Piromania futebolística

vieiraComeço pela tese: gostar de futebol e apreciar actos de desportivismo ou de grandeza constituem actividades quase incompatíveis.

Na minha qualidade de benfiquista, assisti com a emoção que se impunha ao jogo de ontem, um jogo suficientemente emotivo para que a melhor equipa pudesse ter perdido e a melhor equipa, ontem, foi a do Benfica. O Sporting, enredado numa estranha depressão, não consegue ser um todo, numa prova de que jogar com a cabeça é tão ou mais importante do que usar bem os pés. [Read more…]

Porto Canal e mística portista

 manutencaoArmindo de Vasconcelos

O “Porto Canal”, a estação de televisão que mais se aproxima do meu conceito de projecto para a informação privilegiada de um clube, mostra como o FC Porto contornou certas tentações, de que o canal Benfica TV é o exemplo acabado com o apanágio da chicana e do insulto. E isso faz toda a diferença!

Se me disserem que a Benfica TV, entretanto, inverteu este rumo desde que deixei de vê-la, então considero o que escrevi como registo histórico, removendo-a do presente.

É óbvio que o aberrante, por vezes, pode divertir-nos. A mais execrável conduta pode lançar-nos um sorriso no olhar. Temos esta particularidade de rir – ou sorrir – de tudo aquilo que, ainda que sórdido ou dramático, só pode ser visto à luz da caricatura. Eu próprio gozei imenso com aquela invenção pré-histórica de “transmitir” os jogos do Benfica com círculos num tabuleiro, que se mexiam, alegadamente mostrando o desenrolar do jogo que corria ao lado, na SportTV ou num canal generalista. Burlesco, no mínimo, como burlescos se tornavam alguns lugares comuns do insulto ao FC Porto, durante essas transmissões, mesmo quando o adversário não era o dragão. [Read more…]

Acordo Ortográfico prejudica Futebol Clube do Porto

O labor incansável do João Roque Dias permite-me, todos os dias, confirmar que o chamado acordo ortográfico (AO90) é uma fonte de ruído e não me estou a referir ao debate entre os defensores e os críticos. [Read more…]

Ele é que começou

O vídeo em que Carlos Lisboa aparece a dirigir gestos obscenos ao público portista mostra-nos uma das maiores figuras do desporto português numa atitude indigna e incendiária. Não me admiraria que justificasse a sua atitude com insultos e provocações vindas do público. [Read more…]

Vítor Pereira deveria agradecer também a Jesus

FC Porto: Treinador vai a Fátima agradecer o título

Saudação à Académica

Por várias razões, todas elas sentimentais, a Académica ocupa um lugar importante no meu coração, apesar de a maior parte do meu território cardio-futebolístico pertencer ao Benfica. De resto, o romantismo, a irreverência e a ligação do clube à contestação estudantil em 1969 fazem com o meu peito esquerdista se orgulhe da história do único clube em que cheguei a ser federado.

Da Académica desse tempo já muito se perdeu, mas, ainda assim, será pelo clube da minha terra e de boa parte do meu coração que estarei a torcer, na próxima final da Taça de Portugal.

Em 1939, como lembra o João José, a Académica ganhou a sua única final, tendo como adversário o Benfica. Nesse mesmo texto, aproveita para notar o facto vergonhoso de que os jogadores benfiquistas fizeram a saudação nazi, por jogarem num clube do regime, apontando a derrota como uma espécie de justiça imanente.

Ora, se fazer a saudação nazi fosse razão suficiente para que um clube merecesse perder todos os jogos, as fotografias que podem ver mais abaixo deixam bem claro que os três grandes deviam estar nas distritais há muitos anos. [Read more…]

Árbitros e campeonatos

Mais uma vez, o Futebol Clube do Porto ganhou o campeonato nacional de futebol. Numa prova de regularidade, não há que enganar: ganha sempre a equipa que merece. O FCP está habituado a ganhar e transformou-se, há muito tempo, no clube em qualquer um se arrisca a ser campeão, estatuto antigamente reservado ao Benfica.

João Gabriel, que, não sei como, um dia, poderá voltar a ser jornalista, declarou que o “título do FC Porto é um tributo aos árbitros”, caindo na habitual e pobrezinha desculpa de todos aqueles que não ganham. Na sua crónica de hoje, n’ A Bola, Eduardo Barroso volta a explicar que, não tivessem sido os erros de arbitragem, o Sporting teria sido campeão com vários pontos de avanço.

Em Setembro de 2011, escrevinhei isto e acabei por me enganar: não é preciso esperarem por Junho para me entronizarem como o novo Zandinga. Aliás, já na minha curta carreira de dicionarista tinha escrito algo de semelhante. Só é triste saber que não é necessário ser inteligente para escrever tudo o que escrevi. [Read more…]

Vítor Pereira acredita em Jesus

Vítor Pereira: “Hei-de dar a este clube muitos mais títulos”

Futebol e racismo

Não gosto de insultar ninguém, evito chamar nomes, odeio qualquer laivo de racismo, irrita-me a xenofobia e abomino o machismo quotidiano que leva a que a violência possa ser considerada um animal doméstico. No entanto, não me coíbo de contar anedotas sobre qualquer tema escabroso, como não deixo de me rir com piadas de mau gosto, talvez porque, inconscientemente, veja nisso um escape para a estupidez, uma catarse, um modo de deitar fora aquilo a que os videntes das manhãs televisivas chamam más vibrações.

Sempre que vou ao futebol, mantenho uma contenção verbal que deriva mais da cobardia do que da vontade idiota de insultar os adversários, mas sei que não há que esperar o mesmo das multidões que frequentam os estádios. É por isso que não perco tempo a pensar nos cânticos que os adeptos dirigem aos clubes adversários e é também por isso que encaro com bonomia o “fiiiiiiilhooooooo da puta” com que os guarda-redes são presenteados quando executam um pontapé de baliza.

O mundo do politicamente correcto tomou-se de ódios por algumas expressões insultuosas, deixando outras intactas. No mundo do futebol, não é importante que se chame nomes às mães dos adversários ou que se ponha em dúvida a orientação sexual dos desportistas ou que a honestidade dos árbitros seja sempre considerada inexistente. O único insulto que é, agora, considerado, grave é aquele que está contido em expressões racistas, o que me parece redutor.

Assim, relativamente a este assunto, na ordem do dia devido ao processo de que poderá ser alvo o Futebol Clube do Porto, defendo que só fará sentido castigar jogadores e clubes por todo e qualquer insulto, o que poderia tornar uma ida ao futebol muito menos cómica, ainda que extremamente correcta. Muito a propósito, subscrevo este texto. Também a propósito, reveja-se o maravilhoso sketch dos Gato Fedorento. [Read more…]

Pedagogia e futebolês: um divórcio litigioso

Ontem, Vítor Pereira, depois de o F.C. Porto ter perdido com o Gil Vicente, disse duas coisas originais: que a arbitragem foi vergonhosa e que o Benfica está a ser levado ao colo. Pelo meio, ainda reconheceu que a sua equipa jogou mal, mas não foi aí que colocou a tónica.

Se é verdade que este discurso me entristece, mais triste fico por ter a certeza de que a conversa seria a mesma se o entrevistado fosse Jorge Jesus, o Benfica o derrotado, com o primeiro lugar a cinco pontos. Se quiserem substituir os nomes, o efeito será sempre o mesmo.

Nada de novo: o campeão, seja ele qual for, alcançará o título sem outro mérito que não seja o de ter sido beneficiado pelos árbitros cujos erros serão sempre mais importantes do que os passes falhados, os remates para a bancada ou o mau posicionamento dos guarda-redes.

Face à absoluta previsibilidade das declarações de dirigentes, treinadores e outros maus actores, faria muito mais sentido ter declarações gravadas para comentar o resultado dos jogos e criar uma linha de apoio ao jornalista desportivo para onde este poderia ligar, passando a ouvir: “Se quer ouvir declarações sobre derrotas, escolha 1; se quer ouvir declarações sobre empates, escolha 2; se quer ouvir declarações sobre vitórias, escolha 3; se quer ser alvo de blackout e arriscar-se a ser agredido, escolha 1…”

Sobre o Futebol Clube do Porto

Tenho a dizer, por muito que isso vá custar à minha Académica, apenas isto:

Pedro Emanuel

Sim Pinto da Costa, também te enganas.

Pedroto rima com Porto

O meu benfiquismo não me impediu, nunca, de gostar do inimigo, sobretudo do inimigo cujos defeitos chegam a ser virtuosos. Da minha história pessoal faz parte uma amizade com um grande amigo de José Pedroto, o que me concedeu o privilégio de ouvir histórias da intimidade de um homem que adoraria ter conhecido pessoalmente, mesmo que fosse para ouvir dizer mal do Benfica.

O mesmo amigo comum, o jornalista Manuel Dias, que se juntou a Pedroto há três anos, também me proporcionou um encontro com o Hernâni, o “irmão” de Pedroto. Foi esse antigo craque portista que falou desassombradamente do medo que os jogadores do FCP tinham mal atravessavam a ponte D. Luís em direcção ao Sul. O Pedroto treinador viria a ser o responsável por exorcizar esse medo, através da bravata e da provocação inteligentes contra a macrocefalia lisboeta, confundindo o futebol e a cidade e contribuindo para o poderio que hoje o clube tem, graças, ainda, a um aprendiz que soube perpetuar essa herança argumentativa e não só: Pinto da Costa.

A alma portuense é grande e as queixas relativamente a Lisboa tornam-se cada vez mais anacrónicas, mesmo se fazem parte da essência da cidade e se são mal compreendidas por um desenraizado como eu. Ontem, Gaia homenageou José Maria Pedroto, esse filho de Lamego que é um dos pais do Porto.

Pinto da Costa não é do Porto

O Fernando Moreira de Sá, grande portista, rejubila, compreensivelmente, com a vitória – justíssima – do Porto sobre o Benfica, querendo transformar essa mesma vitória numa manifestação de superioridade moral, uma lição a um benfica que, na sua opinião, só pode ser escrito com minúscula inicial.

Não faço parte dos que atribuem as vitórias do Futebol Clube do Porto a jogadas de bastidores, mesmo acreditando que há gente de todas as cores a praticá-las, o que tem como efeito mais ou menos cómico acabarem por não ter o resultado pretendido, por se anularem umas às outras. Entretanto, nos últimos trinta anos, como diz o Fernando – e bem – “São onze contra onze e no fim ganha o Porto.”

Já a superioridade moral e a bofetada de luva branca afiguram-se-me mais invisíveis. É certo que Villas-Boas consegue, na maior parte das vezes, ter um discurso mais elevado do que a maioria dos frequentadores da praça futebolística, mas, tirando isso, a verdade é que, de uma maneira geral, em termos de ética, respeito e desportivismo, o nome dos clubes só pode ser escrito com letra minúscula, sobretudo quando temos ocasião de ouvir Luís Filipe Vieira ou Pinto da Costa.

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Benfica: o tamanho é importante

O Futebol Clube do Porto, tal como tem acontecido nos últimos trinta anos, foi a melhor equipa e, consequentemente, alcançou mais um título de campeão nacional. Parabéns ao campeão!

É em momentos como este que todos – vencedores e derrotados – têm uma oportunidade de ouro para demonstrar grandeza, respeitando quem perde e elogiando quem ganha.

Como cidadão desejoso de viver num país civilizado, gostaria que o desporto, de uma maneira geral, fosse uma exibição de virtudes, mesmo sabendo que isso não é fácil, devido à mistura de elementos tão voláteis como a paixão ou a adrenalina. Em vez disso, o desporto é mais uma área em que impera o chico-espertismo, a estupidez tribal e a pequenez.

O que se passou no Estádio da Luz, ontem, no final do jogo, foi uma demonstração de pequenez e qualquer instituição, como qualquer pessoa, será sempre do tamanho das suas atitudes. O Benfica, clube de que sou adepto, encolheu mais um bocado e confirmou o desejo de se manter entre os piores. Já se sabe que aparecerão muitos benfiquistas a defender o indefensável, fazendo referências a comportamentos similares por parte do adversário de ontem e poderemos ouvir os nossos adversários a contrapor com outras histórias parecidas passadas anteontem, numa actualização vertiginosa da fábula do lobo e do cordeiro.

É certo que, se o futebol fosse uma ilha – ou, pelo menos, uma península – rodeada de grandeza, a preocupação seria menor. O problema é outro: o futebol é, ao mesmo tempo, causa e consequência de muito do que temos de pior. O país é do tamanho do futebol e o Benfica é do tamanho do país.

Jamor é fogo que arde sem se ver

Ontem, quando cheguei a casa, fiquei irritado com a facilidade com que o Benfica resolveu o jogo. Afazeres vários me atrasaram e, ao ligar a televisão, já estava 2-0. O facto de ter jogado contra uma equipa vulgar não serve de desculpa: o espectáculo fica estragado quando um jogo dura apenas vinte e cinco minutos. Da próxima, exige-se menos banho táctico e mais respeito pelo espectador.

De resto, o modo como o primeiro golo foi marcado acentua a deselegância da equipa benfiquista: efectivamente, Fábio Coentrão, com nítida falta de cavalheirismo, não resistiu a aproveitar-se de quem lhe abre as pernas. Já Javi Garcia soube respeitar o adversário e correspondeu da melhor forma à assistência feita por Fernando.

Face à exibição descontraída de Sidnei, fico a perceber a pressa de David Luiz em transferir-se para o Chelsea, uma vez que corria o risco de ir para o banco. De qualquer modo, não deve haver precipitações, porque será bom esperar que o jovem central benfiquista seja posto à prova em jogos com elevado grau de dificuldade, o que não foi possível ontem à noite. [Read more…]

Aconteceu no Municipal de Oeiras…

…o F.C. Porto vencer a sua 15ª Taça de Portugal. Um resultado justo que só não teve maior expressão em golos fruto da vontade em premiar Falcão, que bem merecia, com um recorde ainda pertença de Jardel.

O Chaves foi um digno vencido e um gigante representando as gentes de Trás-os-Montes. Foi bonita a festa, pá. Apenas ensombrada por um bando de energúmenos. Estou curioso para ver/ler as reacções ao apedrejamento dos autocarros de adeptos do F.C.P e do Chaves ocorridas hoje na segunda circular, como já AQUI escrevi.

Deixo para o final o vídeo da intervenção de Jesualdo Ferreira. Nunca concordei tanto com ele como hoje:

http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/wmUiDtUBoB0ZbTGDyefW/mov/1

E por fim, os golos: [Read more…]

Já não há respeito pelo FC do Porto

Arsenal do Minho tem redes sem braços?

Esta semana houve um clube equipado de vermelho que trouxe um guarda-redes sem braços para jogar no dragão, algo facilmente sustentável pelo vídeo que se segue.~

A pergunta que se coloca é:
será que o Arsenal que neste preciso momento começa o jogo no Dragão tem um redes sem braços?

FutAventar – F.C.Porto #2010-10 – os Golos:

Aberta está uma janela de esperança, sobretudo se o benfica escorregar com o Guimarães, o que não acredito. Pelo menos o Porto fez uma grande joga e continua a dizer presente.

Aqui ficam os golos do FCP:

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Dicionário de Futebolês – prefácio

capa_para_pirulito_Bola_de_futebolGosto tanto de futebol que chego a gostar mais de futebol do que do Benfica, o que, tendo em conta os últimos 20-30 anos, só pode ser saudável. Não renego a necessária irracionalidade com que o clubismo deva ser vivido, mas, como em muitas outras coisas na minha vida, procuro não ceder à estupidez, especialmente se estiver em público, porque acredito que há coisas que só devemos fazer ou dizer no recato do nosso lar. É por isso que, encerrado na sala com a Sporttv, deixo escapar palavreado impróprio, especialmente nas muitas ocasiões que o meu clube me tem proporcionado para me revoltar ou para me entristecer.

Devo esta atitude quase correcta ao meu pai, que, nos inúmeros jogos a que assistimos, nunca se exaltou a não ser com a qualidade do futebol, nunca lhe tendo ouvido um insulto a nenhum dos intervenientes no espectáculo. Também por isso, nos estádios, sou de uma discrição a toda a prova, até porque, ainda por cima, a irracionalidade agressiva que aí campeia é algo que me desagrada visceralmente e, por prudência cobarde, parto sempre do princípio de que não vale a pena arriscar o palminho de cara que Deus me deu, que não é nada de especial, mas não é para estragar.

Ao longo destes anos como espectador e ocasional candidato a atleta, tenho-me deliciado com comportamentos e linguagens que, podendo ser perigosos, não deixam de ser cómicos. Nos últimos anos, aliás, partilhei essa paixão com um amigo, entretanto falecido, o jornalista Manuel Dias, que juntava à paixão pelo Futebol Clube do Porto uma imensa cultura nascida de uma vida profissional intensíssima, com destaque para os anos que passou n’ O Primeiro de Janeiro (e muito a propósito, no dia de hoje, amigo de José Maria Pedroto). Um dos nossos passatempos preferidos consistia em assistir às transmissões televisivas, comentando não só o jogo, mas também – e muito – o linguajar futebolês, cultivado por comentadores, treinadores, dirigentes e até espectadores. [Read more…]

JOSÉ MARIA PEDROTO, ou "O MESTRE"

Ao cair do pano, uma referência que se impunha, pelo menos para mim enquanto portista. Os demais com outras sensibilidades que me desculpem, mas não podia deixar de o fazer.
Não tive oportunidade de conhecer o Mestre Pedroto pessoalmente. Era amigo do meu avô materno, mas a ocasião nunca surgiu, nunca se concretizou. E faz hoje 25 anos que essa oportunidade se esgotou.
Lembro-me bem do estilo, e estou grato pelo que fez não só pelo FCP como também pela cidade do Porto e pela região do Norte.
Foi ele, através do futebol, que iniciou um árduo trabalho de equilibrar os pratos da balança, e de devolver à cidade o seu orgulho tantas vezes ferido, numa época em que a homens assim se apelidava de “bairristas”.
Obrigado, Mestre.

F.C. Porto:

A minha filha foi comigo ver o Porto ser Tetra Campeão.
Nestes seus quase seis anos de vida já viu o Porto ser campeão cinco vezes, uma vez vencedor da Champions e melhor equipa do Mundo. A minha Mafalda é sócia e portista desde que nasceu e já viu que o pai não se engana nas escolhas. Nas poucas escolhas que fará por ela na vida. Muito poucas.
Esta foi a segunda vez que foi ao futebol no Dragão e esteve à altura do acontecimento. O traje foi a rigor: cachecol “Mulheres Portistas” e chapéu a imitar um Dragãozinho. Assistiu ao jogo com entusiasmo e um valente pacote de pipocas. Desta vez, fez-me o obséquio de não imitar o pai e o povo circundante sempre que os impropérios saltavam de suas bocas. No final teve direito a passeio pelas ruas da minha adorada cidade, o Porto.
Já festejei as vitórias do Porto de várias maneiras e com diferentes personagens. Esta foi a primeira vez que o fiz com a minha filha. Um ritual de passagem.

Futebol Clube do Porto, a Vencer desde 1893.fcporto_0607_1