A minha primeira sugestão musical em 2015 vai para o 3º single daquele que foi para mim o melhor álbum de 2014. Infelizmente não consegui estar em Portugal no passado mês de Novembro…
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
A minha primeira sugestão musical em 2015 vai para o 3º single daquele que foi para mim o melhor álbum de 2014. Infelizmente não consegui estar em Portugal no passado mês de Novembro…
Setenta anos é uma proveita idade. Aproveita-a, agradeço-te, teu humilde admirador, tantas gargalhadas, tantas momentos em que fomos um país agarrado à barriga e tu cantando:
Ninguém, ninguém, poderá mudar o mundo das nossas memórias inapagadas, ninguém como tu fizeste prima da obra caricaturada.
Parabéns Serafim, ó marco onde está o busca-pólos, Saudades.

No jardim da Praça da República, no Porto, uma das estátuas tem, no seu pedestal, uma placa velhinha que diz assim: “Comemoração do 6º Aniversário da Implantação da República Ano 1916”.
Que figura está representada sobre esse pedestal? “Ora! A República, claro”, dizem vocês? [Read more…]
Vai a Brigada Vitor Jara lançar uma caixa com a sua discografia completa. Para isso lançou um crowdfunding (gostava de descobrir uma tradução para a palavra mas não consigo), que nos deixa várias possibilidades de apoio, por exemplo com 40€ ficamos com a caixa e ainda levamos uma garrafa de vinho do Porto. Uma excelente oportunidade, que só divulgo porque já contribui… Veja aqui, ainda não esgotou.
Papá, estás aí? Estás-me a ouvir?
Se estás aí manda-me um sinal. Faz-me um desenho.
Pois é, não me ouves, já desconfiava.
Desde que morreste, digo a mim própria que já deverás saber se Deus existe ou não.
Toda a gente te imagina no céu, com raparigas nuas, a meterem-se contigo. Mas eu sei o que estarás a fazer. Terás pedido uma caneta para desenhares uma mesa, folhas e uma lâmpada. E depois, agora, desenhas uma sósia da mamã para que ela esteja contigo, mesmo aí em cima. Ah, e depois fizeste uma cama para a tua sesta. Para os Wolinski, a sesta é sagrada.
Sabes, durmo na tua cama. Espalhei o meu perfume pelo teu quarto que cheirava demasiado a ti. É estranho deitar-me no teu lugar. Mas estou bem contigo, entre os teus lençóis. A mamã ofereceu-te umas calças, não tiveste tempo de as experimentar. Já agora, papá, aproveito, será que posso usar as tuas camisolas de caxemira? [Read more…]

No início do século XVI (1506), numa Igreja de Lisboa, em tempos de crise, esperava-se um milagre que aliviasse as duras dores do tempo. Ao notar que um raio de luz se projectava no crucifixo da igreja, a multidão logo bradou por milagre. Porém, um cristão-novo (judeu obrigado à conversão ao catolicismo – para os mais esquecidos da História) fez notar que se tratava apenas do reflexo da luz que iluminava o templo. Começou aqui um dos mais arrepiantes e sangrentos episódios da nossa História. Arrastado o “blasfemo” para a rua, logo ali foi brutalmente espancado. Foi o início de uma chacina que se espalhou pela cidade e soltou a mais fanática barbaridade.
O grande Damião de Góis, cronista do reino e um espírito livre, relatou assim este horroroso episódio: [Read more…]
Eu também comprava um, se tivesse onde. E comprarei, se encontrar. Para o povo que lê línguas de deus, como diria um romano, e não ficou viciado em línguas bárbaras, como diria o mesmo romano, há a outra parte, ler mesmo o nº 1178 do Charlie Hebdo (como tenho constatado nos últimos dias ver só os bnécos não dá, estou farto de fazer traduções de bd), o número que saiu hoje.
Podem descarregar o pdf: Charlie Hebdo #1178. [Read more…]
Um livro que vende 30 mil exemplares imediatamente após a publicação e não desperta interesse de reedição ao autor ou editora desde 1996, não é um facto estranho ou ficção, acontece em Portugal. A explicação é simples, o principal visado é um político português que mais parece saído da imaginação literária de Mario Puzo, antigo Primeiro-Ministro e Presidente da República na choldra em que o seu partido muito contribuiu para transformar o Portugal que hoje existe.
O livro chama-se “contos proibidos – memórias de um PS desconhecido”. Seria interessante a sua reedição nos dias de hoje…
Não fico indiferente aos dotes futebolísticos de Cristiano Ronaldo, ainda que não seja um fã incondicional do atleta. Sou absolutamente indiferente à marca CR7 que não consumo, como também não leio imprensa cor de rosa, nem vejo reality shows. Obviamente que me estou nas tintas para os gostos de Dolores Aveiro, embora saiba que é mãe do futebolista, nunca li uma linha dos livros que publicou ou sequer ouvi 10 segundos de qualquer música cantada pela irmã do personagem. Não é a única, sei que existe Tony Carreira, mas quando estou a ver TV e passa uma música faço o mesmo que fiz na última mensagem de Natal de Cavaco Silva. Tiro o som. Poderia citar vários exemplos, mas nem sequer vêm ao caso. Como consumidor tenho direito a ver, ler, ouvir o que gosto. Mas não me passa pela cabeça que os meus gostos sejam superiores aos demais, que possa catalogar os fãs de Tony Carreira que enchem um pavilhão como imbecis, enquanto eu coloco propositadamente férias, consigo voo e bilhete para assistir ao concerto dos Radiohead sem pensar 2 vezes. Tivesse custado o dobro e lá estaria eu. [Read more…]

Aquele conselho tonto – não voltes aos sítios onde foste feliz – não é para levar a sério, a gente aprende isso, mas de tanto ouvi-lo por vezes acreditámos nele, e traçamos curvas no caminho e até andamos às arrecuas para evitar o desencanto, como se pudéssemos fugir dele. Por isso andei eu anos a fio a fugir de um filme que me deixou enredada numa espécie de encantamento quando era criança, com medo de agora achá-lo indigno desse encantamento. A desculpa oficial é que o filme nunca me aparecia em DVD, jamais o apanhava nas televisões, e na internet apenas encontrava fragmentos, que tampouco queria ver, porque, justificava-me, só queria vê-lo íntegro, como no passado. Claro que eu podia ter procurado mais se não fosse o medo de macular a sua existência perfeita na minha memória. “Foste feliz ali, não queiras regressar”, uma parvoíce.
Nestes primeiros dias do ano, decidida a corrigir falhas várias, e a gente tem sempre de começar por algum lado nesses ingénuos propósitos de início de ano, lembrei-me dele e encontrei-o, agora sim, de ponta a ponta, na internet, e sentei-me por fim a rever o que já não recordava e a descobrir que alguns farrapos de memória, de origem incerta, provinham daí. O filme tinha deixado a sua semente na minha imaginação e essa semente germinara de uma forma surpreendente. Descobri que uma ideia que há muito me atormenta e sobre a qual queria escrever é, de forma metafórica, a premissa do filme. Talvez eu não tivesse idade para compreender o filme, na época em que o vi, e por isso o tenha visto com os olhos do coração, e isso explique porque, não o recordando bem, ele me acompanhou por tanto tempo. [Read more…]
-Decorria a brutal primeira guerra mundial, os combatentes, desobedecendo a ordens superiores, após os seus governos terem ignorado um apelo do Papa, para observação duma trégua natalícia, decidiram realizar eles a trégua. Existem relatos de árvores de Natal, troca de prendas entre inimigos, até jogos de futebol entre alemães e ingleses em terra de ninguém. Para lá da fé individual de cada um, Natal também é uma época de paz e boa vontade.
-Fonte:wikipédia
The truce began on Christmas Eve, December 24, 1914, when German troops began decorating the area around their trenches in the region of Ypres, Belgium, for Christmas. They began by placing candles on trees, then continued the celebration by singing Christmas carols, most notably Stille Nacht (Silent Night). The British troops in the trenches across from them responded by singing English carols.
The two sides continued by shouting Christmas greetings to each other. Soon thereafter, there were calls for visits across the “No Man’s Land” where small gifts were exchanged — whisky, jam, cigars, chocolate, and the like. The artillery in the region fell silent that night. The truce also allowed a breathing spell where recently-fallen soldiers could be brought back behind their lines by burial parties. Proper burials took place as soldiers from both sides mourned the dead together and paid their respects. At one funeral in No Man’s Land, soldiers from both sides gathered and read a passage from the 23rd Psalm:
The Lord is my shepherd. I shall not want. He maketh me to lie down in green pastures. He leadeth me beside the still waters. He restoreth my soul. He leadeth me in the path of righteousness for his name’s sake. Yea, though I walk through the valley of the shadow of death, I will fear no evil.
The truce spread to other areas of the lines, and there are many stories of football matches between the opposing forces. The film Joyeux Noël suggests that letters sent home from both British and German soldiers related that the score was 3-2 in favour of the Germans.
In many sectors, the truce lasted through Christmas night, but in some areas, it continued until New Year’s Day.
The truce occurred in spite of opposition at higher levels of the military. Earlier in the autumn, a call by Pope Benedict XV for an official truce between the warring governments had been ignored.
British commanders Sir John French and Sir Horace Smith-Dorrien vowed that no such truce would be allowed again. (However, both had left command before Christmas 1915.) In all of the following years of the war, artillery bombardments were ordered on Christmas Eve to ensure that there were no further lulls in the combat. Troops were also rotated through various sectors of the front to prevent them from becoming overly familiar with the enemy. Despite those measures, there were a few friendly encounters between enemy soldiers, but on a much smaller scale than the previous year.

(…) a deputada Inês de Medeiros rebateu a ideia [de alterações à proposta de lei sobre a cópia privada] dizendo que esta já é uma discussão com vários anos e que muitos dos intervenientes já são conhecidos, assim como as suas posições.
Mesmo considerando a cópia privada como um tema polémico, a deputada da bancada socialista diz que esta é “uma típica polémica portuguesa” e que estará acabada “em três dias úteis”. [TEK SAPO]
A deputada Inês de Medeiros, a mesma que pretendia ter as viagens para Paris pagas pelo parlamento, tendo depois protagonizado um volte-face ao ver lograda a sua intenção, acha que combater um projecto de lei injusto e que toma todos os cidadãos como criminosos é uma inutilidade. [Read more…]
Pode ser visto exclusivamente durante umas horas no site Nowness. Este video tem a particularidade de ter sido realizado em Lisboa por um dos nossos excelentes artistas dessa arte ainda vista como menor, a street art. O realizador é o lisboeta Vhils, que faz estes trabalhos fabulosos:

Três dias de Barreiro Rocks, de 5 a 7 de Dezembro.
Video Promocional / Ipsilon – Público / Facebook
Abre o pano; em cena, Margarida, a empregada de limpeza – licenciada em Letras e a recibo verde – de Passos Coelho, trabalha e, nesse interim, vai explicando ao primeiro-ministro:
Margarida – Numa entrevista, dizia sobre Aquilino Ribeiro, Salazar: ‘É um inimigo do regime. Dir-lhe-á mal de mim; mas não importa: é um grande escritor’
Passos – Quem é esse Aquilino Ribeiro?
Cai o pano (envergonhado)
Mais uma vez foi um bem cultural que prestigiou o País. Já estou a ver o secretário de estado (não consigo usar maiúsculas…) a reflectir neste facto: “Cortei, cortei, cortei na cultura; e ela acaba sempre por dar mais resultados; de onde se conclui que quanto mais cortar, melhor é. Sou tão inteligente!…O sr. presidente do conselho vai ficar contente comigo”.
E é assim…

Já tenho idade suficiente para lembrar-me que houve tempos, e não tão remotos, em que se morria decentemente, que é como quem diz em casa, rodeado da gente com quem se tinha vivido, e morrer era uma coisa normalíssima, que acabaria por acontecer a todos e que não requeria medidas excepcionais, além dos paliativos possíveis. O quarto do doente não era território tecnológico, como o é agora a enfermaria do hospital, com máquinas a apitar e enfermeiras a interromper a sopa para medir glicoses e temperaturas, e médicos sempre cheios de pressa porque lhes pedem que se desdobrem em vários e que rematam tudo com um vamos ver isso, vamos ver isso, para logo se sumirem pela porta.
O quarto do doente era o quarto de toda a vida, o seu, com a colcha herdada de uma tia solteirona, o Cristo na parede, a foto do casamento, a cama onde a quase viúva se sentava ao lado do marido a fazer tricô, com os netos que entravam a pedir dinheiro para um gelado, o filho a contar à mulher a discussão com o patrão, e o doente era um moribundo mais ou menos conformado, mais ou menos paciente, ora tinha um feitio dos diabos ora era um santo, que ia pedindo que lhe chegassem coisas, ou que já não abria os olhos nem sabia quem era, e a quem se tentava amenizar os dias que lhe restavam. [Read more…]
Estiveste bem, UNESCO, o cante alentejano já é património imaterial da humanidade, com louvor e distinção. Agora é rir com a nossa extrema-direita e as suas piadolas de oportunidade latifundiária. Faz parte.
Ó senhores lá da UNESCO, se isto não é do melhor que a humanidade pariu hoje e em qualquer tempo, vossas mercês sois surdos, e nem nos lábios sabeis ler.
Tenham tino, e botem vem.

Partiu o homem do Pantanal, o sábio da terra e dos bichos, aquele que propôs como definição de poeta “um sujeito que em vez de mexer com borboletas, pedras, caracóis, mexeria com as coisas úteis”.
Quero ver como o Rogério vai sair dessa…
Continua na próxima semana.

«Ninguém sabe dizer o que é a alma», e nem sequer «a sua versão científica, a mente», começa por escrever José Luís Pio Abreu no prólogo do seu último livro, O bailado da alma. [Read more…]

© Sandra Rocha
Durante cinco anos, entre 2009 e 2013, Sandra Rocha regressou à ilha Terceira, onde nasceu e viveu até aos vinte anos, para visitar e fotografar a sua família. [Read more…]
A mudança, finalmente. Lugar aos novos, e a um teatro que não cheire a môfo.

A imprensa inglesa noticia hoje que o Museu de História Natural, em Londres, concebeu um plano monstruoso para capturar e assassinar o impropriamente chamado “Monstro” do Lago Ness, essa esquiva e pacífica criatura chamada Nessie, e que o caro aventador Francisco Miguel Valada em tempos me elucidou que é tido, pelos locais, como sendo uma menina.
O perverso director do Museu à data (estávamos nos primeiros anos da década de 1930) contratou “caçadores de cabeças” que teriam como missão rumar à Escócia, assassinar a Nessie e enviar a sua carcaça para que fosse exibida em Londres. Caso não conseguissem cumprir a missão com êxito absoluto, deveriam pelo menos enviar uma barbatana, um maxilar, um dente, qualquer troféu arrancado ao corpo da pobre criatura. [Read more…]

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

O governo da República Portuguesa publica uma nota sobre Educação utilizando uma fotografia de um suposto professor em suposto ambiente de suposta sala de aula com um quadro e giz.
Há quantas décadas desapareceram os quadros e giz das salas de aula na república portuguesa…?
Efectivamente, na KEXP.
Por acaso, já agora… Um dia, estava eu no Castle Howard, a recordar, reviver e revisitar, mas num ambiente pop, quando me apareceram de surpresa. Amanhã, em Bruxelas, voltarei a vê-los e ouvi-los. Com novidades, anunciadas há meses por Alexis Petridis, como “alien offshoot mushroom, going the gym to get slim“, “my dream house is a negative space of rock” ou “when I was a child I wanted to be a horse, eating onions, carrots, celery“. Em princípio, será isto. Veremos.

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
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