Como se sai disto?

A verdade que Sócrates esconde:

PIB: 160 mil milhões e que não cresce desde que o PS tomou conta do poder e não vai crescer nos próximos cinco anos.

Despesa do Estado: 80 mil milhões (metade do PIB, da riqueza do país já vai para o Estado)

Desemprego: 10% o que corresponde a cerca de 600 000 pessoas (se considerarmos que são as famílias mais pobres as que mais depressa vão para o desemprego, podemos calcular que há 1 200 mil pessoas a viver mal,  por cada desempregado, outro que depende dele)

Dívida pública ; 120% do PIB, isto é, precisamos de trabalhar um ano e mais cerca de 2,5 meses para pagar o que devemos! (Os TGVs são pagos com mais dívida!)

Déficite corrente: 8/9%, conforme o que possam esconder passando despesa para debaixo do tapete.(diferença orçamental entre despesa e receita)

Apoios sociais: 5 mil milhões de euros, o que quer dizer que, como não há crescimento de criação de riqueza, é insustentável.

Descontos nos impostos: 1,2 mil milhões, que como se percebe, quem embolsa, são os que têm dinheiro para fazer PPRs e seguros, os que ganham o vencimento mínimo, ou perto disso, não são beneficiados por descontos.

Se, em vez de fazermos as contas em relação ao PIB, as fizermos em relação ao Rendimento Nacional, (PIB – juros da dívida) estes números ainda são mais assustadores!

A carga tributária já anda perto dos 42% o que retira competitividade à economia e não é atractiva para o investimento estrangeiro. Não deveria ultrapassar os 35%! Mas como, se é quase certo que vamos ter que aumentar impostos?

Então como se sai disto?

Sai-se criando riqueza, produzindo bens transaccionáveis e que se exportam e que substituam importações! Nada que os megainvestimentos façam! Congelar salários da função pública, que foram aumentados em 2,9% por causa das eleições, num ano onde a inflação foi menos que zero! Investimentos públicos de proximidade que dão emprego imediato. Escolher as actividades económicas onde o país tem experiência e condições naturais e humanas. Nas novas actividades onde há competências!

E largar de vez a banca, as construtoras, as grandes empresas públicas, os grandes grupos económicos que já são grandinhos e podem viver sem a mama do Estado!

Sócrates continua a mentir, bem como o seu pinóquio das Finanças! A discussão do Orçamento vai ser feita sobre as mentiras ou sobre as contas verdadeiras?

Com mentiras nunca iria a jogo. Deixem-no a falar sozinho!

Madrilenos na Caparica em TGV!

Os megainvestimentos eram decisivos, já a correr e a saltar. Sócrates já vem dizer que se trata de preparar, não é para amanhã, temos que olhar as contas do Estado, o déficite, a dívida, enfim, tudo o que os maus da fita lhe vêm dizendo há pelo menos quatro anos.

Entretanto, o Ministro das Obras Públicas (outro pândego) veio dizer hoje que Lisboa vai ser a praia de Madrid, com o TGV é um saltinho, é ver os madrilenos saírem a meio da tarde de sexta-feira e virem dormir à Caparica. Este é o maior argumento e o mais original para defender a construção do TGV!

Estou convencido!

Mas não ficamos por aqui, o Ministro das Finanças  (este tem mais responsabilidade porque é economista e o nosso Primeiro…) já vem dizer que, afinal o mais certo, é aumentar impostos, tiraram-lhe o “pagamento por conta” o tal que é cobrado às empresas antes, e muitas vezes, sem terem lucros. Grande maneira de tornar as nossas empresas competitivas e, em último, obrigarem-nas a fecharem e contribuírem para o aumento do desemprego.

Como sempre se soube este governo não tem nenhuma política para sair disto! Vai seguir as regras como os outros, o país vai ficar mais pobre e os milhões que entraram no bolso dos banqueiros e dos especuladores, vai ser tirado a quem trabalha!

Em revista

Diz o Público que o líder parlamentar social-democrata, Aguiar Branco, rejeita a possibilidade de mais um “orçamento limiano”.
Acho muito bem: o que as contas do Estado menos precisam é de matéria gorda. Nem um orçamento de tempos de vacas magras bate certo com queijo flamengo.
Já a TVI24/IOL destaca que as ambulâncias do INEM estão a servir de taxi gratuito para os utentes.
É o que dá não haver investimento sério e eficiente na rede de transportes públicos, a par da subida do crude que tem aumentado o preço da bandeirada.
Ainda a TVI24/IOL, refere que uma lésbica se manifestou durante a apresentação de um livro contra o casamento homossexual.
Parece-me que há pessoal que ainda não se apercebeu bem das potencialidades que o casamento homossexual terá em sede de manifestações lésbicas: a partir de agora muita gente não terá de andar a ver cenas lésbicas às escondidas na net, poderá usufruir duma vistas dessas sentado num qualquer banco de jardim e ao vivo.

Orçamento: governo não mostra o jogo

Constâncio já veio dar o pontapé de saída. O déficite tem que ser dominado já em 2010. Isto traduzido quer dizer que o governo vai tentar  a) controlo das despesas b) o investimento sabemos que não c) aumentar impostos,d) vender património e empresas

O a) sabemos qual é o resultado, não é controlado nada, pelo menos ao nível que seria necessário. o b) investimento, sabemos que pelo contrário, o governo não desarma dos mega-investimentos, o que virá aumentar a dívida e com taxas de juro cada vez maiores. Resta o c) aumentar impostos, e para ser rápido e pouco doloroso vai ser o IVA, o d) já pouco há a vender e os tempos não estão para compras.

Isto é o habitual, o Estado precisa de dinheiro vai buscá-lo ao bolso dos contribuintes!

Andou a utilizar o dinheiro dos contribuintes para fechar buracos na banca, resultantes de negócios especulativos e , a mais das vezes, fora da lei, mas com governos destes a música é sempre a mesma.

Hoje, na imprensa, já apareceram as vozes do costume, é preciso estabilidade, deixar passar o Orçamento, a Oposição não pode cair em tentação…

Ora, o que resta da margem de manobra política, tem que ver com a dívida, e esta tem que ver com os mega-investimentos, e estes têm contra, o Presidente da República e o PSD e, a favor, com nuances, o PS e o PCP e o BE.

O CDS está numa embrulhada quer investimentos mas para as PME, vai dar uma no cravo e outra na ferradura?

E o PCP e o BE com a dívida monstruosa, vão escolher o quê? Mais dívida? É por tudo isto que o PS e o governo não mostram o jogo!

Pelo menos atrasar os mega investimentos em TGVs, manda o bom senso que seja a a medida a tomar, mas contra o bom senso temos a fome insaciável das grandes empresas e dos gabinetes de advogados e consultores, e a Banca!

Hoje, já se fala sem rebuço, no congelamento de salários na função pública como única forma de conseguir suster a despesa. Milagres não há e, no nosso caso, também não há mérito, pelo que vamos assistir a trocas entre investimentos que não se fazem já, e cortes nos salários dos trabalhadores.

Como todos previam e que só Sócrates e o seu séquito, negavam. Mas o que tem que ser tem muita força, e o momento da verdade mais tarde ou mais cedo, chega. Vai chegar com o Orçamento!

A torrar em lume brando

Como já todos se aperceberam Sócrates, não faz ideia nenhuma de como se sai desta situação, como não fazia quando a crise chegou. Mas há uma crise interna, estrutural que mina a capacidade do país e que tem sido escondida.

E a política do “tapa e esconde” continua como se vê pela tentativa de colocar nos centro do combate político o casamento gay e a regionalização. Não é que não sejam dois assuntos que a seu tempo devam ser dicutidos, as prioridades é que são outras, e tambem todos sabem quais são.

O desemprego que cresce sem cessar e a dívida que ameaça o desenvolvimento do país por muitos anos. São estes dois assuntos estratégicos que devem ser as prioridades e que devem concentrar todas as energias e toda a atenção.

Levar a oposição a desconcentrar-se destes dois assuntos chave e a esquecer o orçamento que irá materializar as políticas que realmente vão ser seguidas, é uma tentação para o primeiro ministro.

Igual tentação é apontar o dedo a Cavaco sempre que este tome uma decisão, seja ela qual for. Há sempre espaço para repartir responsabilidades, vitimizar-se, quiçá estender o tapete a decisões precipitadas resultantes do calor da luta.

Numa palavra, esta situação em lume brando é que não interessa ao governo, está só, já queimado, a apurar (se esta imagem de cozinha é permitida) para ser servida na mesa da sua incompetência, mentiras e suspeitas de compadrios.

O encenador e o coro

Cavaco Silva, perante as perguntas dos jornalistas, acerca do casamento gay, respondeu que estava mais preocupado com outras questões, como sejam as económicas, o déficite, a dívida externa, o crescimento do PIB.

Naturalmente que as prioridades no momento são aquelas e não outras. A crise está aí para durar, o desemprego a crescer continuamente, todas as energias são poucas para atacar tão dificeis problemas.

Hoje, já veio a público o coro socialista habitual, amestrados, aí estão a fazer o “número” preparado, o presidente está a meter-se na governação.

A seguir vamos ter a regionalização, enquanto o Orçamento Geral do Estado, vai sendo preparado no maior dos segredos, sem colaboração da oposição nem da sociedade civil.

A encenação, rotineira e sempre vista, está a tomar forma, ou o orçamento passa sem discussões “inuteis” ou então, o coro afinado entra em cena.

Deixem-nos governar!

Regionalização – manobra de diversão

Para o PS a regionalização é uma prioridade, diz Sócrates sem se rir, o que é um exercício que ele faz frequentemente, e com eficácia.

Estamos prontos a abrir as conversações com os outros partidos e discutir profundamente o assunto, desde que sejam cinco regiões, porque meus caros, não se pode governar a partir da Assembleia. Ou são cinco regiões ou não é nenhuma, diz Sócrates (palavra de honra, ouvi e vi na TV).

Enquanto, a crise nacional, endémica, se aprofunda e lança o pais na pobreza, Sócrates, sem nada para oferecer, lança a regionalização e o casamento gay. Aqui e ali a crise internacional dá mostras de arrefecer, mas a crise nacional, que resulta de andarmos a viver há anos acima das nossas possibilidades, nem sequer entra nas contas.

O Orçamento devia resultar de uma ampla e salutar discussão sobre os grandes problemas nacionais, mas o que este pobre homem faz, é aparecer com um Orçamento feito às escondidas, sem qualquer contributo dos outros partidos ou da sociedade civil, ele sabe tudo, ele pode tudo, ele anda a lançarmo-nos no abismo, e nem sequer tem consciência disso.

Para ele política é isto, a regionalização é como eu quero ou então, Ó da guarda não me deixam governar, vítima de tudo e todos…

Talvez a vinda do Papa faça o milagre e nos livre deste ignorante que chegou a primeiro ministro, talve o Papa saiba mais do que nós, como é coisa do inferno…

O que é que separa o FMI do Governo ?

Entre as medidas propostas pelo FMI e o governo há uma realidade. Eleições antecipadas!

 

O que o FMI diz é que é preciso conter a despesa já em 2010 e aumentar os impostos. O governo aumenta o salário mínimo, propõe investimentos gigantes e jura que não aumenta os impostos.

 

As propostas do FMI :

Redução da massa salarial do sector público ( o governo em 2009 aumentou a massa salarial nuns  impossíveis 5% )

Diminuição das transferências sociais, ( o que o governo não pode fazer, sem um aumento de  pobreza que pode trazer conflitos sociais)

Redução da despesa fiscal

Aumento da taxa do IVA

Maior envolvimento nas parcerias público/privadas ( retirar espaço aos privados)

Reconsiderar o aumento do salário mínimo ( a promessa quinzenal de Sócrates)

 

Esta guerra tem como pano de fundo o próximo Orçamento. O governo assenta a sua estratégia no relançamento da economia com as célebres obras públicas, em que ninguem acredita, e principalmente, evita que as medidas de contenção comecem já em 2010. Ganhar tempo, empurrar para a frente, é a estratégia do governo, varrer para debaixo do tapete, é o que melhor serve ao governo à espera de um milagre, ou que a Espanha e a Alemanha, levantem vôo.

 

Há propostas intermédias como as do Prof José Reis da Faculdade de Economia de Coimbra, que passam por rever os contratos feitos pelo Estado com os privados (ai,ai José…) em áreas como a saúde e os transportes ou corrigir o papel do sistema financeiro como "absorsor" de riqueza social ( os célebres cinco milhões de Euros /dia ).

 

Enfim, tudo o que Sócrates nunca quiz fazer convencido que levava a bom porto, o país, juntando-se aos que sempre foram os "comedores de serviço"! O que temos pela frente, é preciso dizê-lo, é o resultado esperado da política do governo de Sócrates.

 

E já não há espaço para promessas demagógicas, nem autos de fé, as coisas são como são, o FMI está aí frio como sempre!

 

 

 

Déficite democrático

Há cada vez mais sintomas, bem visiveis, de uma asfixia democrática que faz o seu caminho, sem que a sociedade civil, mais uma vez, preste a devida atenção.

 

O artigo da Sábado, onde revela que Sócrates tentou, com um telefonema de alguem que lhe é próximo, impedir a saída do artigo sobre o Freeport, é assustador. Está lá assumido pelo director do SOL, com todas as letras e com nome.

 

A verdade, por mais que os seus apaniguados digam o contrário,é que o primeiro ministro tem no seu ADN, o gene do "xico-esperto" como lhe chamou Marcelo Rebelo de Sousa. Tudo se consegue com dinheiro, tudo se compra, o poder, mesmo o obtido por meios democráticos, justifica os meios. Exercer um poder democrático exige contenção, respeito por quem não pensa do mesmo modo e  a integridade para obedecer às leis  e à Constituição.

 

Junta-se a isto, o facto, hoje indesmentível, que o país caíu numa situação alarmante de onde não sairá com estas políticas, cujos resultados o PS não quer ver. O PS está desde 1996 no poder, (com um hiato de 2,5 anos, tambem desgraçado), pelo que não pode alijar as responsabilidades inerentes a esse exercício.

 

O país entrou num período longo de empobrecimento, pela mão dos socialistas e do seu olhar centralizador, não substituiu o tecido empresarial com novas tecnologias, inovação e produção de bens e serviços transaccionáveis.

 

Os números das contas públicas, na hora da verdade, revelam-se tal qual as instituições da UE vêm apontando há muito tempo, contra os números falsos do governo. Está aí o Orçamento rectificativo a que Teixeira dos Santos chama "distribuitivo" e que pede mais 4.9 mil milhões de euros, o déficit está nuns impensáveis 8%. A dívida pública é um peso que o país não suportaria se não estivesse integrado na UE! Somos, novamente, o "pobrezinho" que vive das esmolas dos amigos!

 

E não sei se já repararam, mas a operação " aumento de impostos" já começou, ainda com tímidas manifestações mas já públicas, bem à maneira socrática de ir lançando a ideia para o curral se acostumar.

 

Bem dizia Vitorino. Habituem-se! Ou Jorge Coelho, quem se mete com o PS, leva!

 

Está visto que sim!

Merkel baixa impostos

Na Alemanha, para relançar a economia, a senhora Merkel vai baixar os impostos. Os Liberais com quem fez coligação para governar, devem ser os pais da medida.

 

O primeiro objectivo é que a maioria da população tenha mais dinheiro para consumo interno,daí que seja nas classes com menos dinheiro disponível, onde o imposto baixará mais,  no sentido de o dirigir para o consumo.

 

E, para manter o déficite, com menos receita, onde vai cortar na despesa? Despedimentos na função pública?

 

Nós aqui em Portugal, começamos logo por ter um déficite muito superior ao anunciado pelo governo, que se fica pelos 5.9%. Ninguem acredita neste número, andará pelos 9%, se a desorçamentação da despesa escondida nas parcerias público/privadas e empresas públicas (com as de transportes à cabeça) regressarem ao orçamento, numa política de verdade.

 

A gestão política do orçamento já começou, escondendo a despesa e o déficite real, e esta aventura nunca deu bons resultados. Tudo indica que teremos mais uma vez uma fuga para a frente, com um orçamento expansionista, pese embora a dívida pública ser já uma calamidade nacional.

 

Taxar as classes mais altas e transferir a receita assim obtida, para as classes mais baixas, pode ser uma tentação.

 

O caminho é muito estreito. Vamos lá ver de quem é a culpa desta vez!

Marcelo pondera e avalia gato

A Flor Pedroso de hoje falou bem mais, mas quem marcou o ritmo foi o professor. Excelente comunicador, não perde pitada para levar a água ao moinho. Já avançou com uma proposta para unir, mas o pessoal tem exercitos próprios, não quer ouvir falar de união, perde-se ou ganha-se. Perdem todos, claro!

 

A partir de agora, Marcelo une o que os outros desunem, é preciso ponderar quem é quem. Está aí o Orçamento na Assembleia da República, pressa para quê? Um Orçamento discutido e aprovado ou não, por quem está de saída, dá para tudo para o sucessor. Apoia ou não apoia um orçamento que não foi ele que discutiu, está muito mais à vontade para enfrentar Sócrates que vai querer acusar aquele menino que não o deixa governar.

 

Nenhuma pressa, até porque ninguém no partido está em condições de abrir as hostilidades. Rui Rio está muito bem no Porto, avança quando lhe pedirem e ele achar que é o momento, que não é agora. Passos Coelho quer, mas perdeu com Manuela e andou entretido a colocar minas e armadilhas, não pode. Marcelo sabe que Manuela abre o caminho quando for o momento próprio. Nada de pressas.

 

Afinal, ele está a ponderar e a unir o PSD, precisa do tempo certo!