Se As Eleições Fossem Hoje

SE … Mas Não São!

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Mas não são, que se fossem o PSD ganhava por larga margem. Dizem as sondagens.
E se o sr dr Passos Coelho não fizer o que deve, que é deixar passar o Orçamento, nem quando forem ele ganha.
Se o sr dr Passos Coelho não aprovar na generalidade o Orçamento, vem aí o FMI, mas se ele o aprovar não deixará de vir, virá mais tarde, mas vem de qualquer forma, e com maneiras mais duras e gravosas para todos nós.
O sr dr Passos Coelho vai ter de aprovar o Orçamento, porque se o sr dr Passos Coelho o não aprovar, irá dar ao ainda nosso Primeiro todas as possibilidades de, nos próximos seis meses se fazer de vítima, dizer a toda a gente e aos ventos que não pode governar por culpa do sr dr Passos Coelho. E todos sabemos a lata deste ainda nosso Primeiro. Irá, nessas circunstâncias, convencer toda a gente da sua capacidade e da sua falta de responsabilidade no que se estará a passar, e nas próximas eleições, vence de novo e com larga margem.
Assim o sr dr Passos Coelho tem a obrigação de deixar passar este Orçamento, de modo a obrigar o ainda nosso Primeiro e a sua equipa a governar (mal, como é seu hábito) e a demonstrar que não tem capacidade para o fazer. Até cair de podre, daqui a alguns meses, que se esperam muito poucos.
Se as eleições fossem hoje, o PSD ganhava por larga margem, mas não são, e não vale a pena embandeirar em arco por causa desta sondagem.

Falemos de vampiros, marajás e ganância

Por SANTANA CASTILHO

No momento em que escrevo, PS e PSD ainda negoceiam para viabilizar o Orçamento de Estado para 2011, o qual, todos sabemos, vai ser aprovado. Independentemente da filiação ideológica, numa coisa os economistas estão de acordo: este orçamento gerará recessão económica. A falta de transparência é evidente: é impossível cotejar a realidade com o passado e o futuro e até o próprio valor do PIB não está explicitado; o investimento público
cai aparentemente, mas ninguém sabe o valor da desorçamentação operada com recurso ao cancro das parcerias público-privadas; sobre o incumprimento evidente do acordo feito com o PSD, em Maio transacto, aquando do PEC II, nem uma palavra. Se retirarmos a receita extraordinária originada pelo confisco dos 2,6 mil milhões de euros do Fundo de Pensões da PT, o decantado défice aproximar-se-ia dos 9 por cento. [Read more…]

Orçamento: encontrado o acordo PS-PSD

O acordo não-acordado acabava assim

Firmam o presente PROTOCOLO DE ENTENDIMENTO ENTRE O GOVERNO E O PSD
Em Lisboa, Palácio de S. Bento, a 26 de Outubro de 2010,
Pela Delegação do Governo—————————–Pela Delegação do PSD

Um documento histórico. A ler integralmente n’ O Sexo e a Cidade (melhor do que um bordel para encontrar esta minuta… ia fazer uma rima mas não faço).

Adenda: A pedido de alguns leitores que se recusam a entrar no melhor bordel de Coimbra, ou seja, por uma vez fazendo a vontade a caretas e parvos, segue o texto integral do acordo que não o foi:

PROTOCOLO DE ENTENDIMENTO ENTRE O GOVERNO E O PSD RELATIVO A PROPOSTA DE ORCAMENTO DO ESTADO PARA 2011E A SUSTENTABILIDADE DAS FINANCAS PÚBLICAS

[Read more…]

Golpe de estado

Há uma ironia profunda na ideia de, chumbado o orçamento, António Borges se transformar no ministro das Finanças de Sócrates, disfarçado de responsável do FMI. É a ironia de se comprovar que o bloco central existe, e nos governa desde 1976.

Dantes chamava-se a isto golpe de estado. Para o pior, e com nada de melhor, Sócrates venceu umas eleições que o PSD perdeu.

Isto para mais tarde, claro, que ainda falta a abstenção patriótica, ou o Paulo Portas salvador da nação.

As negociações do Orçamento falharam

Por agora, ainda não se sabe o que aconteceu, já que cada parte tem a sua versão.
Ou se calhar sabe. A verdade é que, conhecendo como conhecemos a tralha socratista que nos governa, o Governo não recuou 0nem um milímetro. Ia recuar, mas eis que apareceu em cena o primeiro-ministro. Foram muitos anos de Maioria Absoluta, muitos anos sem diálogo nem negociações. E Sócrates pensa que ainda continua a ser assim. Não é – infelizmente para ele. Ou felizmente, pois parece que está mortinho por levar um pontapé.
Mas a verdade também é outra: apesar de não ter conseguido impor uma única condição, o PSD continua a encarar a viabilização do Orçamento. Porque Passos Coelho está refém dos Bancos, não passa de um capataz de Ricardo Salgado e companhia. Ele sabe que vai formar Governo ainda em breve, por isso tanto faz que seja uns meses mais cedo ou mais tarde. Aumento dos impostos? Até é um alívio. Alguém já fez por ele.
Quanto a José Sócrates, já todos sabemos com o que contamos. Para ele, quanto pior melhor. E como fez questão de dizer em 2005, está-se marimando para os portugueses. O caos? É para o lado que dorme melhor.
Cavaco, que vê as suas contas furadas, vai chamar o Conselho de Estado. Não seria melhor chamar já o FMI?

O orçamento judicial

O roubo aos funcionários públicos médio-altos (os 1500€ que dispensam a ralé da banhada são ilíquidos mas há pouca gente a dar por isso) tinha as suas excepções: a tropa, que afinal é promovida, a bófia, onde  além de tanques anti-motim parece que enfim, sempre há carreira na parte do poder  que não está na ponta da espingarda mas na mãos de quem a segura, os padres e que deus nos valha, o Banco de Portugal não conta porque são inimputáveis, e normalmente haveria uma arte subliminar de vírgulas num decreto safando juízes e magistrados, sempre falamos do poder judicial, e o respeitinho é muito lindo.

Não houve. Falou mais alto o clamor da vingança e optou-se por correr o risco de, julgando em causa própria, os juízes complicarem a aplicação do orçamento.

Preventivamente vai-se espalhando sobre eles o que Maria de Lurdes Rodrigues não chegou a pensar dos professores, que por sua vez já ultrapassava em muito os piores delírios de Maomé perante o toucinho. Hoje são os mais bem pagos da Europa, no topo da carreira, quando chegam ao Supremo. E são muitos, em número.

Não tivesse provado já desta carne e acreditaria que todos chegam ao Supremo Tribunal de Justiça. Mas sei dos professores, com o melhor topo de carreira mas o detalhe de ser quase impossível lá chegar antes de ultrapassada a idade limite para a reforma e ao mesmo tempo um dos piores salários médios acrescido da maior carga de trabalho, tudo isto na Europa dos estudos devidamente aparecidos nas redacções no intervalo de na Presidência do Conselho de Ministros escreverem na Corporativa.

Começa a falhar o truque, moços. Sei de uns 140 000 que nessa já não caem. A ver se a coisa vos corre mal já somos uns 400 000, fora o resto.

Não é em tribunal que acabam os gamanços?

Inventar enredos para um final conhecido

Emoção, suspense, PSD chega uma hora atrasado à reunião, sinais de impasse, mas tudo pode acabar já hoje, as negociações do Orçamento seguem o guião de uma telenovela mexicana.

Tudo pronto para um final feliz, para banqueiros, grandes empresários e afins. Quanto o regime não tem juízo, o povo é que paga.

A retrete de Catroga (III)

Penhore-se o Orçamento!

Abrigo

 Orçamento abrigo de tempestades

A notícia: «José Sócrates reiterou que o OE para 2011, em negociações hoje na AR, "defende" e "abriga" o país da "turbulência" e das "tempestades financeiras"», no Expresso

A retrete de Catroga (II)

E é este que anda a negociar o Orçamento?

A retrete de Catroga (I)

Estádio das Antas, Porto, 1994. Lembram-se? Eu não me esqueci.

Recomendações

film strip - encalhados

Imagens de fundo e notícias:

O orçamento Manuel Pinho

Ao minuto 1:30.

Somos uma país competitivo em termos de custos, nomeadamente os custos salariais são mais baixos do que na média da União Europeia

O resto também tem piada.

O orçamento não está atrasado

Dizem que a entrega de uma parte do orçamento foi adiada. Nada de novo, e não percebo os protestos da oposição.

O orçamento já foi aprovado pelos bancos. Lá que agora finjam discuti-lo e votá-lo no parlamento até compreendo, mas escusam exagerar.

Mas quanto nos custa a cantina da Assembleia da República?

O comentário do deputado Ricardo Gonçalves despertou-me uma pequena dúvida . Diz ele:

[Os políticos] Terão que se adaptar à crise, nem que para tal seja necessário abrir a cantina da Assembleia da República, à noite, para que lá coma quem quiser. Não vejo nisso nenhum problema, pois é um espaço gerido por uma empresa privada, sendo um sítio digno e aprovado pela ASAE. Em vários parlamentos da Europa a cantina está aberta ao jantar, sem que os opinadores lá da terra se escandalizem.

Gerido por uma empresa privada? Mas será que a cantina da AR dá lucro?

Consta do Orçamento da AR para este ano (Diário da República nº 28 – I série – 10 de Fevereiro de 2010 – Resolução nº 11/2010) a rubrica:

Serviços de restaurante, refeitório e cafetaria  – 960.850,00

prevendo-se a receita de 260.000,00 proveniente  da venda de senhas de refeição.

É só fazer as contas, e duplicar, almoço e jantar. Claro que isto não é uma simples subtracção. Mas quanto nos iria custar o jantar do ilustre deputado na “cantina” da AR, pelo qual ele iria pagar 4,65 euros ?

Bons Exemplos

O Parlamento islandês decidiu processar o ex-primeiro-ministro Geir Haarde, que governava o país na altura em que o sistema financeiro se afundou, em Outubro de 2008, por “negligência”.

Público

PSD devia mandar Cavaco à merda

O Presidente da República está a pressionar o PSD para aprovar o Orçamento de Estado. Não porque seja bom para o país, mas porque lhe dá jeito para a recandidatura.
Cavaco Silva é o mesmo, relembre-se, que recusou a sua foto num cartaz de campanha do PSD e que contribuiu decisivamente para a queda de um seu Governo e correspondente subida ao poder de José Sócrates. Ele não quer nem nunca quis saber do PSD para nada.
Agora, o PSD deve responder-lhe da mesma forma. Rejeitar o Orçamento prejudica-lhe a campanha? Azarito!

Logo eu, que sempre gostei de partilhar o poder

“Espero que todos os portugueses compreendam: eu aceito governar, apesar de todos os partidos, nenhum deles querer partilhar a responsabilidade de governar. O Partido Socialista, que ganhou as eleições, convidou todos os outros para acordos e para coligações. nenhum deles quer partilhar a responsabilidade da governação” disse Sócrates em Nova Iorque.

Sócrates aprendeu a partilhar? Ao que parece, em NY tudo é possível, if you can make it there, you’ll make it anywhere

Alberto João Jardim acha que o melhor é não partilhar. Coitado, afinal só estava em Vila Baleira – cidade de que muito gosto (a contradição não é minha, nem da Wikipédia) – onde a música é outra:

PEC – Programa de Empobrecimento Comum

O PEC está aí debaixo das críticas de todos com excepção dos socialistas que, como é seu timbre, desde que Sócrates deu à costa, vêm coisas que mais ninguém vê!

O PEC empurra o país para o empobrecimento como já aqui dissemos, retira dinheiro às famílias e corta no investimento público, o que reduz a “voltagem” de dois motores da economia. Sempre aqui estivemos contra os megainvestimentos , sem correspondência real no desemprego e na criação de riqueza, mas estivemos sempre a favor de investimento de proximidade, que dá emprego e cria riqueza.

O TGV foi cortado, pelo menos na “conversa” oficial, mas 900 Milhões de euros continuam inscritos no Orçamento. O que faz lá esta verba tão importante se o TGV foi adiado? Dizem os socialistas que se trata de não perder as verbas da UE, o que a oposição rebate dizendo que tem garantias da UE que estas verbas podem ser reinscritas noutros programas.

No essencial, as instituições de notação financeira, já vieram dizer o que pensam de um país que não cresce, que não cria riqueza. A classificação do país desce enquanto os juros da dívida externa monstra sobem!

Com o crescimento que se espera para a economia, o desemprego vai subir mais 2% até 2012, o que quer dizer que vamos atingir a cota do 12%. Para quem começou a prometer que ia criar 150 000 empregos, não está mal!

O governo e a oposição passam a pasta ao presidente

O Governo e a oposição estão de acordo em 99,06% do orçamento e fazem uma guerra por 0,04% ?

Estão principios em discussão e com principios não se transige? Mas alguem acredita nisso com estes políticos? O esticar da corda, tanto da parte do governo como da oposição foi até ao ponto de não lhes rebentar nas mãos. Dramatizaram tudo o que havia a dramatizar, tipo “agarrem-me que eu demito-me…”

Mas a verdade é que nunca pisaram a linha de não retorno. Não só a situação não admite recuos como ninguem perdoaria que o governo ou a oposição, deixassem o país com os graves problemas que enfrenta.

A vontade de Sócrates é largar tudo e depressa, tudo desabou, agora já não são jornalistas em campanha negra, são altas figuras e instituições internacionais a dizerem o que ele sempre negou. O país está numa crise tremenda, a dívida é mesmo um caso muito sério, o crescimento nem vê-lo.

Mas o PSD não pode deixar cair o Alberto João, ele que é um jardim, e aí está a fazer que faz mas não faz . Porque ninguem compreenderia que numa altura em que todos dizem que é preciso gastar menos o PSD queira gastar mais.

Há uma saída, para este círculo vicioso, a contento de todos, o Presidente, que veste o seu melhor fato , veta a lei das Finanças Públicas! O PS já tem o que quer, não deixar que a bola de neve cresça na cabeça dos autarcas, o PSD passou a mão pelo lombo do Jardim e o Presidente passa a tambor para os partidos e a salvador para os cidadãos.

Et voilá, continuamos é num beco sem saída no que à economia diz respeito, mas se não há dinheiro para as Finanças Locais menos há para os megaprojectos e recuam todos perante as autoridades da UE, sem perder a face.

O Cavaco Silva é que não deve gostar nada disto, embora ganhe novo mandato!

Assim de repente, a crise está de regresso

Assim como quem não quer a coisa, o aviso está feito. O jornal i assinala hoje que o stress político em relação ao orçamento de Estado não está fechado. Com a ameaça de demissão do ministro das Finanças em cima da mesa, caso a Lei das Finanças Regionais proposta pela oposição seja aprovada, o primeiro-ministro fez saber que a coisa pode acabar na demissão de todo o Governo.

O Conselho de Estado de hoje pode trazer novidades. A economia estará em foco. Desde o orçamento, até às análises das agências de rating, passando pela subida de impostos ou redução de salários.

O país é que está cansado destas histórias. Isto é, o país que se interessa, porque a maior parte parece alheia a estes dramas. Se calhar com razão…

Teixeira dos Santos e a pá do Orçamento


No Sábado à tarde, nos jardins da Fundação de Serralves, o Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, fez-se fotografar em frente à grande pá que domina a entrada dos jardins. Gracejando, disse que era para tapar o buraco do Orçamento. A nossa repórter Carla Romualdo estava lá e conta tudo aqui.
Pois bem, ontem estive eu no mesmo sítio, mas não me fiz fotografar junto da pá, porque é uma coisa um bocado parva de se fazer. Entretanto, enquanto tirava a fotografia que ilustra este «post», ouvi um brilhante comentário de um cidadão anónimo: «Está castiça, a pá do trolha».
Só fiquei com uma dúvida: Aquilo é uma obra de arte?

Pode ser um grande orçamento…

Ninguém gosta do Orçamento, não responde às questões essenciais, levanta muitas dúvidas quanto à credibilidade, as empresas internacionais de notação financeira dizem que sabe a pouco, querem que o governo saia rapidamente, para onde entrou, empurrado pelas mesmas que agora o querem de lá para fora

E, no entanto, pode ser um grande orçamento!

Os banqueiros, perante o aumento de impostos para os seus chorudos vencimentos e prémios ameaçam ir-se embora. Há melhor notícia para o país ? Não há! Por mais voltas que se der, esta medida, se colocar fora do país os banqueiros nacionais é a maior contribuição para termos um país decente.

O Déficite e a Dívida são de tal monta e a contribuição deste orçamento para o seu controlo, é tão pequenina, que o mais certo é não haver ninguem que nos empreste dinheiro. Encontram melhor maneira para não se gastar mais dinheiro mal gasto?

As Parcerias Público- Privadas são de tal forma prejudiciais para o Estado que a sua continuação, será sériamente colocada em dúvida e a sua legalidade comprometida, como o próprio Tribunal de Contas tem vindo a anunciar.

O congelamento dos salários é tão injusto que, de uma vez, abrirá os olhos a quem acredita nas mentiras que Sócrates e o seu governo têm aventado todos estes anos a fio.

Os megainvestimentos estão seriamente comprometidos por falta de dinheiro e pela incapacidade de o pedir emprestado, pelo que melhor notícia não pode haver.

E, após, estas misérias todas, até pode ser que o próprio Sócrates perceba que não faz nem deixa fazer…

Greves, Orçamento, Ano Judicial e afins

A Ministra da saúde, veio apelar ao bom senso dos enfermeiros. Que tal o Governo começar a dar o exemplo desde logo no Orçamento e naquilo a que chama de “défice reduzido”? Isto para além dos custos futuros para as novas gerações.

E por falar em bom senso, e, pelos vistos em falta de comunicação, a Marinha disparou contra embarcação da Polícia Marítima. Aquilo em alto mar deve ser uma seca, por isso o pessoal tem que se entreter com qualquer coisa. Podiam era ter um pouco mais de cuidado.

O Governo dos Açores teima em querer comprar Magalhães. Façam como o Ministro das Finanças, e usem um da concorrência… Até mesmo a nova engenhoca da Aple, que, pelos vistos, é um iPhone em ponto grande. Deve ser uma questão de hormonas ou fermento (dizemos nós que queremos é vender muitos Magalhães…)

Em cada sessão de abertura do ano judicial, é cada vez mais patente o desacerto da nossa Justiça. Aconselho a leitura, sem frases truncadas ou retiradas do contexto, do discurso integral de A. Marinho e Pinto para se perceber porque é que há gente que insiste em descredibilizá-lo.

Por fim, e apesar do que dizem os nutricionistas, e por via das dúvidas, dou de conselho aos amigos continuarem a comer presunto.

Economia e Finanças:

Eu não percebo muito de finanças mas gostaria de saber as reais contrapartidas para a Madeira de todo ESTE acordo. É que não há almoços grátis. Sobretudo quando alguns terão de se sacrificar em nome de todos. Mas continuando a afirmar que nada percebo de economia e finanças, não deixo de ficar surpreendido ao ler que Portugal vai emprestar dinheiro a Angola. De certeza? Não será ao contrário?

O Orçamento passa…

O CDS negoceia medidas concretas avulso, tira dali põe acolá, não aumenta despesa nem retira receita. Maiores apoios à agricultura, deixar cair o Pagamento Especial por Conta, maior exigência ao nível dos apoios sociais.

O PSD negoceia grandes linhas gerais. Controlar a Dívida e o Déficite. E uma e outra impõem congelar grandes obras públicas que não são prioritárias mas que Sócrates, teimosamente, quer levar por diante. A verdade é que chovem de todo o lado alertas sobre a nossa situação. As contas públicas estão em roda livre, as instituições internacionais já começaram a baixar o “raking” do país, o que quer dizer que a factura é mais pesada.

Com a Dívida Pública aos níveis actuais não há crescimento da riqueza, como vários estudos mostram  e de que Portugal é exemplo. Aumentar a dívida ainda mais é transferir para fora do país uma fatia muito significativa da riqueza nacional.

O BE e o PCP nem sequer vão a jogo, tal é diferença que os separa do governo.

Os sinais que Sócrates já cedeu no que é mais importante, já fazem parte do discurso de Portas e de Manuela F. Leite. Pode esconder-se a verdade durante algum tempo mas o momento da verdade chega sempre.

Trazer banhistas para a Caparica a partir de Madrid parece não constituir uma prioridade, até porque só funcionaria nos três meses de verão, nos outros nove meses teríamos os empresários virem a Lisboa de manhã e voltar à noite.

O que levará um político tão mal preparado como Sócrates a querer ser primeiro- ministro?

A resposta não está no Orçamento…

O Orçamento de todas as desilusões

Como há muito aqui defendíamos, o Orçamento seria a o momento da verdade, para Sócrates e o seu ministro das Finanças. O PSD e o CDS não podem de forma nenhuma embarcar num documento tão importante, sem que as contas reais sejam a base da discussão.

O PSD baseia os seus argumentos em duas questões absolutamente essenciais. O controlo da dívida e do déficite das contas públicas. Quanto à dívida, se continuar a crescer, será a hipoteca da nossa vida colectiva, como se está a ver com o exemplo da Grécia. É o factor determinante para a economia poder crescer, ao actual nível e, bem pior, com as grandes obras públicas que o governo teima em levar por diante, uma parte muito significativa do rendimento nacional sairá do país, à conta do serviço da dívida. E, sem controlo do déficite, é bem de ver que será coberto ou com o empobrecimento dos cidadãos ou com mais dívida.

O CDS luta pelo racionamento na atribuição do salário mínimo e pela descompressão dos impostos sobre as PMEs, condição essencial para prover a sua existência e viabilidade, mas isso custa dinheiro, e os socialistas precisam de mais dinheiro e não de menos.

O verdadeiro retrato da situação financeira está aí, que Sócrates andou a esconder com as parcerias público/privada ( contratos leoninos contra o Estado), com os déficites acumulados em empresas públicas, especialmente na área dos transportes, onde os déficites acumulados montam a muitos milhares de milhões de euros e que fará saltar a dívida dos actuais irreais 90% para 120%.

É uma situação dramática que exige verdade!

Manuel Monteiro lê o Aventar

Hoje no Público, num interessante artigo, Manuel Monteiro vem dizer o que aqui tambem já defendemos. O PS deve viabilizar o Orçamento com o PCP e com o BE, afinal quem defende mais e maior Estado e que está a favor dos Megainvestimentos e consequente crescimento da despesa pública!

Quem defende, como caminho para a saida, numa aposta estratégica nas PMEs e nas famílias, não deve viabilizar este Orçamento, a não ser que aí estejam reflectidas as políticas que PSD e CDS defendem.

E não há drama nenhum se Cavaco Silva, perante um primeiro -ministro que julga que está a governar em maioria, avançar para a demissão deste governo e der posse a outro governo que faça parte da solução e não do problema, como é hoje evidente com Sócrates.

Sem esperança e na continuação de políticas sem esperança e que nos trouxeram a esta situação, há em Democracia cenários que podem romper com este círculo vicioso, onde não se faz nem se deixa fazer.

Há no país, uma profunda desilusão e o povo anseia por melhorias, ninguem julgue que haverá qualquer reacção a favor de quem, nos últimos cinco anos deu bastas razões para que não se acredite na sua tão autoapregoada competência.

Como diz MM ( e isto não leu no Aventar) é Sócrates que depende de Cavaco e não o contrário!

Como se sai disto?

A verdade que Sócrates esconde:

PIB: 160 mil milhões e que não cresce desde que o PS tomou conta do poder e não vai crescer nos próximos cinco anos.

Despesa do Estado: 80 mil milhões (metade do PIB, da riqueza do país já vai para o Estado)

Desemprego: 10% o que corresponde a cerca de 600 000 pessoas (se considerarmos que são as famílias mais pobres as que mais depressa vão para o desemprego, podemos calcular que há 1 200 mil pessoas a viver mal,  por cada desempregado, outro que depende dele)

Dívida pública ; 120% do PIB, isto é, precisamos de trabalhar um ano e mais cerca de 2,5 meses para pagar o que devemos! (Os TGVs são pagos com mais dívida!)

Déficite corrente: 8/9%, conforme o que possam esconder passando despesa para debaixo do tapete.(diferença orçamental entre despesa e receita)

Apoios sociais: 5 mil milhões de euros, o que quer dizer que, como não há crescimento de criação de riqueza, é insustentável.

Descontos nos impostos: 1,2 mil milhões, que como se percebe, quem embolsa, são os que têm dinheiro para fazer PPRs e seguros, os que ganham o vencimento mínimo, ou perto disso, não são beneficiados por descontos.

Se, em vez de fazermos as contas em relação ao PIB, as fizermos em relação ao Rendimento Nacional, (PIB – juros da dívida) estes números ainda são mais assustadores!

A carga tributária já anda perto dos 42% o que retira competitividade à economia e não é atractiva para o investimento estrangeiro. Não deveria ultrapassar os 35%! Mas como, se é quase certo que vamos ter que aumentar impostos?

Então como se sai disto?

Sai-se criando riqueza, produzindo bens transaccionáveis e que se exportam e que substituam importações! Nada que os megainvestimentos façam! Congelar salários da função pública, que foram aumentados em 2,9% por causa das eleições, num ano onde a inflação foi menos que zero! Investimentos públicos de proximidade que dão emprego imediato. Escolher as actividades económicas onde o país tem experiência e condições naturais e humanas. Nas novas actividades onde há competências!

E largar de vez a banca, as construtoras, as grandes empresas públicas, os grandes grupos económicos que já são grandinhos e podem viver sem a mama do Estado!

Sócrates continua a mentir, bem como o seu pinóquio das Finanças! A discussão do Orçamento vai ser feita sobre as mentiras ou sobre as contas verdadeiras?

Com mentiras nunca iria a jogo. Deixem-no a falar sozinho!

Madrilenos na Caparica em TGV!

Os megainvestimentos eram decisivos, já a correr e a saltar. Sócrates já vem dizer que se trata de preparar, não é para amanhã, temos que olhar as contas do Estado, o déficite, a dívida, enfim, tudo o que os maus da fita lhe vêm dizendo há pelo menos quatro anos.

Entretanto, o Ministro das Obras Públicas (outro pândego) veio dizer hoje que Lisboa vai ser a praia de Madrid, com o TGV é um saltinho, é ver os madrilenos saírem a meio da tarde de sexta-feira e virem dormir à Caparica. Este é o maior argumento e o mais original para defender a construção do TGV!

Estou convencido!

Mas não ficamos por aqui, o Ministro das Finanças  (este tem mais responsabilidade porque é economista e o nosso Primeiro…) já vem dizer que, afinal o mais certo, é aumentar impostos, tiraram-lhe o “pagamento por conta” o tal que é cobrado às empresas antes, e muitas vezes, sem terem lucros. Grande maneira de tornar as nossas empresas competitivas e, em último, obrigarem-nas a fecharem e contribuírem para o aumento do desemprego.

Como sempre se soube este governo não tem nenhuma política para sair disto! Vai seguir as regras como os outros, o país vai ficar mais pobre e os milhões que entraram no bolso dos banqueiros e dos especuladores, vai ser tirado a quem trabalha!