Quando um bom gráfico estraga uma má história

Tenho uma enorme admiração, um verdadeiro espanto, pela relação do Vítor Cunha com os gráficos em particular e a estatística em geral. Deixando para outra oportunidade explicar porquê, é uma cena poética, vejamos a sua última obra de arte:

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O Vítor Cunha desenvolveu uma tese: os maus resultados da Suécia no PISA seriam uma consequência da imigração que por ali grassa, uma boa forma de contornar a realidade: os testes PISA demonstram que as coisas correm muito mal onde se privatizou o ensino.

Tal imigração, proveniente de países com um baixo nível sócio-cultural é que lhes anda a dar cabo dos resultados, uns suicidas, os suecos. Ora vamos lá ver quem de onde vêm os imigrantes na Suécia (dados de 2010): [Read more…]

FNE volta a tentar

Nuno Crato perdeu a cara com esta trapalhada do acordo com a FNE. E ao contrário do que a FNE esperava, os professores continuam muito mobilizados, o que tem uma explicação simples – os professores estão contra a prova, pela prova e não por ser um instrumento para aplicar aos professores mais novos ou aos mais velhos. É evidente um mobilização muito forte nas escolas e a derrota da prova de Nuno Crato era uma situação muito provável. Quer porque os tribunais irão dar razão à FENPROF, quer porque os professores irão faltar no dia 18.

O lema geral, por todo o lado é: não vigiamos, não corrigimos.

E Nuno Crato sabia isto.

Oficialmente, a FNE diz que em vez de ter 100 mortos, só terá 50 e por isso salva 50 vidas. É um argumento pouco consistente, porque tem dois problemas: retira o argumento fundamental contra a prova propriamente dita e deixa de fora os docentes mais frágeis.

Por outro lado, a FNE, numa aposta claramente partidária, opta pelo PSD, deixando de fora os outros sindicatos. A FNE estava desde a semana passada envolvida num processo de luta com outros sindicatos e, sem dar cavaco às tropas, avançou sozinha. Nem um telefonema, nem um simples sms. Os Dirigentes da FNE, tiveram, por isso, um comportamento deplorável e, quanto a isso, não há cosmética que resista.

 

A idade é um posto

cratinicesPor Henrique Monteiro

Crato e os Agarrem-nos Que Fazemos Greve

Nuno Crato é, consabidamente, um homem com severas limitações intelectuais. E morais. Do alto do seu vão saber, governa, servindo os interesses que lhe dão corda, com a competência de uma alforreca e a arrogância de um garnisé. No caminho, vai esgrimindo a sua esperteza saloia, mas não vai só.

Nas dificuldades tem, como é habitual, a mão amiga do costume. Embrulhado nas teias do seu absurdo exame de avaliação destinado a provocar e tentar humilhar os professores contratados (os medíocres têm esta necessidade patológica sempre que provam o poder -“se queres conhecer o vilão põe-lhe o cajado na mão…”), Crato, perante a disposição de luta dos professores, repetiu uma táctica já velha e bem nossa conhecida: disse ai-ai e logo acudiu, mansa e sonsa como de costume, a FNE (UGT), pronta para a habitual estratégia do salame e oferecendo-se, ao levantar a sua participação na greve à prova, para ser a fia fatia que sempre foi.

Em troca de umas festinhas e de uma concessão que, por completa ausência de sentido, torna tudo ainda mais absurdo. Quantas vezes já nos foi servido este prato requentado? Quantas vezes já vimos estes senhores e senhoras falar alto e grosso para logo amansar à ordem do dono? Desta vez, à ordem do Crato, prior desta desordem.

Foram Novamente Enganados

Já aqui escrevi quase tudo sobre a prova.b&w1 (2)

Na altura certa coloquei algumas reservas ao domínio laranja sobre a FNE. Sim, do PSD. Porque se a FENPROF é acusada de ser um braço do PCP, creio que as práticas sindicais da FNE não deixam muitas dúvidas sob o farol que a guia.

Entre os Professores, um pouco por todo o país, crescia a indignação contra a Prova. Sentia-se, em cada escola, um conjunto de sentimentos muito semelhantes aos que apareceram no tempo da Ministra Maria de Lurdes.

Parece-me que a palavra recuar estava escrita nas estrelas porque a Maioria (que nos rouba diariamente) não está em condições de aguentar uma guerra longa com a única classe que verdadeiramente luta contra os diferentes poderes.

A UGT e a FNE, como sempre, estavam ali à mão de semear e uma reunião entre militantes na São Caetano permitiu encontrar uma saída. A prova já não é para todos – é só para alguns, para os que não têm 5 anos de serviço. Confesso que não fiquei surpreendido porque não tenho qualquer tipo de expectativas sobre as práticas sindicais da área da UGT.

Não há meias lutas, nem tão pouco meias vitórias.  Na luta contra a prova só há uma vitória, que até pode chegar pela decisão de um tribunal. Com o acordo de hoje, entre os sociais democratas, até parece que o MEC sai bem na fotografia, que a FNE salva o seu governo, mas, caramba, quem se lixa são sempre os mesmos…

Agora a questão é simples: a prova era um erro ontem e é um erro hoje, seja para quem tem pouco tempo de serviço, ou para quem leva anos disto.

Logo, só nos resta continuar.

Como?

Indo a Lisboa, ao Parlamento, na próxima 5ª feira.

Nota: confesso que me apetecia escrever mais qualquer coisa, por exemplo, questionando o que estiveram a fazer nas ruas do Porto no sábado de manhã, quando à hora de almoço já se sabia que ia acontecer isto, mas…

Prazo de inscrição alargado

Parece que 35 mil já se chegaram à frente. Nada mau, considerando que o MEC não precisa de contratar, com a escolinha minimalista do Crato, mais de 10 mil. É o mercado no seu pior. Mas, se calhar são poucos e por isso a festa continua!

Inscrever para a prova? Claro que sim!

Entre a classe docente a discussão vai intensa e nem sempre com os melhores argumentos. Parece-me aliás que o vEXAME é mesmo uma questão que pode vir a ficar na história da luta da classe, pelas singularidades que encerra. Escrevi há uns dias que

Há muitas dúvidas sobre o enquadramento legal que a sustenta e por isso faz todo o sentido a dimensão jurídica que os sindicatos  decidiram desenvolver (…) Parece-me também que a luta não se fará, no dia 18, através da falta dos avaliados. Esses, na minha opinião, têm mesmo que ir realizar a prova porque não acredito em lutas globais. Quem, no dia 18 (ou num outro qualquer dia), tem que se chegar à frente são os docentes dos quadros.

E suporto esta última ideia na experiência dos últimos anos:

– Quantos de “nós” (muitos agora obrigados a fazer a prova!) correram a entregar objectivos quando se pediu à classe que não o fizesse? Quantos de “nós” se candidataram aos Conselhos Gerais quando a indicação era para que os professores ficassem de fora?

Isto é, nos dois momentos em que os SINDICATOS, unidos, pediram a casa UM de nós que fizesse a sua parte, FALHÁMOS! [Read more…]

Dúvida

redaccao

JUNTOS contra o vEXAME

As organizações de Professores deram mais um passo no sentido da unidade na acção que a o vEXAME de Nuno Cratovexame nos exige. Este é o tempo de agir, mas não vale a pena trazer para a discussão argumentos sem sentido – eu quero lá saber o que tiveram ou deixaram de ter na, igualmente estúpida, avaliação de desempenho!

Vamos lá então, tentar sistematizar as questões:

a) Decisão política: para Nuno Crato a qualidade é uma consequência da avaliação. É assim no 1ºciclo, com o exame no fim da “antiga 4ª classe”, ou no 2º, com os exames no 6ºano. Para esta gente e, em certa medida para parte da equipa de Maria de Lurdes Rodrigues, avaliar é classificar e qualquer aprendiz na formação inicial de Professores sabe que a avaliação é muito mais que isso. Logo, o exame aos Professores é um elemento de coerência políticas nas práticas de Crato. Já o mesmo não poderemos dizer do PSD que em 2008 se colocou ao lado dos professores contra a prova.

E, em jeito de avaliação da medida política, o chumbo é mais que certo: ninguém vai tratar da poluição do Rio Tinto junto à Marina do Freixo. [Read more…]

Liberdade

Matias Alves, do terrear:

“Da natureza da função docente

Ora, a forma como se exerce o ensino (…) transcende a feição burocrática dos serviços públicos.
Não podem ser objecto de ordens, e reclamam antes uma fiscalização, até porque, em regra, nem são funcionários do Estado aqueles cuja acção é fiscalizada. E mesmo quando – como sucede com os médicos escolares, ou com os professores oficiais – esses indivíduos são funcionários, eles não estão sujeitos a determinações ou ordens relativas aos serviços que executam como os outros funcionários. A um professor nada se pode ordenar concretamente sobre o exercício das funções. Nenhum director geral pode dizer a um professor que ensine desta ou daquela maneira. Pode, porém, haver uma Inspecção que verifique se eles cumprem os seus deveres.
Um professor não pode deixar de ter liberdade.

In António Pires Lima (1945). Administração Pública, Porto: Porto Editora”

Istá iNdentificado u erru sinhor menistru

A prova continua a dar que falar, quase ao nível da Pepsi. Mas, para mim, que não gosto de comer os sugos com papel e que sou mais do género de suecas sem roupa, a reflexão em torno da prova continua a ser um dos motivos da minha existência. Sim, é mesmo uma coisa a sério – sou, desde há anos, um curioso pela estupidez humana e por isso teimo em escrever sobre este governo e em especial sobre os seus apoiantes.

Mas, voltemos à prova.

De acordo com o Guia que Nuno Crato desenhou para a prova,

Os erros de ortografia, de morfologia, de sintaxe e de pontuação estão sujeitos a desvalorização.
(…) Todas as ocorrências de um mesmo erro estão sujeitas a desvalorização.  (…) São classificadas com zero pontos as respostas que não atinjam o nível de desempenho mais baixo ou
quando se verifique uma das seguintes condições:
– afastamento integral do tema;
– mais de seis erros de sintaxe;
– mais de dez erros inequívocos de pontuação;
– mais de dez erros de ortografia ou de morfologia.

Ora, acontece que irrar é o Mano e por isso a gente tem que compreender os erros do sinhor menistru Nonucratu.

Repare na imagem retirada da aplicação em que os examinandos devem efectuar a sua inscrição. [Read more…]

Uma prova para o Sr. deputado

Há sempre uma surpresa ao voltar de uma página.michael

A FENPROF levou ao Parlamento a questão da prova de Nuno Crato aos Docentes Contratados. Trata-se de um instrumento humilhante para quem, há anos e anos, educa os nossos alunos. Gente com formações diversas, cada vez mais ao nível dos Mestrados e dos Doutoramentos, se calhar um bocadito, quase nada, ao nível de alguns dos nossos deputados…

Fui espreitar, confesso, o currículo destes representantes e eis que vi com agrado o currículo do Michael Seufert. Eu que não sou de intrigas, que não gostei nada das questões em torno das habilitações de outros personagens, fiquei curioso e tenho uma pergunta que talvez alguém me possa ajudar a responder:

– é possível frequentar um Mestrado sem ter concluído uma licenciatura?

Se calhar é, mas não deixa de ser curioso, que um estudante como este venha sugerir que os Professores façam a Prova! Deve ser para evitar repetir o erro dos docentes que o deixaram chegar à Faculdade. Só pode!

Guia anti-prova

A FENPROF acaba de divulgar um Guia Anti-prova e o SPN sugere que enviem um mail aos deputados da comissão e que, na segunda-feira, apareçam, na Vigília pela Escola Pública.

Parece-me que este é, a par da via jurídica, um dos caminhos necessários para impedir a sua realização.

Claro que será importante perceber de que forma os sindicatos se voltarão a entender numa Plataforma de acção comum, sendo que me parece haver da parte da FNE um problema – a agenda laranja de tomar o poder na UGT poderá complicar a unidade na acção com a FENPROF. Mas, se for essa a moeda de troca para conseguir que os sindicatos não levem a estocada final, força TSD’s. [Read more…]

O desespero da Escola Pública

Para ler no Público:

Desespero. Letras juntas sob a forma de uma palavra que pintam de preto a Escola Pública. Mas, a Escola Pública não é dele, não é deles. É nossa e só ela garante o nosso Futuro! Por isso, parece-me que vale a pena pegar nos lápis e nos marcadores e agir para pintar a Escola Pública de muitas cores. Para ser possível educar, ensinar e, acima de tudo, aprender!

O regresso ao ensino elitista

Santana Castilho*

A ascensão de Nuno Crato ao poder foi promovida por duas vias: o seu populismo discursivo, de que a desejada implosão do ministério foi paradigma, e a influência poderosa de grupos para quem a Educação é negócio. Chegou agora o momento em que o aforismo emblemático de César das Neves começa a colher prova no terreno das realidades: não há almoços grátis! O recentemente aprovado estatuto do ensino privado mostra ao que Crato veio e para quem trabalha. O seu actual direitismo, socialmente reacionário, está próximo, em radicalismo, do seu esquerdismo de outros tempos. O fenómeno explica-se, tão-só, por simples conversão de interesses e ambições aos sinais dos tempos. O resultado que se desenhou e ganha agora forma é o retorno a um sistema de ensino elitista, onde muitos serão excluídos.

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A prova não se vai realizar no dia 18

Outra vez a prova. Não é nem o Alfa, nem o Crato do nosso sistema educativo, mas é algo que está a mexer com a dignidade profissional, quer dos candidatos ao desemprego, quer dos professores dos quadros que olham para esta medida como uma enorme falta de respeito para com os professores, muitos dos quais com anos e anos de serviço.

Há muitas dúvidas sobre o enquadramento legal que a sustenta e por isso faz todo o sentido a dimensão jurídica que os sindicatos  decidiram desenvolver. Provavelmente, o recurso aos tribunais e as providências já aceites, irão impedir a realização da prova no dia 18. A não ser que hoje aconteça uma surpresa.

Parece-me também que a luta não se fará, no dia 18, através da falta dos avaliados. Esses, na minha opinião, têm mesmo que ir realizar a prova porque não acredito em lutas globais. Quem, no dia 18 (ou num outro qualquer dia), tem que se chegar à frente são os docentes dos quadros.

Obviamente, a GREVE anunciada pela FENPROF pode também ser um instrumento eficaz de combate a mais esta imbecilidade, mas a questão é mais complicada que isso. É que vigiar este tipo de acontecimento não faz parte do conteúdo funcional da profissão (artigo 35º). E, isto, é mais um exemplo da forma incompetente como estas coisas (não) são preparadas pelo Governo.

Pelo sim, pelo não, talvez seja bom estar atento, porque a humilhação não pode fazer parte do nosso dicionário profissional!

No entanto, a minha aposta é esta: dia 18 ninguém vai realizar a prova!

O exame não resolve, complica

Parece-me que o país começa a perceber o que está a acontecer à Escola Pública. Nas revistas de sábado alguém (tenho que voltar a procurar) escrevia sobre o desespero da e na Escola Pública. É um tema que merece uma atenção muito especial, porque a coisa complicou mesmo! Mas, por agora, vamos ao exame.

A questão do exame está longe, MUITO longe de ser uma questão central. É uma questão importante (MUITO!) para os professores, mas é uma medida completamente acessória. Ou, antes pelo contrário, é uma medida que só vem complicar.

Com Nuno Crato a sua (dele!) Escola passou a ter professores a mais: [Read more…]

Dividir para reinar

Maria do Carmo Vieira

Revejo ainda com nitidez, passados que são alguns anos, o rodopio de colegas, correndo atabalhoadamente, com um papel na mão, na direcção do Conselho Executivo, a fim de esclarecer uma série de dúvidas sobre os itens de uma suposta avaliação que privilegiava quase exclusivamente cargos, esquecendo a primordial função de um professor (ensinar), na esperança de aceder ao almejado lugar de «professor titular». Durante dias sucessivos, somaram-se pontuações, tentando-se, por vezes, ansiosamente, descobrir na Secretaria qualquer função que tivesse sido desempenhada e que correspondesse aos pontos necessários para atingir a pontuação mínima exigida. [Read more…]

Muito baralhado com a prova

Anda tudo um bocadinho baralhado com isto das Provas para acesso à Profissão docente.

Para início de papo, é Nuno Crato o baralhado mor. Ele é o responsável pelo Ensino Superior e, por isso, é a ele que compete zelar pela qualidade da formação inicial de professores. O que faz então o senhor Ministro em relação aos cursos e, supostamente, à sua má qualidade?

Nada! Tudo continua na mesma e bora lá fazer uma prova a professores com mais de dez anos de experiência. Todos entendem que alguém que queira resolver o problema da poluição no Douro, deve começar o seu trabalho na Foz do Porto, certo?

Depois, anda baralhada a luta: a FENPROF em setembro chamou à atenção para a questão  e até realizou iniciativas em que os contratados deram a conhecer a sua formação e a sua experiência. Na altura, os do costume, deviam ainda estar a apanhar sol na Caparica. Aliás, para quem esteve atento, este foi um dos pontos que esteve em cima da mesa na Greve que se realizou a 8 de novembro – tenho toda a certeza do mundo que TODOS os contratados que estão contra a Prova fizeram Greve no dia 8 (ironia!). [Read more…]

A prova para ser professor

Ao que isto chegou – Nuno Crato pretende roubar dinheiro aos contratados e / ou desempregados para pagar aos carrascos que aceitem tal vergonha: 3 euritos por questão!

Confesso que não irei ficar surpreendido com o que vai acontecer, mas saberei tirar daí as devidas consequências, mas antes que tal aconteça, permita-me que insulte todos os PROFESSORES CHULOS que aceitam tal coisa!

A nossa dignidade não está à venda! A minha, pelo menos, não está!

Vão brincar com o …!

Liberdade

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Quanto custa acabar com o livre-arbítrio

crato ladrão

É barato, para garantir uma nação de gente sem voz.
Evidentemente que os professores e funcionários do privado não poderão dizer mal de quem lhes enche (pouco) os bolsos, nem que seja a prestações e contra emissão de recibos verdes. «Pelo menos trabalham, nem todos se podem gabar do mesmo».
Já nem falo daqueles cujos bolsos e cujas panças se avolumam cada vez mais.
Falta colocar as fotos de ppc e de acs nas paredes das salas de aulas dos colégios…
Adeus, Pátria e Família.

Novamente os vídeos pornográficos da professora

Isto começa a ficar complicado – então agora o MEC publica uma portaria para empurrar os profs pela porta fora e o pasquim do país vem logo dizer que os pais estão em choque com a senhora que andou a contribuir para a cultura lusa? Não me parece bem este aproveitamento parental da legislação publicada e, logo assim, em cima da hora?

A professora nem tem tempo para se vestir.

Vamos lá ver uma coisa – que Nuno Crato queira obrigar as professoras a participar numa espécie de factor X, parece-me uma perfeita estupidez, quase ao nível de um Rui Machete!

Agora, Nuno Crato, poderia, por exemplo, solicitar a realização de um vídeo a cada candidata a professora. Os serviços do MEC colocavam as realizações no youtube e os pais votariam na Docente mais adequada, segundo os critérios absolutamente rigorosos a definir pelo Bispo. Há ainda uma outra dimensão a considerar com esta proposta de seleção youtubista das Professoras – o MEC não precisava de se dar ao trabalho de contratar nem chulos, nem abutres!

O país vota sem segredos na candidata com melhores atributos! Depois, é só contactar com o José Manuel Fernandes e fazer um ranking!

Matrículas por sorteio puro

Agrada-me a ideia do João:

Para todos os efeitos tal obrigaria a um sistema de matrículas único. E aí está o argumento com que deve ser confrontado a partir de agora Nuno Crato: cheque-ensino? vamos a isso, mas incluindo a obrigatoriedade de as escolas aceitarem aleatoriamente os alunos candidatos à matrícula, sem qualquer possibilidade de selecção humana. Depois veremos como ficam os rankings e quantos colégios aceitam jogar de igual para igual com as escolas públicas.

Num comentário a um post anterior sobre este tema alguém questionava qual seria o problema deste tipo de informação ser tornada pública:

Os pais, se puderem, colocam o filho na escola que melhores garantias de futuro lhe dá. Sinceramente, nunca entendi esta polémica toda que todos os anos se verifica com os rankings. Desde quando ter informação é algo de negativo? [Read more…]

Para que serve um ranking das escolas?

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Imaginem uma lista ordenada da exposição solar das casas portuguesas. Sem ninguém se rir, misturavam-se as viradas a norte com as orientadas a sul, as do Algarve com as da Beira Alta, e proclamavam-se as virtudes e defeitos dos arquitectos que tivessem obtido mais luz natural na sala de jantar. Esta modalidade de comparar o incomparável, e ainda por cima premiar os vencedores com publicidade completamente gratuita, existe em Portugal.

Aquela que será provavelmente a maior fraude jornalística da República nasceu por pressão de vários chico-expertos, encabeçados por José Manuel Fernandes, um jornalista de causas, da Voz do Povo a porta-voz  dos Belmiros e neste caso do negócio dos colégios. Falo da entrega pelo Ministério da Educação ao belo prazer da comunicação social de dados respeitantes aos resultados dos alunos do básico e secundário, convenientemente manipulados em tabelas a que chamam ranking das escolas portuguesas. [Read more…]

Esvaziar porque sim

Isabel Mões

Por todo o País fecham ou irão fechar tribunais, escolas, centros de saúde, repartições de finanças e por ai adiante. Estima-se por exemplo que no distrito transmontano fechem entre onze a catorze repartições de finanças a que se somam mais onze no distrito de Évora e por aí fora. Ainda esta semana aparecia nas notícias o fecho das finanças e do tribunal em Nisa fazendo os seus moradores deslocarem-se até Portalegre para resolverem o mais básico dos assuntos.

Em distritos envelhecidos e sem uma rede de transportes que supra as necessidades das populações percebemos o que significam todos esses fechos. Para quem viveu como eu no Alentejo sabe o que é ser servido por um autocarro de manhã e outro à noite, e por isso não preciso de dizer mais nada. [Read more…]

Ranking das Escolas

Eles aí estão: Expresso, Público, JN.

Ainda sem muito tempo para analisar, mas palpita-me que os colégios privados vão aparecer no topo das listas e à frente no alinhamento dos telejornais. Agora, com o cheque – ensino na mão o pessoal da Fonte da Moura ou do Viso vai todo a correr para o Luso-francês, ou não!

Apetece-me deixar uma pergunta sobre esta brincadeira, bem séria dos rankings: o que ganhou a Escola Pública e os seus alunos com estas divulgações?

Dietas

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Violência no Colégio

Foi mais ou menos isto que aconteceu, há meia dúzia de anos, no Colégio Paulo VI em Gondomar. Um aluno do 1.º ciclo destruiu uma sala de aula durante um ataque de fúria, provocado por um distúrbio do foro psicológico.
Acto contínuo, o aluno foi convidado a deixar o colégio. O Encarregado de Educação ainda argumentou com os problemas emocionais do seu educando, a professora saiu em sua defesa, mas a decisão estava tomada. A mãe teve de encontrar à pressa uma escola pública que o acolhesse. O aluno foi diagnosticado e rapidamente enquadrado no Ensino Especial. Apesar de continuar a ter Necessidades Educativas Individuais, é hoje um menino que adquiriu uma grande capacidade de auto-controle.
Esta história nunca poderia ocorrer no sentido inverso. Ou seja, um aluno do 1.º Ciclo nunca poderia ser expulso da sua escola e, ao mesmo tempo, ser acolhido de braços abertos por um colégio privado.
Porque a Escola Pública é democrática, universal, inclusiva. O ensino privado não.

Coimbra, património criminal da impunidade

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Em 24 horas duas reportagens televisivas atiraram à nossa cara como em Coimbra se lecciona uma aula de criminalidade impune, consciente desleixo de quem a podia punir, pura corrupção. A despeito de as ovelhas e carneiros que somos não terem cara, mas mero embora ternurento focinho.  [Read more…]