Com amigos destes, ninguém precisa de inimigos.
Eleitores burros
Acreditam em candidatos espertos.
É uma teoria que tenho vindo a desenvolver com todo o enquadramento científico.
Existe um Governo e uma maioria, além de um Presidente, o marido da Maria, que não sabemos bem para que serve, mas que anda por aí, calado. Felizmente, digo eu!
Há um Primeiro-ministro, Vítor Gaspar e um conjunto de deputados que me fazem lembrar aquele cachorrinho que o sr. Amorim tinha no carro, um Fiat 127 dos velhinhos.
Um ou outro – Miguel Frasquilho, por exemplo – conseguem apoiar o SEU governo, mas conseguem ter a capacidade de ver e falar para além do óbvio. Não conheço muitos outros exemplos. Que me recorde nenhum Deputado do PSD, no Parlamento, que tenha tido uma intervenção, uma frase, uma palavra para questionar alguma das medidas estúpidas deste governo e, sabemos todos, não foi por falta de motivos. [Read more…]
Carlos Abreu Amorim – quer comentar?
Ou será que Relvas fará parte da equipa que vai trazer para a minha terra?
Às voltas com o que por aí está escrito sobre relvas, na tal lógica de fazer a história – relvas e história, assim mesmo, com letra piquininas – cruzei-me com uma pérola que não resisto a destacar.
É de um deputado do PSD – parece que é ou era do Partido de Manuel Monteiro, foi eleito Deputado pelo PSD em Viana do Castelo e agora é um dos candidatos laranja a Gaia:
«Miguel Relvas está a ser alvo da mais brutal campanha que eu me lembre que alguém tenha sido sujeito, um ministro, nomeadamente nos tempos democráticos. Pedro Passos Coelho não é pessoa para mudar ministros ou fazer remodelações governamentais» em função da comunicação social.
Paraquedas via rede
Ser natural ou habitante de uma terra não constitui condição suficiente para ser um bom autarca. Mas, conhecer o local a que se candidata, nas suas diferentes dimensões, é uma condição sine qua non para poder ser uma opção válida para os eleitores. E, sou dos que pensa que ver Gaia pelo Google Earth ou estar cá e sentir o pulsar da terra não são bem a mesma coisa.
E, hoje, com o recurso às redes sociais podemos perceber muitas coisas e à distância de um ou dois cliques conseguimos revelar aos nossos 100, 500 ou 5000 amigos o humor com que acordamos, a alegria pela vitória do nosso clube, a opinião relativamente a um assunto, o gosto por determinado relógio ou restaurante e podemos até, através de uma aplicação instalada no telemóvel, revelar o local que acabamos de visitar. Aliás, as pessoas gostam de mostrar quando estão num lugar único ou agradável, num local que lhes é querido, que tem uma importância especial ou que tem um determinado significado. Pode dizer-se que há inclusivamente uma certa sensação de realização quando fazemos o check-in em determinados locais.
Por isso, podemos com relativa facilidade perceber por onde andaram, por exemplo, os candidatos a uma autarquia – claro que podemos ver isto como uma espécie de big brother, mas a exposição pública tem destas coisas, que é como quem diz, quem anda à chuva molha-se. E, sabemos também, que isto está longe de ser uma ferramenta exaustiva – digamos que é uma amostra de mercado… [Read more…]
Carlos Abreu Amorim: cinismo ou bipolaridade?
O convite do PS ao PCP e ao BE revela um cinismo político para além da redenção! E, sobretudo, pretende apoucar a capacidade de discernimento dos eleitores. No fundo, o tempo e o modo atabalhoado como a coisa foi feita, também exibe a confusão em que marinam as mentes dos lideres [sic] socialistas…
Ficarei, mais uma vez, muito desiludido com o Bloco de Esquerda, se voltar a colar-se ao PS com a mesma falta de critério que mostrou nas Presidenciais. Juntar a isso, por exemplo, o apoio a uma figura do socratismo como Manuel Pizarro para a Câmara do Porto seria simplesmente indigno. [Read more…]
Reviver o passado em Março (6)
Tivesse eu vinte e tal anos e circularia hoje à tarde em alguma das manifestações que se presumem inspiradas por uma musiquita com uma letra sofrível que o amargurado contexto em que subsistimos fez catapultar para uma relevância totalmente imprevista, sobretudo para quem a obrou, o grupo ‘Deolinda’. Mas, quarentão como sou, entendo essas e outras melodias com outros tons e não vou pôr lá os pés.
Carlos Abreu Amorim, Blasfémias, 13-03-2011
O Regresso:
A escolha de Carlos Abreu Amorim como candidato a Vila Nova de Gaia é uma excelente notícia.
O actual presidente da Câmara Municipal de Gaia, Luís Filipe Menezes, demonstrou estar atento aos sinais e ter “faro” político. Quando Marco António Costa decidiu não ir a Gaia, naturalmente, multiplicaram-se as vontades e as ambições. Qualquer solução interna seria, como se viu noutros concelhos de Norte a Sul, abrir uma guerra de consequências nefastas. Como se viu nos primeiros dias. [Read more…]
Abreu Amorim vai passar a dizer que tem um primo muito alto que é polícia
… sempre que alguém criticar o governo. E vai chamar “feios” aos que não concordarem com ele. Bem feita!
Quem diz é quem é!
“Se aquilo que Manuel Martins quer para os ministros tivesse sido feito na Igreja talvez aquela desgraça intelectual hoje não fosse bispo…” (do facebook de Carlos Abreu Amorim).
Coelho, o agente de viagens, Relvas, o épico, e Amorim, o guia-intérprete
Vídeo encontrado aqui.
Passos Coelho aconselha os professores desempregados a emigrar. Miguel Relvas chama epicamente “missão universalista” à necessidade de emigrar decorrente da endémica incompetência governativa de cuja história também ele já faz parte. Carlos Abreu Amorim faz de conta que explica as palavras de Passos Coelho, limitando-se a dizer que foram mal percebidas, o que é do mais pedagógico que pode haver, para além de usar o velho truque – o que é sempre bom em políticos novos – de dizer que o importante é o conteúdo da cerimónia em que está a participar. [Read more…]
Ilhas, buracos e vórtices
Já se sabia que, do ponto de vista da água, uma ilha pode ser vista como um buraco. A Madeira, graças aos préstimos de Alberto João Jardim, é também um buraco, do ponto de vista financeiro. Este dado, aliás, transforma esta ilha numa originalidade: em vez de estar rodeada de água por todos os lados, mete água por todos os lados.
A Madeira é, portanto, um buraco e, mais propriamente, um vórtice, já que arrasta para o fundo um país inteiro. Face a este naufrágio, todos os que já desconfiavam ou já sabiam dos desvarios do “Bokassa” madeirense, nas palavras do volúvel Jaime Gama, fingem-se surpreendidos. Alberto João continuará a rir-se e a produzir alarvidades, enquanto vê os salários dos outros a escorrer para o turbilhão que criou.
Entretanto, é sempre curioso verificar como, no meio deste turbilhão, Carlos Abreu Amorim se deixou transformar num Francisco Assis alaranjado, com os mesmos argumentos tão fracos como palavrosos, respondendo às críticas do PS com uma espécie de “quem diz é quem é”. Foi o mesmo Carlos Abreu Amorim que defendeu, além do mais, que Jardim é o político mais injustiçado de Portugal, o que faria sentido se “injustiçado” quisesse dizer que nunca compareceu diante da Justiça.
O JN, o Aventar e CAA
Como todos sabem, a relação entre o JN e o Aventar nem sempre foi pacífica. Se alguns aventadores não hesitaram em criticar o JN quando este o merecia, igualmente somos os primeiros a aplaudir quando é caso disso. E é.
A recente aquisição de Carlos Abreu Amorim pelo JN (e pelo DN e NS) é uma excelente iniciativa. Independentemente dos laços de amizade que nos unem, o CAA é um dos melhores comentadores políticos da actualidade e sendo um homem do Porto é lógico que a sua “transferência” do Correio da Manhã para o Jornal de Notícias foi uma decisão acertada.
Os meus parabéns ao JN, ao seu Director José Leite Pereira e ao João Marcelino: acertaram em cheio como se pode verificar pelo artigo de hoje.
I Tertúlia do Aventar: Salgueiro Maia e a Memória da Revolução
Como temos vindo a divulgar, é já no dia 5 de Dezembro que se realiza a I Tertúlia do Aventar. Subordinada ao tema «Salgueiro Maia e a Memória da Revolução», pretende transformar-se num debate sobre a memória de Salgueiro Maia e a sua herança à luz da pobre democracia que temos hoje em dia.
E porque Abril é de todos – dos Capitães e dos civis, da Esquerda e da Direita – queremos uma Tertúlia que seja mais do que o habitual desfiar de histórias militares e actos de heroísmo. Todos sabemos o que aconteceu naquele dia mágico, partamos dali para as suas consequências.
Assim, temos um enorme prazer em anunciar a presença de duas figuras incontornáveis do Portugal dos nossos dias e cuja posição ideológica é bem diversa. De um lado, Carlos Abreu Amorim, professor universitário e um dos autores do «Blasfémias»; do outro lado, João Teixeira Lopes, também professor universitário e destacado dirigente do Bloco de Esquerda.
E no final, celebremos todos à mesa, ali bem perto, no «Verso em Pedra», a memória de Salgueiro Maia. Um convite que nem é displicente nem brincalhão e que se coaduna perfeitamente com o espírito do evento. Estamos a celebrar Salgueiro Maia, caramba, não estamos a enterrá-lo.
Lembro-me de um episódio ocorrido logo a seguir ao 25 de Abril, quando uma «striper» negra se despia, no Cais do Sodré, ao som do «Grândola». A revolta, a blasfémia, o pecado por se usar a música da Revolução – enquanto isso, o Zeca só se ria.
Estão, pois, todos convidados. 5 de Dezembro, 18 horas, no lindíssimo edifício do Clube Literário do Porto (perto da Ribeira). «Salgueiro Maia e a Memória da Revolução: Petição para a preservação da casa onde nasceu o Capitão de Abril».










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