saio de Aveiro com o Daniel pouco passa do meio dia. Chegamos à Boavista, Porto, pouco passa da uma da tarde. A primavera parece ter-se instalado neste dia e depois de o Diogo entrar no carro, seguimos A4 acima, IP4 mais acima (ao tempo que não subia o Marão para lá do qual ‘mandam os que lá estão’). Passamos Vila Real, reencontramos a A4, comemos qualquer coisa numa estação de serviço deserta e passa pouco das três quando chegamos a Mirandela. O Daniel entretanto pôs uma câmara no tejadilho do carro (aka a torradeira). Digo-lhe que não me responsabilizo, mas chegamos todos, incluindo a ‘GoPro’, bem ao parque em frente ao rio onde a Liliana já nos espera com o pequeno (e traquinas) Eduardo.
Fazemos a entrevista à beira do rio, à sombra de um chorão no qual definitivamente se entranhou a primavera. Já não parava em Mirandela há tanto tempo! A cidade está bonita, parece. O parque cheio de crianças. Dos pequenos ruídos das crianças felizes e livres. Do cheiro da erva e da água. A vida parece fácil. Acho que a vida é fácil, quando voltamos ao carro às quatro da tarde, depois de a Liliana nos confirmar que o caminho mais perto para Miranda do Douro é por Espanha.
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![6.egas[1]](https://ergoressunt.files.wordpress.com/2015/03/6-egas1.jpg?w=660&resize=640%2C469)
























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