
Não sei quanto a vós, mas eu adoro a patranha neoliberal que garante, com arrogância pseudo-académica, que os nossos jovens abandonam o país devido à carga fiscal, porque, lá está, “imposto é roubo”.
Depois vai-se a ver para onde estão a sair os nossos jovens e constata-se que estão a trocar o Reino Unido – onde Rishi Sunak anunciou há dias a intenção de reduzir impostos – pelos países nórdicos.
Imposto só é roubo quando um país é governado por ladrões. Porque, até ver, ainda não se produziu um sistema mais funcional, decente, humano e capaz de gerar tanto bem-estar a tantas pessoas como aquele que assenta precisamente na ideologia que propõe impostos elevadíssimos para financiar um estado social amplo e eficaz. Chama-se social-democracia, é filha do socialismo, neta de Marx, Engels e Lassalle.
Imposto não é roubo. Roubo é querer deixar o cidadão comum ao Deus-dará, para proteger as grandes fortunas que, regra geral, são quem mais beneficia dos serviços e infraestruturas do Estado. E do favor dos sucessivos governos. Taxem-se.






Nem optimismo pateta. Nem negativismo piedoso. Por uma vez, Cavaco, finalmente, tem um discurso positivo lá, onde Semedo-Catarina, Jerónimo ou Seguro, Passos vs. Portas, têm a puta da matraca ou desafinada com as respectivas responsabilidades ou desfasada com as nossas expectativas e necessidade de encorajamento. O galo barcelense tem muitas formas, mas nunca deixa de ser álacre, desafiador e feliz. Para que sevem os vossos discursos se vocês não estão, nunca estão, felizes?! Se não auguram, nunca auguram, nada de bom para os portugueses?! Se não nos sabeis dar esperança, ide todos c’o caralho. Obrigados!







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