem cujo rosto se confunde com a marca da maça é hoje bem mais que um arquitecto de tecnologias. É um símbolo e uma forma de estar na vida e nos negócios.

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Os novos Mac, o sistema operativo que os opera, o sucesso monstruoso do iPod, da loja iTunes, que ensinou aos incompetentes do universo das editoras como se pode e deve vender música online, o iPhone, que colocou um computador num telefone, são produtos topo que ajudaram a crescer a marca e a fazer desta algo de especial, próximo da idolatria por muito boa gente. E o dedo de Jobs está em todo o lado.

Cada evento da Apple é um momento especial. De tal forma que deve ser catalogado de EVENTO. As letras minúsculas ficam para outros. A empresa californiana vale hoje mais de 178 mil milhões de dólares.

Quase sem se dar por isso, porque aparentemente nem existe, a estratégia de marketing é digna dos melhores especialistas. Há uma linha determinada e seguida ao milímetro. Quando a Apple anuncia um evento, perdão, EVENTO, nasce um processo.

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A Década das Redes Sociais:

Este texto foi (ou vai ser) publicado no semanário Primeira Mão e foi escrito no passado dia 29 de Dezembro. Porém, ao ver ontem o programa Eixo do Mal da SIC Notícias, cuja escolha foi idêntica, decidi partilhar com o Aventar esta minha opinião de facto mais relevante da década finda. E já agora: qual foi, para vocês, o facto mais relevante?

Quando se olha para trás e se pensa em tudo o que passou de 2000 até 2009 podemos sempre procurar fazer uma escolha, subjectiva, daquilo que foi mais relevante. O 11 de Setembro e o terrorismo Islâmico, a eleição de Obama, a campanha pelo ambiente e nesta a forte componente mediática de Al Gore, a China e as restantes potências emergentes (Índia, Brasil, etc.), o Iraque, o Euro e o alargamento da União Europeia, a crise internacional dos últimos anos, entre tantos outros factos relevantes.

A ter de escolher um e apenas um, não posso deixar de sublinhar a força adquirida por um dos mais relevantes fenómenos da Era Digital: as Redes Sociais. Basta pensar num dado impressionante: o número de utilizadores das redes sociais na internet é de tal grandeza que, se todos habitassem no mesmo país, este seria o 3º mais populoso do planeta. O Myspace, o Facebook, o hi5, a blogosfera, o Orkut, o YouTube, o Twitter, o Flickr, o Second Life ou o Linkedln, fazem parte do quotidiano de milhões e milhões de pessoas, instituições e empresas. No caso português, somos o 3º país europeu com maior penetração das redes sociais (fonte: Comscore).

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Happy New Year, Feliz Ano Novo, 2010!

O ano está a terminar. Um ano e uma década que ficam para trás. Para mim foi um ano cheio e uma década activa.

Nasceu o Aventar e com ele regressei aos blogues colectivos, conheci outras pessoas e aprofundei a amizade com um dos seus mentores. Ao mesmo tempo, congelei o meu doutoramento e disse “adeus”, por uns tempos, ao jornalismo. Profissionalmente foi um ano intenso, inacreditavelmente enérgico. Um ano com três eleições, imensas inaugurações e outras tantas iniciativas de todo o género. O país, a Europa e o Mundo, sobretudo estes dois últimos, viveram uma das piores crises económicas da história e a pior para a minha geração. Quer dizer, Portugal em crise? Bem, nesta década foi sempre assim, de mal a pior. A minha região continua a bater recordes negativos para desespero de todos. O Douro continua a ser a excepção, crescendo a todos os níveis: económicos, turísticos e culturais. O Douro e o F.C. Porto, o grande vencedor da década (Taça UEFA, Champions League, Ligas, Taças de Portugal, Supertaças, Campeão do Mundo de Clubes, etc.). Nesta década nasceu a minha filha e neste ano começou, a sério, a sua vida escolar. Em termos musicais foi a década dos Sigur Rós; em termos culturais destaco o renascer do movimento cultural portuense cujo expoente máximo é, sem dúvida, a Miguel Bombarda e toda a zona envolvente. [Read more…]