Este país é tão óbvio que até chateia

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O P3 tem uma quota para idiotas, é natural e democrático. Um chama-se Nuno Abrantes Ferreira, gosta de gelatina de morango e brindou-nos agora com um cagalhoto intitulado “O sonho não comanda coisíssima nenhuma“, na senda de outros títulos brilhantes como “Já não há pachorra para os Calimeros” ou “Francisco quer evangelizar-nos com a iFaith“.

Por curiosidade antropológica fui ver quem cuspia, já que o escarro nem análise química merece, é mero esterco e qualquer proximidade pode espalhar contágios.

É autor de uma obra intitulada “Faz o Curso na Maior” – onde se explica como tirar um curso superior nas calmas, a faltar às aulas ou a copiar -, e “professor universitário”. Na Lusófona, é claro.

Quando a aparência apaga a essência

Santana Castilho *

Há coisas que não se podem ignorar nem esquecer, sob risco de derrogarmos a nossa própria condição humana. Ninguém se pode arrogar o direito de possuir a verdade toda. Mas todos temos o dever de afirmar e promover o humano. Na escola básica, na secundária e, obviamente, na universidade.
A um defensor (jovem) das praxes académicas ouvi dizer que preparam para a vida, que habituam ao relacionamento com os chefes e com as regras que pautam as sociedades. A afirmação do jovem arrepiou-me por ser resposta à descrição de rituais perversos, de domesticação do ser humano, que evidenciam práticas humilhantes e agressivas, apenas justificadas pelo poder arbitrário. A declaração deste universitário mostra que o percurso escolar por que passou foi insuficiente para o fazer distinguir regras úteis de procura da verdade, da fraternidade e da justiça, de regras sem sentido nem submissão à ética e à moral, conducentes ao simples assédio dos colegas mais novos, visando, confessadamente, prepará-los para obedecer aos chefes, de modo acéfalo, e para cumprir regras, não importa que regras. A declaração deste jovem mostra que o estudo da história não logrou esclarecê-lo sobre o que foi (é) o fascismo. [Read more…]

Masturbações escolares

Duas anedotas a propósito desta notícia.

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Na primeira o título Masturbação em salas de aula gera queixa no Ministério Público aparece no meu feed do Facebook, tento ler e a rede wifi do Ministério da Educação bloqueia ao detectar conteúdo impróprio. Suponho que o filtro impede o acesso a “salas de aula”, ou será a Ministério Público?

A segunda chega-me pelo sempre atento blasfemo Vítor Cunha, moço que leu escola secundária e tratou de invocar “as estatísticas do ensino obrigatório com duração de 12 anos“, como quem soletra um mantra num templo hindu. Azar, o problema tem origem em 3 turmas do 9º ano do ensino vocacional, essa genial criação do liberal Crato imitando os disparates germânicos.

Ainda podia contar uma terceira anedota sobre as famosas píveas na aula de Geografia, idos de 70, acto heróico que consagrou uma figura hoje muito pública e que continua muito de direita, mas não conto, quem se recorda deve ter-se rido na mesma com os comentários tipo “experiência individualizada de cada background sócio-cultural” ou “isto precisa é de um Salazar” que fui lendo por aí, e como não sou bufo,  chega-me.

A propósito das praxes académicas

Luís Manuel Cunha

enjoy-praxeDe momento, é o que está a dar. Bater nas praxes académicas exigindo a sua extinção tornou-se o objectivo principal do lixo jornalístico chamado Correio da Manhã, da esquerdalhada convertida ex-MRPP (Maria José Morgado, por exemplo), dos resquícios intelectualóides de outros ex-esquerdistas agora refundados no PSD (Pacheco Pereira) ou do snobismo queque da inutilidade autoconvencida do eixo Lisboa-Cascais (Paulo Teixeira Pinto, Constança Cunha e Sá), sem esquecer o moralismo “fracturante” da “esquerda caviar” em que se transformou o BE. Para citar apenas alguns destes “actores” de opereta convertidos em corifeus da “sua” moralidade e dos “seus” bons costumes. Sem deixar de referir os audiovisuais nomeadamente a TVI, que deveria preocupar-se mais em resguardar os telespectadores (se bem que estes, se calhar, até sejam os mais culpados) da exposição pública dessa verdadeira “sala de ordenha” que é a Casa dos Segredos – Desafio Final, um exercício de voyeurismo de um bordel em plena laboração 24 horas sobre 24 horas, um verdadeiro lupanar com “meninas” a “quecar” (releve-se a originalidade do neologismo utilizado por uma dessas “meninas” intervenientes activas na queca visualizada) perante um país inteiro que só não assiste se não quiser! [Read more…]

Para variar: a praxe…

Quando fui caloiro esbarrei com a semana do dito e respectiva praxe. Ao segundo dia avisei que não regressava. Foi coisa a que não achei nenhuma piada e cuja fronteira entre o passar-me da cabeça e ter de dar um sopapo a alguém era tão ténue que preferi desamparar a loja.

Obviamente, nunca praxei ninguém. É por isso que não assino esta petição, não quero praxar a Câncio e muito menos tirar-lhe o pio. Seria elevar a f a Nossa Senhora das Redes…

A praxe em Coimbra é bué de voluntária

Eis um exemplo de completa ausência de pressão sobre os novos estudantes, que como diz o presidente da DG têm um primeiro contacto com a AAC e só depois com estes colegas mais velhos que carinhosamente lhes concedem o livre arbítrio de serem ou não humilhados, perdão, praxados.

No ano seguinte estarão a fazer o mesmo aos novos alunos, e etc. etc. etc.

Ainda há reitor? onde pára a polícia? o bullying não chega às universidades?

Novas Oportunidades?

Nada disso. É a “relvização” das licenciaturas.

Praxas-me?

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Obrigado.

Nota: aparentemente, a foto é oriunda do site “Rebel Bingo” não tendo, por isso, nada a ver com praxes académicas. A verosimilhança é alguma, não obstante.

“Eu Amo a Praxe”


Sorte a tua!

Dura Praxis, Sed Estupidus

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Em 1974 o  fim da censura fez de Escuta Zé Ninguém de Wilhelm Reich um sucesso de vendas, que arrastou a publicação de mais obras do autor, um discípulo chanfrado de Freud com um bocadinho de Marx mal lido à mistura.

Numa delas, O Combate Sexual da Juventude se bem me recordo, explicava o sucesso da Juventude Hitleriana junto dos adolescentes arianos por uma razoável liberdade sexual que reinaria nos acampamentos mistos, tipo campismo com quecas. Desconheço a veracidade de tal, mas recordo-me de na altura ter meditado no ascetismo que vigorava em grande parte da esquerda não sendo bem assim na direita, e cheirou-me a esturro. Assim foi, o assunto queimou-se.

A “restauração da praxe” nessa mesma década em Coimbra não foi fruto dessa leitura, mas vista hoje à distância até parece. [Read more…]

Ser bolseiro não deveria ser profissão, mas condição.

mf Vale a pena ler Henrique Monteiro sobre a questão das bolsas. Cabe ao governo gerir correctamente os dinheiros públicos. Em matéria de bolsas de investigação importa defender os interesses do país, jamais o dos bolseiros. Ser bolseiro não deveria ser profissão, mas condição. Conheço bem Portugal, infelizmente sei o que a casa gasta…

Os cortes nos bolseiros

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Afinal o Relvas merece a licenciatura

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Andou um país enganado a mandar estudar o Relvas. Que não podia ser, era muita equivalência, muita rapidez.

Grande injustiça. O homem tinha obtido uma licenciatura da Lusófona. Ora na Lusófona estudam analfabetos ao nível de escreverem SENSIONALISTA ou “bom educação”, é lerem este naco de jumentice e comentários, ou a vergonha comentadeira que brota dos indignados defensores da praxe lusofónica.

Um mestrado, da Lusófona, para o Relvas, é por comparação a mínima reparação possível. Faça-se justiça. Como escreveu por aí um douto universitário:  focam demasiado no erro das pessoas, em vez de tentar perceber a lógica. É isso.

Carta ao presidente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia

João Teixeira Lopes

Ex.mo Senhor Presidente da FCT

As anomalias várias registadas no último concurso de atribuição de bolsas de doutoramento e de pós-doutoramento configuram um atentado grave à transparência e mesmo ao princípio de reconhecimento do mérito em igualdade de circunstâncias.
Para além dos resultados desmentirem o que foi oficialmente transmitido aos avaliadores de ciências sociais, letras e humanidades, pela anterior responsável do departamento de avaliação da FCT, em reunião plenária no Hotel Altis (nomeadamente a de que a linha de aprovação seria, em todas as áreas, correspondente a 10% do total de candidaturas apresentadas), constatou-se uma disparidade por domínios que penaliza claramente as ciências sociais, incluindo a sociologia, em cujo painel de avaliação estava inserido.
Mais grave ainda, vários resultados foram alterados pela FCT (conforme se poderá verificar pelo contraponto entre a ata assinada por todos os membros do painel e os resultados oficiais), prejudicando gravemente inúmeros candidatos.
Entendo que a política científica tenha referenciais e orientações que se alteram com o quadro do poder. Mas não posso ser cúmplice de processos de atropelo à transparência, ainda que legitimados por um qualquer fanatismo ideológico que perpassa o discurso da FCT.

Assim, enquanto a atual direção da FCT se mantiver em funções, recuso-me a desempenhar o papel de avaliador, por aquela não me merecer as condições mínimas de confiança.

Com os melhores cumprimentos
João Teixeira Lopes
Professor Catedrático da FLUP

As pegadas que a Troika deixa

Santana Castilho *

Um requerimento potestativo (figura regulamentar que permitiu a audição independentemente de contestação por parte da bancada que apoia o Governo) levou Nuno Crato ao Parlamento. O ministro sustentou que a evolução positiva dos resultados obtidos pelos estudantes portugueses em sede do PISA não pode ser atribuída a um programa homologado em 2007, cuja generalização só se consumou em 2010. Crato referia-se ao programa de Matemática, lançado em tempos de Maria de Lurdes Rodrigues. Mas a questão em análise não era essa e o ministro da Educação não a podia ignorar. A questão era, e é, Crato explicar por que mudou esse programa num contexto tão positivo de resultados, sem que exista a mínima avaliação sobre aquilo que muda. A questão era, e é, ter operado muitas outras mudanças, que a maioria das associações profissionais de professores apoda de retrocessos inaceitáveis. [Read more…]

Nem tudo o que parece é

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Para Carlos Guimarães Pinto não faz sentido uma escolaridade obrigatória de 12 anos porque, entre outras coisas, “Portugal é o país da Europa, juntamente com a Holanda, que impõe mais anos de educação obrigatória.

É verdade. Sucede que Portugal é igualmente o terceiro país com mais abandono escolar na Europa (e estou a contar com a Turquia). E isso tem causas: foi, juntamente com a Grécia, o último país da mesma Europa a abandonar uma taxa de analfabetismo que explica esse mesmo abandono escolar, os problemas educativos são sempre geracionais. Como muito bem explica a Maria João Marques “atualmente é muito lesivo das perspetivas profissionais de um jovem com aproveitamento escolar que seja obrigado pelos pais (mesmo que por necessidades financeiras da família) a abandonar a escola, pelo que os pais não devem poder tomar essa decisão“. [Read more…]

A juventude dos cábulas

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A peregrina ideia de reduzir  a escolaridade obrigatória tem sido criticada por ser um apelo à ignorância. Também é, mas vinda da sua jota tem um objectivo preciso: conquistar o apoio, e aos 18 anos o voto, dos que se sentem obrigados a frequentar a escola quando lhes apetecia moinar à vontade (trabalhar não estou bem a ver onde).

O cábula é um público-alvo como qualquer outro e havia aqui um nicho de mercado que arregaçou as mangas aos moços, num vamos a eles que os outros já não acreditam em nós. Estamos entendidos, e desde que não misturem com mentiras factuais, tudo bem: fiquem com os cábulas, mantendo de resto a sigla JC, Juventude dos Cábulas fica a matar. [Read more…]

A prova já era

Vamos lá ser pragmáticos: a prova para os professores contratados está morta e enterrada e com ela, Nuno Crato.

Vejamos:

– Maria de Lurdes abriu a porta;

– Nuno Crato meteu na cabeça que ia levar a cabo esta trapalhada. Segundo ele, a prova era o alfa e o omega da qualidade da Escola Pública;

– Depois, a prova era só para alguns, porque a FNE apareceu a fazer o jeito. A qualidade deixou de ser necessária aos professores com mais de 5 anos. Era coisa para os desgraçados, ou antes para parte deles, porque dos 13 mil implicados na palhaçada, só 500 estavam de facto a trabalhar.

– No dia da PROVA, milhares de Professores dos quadros fizeram GREVE. Terá sido, com os números hoje disponíveis, uma das maiores greves de sempre com taxas de adesão acima dos 90%. Será um dia histórico, até pelas confusões que Nuno Crato gerou um pouco por todo o país.

Acontece que estava ainda por fechar uma parte crucial de todo o processo: a frente jurídica. [Read more…]

A prova no Porto e no Funchal

Portugal é um país surpreendente. Somos um país que forma Enfermeiros e Engenheiros e depois os exporta com bilhete apenas de ida. Infelizmente, esta fuga, no caso dos professores, é algo já com uns anos. Se os estaleiros de Viana colocaram no desemprego 600 trabalhadores, o Ministério da Educação, nos últimos anos, reduziu o número de professores contratados de 38 mil para 14 mil. Sim. Leram bem – saíram do sistema, para além dos que se aposentaram, 24 mil docentes. Uma parte deles desistiu da profissão, mas há alguns que insistem em correr atrás de um sonho. Só assim se percebe a forma como lutaram contra a Prova que Nuno Crato, estupidamente, decidiu aplicar.

Depois de ter feito um acordo completamente imbecil com a FNE, Nuno Crato manteve a obrigatoriedade da prova para menos de 500 professores, porque os outros 13 mil que têm menos de cinco anos de serviço, não estão a trabalhar. Logo, a qualidade que Nuno Crato quer trazer à Escola Pública reduz-se a 500 dos cerca de 100 mil docentes em exercício. Há números que falam por si.

Mas, esta é a dimensão política onde, no dia 18, os professores deram uma resposta avassaladora. Há uma outra área em plena actividade: a jurídica. Depois do Tribunal do Porto, agora é a vez do Tribunal do Funchal.

Nuno Crato, és o elo mais fraco! Adeus!

Um abraço aos professores portugueses

Santana Castilho *

Há crónicas que nascem de jacto, outras que se arrastam. Comecei por ensaiar uma retrospectiva sobre o ano que terminou. Abandonei. Digitei linhas e linhas sobre o ano que vai seguir-se. Não gostei. Parei e recordei. Porque é mau que percamos a memória colectiva.

Recordei escolas fechadas aos milhares, Portugal interior fora.

Recordei os protestos, onde hoje vejo esquecimento.

Recordei as falsas aulas de substituição, com que Maria de Lurdes Rodrigues iniciou a proletarização dos professores. Perdeu em tribunal mas abriu um caminho sinistro. E hoje vejo Crato, oportuno, trilhá-lo com zelo.

Recordei a divisão dos professores em titulares e outros. Caiu a aberração mas persiste a tentação. De que outra forma se explica a disponibilidade para examinar colegas a três euros por cabeça?

Recordei o altruísmo anónimo por parte de professores, que testemunho há décadas, no combate nacional ao abandono escolar precoce. Vejo, atónito, o novo desígnio governamental de promover o abandono docente precoce. [Read more…]

Natal

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Manifestação de Professores?


Bala de Borracha!

Coagidos

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PACC

As palavras não são minhas, são do Rafael, um Professor que ontem esteve em Greve:

Entro no Pavilhão B da minha escola. É um edifício antigo de betão armado, frio, velho e temperado pela humidade de um dia maritimamente gelado. Há dezenas de jovens pendurados nos varandins dos primeiro e segundo andares com os olhares perdidos no horizonte que não há, com o futuro estatelado nas paredes. São tantos que parece um campo de concentração nazi. As escadas estão cheias de movimento; gente que não sabe para onde vai e de onde vem. Há gente com lágrimas nos olhos. (Onde vais, ó meu país?). Ouve-se a voz estridente de alguns vigilantes que fazem a chamada. São meus colegas. Trabalho com eles quotidianamente, mas os flashes de Auschwitz não me largam o pensamento e sem eu querer todo o alemão que reaprendi recentemente em Berlim me assola o cérebro. Depois, as dozes salas encheram-se de silêncio. Mortal. Carne para canhão.  [Read more…]

A prova da humilhação

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Duas questões são da prova dos profs e outras duas são do exame do 4º ano. Quais são quais? Clicar na imagem para ampliar.

Em passagem pel’A Educação do Meu Umbigo dei com a famigerada prova que o ministro Crato decidiu impor a alguns professores.  É fácil, muito fácil, mesmo. Com questões ao nível do exame do quarto ano. Já fez o teste supra? As respostas vêm a seguir.

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O dia de traidores

Giovanni Canavesio_ A Morte de Judas

Se por um lado da parte do PS se pode falar mais de tradição, descer o IRC que todos pagaremos é uma mera evolução na continuidade, do outro a coisa não é muito diferente: nalgumas salas de professores perguntava-se:
– é colega ou contratado?
e esses, hoje, policiaram os meus colegas, confere, a aristocracia do cargo continua a não perceber que Roma, mais tarde ou mais cedo, se esquece de pagar aos traidores.

Imagem: Canavesio, A Morte de Judas

A culpa será nossa e só nossa

Santana Castilho*

Entretanto, a nossa querida terra está cheia de manhosos, de manhosos e de manhosos, e de mais manhosos. E numa terra de manhosos não se pode chegar senão a falsos prestígios. É o que há mais agora por aí em Portugal: os falsos prestígios. E vai-se dizer de quem é a culpa de haver manhosos e falsos prestígios: a culpa é nossa e só nossa!”

José de Almada Negreiros

1. Depois de rios de tinta corridos sobre a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades e de tudo dito sobre a ignomínia que representa, noticiou a comunicação social que a UGT havia proposto ao Governo negociações e que, na sequência dessa iniciativa, o MEC decidira dela dispensar os professores contratados com mais de 5 anos de serviço. Porém, o Aviso n.º 14962-A/2013, publicado a 5 de Dezembro, veio dizer que não havia ninguém automaticamente dispensado. Apenas os professores naquelas condições, que informassem o MEC de que não pretendiam realizar a prova, o seriam. Mais vexame, mais burocracia, mais trapalhada. Sim, trapalhada. Porque um aviso não constitui sede legal suficiente para operacionalizar esta decisão arbitrária. Por outro lado, sobraram de imediato perguntas, que só o ministro trapalhão não alcançou: sem fundamento legal, como “informariam” o MEC aqueles que o viessem a fazer? Se outros, com menos anos de serviço, resolvessem igualmente “informar”, com que fundamento legal lhes responderia Crato? Remetê-los-ia para um qualquer recorte de jornal? Para o entendimento com a UGT? Com base em que normativo teriam os eventuais dispensados a garantia de poderem concorrer a lugares de docência, futuramente? E como seriam contados os 5 anos de serviço? Valeria, por exemplo, o eventual desempenho nos ensinos superior ou particular?  [Read more…]

O imparável *contato

Acabo de saber, através dos Tradutores Contra o Acordo Ortográfico, que o Jornal de Notícias decidiu perguntar, há cerca de um mês, se “faz sentido que Portugal continue a liderar o Novo Acordo Ortográfico ou estamos a falhar os objetivos [sic] e o Acordo deveria ser suspenso?”.

É absolutamente extraordinária a resposta dada por Joaquim Azevedo, “diretor [sic] da Escola das Artes da Católica Porto”:

O Acordo deve prosseguir o seu rumo, é um processo imparável, mormente por ter entrado inteiramente em todo o sistema nacional de educação.

Convinha que Joaquim Azevedo se debruçasse sobre alguns dos textos escritos na instituição que dirige, para se pronunciar com alguma exactidão acerca das actuais condições ortográficas do “sistema nacional de educação”.

UCP

O último gráfico de Vítor Cunha

graficos-vitor-cunhaEstá tudo sob controle controlo. As escolas privadas têm melhores resultados aqui, na Suécia e  em Marte, esse planeta de mercado livre que será acrescentado logo que os socialistas da OCDE disponibilizem os dados retidos.

Ilegalidades de Nuno Crato e dos seus amigos

Confesso que, a cada curva da estrada, fico mais descansado. Estou, hoje, mais convencido que ontem: a prova não vai acontecer.cratinices

E são tantas as confusões que os tribunais só terão dificuldades em encontrar os mais evidentes. Reparem:

– o MEC (GOVERNO) altera o Estatuto da Carreira Docente para enquadrar legalmente a prova. Nesse Decreto não faz qualquer referência a dispensas (5 ou mais anos), ou seja, todos teriam que a fazer;

– numa sede de Lisboa, o sindicato do PSD da UGT, fala de um acordo (verbal?) com Nuno Crato. Segundo os camaradas companheiros, estarão dispensados da prova todos os docentes com mais de 5 anos de serviço.

Acontece que o tempo é o que é e a TROIKA, que consegue cortar feriados e férias, ainda não consegue mexer no andamento dos ponteiros e o dia 18 (dia previsto para a realização da prova) está aí ao virar da esquina. O GOVERNO não tinha condições formais para alterar o ECD em tempo útil. Foram pelo caminho mais fácil e hoje, no Parlamento os boys da maioria fizeram a sua parte e o aviso está publicado em D.R..

Só que, a LEI é uma realidade nada coerente com as práticas desta gentinha. O Aviso é muito claro: [Read more…]