Um quinto dos sem abrigo gregos tem um título académico.
“O ensino em Portugal é uma desgraça”
O próximo que repetir a frase acima importa-se de almoçar este estudo?
Sem comentários
Teixeira dos Santos alvo de busca
Mais uns notáveis ligados ao anterior governo, diz a TVI. O fim do mundo deve ser mesmo amanhã.
O PSD é tão português…
[…] solicitamos a realização de um Congresso Extraordinário do PSD […] Destituição da Comissão Política Nacional (e do seu Presidente) […]
O Ensino da História entre nabos e abóboras (1)
Uma imperiosa e dominical necessidade de nabos e abóboras cá em casa forçou-me a frequentar uma mercearia do político Soares dos Santos, quando a caminho da caixa (sem bicha, estas mercearias são caras para o pessoal aqui do bairro) me deparo com um escaparate onde se encontrava O Ensino da História, um livro de Gabriel Mithá Ribeiro.
Nunca li nada do autor, meu colega de profissão, sabia que tinha sido lançado com apresentação pelo normalizador Rui Ramos, é barato e pequeno, ocupou-me parte da tarde de Domingo.
Isto é um bocado complicado: profissionalmente tendo a concordar com o meu colega em grande parte do que critica no ensino em geral, desde a predominância e tolices das supostas ciências da educação em geral até alguns aspectos da metodologia ora dominante sobre o que deve ser o ensino da História, muito em particular.
O assunto merece mais que umas linhas a correr, que o trabalho está-me a chamar aos gritos dentro uma mochila com um maço de testes.
Fiquemos por este palpite: estando para sair uma alteração aos programas de História, sobre o eufemismo de novas metas de aprendizagem, cheira-me, mais intensamente que os nabos, a isto: a refundação vai passar pelo óbvio, a I República em versão monárquica, esse regime de desigualdade natural que alguns acham compatível com a democracia plena e os Direitos do Homem (ou Humanos, como agora se diz naquela mania do linguisticamente correcto), e já agora uma revisão ao colonialismo dos sécs. XIX e XX, na versão relativista em que até deixámos obra. Como escreve Gabriel Mithá Ribeiro “são assuntos de elevada sensibilidade“. Pois são. Voltarei ao assunto, detesto testes aos berros.
Os estivadores de Leixões
já nos avisaram para nem pensar em nos sindicalizarmos, pois não renovam o contrato
Medina Carreira explicado aos ingénuos
Não há alternativa! – grita o papagaio dos banqueiros.
Taxar os Ricos (um conto de fadas animado).
Adenda: e já agora, um excelente artigo, Os Donos da Dívida do economista Castro Caldas.
Para isso mesmo pode ter servido a intervenção da troika: para limpar os balanços das instituições financeiras estrangeiras (sobretudo europeias) de títulos da dívida portuguesa tornados demasiado arriscados
Ainda o Grupo GPS
Mais 200 denúncias… e o esclarecedor silêncio de Nuno Crato. Dizem que há uma auditoria. Uma aposta em como vai parir um rato?
Medina Carreira andava a branquear acima das suas possibilidades
O mandato de busca do juiz Carlos Alexandre “indicia que o nome de Medina Carreira foi encontrado nos documentos apreendidos a Canas como tendo três offshores geridos por Michel Canals, e que será mais um cliente da organização”. (…) Ainda segundo o Sol, no caso de Medina Carreira estarão em causa apenas transferências do banco UBS, na Suíça, para Portugal, efectuadas desde 2006, no valor global de mais de meio milhão de euros. E a investigação terá de pedir informação ao UBS para perceber se o dinheiro em causa era de Medina Carreira ou de clientes seus. in Público
Claro que desmentiu tudo. Podia lá ser. Um homem acima de toda a suspeita. Incapaz de mentir. Sobretudo quando ataca os políticos, coisa que nunca foi.
O futuro de Portugal
Lemos Esteves (é isto que fala aí, já escreve no Expresso) comentador televisivo herdeiro do Marcelo RS; Duarte Marques (o que mandou calar Mário Soares) primeiro-ministro e Duarte Pio (sem bigode) rei de Portugal.
Li isto tudo nas vísceras de uma formiga, uma previsão infalível.
Valha-nos que o fim do mundo ocorre neste mês de Dezembro.
Não adoeçais acima das vossas possibilidades

Nacho Goytre, Centro de Saúde Mental Puente de Vallecas, Madrid, 2012.
Aprende Isabel Jonet
Presidente da Cáritas teme pobreza incomportável e defende estado social.
A “ciência” ao serviço da fraude
Mercearia Universidade Católica, “estudos” com opiniões.
Chamava-se salazar
Isabel Jonet e o pequeno-almoço dos pobres
Para que não restem dúvidas, fica aqui o recorte completo da entrevista de hoje ao Correio da Manhã. A ideia de que pais deixam filhos em jejum a caminho da escola por falta de tempo é sem dúvida fascinante. Entre os pobres que conheci e conheço, garanto que o problema não é esse, mas a simples falta de dinheiro (e admito, em alguns casos, acrescida de irresponsabilidade). Sim, no mundo real há 2,6 milhões de portugueses sem dinheiro.
Não é espantoso que a santa padroeira da caridade não perceba isto? não, não é. É que na sua classe social acredito piedosamente que muitos pais não tenham tempo para dar o pequeno-almoço aos filhos. Não vejo é grande drama nisso: chegam ao colégio e passam pelo bar. O pior que acontece é chegarem atrasados à aula.
O dedo de Ângelo Correia
Passos Coelho, o diz que não disse mas já tinha dito
Como cai um governo?
Podia fazer um exercício simples, de google na mão, inventariar quem andou a pedir a demissão do anterior governo, inclusive na rua, e agora proclama que os mandatos se levam até ao fim. Pode ficar para outro dia, temos tempo.
Fiquemos pela forma. Proclamam que o governo não pode cair porque os governos constitucionalmente não podem cair na rua (esta recorda-me sempre o Marcello Caetano a pedir o Spínola para se render), o presidente que não se atreva e a maioria parlamentar é estável.
Anticonstitucionalissimamente (ena, consegui usar esta palavra mítica) ou não, pergunto que faz um primeiro-ministro, que fazem os deputados e que faz um presidente da República quando episódios do caso Tecnoforma vão brotando, qual romance de uma vida, prometendo um final nada feliz.
A PGR não investiga, não há crime, por enquanto. Acreditar que será sempre assim quando as personagens principais do enredo se chamam Passos Coelho e Miguel Relvas parece-me muito ingénuo. E se alguém dá com a boca no trombone? Muito mais fácil de acontecer no PSD que no PS, que a omertà não é para todos.
Desenho: Sam Chinkes
Momento Zen
Outros diriam que os extremos se tocam, eu digo que o bom senso toca a todos.
A reportagem da TVI sobre o ensino privado, versão grupo GPS
Dizem que é uma espécie de gordura de estado: milhões a voar para ilegalidades várias, inspecções feitas com pré-aviso, ligações com actuais deputados e muitos reformados da política, o Grupo GPS é um caso de sucesso no enriquecimento em Portugal.
Alcançado como de costume: com o dinheiro dos seus impostos.














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